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Paraná moderniza normas de uso e manejo de agrotóxicos

Novas regras foram estabelecidas em resolução conjunta de diversos órgãos do Estado e extinguem normas criadas em 1985 e já ultrapassadas

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Uma resolução conjunta da Secretaria de Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria da Agricultura e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) atualiza as normas sobre o uso e manejo de agrotóxicos no Paraná. O documento assinado no dia 12 de dezembro já está em vigor.

A mudança é resultado de um amplo processo de diálogo entre instituições do Estado e entidades privadas ligadas à agricultura, que pediam a revogação de uma normativa de 1985, já superada por outras regulamentações. Além de atualizar as regras, a nova resolução alinha as atribuições dos órgãos governamentais no setor.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, George Hiraiwa, a revisão das regras é um meio de colaborar para a eficiência da fiscalização agropecuária. “As normas precisam estar alinhadas com as transformações no campo, a agricultura de precisão, garantindo o desenvolvimento sustentável, a segurança na produção de alimentos e, ao mesmo tempo, dando segurança ao produtor e ao ambiente”, explica ele.

O diretor-presidente da Adapar, Inácio Kroetz, afirma que as novas regras contribuem para o bom funcionamento do trabalho dos órgãos de acompanhamento e fiscalização do uso de agrotóxicos no Paraná. “O que a nova resolução faz é modernizar, retirando de vigor algumas regras que já não correspondem à realidade do Estado e práticas atualmente não permitidas”, explica.

A Resolução revogada previa, por exemplo, que os produtores deveriam enterrar embalagens de agrotóxicos, o que atualmente é proibido. A normativa extinta tinha orientações sobre o uso de agrotóxicos relacionadas apenas à distância entre as lavouras, e não quanto às propriedades do produto.

“É preciso acompanhar a modernização dos implementos agrícolas e dos produtos, que mudou muito nos últimos anos. Nosso trabalho está contemplado pelas demais legislações, mais recentes”, complementa o chefe de gabinete da Adapar, o engenheiro agrônomo Manoel Luiz de Azevedo.

Azevedo esclarece que a mudança não traz impacto na atuação da Adapar, que segue responsável pela fiscalização constante do uso de agrotóxicos e por coibir seu uso inadequado.

Setor produtivo

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) fez parte do grupo de trabalho que discutiu a modernização das normas nos últimos anos. A entidade subsidiou os debates com uma análise técnica e jurídica que detalhava a situação e conclui que a Resolução nº 22, de julho de 1985 “é sobreposta a outras leis, pois existe ampla legislação que aborda a poluição por agrotóxicos, atendendo aos conceitos atuais e ao determinado pela Constituição”.

O relatório da entidade afirma ainda que a regra anterior “está desatualizada”, já que “algumas instituições foram substituídas e suas atribuições foram distribuídas em duas ou três outras instituições”. A Faep entende que a decisão do Estado moderniza e traz segurança jurídica da produção ao processamento e consumo de produtos agrícolas do Paraná.

Legislação

As normativas do Estado não ferem a legislação federal e estadual, nem outras regras que regem o uso de agrotóxicos. O tema é objeto das leis federais 7.802/89 e 12.651/12; da Lei Estadual 7.827/83; do decreto federal 4.074/02; do decreto estadual 3.876/84; da Portaria 86/05 do Ministério do Trabalho e Emprego; da Resolução SEMA 57/17; e da Norma Brasileira da ABNT NBR 9843 de 2004.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Mercado

Boi gordo mantém perspectiva de elevação nos preços

Mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana. “O ambiente de negócios segue sugerindo pela continuidade deste movimento na próxima semana, mesmo que isso aconteça de maneira comedida”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de alterações desse quadro durante a primeira quinzena de agosto. “A reposição entre atacado e varejo tem ocorrido em boa velocidade ao longo da cadeia produtiva no decorrer da primeira semana de agosto. Enquanto isso, a demanda doméstica de carne bovina vai reagindo, com a celebração do Dia dos Pais como um motivador adicional do consumo”, assinalou.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes. Conforme Iglesias, o panorama ainda aponta para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, com a reposição entre atacado e varejo fluindo de maneira satisfatória, e o Dia dos Pais ocupando um papel relevante para a evolução dos preços em São Paulo nesta semana.  

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de agosto:

  • São Paulo (Capital) – R$ 226,00 a arroba, contra R$ 225,00 a arroba em 30 de julho (+0,44%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 218,00 a arroba (+0,92%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 223,00 a arroba, ante R$ 220,00 a arroba, subindo 1,36%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 217,00 a arroba (+1,4%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 207,00 a arroba, contra R$ 205,00 a arroba (+0,98%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 690,742 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 30,032 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 169,247 mil toneladas, com média diária de 7,358 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.081,30.

Na comparação com julho de 2019, houve ganho de 30,19% no valor médio diário, alta de 27,07% na quantidade média diária e avanço de 2,45% no preço médio. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Embarques de soja do Brasil devem crescer em 2020 e 2021, aponta SAFRAS

Forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021

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Divulgação/MAPA

A forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021. As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 83 milhões de toneladas em 2021, subindo 2% sobre o volume de 2020, projetado em 81 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

“Com o Brasil devendo colher nova safra recorde em 2021, as exportações devem continuar crescendo, diante de uma demanda chinesa firme’, avalia o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque. Segundo ele, a demanda por biodiesel e por exportação de carnes deverão levar a um maior esmagamento. “Com isso, os estoques tendem a continuar apertados”, completa.

SAFRAS indica esmagamento de 45 milhões de toneladas em 2021 e de 44 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 3%, passando para 134,026 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 2% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 11%, passando de 2,185 milhões para 2,426 milhões de toneladas.

Subprodutos

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,6 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão cair 1% para 16,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,2 milhões, aumento de 4%. Os estoques deverão subir 38% para 2,529 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,1 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 760 mil toneladas, com queda de 20% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,4 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,55 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 6% nos estoques para 167 mil toneladas.

Comercialização

A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 95,7% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de agosto. No relatório anterior, com dados de 3 de julho, o número era de 92,9%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 78% e a média para o período é de 81%. Levando-se em conta uma safra estimada em 124,913 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 119,578 milhões de toneladas.

A venda antecipada para 2020/21 pulou de 39,8% no início de julho para 43,3%. A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 15,7%, e também supera a média normal para o período, de 16%.

Com a próxima safra projetada em 131,691 milhões de toneladas, o total já comprometido por parte dos produtores chega a 57,049 milhões de toneladas, antes mesmo do início do plantio.

“A comercialização está naturalmente evoluindo de forma mais lenta frente aos meses anteriores, devido ao pouco volume disponível para o restante dessa temporada e grande volume já antecipado da nova safra”, explica o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roq      ue.

Segundo ele, os produtores começam a focar nos preparativos o plantio da temporada 2020/21, que inicia em setembro.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Agentes projetam safras recorde com trigo no Paraná e no RS

Clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo

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Divulgação/AENPr

O clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo. Conforme o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, as condições meteorológicas no Brasil e na Argentina são essenciais para a formação de preços do grão no cenário interno.

A safra brasileira 2020 está em fase de desenvolvimento, com a colheita prevista para iniciar no final de agosto no Paraná e em outubro no Rio Grande do Sul. Assim, a expectativa é de que a entrada da oferta no mercado comece a pressionar uma queda nos preços de referência a partir de setembro. Os produtores argentinos enfrentam o clima seco preocupante, mas a expectativa segue de uma safra cheia no país.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, as lavouras tiveram uma leve piora no quadro de desenvolvimento ao longo da semana. Nesse momento, 88% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 10% em situação média e 2% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (36%), floração (34%), frutificação (26%) e maturação (4%).

O plantio da safra 2020 de trigo do estado foi estimado em 1,133 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 10%.

A produção deve ficar em de 3,686 milhões de toneladas, 72% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.252 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

O gerente de suprimentos do Moinho Globo, Rui Souza, acredita que a safra de trigo do Paraná pode ser recorde em 2020. Segundo ele, as lavouras semeadas com a cultura neste ano são as melhores nos últimos dez anos. Ele crê que o estado pode superar o maior volume produzido na história, em 2014 – 3,79 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo do Rio Grande do Sul entraram em fase de floração. Segundo boletim semanal da Emater/RS, 2% estão nesta fase mais avançada, enquanto 98% ainda estão em desenvolvimento vegetativo ou germinação. O desenvolvimento está de acordo com a média dos últimos cinco anos, mas, em igual momento do ano passado, 3% das lavouras já estavam em floração.

A semana iniciou com a ocorrência de chuvas de média a baixa intensidade e temperaturas mais baixas; na segunda metade, a elevação das temperaturas e o predomínio de sol no estado favoreceram o desenvolvimento do trigo. As geadas ocorridas em algumas localidades não afetaram significativamente os cultivos.

“Não se surpreendam se o Rio Grande do Sul entregar ao mercado mais de 3 milhões de toneladas em 2020”, disse o presidente da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do RS, Hamilton Jardim. O dirigente acredita, também, numa área surpreendente superior a 930 mil hectares. Jardim falou em evento online realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) para debater a safra 2020.

Fonte: Agência SAFRAS
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