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José Luiz Tejon Megido Opinião

Recorde da safra 2018/2019 salva a economia brasileira

Dessa forma, economicamente falando, o agro para o governo Bolsonaro por enquanto o está salvando

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

E vem aí o novo recorde de safra no Brasil. Uma boa notícia perante a tristeza do pífio crescimento do PIB em 2019, em torno de 1%, ou abaixo disso.

Os produtos com maior aumento de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de hectares.

Iremos para 240,6 milhões de toneladas de grãos, 5,7% a mais do que na safra passada. Não fosse o crescimento da safra brasileira e o resultado positivo, nossa situação econômica seria muito mais aflitiva.

Dessa forma, economicamente falando, o agro para o governo Bolsonaro por enquanto o está salvando. Entretanto, para que possamos crescer o agronegócio brasileiro agora, não o conseguiremos mais sem um planejamento.

Precisamos de comunicação. Primeiro mostrar aos clientes internos e externos o agro brasileiro legal. Aquele que não faz desmatamento ilegal, que aplica defensivos corretamente, que tem as práticas conservacionistas e sustentáveis de acordo com o estado da arte científica.

Depois precisaremos consertar as imperfeições da ilegalidade no registro de terras e aperfeiçoar o grande drama da crise fundiária ilegal no país. E em paralelo a tudo isso, precisamos urgentíssimo de um business plan, ou seja,  um plano de negócios, como qualquer empreendedor; desde o mais micro ao maior do mundo precisa fazer.

Uma meta de A a Z, de todas as cadeias produtivas brasileiras. Rumo a um trilhão de dólares para o agro nacional e um bilhão de toneladas de produtos em cinco anos; ou fazemos isso ou não haverá o crescimento do PIB brasileiro.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Há potencial no Brasil para dobrar os ganhos com embarques de produtos para a Ásia

Há potencial no Brasil para mais do que dobrar os ganhos com embarques de produtos para o continente asiático

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Um estudo divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que há potencial no Brasil para mais do que dobrar os ganhos com embarques de produtos para o continente asiático.

O Brasil exportou 40,67 bilhões de dólares em produtos do agronegócio para China, Indonésia, Japão e Vietnã em 2018, ou cerca de 40% do total embarcado pelo segmento no período. Mas o país pode aumentar em 58,5 bilhões de dólares sua participação nesses mercados, totalizando 99,17 bilhões de dólares, ou seja, mais 144%.

Representantes da CNA, que integram a delegação que acompanhou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em viagem a China contaram que o mercado chinês é a grande promessa e pode gerar 20 bilhões de dólares a mais no futuro. Segundo a CNA, entre os produtos com maior potencial para alavancar as exportações, encontram-se o complexo soja, cereais, carnes bovina e suína, lácteos e frutas.

A CNA lembra que os chineses foram nossos maiores parceiros comerciais no ano passado, com movimentação recorde de 35,59 bilhões de dólares. Em 2018, o Japão também comprou 2,14 bilhões de dólares do agronegócio brasileiro e tem potencial para crescer 19 bilhões de dólares. A pesquisa da CNA destaca que cereais, carnes bovina e suína, madeira e soja em grão estão entre os itens com mais oportunidade de demanda no mercado japonês.

Já a Indonésia tem potencial para aumentar a compra dos complexos soja e sucroalcooleiro em 10,2 bilhões de dólares, e apenas no ano passado ficou em 1,26 bilhões de dólares as exportações. E o Vietnã pode render 9,3 bilhões de dólares, além dos atuais 1,68 bilhão de dólares que o Brasil já exporta do complexo soja, e de produtos florestais, têxteis e cereais, que representam cerca 70% desse potencial de crescimento.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

No agro, a generalização é um grande risco na comunicação

Você toma uma parte do todo e generaliza a parte pelo todo, como na velha brincadeira da lógica insana

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Cerca de 600 cientistas assinaram um documento e publicaram na Revista Science, em um texto redigido pela bióloga Laura Kehoe, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que a Europa, o segundo maior cliente do Brasil, precisava parar de importar desmatamentos.

Isso está ligado aos dados de 2018, em que ocorreram 7900 km² de desmatamento na Amazônia. E nesse documento, os cientistas exigem três coisas: Direitos humanos; Rastreabilidade aperfeiçoada; e Participação de cientistas nas políticas públicas, ambientais e comunidades locais e indígenas.

Esses desejos humanistas e ambientalistas são legítimos. Mas, onde está o erro?

Está em utilizar esse número de desmatamento, onde 80% dele está ligado ao crime, como grilagem de terras, terras não atribuídas a nenhum dono, ou então a dezenas de donos; desmatamento em assentamentos onde não existe a viabilidade econômica nem a posse dos lotes, estimulando o desmate para sobreviver, e esse que se associa intensamente ao comércio ilegal de madeira.

Comércio esse que precisaríamos descobrir urgentemente quem são os seus consumidores: onde estão os consumidores do crime da madeira ilegal da Amazônia?

A generalização do fato e a associação dele com o agronegócio é o que me parece um grave erro, e poderíamos fazer uma ilação disso com protecionismo econômico não tarifário dos interesses europeus contra o agronegócio brasileiro.

Um exemplo é a generalização de que os US$ 500 milhões de dólares das nossas exportações bovinas para a Europa sejam oriundas desses desmatamentos, ou de que os grãos, frangos e suínos sejam oriundos de exploração desumana e não sustentável do Brasil.

Significa um erro tosco de generalização, colocando no crime todo o agro brasileiro e o povo do país.

Tão tosca a relação dos crimes realizados pela grilagem, comércio ilegal da madeira e desmate em assentamentos sem viabilidade econômica, como se fôssemos no Brasil um país onde isso poderia ser generalizável para todo o agronegócio.

Quero ressaltar que acabei de conhecer um dos pioneiros da pecuária sustentável da Amazônia, em Alta Floresta e Carlinda, no Mato Grosso, um dentista que virou pecuarista, Dr. Celso Bevilaqua.

Por exemplo, na Amazônia existe a Pecuária Sustentável da Amazônia – PECSA. E para que os brasileiros saibam e os cientistas europeus também, recebemos investimentos de fundos de clima Althelia, Banco Europeu de investimentos, além de outros investidores.

Na PECSA o que a carta dos cientistas afirma não cabe e não permite qualquer generalização e conexão com o crime, além de obras preciosas de compromissos com a sustentabilidade em exemplos como de uma Agropalma.

A ilegalidade na Amazônia é assunto de lei, de justiça, e não dos produtores brasileiros que, na sua gigantesca e imensa maioria, são sérios e valorosos. Aliás, oriundos de todas as raças do planeta, inclusive da Europa, essa que nos quer dar lições de moral, – como se ainda tivesse a autoridade real da corte.

Você toma uma parte do todo e generaliza a parte pelo todo, como na velha brincadeira da lógica insana.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Peste Suína na China preocupa a demanda por soja no Brasil

Suinocultores brasileiros esperam, sim, vender mais e a melhores preços

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Por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse em reunião na Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA), que, com certeza devido a Peste Suína na China – que já deve ter dizimado cerca de 200 milhões de porcos – “venderemos menos soja, mas venderemos mais carnes”. Ainda disse a ministra: “agregaremos valor, vendendo menos soja, a 500 dólares a tonelada, versus suíno, frango e bovinos, a dois mil dólares a tonelada”. 

Nada como o bom acaso para nos proteger, como cantou os Titãs. Ou seja, a China está em meio a um grave drama que elevará também a sua inflação. Por ser o principal cliente do Brasil, não significa boa notícia.

Suinocultores brasileiros esperam, sim, vender mais e a melhores preços, mas não há rebanhos no mundo que possam suprir o drama chinês. Por outro lado, devido a demanda menor da soja, a oleaginosa segue com preços menores, e a China no 1° trimestre deste ano importou no geral menos 14% do que em 2018.

A Agência Reuters informa que a Peste Suína na China está fora de controle. Enquanto isso, aqui no Brasil o ideólogo Olavo de Carvalho, o guru, levou um puxão de orelha dos militares; e as lideranças dos caminhoneiros, em reunião com o governo esperam sucesso com a ideia utópica de aumentar a tabela do frete mínimo, conforme aumenta o custo com diesel. Deveriam, sim, se organizar em cooperativas de transporte, por exemplo, a Cootram, de Nova Mutum/MT.

E seguimos na nossa campanha: ou o Brasil cresce 4% ao ano ou não haverá riqueza pra ninguém. Pra isso, precisamos de um plano agroindustrial nacional pra já.

Fonte: Assessoria
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