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Bovinos / Grãos / Máquinas Meio Ambiente

Produtor do Paraná reduz em 50% uso de defensivos agrícolas

Produtores rurais utilizam MIP e MID na propriedade para maior produção e menor utilização de defensivos

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Francine Trento/OP Rural

Sustentabilidade, maior produção e lucratividade no plantio da soja, além de mais assertividade na tomada de decisão. Estas são as situações que melhor descrevem a atividade quando o agricultor adota o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o Manejo Integrado de Doenças (MID) na lavoura. Os dois programas são desenvolvidos com produtores rurais do Paraná através de uma parceria entre Emater-PR e Embrapa. Entre os benefícios dos programas estão o menor uso de inseticidas nas propriedades, consequentemente menor investimento para compra destes produtos, e uma maior rentabilidade nos resultados finais da safra.

 Quem fala com propriedade sobre o assunto é o produtor rural Sandro Rogério Tagliari, de Assis Chateaubriand, do Oeste do Estado. Com uma área de 30 alqueires, ele adotou estes manejos há cinco anos. Agora, não quer mais saber de outra forma de trabalhar na propriedade. “Trabalhei com o auxílio da Emater-PR. No início fizemos somente em cinco alqueires. Porém, com os ótimos resultados que tive, passei a aplicar em 100% da área”, conta.

Ele comenta que, como agricultor, estabeleceu um dia de semana em que faz o monitoramento de toda a área para ver o dano das pragas e a questão de doenças. “A Emater tem um coletor de esporos que me passa essas informações”, diz. Com estes dados em mãos, o produtor faz a aplicação de inseticidas somente no momento certo, sem o perigo de aplicar quando não é necessário e perder dinheiro.

Tagliari informa que desde que adotou os manejos, a diferença em toda a produção foi perceptível. “Eu tive áreas na propriedade em que a aplicação de inseticida foi zero. Eu diminui em média 50% da aplicação de defensivo agrícola. Tudo isso por meio dos dados que hoje eu tenho da minha propriedade, porque antigamente eu não tinha tanta informação e agora, com o que eu tenho, eu possuo maior critério para fazer as minhas aplicações, para não fazer nos momentos indevidos e assim perder dinheiro”, explica.

O produtor rural conta que a produção dele não aumentou em números, porém, o lucro que tira da propriedade passou a ser maior. “A rentabilidade que eu tiro de cada safra está maior porque o que está acontecendo é que eu estou produzindo igual, mas estou gastando menos. Dessa forma posso dizer que a rentabilidade aumentou”, comenta.

Inimigos e amigos

Para Tagliari a força de vontade do produtor é um quesito essencial para o bom funcionamento dos manejos na propriedade. “Eu recomendo para outros fazerem também. Não é fácil, é o nosso meio de vida e sobrevivência. Eu preciso estar na minha propriedade toda semana monitorando. Tiro um dia inteiro para fazer tudo o que é necessário e tomar a minha decisão de aplicar ou não o inseticida, para que eu vou aplicar e quando”, diz. Além do mais, com o manejo integrado, agora o produtor sabe a diferença dos inimigos e amigos naturais. “Temos assim o controle das pragas invasoras, que são os inimigos e temos que cuidar deles. Dessa forma trabalhamos para eliminar as pragas e manter os amigos naturais, que são fundamentais para a produção”, afirma.

Produção é de grãos, não de folha

“A hora que o agricultor entende o manejo de pragas, ele perde o medo e fica tranquilo. Já não é mais aquela coisa de que furou uma folhinha tem que aplicar o inseticida. Ele já vê que não precisa fazer isso, porque ele não está vendendo folha, soja não é alface, ele está vendendo o grão”, afirma o engenheiro agrônomo e coordenador estadual da área de grãos do Instituto Emater-PR, Nelson Harger. 

O profissional, que coordena o programa de manejo com os agricultores do Paraná, comenta que o produtor está sempre muito atento e preocupado em fazer um bom controle de pragas e doenças, mas ele tem muita dificuldade em tomar decisão de qual o melhor momento em iniciar as aplicações. “E é exatamente isso que estes programas ajudam”, diz.

Segundo Harger, o agricultor que sabe o que está acontecendo na lavoura em termos de praga, acompanha toda a semana, vê se a população de pragas tem aumentado ou diminuído, que praga tem aumentado, não se assusta e toma a decisão baseada em critérios técnicos e acaba iniciando as aplicações mais tarde. “Os nossos trabalhos, que estamos desenvolvendo há cinco anos, têm mostrado que em média o agricultor que cuida desses detalhes faz a aplicação de inseticida 31 dias mais tarde. Isso para a cultura da soja é fantástico, porque ao invés de aplicar no início do ciclo da soja, ali pelos 40 dias, ele passa a aplicar somente aos 70 dias. Isso é um resultado incrível”, avalia.

Pesquisa a campo

Trabalhando dessa forma, o profissional comenta que o foco principal tem ficado nos percevejos, já que nos últimos anos não há problemas sérios com lagarta no Paraná. “Então, porque fazer aplicações muito cedo sem necessidade? Isso são trabalhos totalmente referendados pela pesquisa”, argumenta.

Harger conta que o MIP e o MID já foram desenvolvidos em 612 propriedades do Paraná. “São locais que trabalhamos para que os outros produtores visitem e adotem. Para eles terem certeza de que isso funciona”, informa. De acordo com ele, este manejo tem dado muito certo. O engenheiro agrônomo conta que o produtor e a assistência técnica precisam entender que o comportamento da doença não é o mesmo todos os anos. “Em 2017 tivemos geada e seca em setembro, o que matou aquelas sojas voluntárias, então não havia uma multiplicação inicial da ferrugem cedo. A doença apareceu no começo de dezembro. Quem fez alguma aplicação antes, perdeu dinheiro”, conta. Para ele, o produtor precisa fazer as contas do que é necessário.

O profissional explica que já no ano passado foi diferente. “Não tivemos geada, houve muita chuva desde agosto, e com isso muita soja voluntária sobrou nas lavouras, então, a ferrugem começou mais cedo. Houve focos importantes nas regiões de Palotina e Marechal Cândido Rondon”, comenta. Ele reitera que cada ano varia, e é preciso que o produtor observe isso.

A grande questão que deve ser encarada pelo produtor rural é quanto a correta tomada de decisão para a aplicação dos inseticidas na propriedade. “Nós temos nas propriedades os coletores de esporos. Em algumas regiões sabemos se já está circulando esporos de alguma doença. O agricultor a assistência técnica vêm isso e sabem que já existe risco de infecção. Dessa forma, em conversa, eles já decidem pela aplicação e o melhor momento a fazer. Assim usamos o critério técnico”, afirma. O profissional comenta que este trabalho é um avanço para o produtor rural. “É algo feito para ele ter mais rentabilidade, feito para o setor produtivo ter mais informação”, diz.

Mais sustentabilidade

Um dos grandes ganhos com a utilização do MIP e do MID vem também para o meio ambiente. Isso porque, com a utilização dos inseticidas somente no momento certo e se há necessidade, a utilização de defensivos nas propriedades acaba sendo menor. Em uma pesquisa realizada durante cinco safras pelo Emater mostra que o número de aplicações de inseticidas diminui pela metade com a utilização destes manejos.

“O agricultor aplica mais tarde, produz uma agricultura mais sustentável e ganha mais dinheiro”, destaca Harger. Dessa forma, o produtor acaba tendo avanços ambientais e econômicos ao mesmo tempo, reitera o profissional. “Isso faz com que acabe casando as questões. Não é que o produtor deixa de ganhar dinheiro, ele continua ganhando e ganha mais, agredindo menos o meio ambiente, porque ele só vai fazer a aplicação quando é realmente necessário”, assegura. Para o profissional, esta forma de manejo acaba sendo melhor para todos, para os agricultores e pessoas da cidade.

Profissionalismo

O engenheiro agrônomo menciona que o agricultor é um empresário e quer fazer as coisas da melhor forma possível. “Ele está mudando o comportamento de ver e decidir, de querer informação de qualidade e querer dinheiro no bolso. Estamos passando por uma fase muito radical de mudanças nessa questão, o agricultor está evoluindo muito, está mais exigente, quer mais informação e assistência técnica de qualidade”, expõe Harger.

Para o profissional, a agricultura evoluiu bastante nos últimos anos e continuará evoluindo nos próximos. “Imagina o agricultor daqui a 10 anos, já vai ser outra realidade. A agricultura vai evoluir muito, ela nem começou a evoluir ainda, tem muito o que andar. Em uma visão empresarial, de mais competitividade, o Brasil realmente vai ser a grande referência mundial de produção de alimentos, não tenho dúvidas disso”, afirma.

Capacitação

Para aqueles produtores que ainda não conhecem e querem começar a aplicar o MIP na propriedade, Harger informa que ele pode procurar o Senar, que oferece um curso de manejo de pragas. “Toda semana tem um grupo em uma propriedade que está fazendo esse curso, com questões práticas de campo. Com essa parceria, o melhor caminho para mais agricultores entrarem no MIP é tentar se encaixar em um curso do Senar”, recomenda o profissional.

E foi exatamente isso que o produtor Sandro Rogério Tagliari fez. Ele conta que quando soube do curso, fez a inscrição. “Eu estava fazendo outro curso no Senar quando ouvi falar que tinha este. Entrei em contato e estava na reta final do curso, inclusive em duas regiões próximas à minha cidade não tinha mais vaga. Mas como eu tinha total interesse, deixei meu nome em uma lista de espera”, lembra. Para a sorte de Tagliari, um dia antes de começar o curso houve uma desistência e ele conseguiu uma vaga no curso do Senar do município de Toledo. “Eles me ligaram e eu fiquei bastante contente. Eu tive que me locomover 40 quilômetros toda a semana, mas o curso foi muito produtivo, valeu muito a pena”, afirma.

E o produtor não parou por ali. Depois de três anos que fez o curso, tem a certeza de que é preciso fazer novamente. “Neste ano preciso fazer uma reciclagem. Como é pelo Senar, é totalmente grátis para nós, e precisamos buscar conhecimento para fazer a nossa tomada de decisão”, afirma. Fazer o curso foi uma decisão acertada, segundo o produtor. “Precisamos ter rentabilidade na nossa lavoura. As vezes meu vizinho pode colher mais do que eu, mas sobrar menos para ele. Então, é isso que temos que buscar para nos aprimorar, rentabilidade e sustentabilidade. Gostamos da área rural e queremos nos manter vivos por muito tempo no campo”, declara.

O MIP

O uso do MIP extrapola os resultados econômicos e contribui para o controle biológico natural no agroecossistema, assim como reduz o risco de contaminação ambiental, uma vez que menos produtos são pulverizados no ambiente. Porém, o sucesso desse tipo de manejo exige dedicação, acompanhamento e presença do agricultor na lavoura. Sua adoção deve ter início antes mesmo da instalação da cultura, por meio da realização de monitoramento do grupo de pragas presentes na área a ser manejada para o plantio.

Entre as tecnologias sugeridas pelo MIP, destacam-se a observação de pontos simples, como: os níveis de ação estabelecidos pela pesquisa, especialmente em relação a lagartas e os percevejos; os métodos efetivos de amostragens e de monitoramento das pragas e de inimigos naturais; o controle biológico natural e aplicado na cultura; e a disponibilidade de produtos químicos e biológicos seletivos para serem aplicados quando for realmente necessário. O MIP-Soja também preconiza o cultivo das plantas transgênicas Bt que expressam proteínas que afetam insetos desfolhadores, como lagartas da soja e a falsa-medideira.

Harger explica que os técnicos acompanham a propriedade, fazem o monitoramento semanal e vão discutindo com o produtor para ele fazer a melhor tomada de decisão. “Quando chega o momento oportuno, em que as pragas estão em populações mais altas, se discute com o agricultor a aplicação, mas a decisão final é dele. Com isso ele vai criando confiança e vai adotando o melhor caminho nos próximos anos. Essa é a ideia”, afirma.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Micotoxinas e seu impacto negativo na atividade pecuária

Além de reduzir o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana.

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Fotos: Divulgação/Premix

Os fungos são organismos presentes em todos os ambientes e o seu desenvolvimento pode acontecer em diferentes fases da produção de alimentos, seja durante o plantio, a colheita ou o armazenamento. Durante o crescimento, as plantas podem passar por algum estresse térmico e/ou hídrico, causado por diferentes condições climáticas que as tornam mais vulneráveis ao ataque e desenvolvimento dos fungos. O mesmo ocorre durante as etapas de colheita, ensilagem e armazenamento do material colhido.

Condições ambientais como alta temperatura e umidade excessiva favorecem o desenvolvimento de fungos nos alimentos. Esses fungos, por sua vez, produzem substâncias tóxicas que afetam tanto animais quanto humanos. As micotoxinas, compostos químicos resultantes do metabolismo de diversos fungos, servem como mecanismo de defesa para os fungos, mas podem causar grandes prejuízos na atividade pecuária, pela sua capacidade tóxica aos animais.

Como essas substâncias podem ser encontradas em diversos alimentos, desde grãos e farelos (milho, algodão, amendoim, trigo, sorgo) até palhadas (comuns em sistemas de integração) e alimentos conservados (como silagens), é importante destacar alguns cuidados para evitar a proliferação dos fungos.

Medidas essenciais

Pensando no processo de ensilagem, o teor de matéria seca ideal no momento do corte da planta, o rápido preenchimento do silo e a compactação eficiente são medidas essenciais para evitar a permanência ou entrada de oxigênio no silo, uma vez que o desenvolvimento de microrganismos aeróbicos (incluindo os fungos) são dependentes de oxigênio. Para otimizar a fermentação e reduzir rapidamente o pH, impedindo o crescimento de microrganismos, o uso de aditivos específicos pode ser uma alternativa eficaz.

Considerando que neste período do ano as chuvas diminuem, assim como a qualidade e a oferta dos pastos, o fornecimento de grãos na dieta dos bovinos aumenta. Por isso, recomenda-se que o teor de umidade dos grãos armazenados não ultrapasse 14%.

Ação

Com relação às micotoxinas, as mais encontradas e estudadas são as aflatoxinas e as ocratoxinas (Aspergillus e Penicillium), as fusariotoxinas, que possuem como principais representantes os tricotecenos, a zearalenona e as fumonisinas (Fusarium). O contato com essas substâncias pode causar distúrbios metabólicos nos animais, impactando negativamente seu desempenho e, em casos extremos, levando à morte.

De modo geral, a contaminação com essas substâncias pode ocorrer de duas formas: pela via respiratória, através da inalação dos esporos, e pela via oral, por meio da ingestão de alimentos contaminados. Os sintomas são diversos e variam de acordo com a quantidade consumida, o estado imunológico do animal e a interação entre os diferentes tipos de micotoxinas ingeridas.
Na maioria dos casos, as micotoxicoses são detectadas quando existem casos de mortalidade na fazenda. O animal pode apresentar diversos sintomas antes do óbito, como redução no consumo de alimentos, perda de vivacidade, alterações na pelagem e no comportamento, resultando em queda no desempenho produtivo.

Um ponto que precisa ser destacado é que, devido a capacidade da microflora ruminal degradar ou transformar parte das micotoxinas em substâncias menos ativas, os ruminantes apresentam maior tolerância à presença dessas substâncias quando comparados aos animais não ruminantes. Isso pode levar o produtor, de forma errônea, a negligenciar alguns cuidados básicos com o armazenamento dos alimentos ofertados aos bovinos.

Nesse sentido, é importante alertar que, mesmo mais resistentes, as micotoxinas apresentam atividade antimicrobiana que podem resultar em alteração do processo fermentativo, redução do consumo de matéria seca, menor absorção dos nutrientes, baixa fertilidade e queda na imunidade, fatores estes que comprometem o desempenho animal.

Vale ressaltar que, além de reduzirem o desempenho e comprometerem a saúde dos animais de produção, as micotoxinas também apresentam riscos à saúde humana, pois produtos de origem animal oriundos de animais alimentados com dietas contaminadas podem apresentar resíduos no leite, carne e ovos.

Sistema imunológico

Entre as manifestações toxicológicas apresentadas pelas micotoxinas, o comprometimento do sistema imunológico talvez seja a mais preocupante. Algumas micotoxinas apresentam caráter mutagênico/carcinogênico, além de estarem também associadas a várias outras doenças crônicas e agudas. Dentre as toxinas, as aflatoxinas se destacam por serem extremamente tóxicas e são consideradas um dos agentes carcinogênicos naturais mais potentes.

Diagnóstico

Por outro lado, a detecção de intoxicação por micotoxinas é um desafio dentro da fazenda, pois existem alguns fatores que podem influenciar esse diagnóstico, como uma má amostragem do alimento contaminado ou sua baixa concentração, que dificultam sua identificação. Outro ponto que deve ser ressaltado é que, mesmo após a eliminação do fungo, as micotoxinas podem estar presentes e ainda causar prejuízos no setor.

Adsorventes

Quando se pensa nos prejuízos que as micotoxinas causam e na dificuldade da sua identificação no dia a dia na fazenda, produtores e técnicos têm recorrido ao uso de adsorventes nas dietas dos animais. Esses aditivos, sem valor nutricional, quando adicionados a dieta, possuem a capacidade de se aderirem à superfície das micotoxinas presentes, formando um complexo adsorvente-micotoxina, evitando a sua absorção e eliminando-as pelas excretas dos animais.

Artigo escrito pela zootecnista, doutora em Ciência Animal e consultora técnica da Premix, Josilaine Lima – Foto: Arquivo pessoal

Os adsorventes podem ser de origem biológica (leveduras, fungos filamentosos, bactérias, algas, enzimas microbianas) ou não biológica (aluminossilicatos, carvão ativado, bentonitas). Entre os adsorventes utilizados, podemos destacar o uso da parede celular, derivada de leveduras, onde parte dos seus componentes, como celulose e hemicelulose, possuem propriedades absortivas. Já os aluminossilicatos, em particular as zeólitas, são uma classe de minerais compostos principalmente de alumínio, silício e oxigênio, também com propriedades absortivas, ligando-se a toxinas e outros microrganismos patogênicos.

É importante destacar que a eficiência do adsorvente é medida pela sua estabilidade na ligação entre o agente ligante e a toxina, em uma ampla faixa de pH, considerando todas as variações de pH no trato digestivo do animal. O uso desses aditivos na dieta também pode otimizar a utilização de nutrientes, promovendo um ambiente digestivo saudável e aumentando a absorção de nutrientes essenciais.

Para finalizar, todos os gêneros de fungos e suas respectivas micotoxinas produzidas causam danos na produção, seja na reprodução, na imunidade e no menor ganho de peso, podendo, inclusive, levar o animal à morte. Sendo assim, o uso de adsorventes torna-se uma medida eficaz para reduzir o efeito negativo dessas substâncias. No entanto, é importante ressaltar que seu uso não diminui a importância dos cuidados básicos que o produtor deve ter durante a produção, colheita e armazenamento dos alimentos, assim como a procedência dos alimentos comprados destinados à alimentação animal.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura de leite e na produção de grãos acesse a versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Josilaine Lima Zootecnista, doutora em Ciência Animal Consultora técnica da Premix
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Bovinos / Grãos / Máquinas Animais eficientes na alimentação

ABHB e Embrapa Pecuária Sul inovam na Prova de Eficiência Alimentar

Objetivo do projeto é identificar animais mais eficientes na utilização do alimento

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Foto: Ricardo Móglia Pedra/Divulgação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e a Embrapa Pecuária Sul anunciaram o novo formato da Prova de Eficiência Alimentar (PEA), que representa um avanço significativo na estrutura já existente. Esta evolução marca uma nova e promissora fase da parceria entre as entidades.

O objetivo do projeto continua o mesmo, identificar animais mais eficientes na utilização do alimento. As melhorias visam contribuir para o aumento da produtividade na propriedade. “Os custos de alimentação representam até 70% dos custos totais de um sistema de produção. Nesse sentido, é fundamental identificar os animais que vão transmitir para a sua progênie uma maior eficiência no uso desses alimentos para convertê-los em carne de alta qualidade. Identificando e multiplicando esses animais nós vamos tornar os sistemas viáveis economicamente, mas também mais sustentáveis, porque eles vão aproveitar melhor os recursos e vão emitir menos gases de efeito estufa por quilo de carne produzido” destacou o chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso.

Dentre as modificações, ficou definido que a próxima edição será no início do ano de 2025. É importante destacar que as vagas serão limitadas, para no máximo 30 animais de cada raça, Hereford e Braford, e já estão disponíveis para reserva. Ao longo do processo será feita a divulgação das propriedades confirmadas, indicando quantas vagas ainda estão disponíveis.

A partir de agora, a prova também contará com um banco de dados que inclui informações genéticas coletadas ao longo dos anos pela Abhb. Com esses dados de desempenho dos animais disponíveis, será possível alimentar o banco de dados para permitir que, no futuro, os pesquisadores da Embrapa possam desenvolver uma DEP para característica de eficiência alimentar a partir de uma população de referência.

“Convido a todos os produtores a participarem desta excelente oportunidade que a Embrapa nos proporciona, uma maneira de testar a nossa genética para buscar linhagens de animais mais eficientes na parte alimentar” comentou o presidente da Abhb, Eduardo Soares.

Fonte: Assessoria ABHB
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Bovinos / Grãos / Máquinas Arapoti - Paraná

Expoleite comemora 50 edições nesta semana com programação ampliada e em espaço revitalizado

A Expoleite acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13), das 8h30 às 22 horas, a entrada e as atividades são gratuitas.

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Foto: Divulgação/Capal

A Expoleite, tradicional feira agropecuária realizada em Arapoti – Paraná pela Capal Cooperativa Agroindustrial, chega nesta semana em sua 50ª edição. A exposição, que é reconhecida nacionalmente por desfilar o aprimoramento genético do gado holandês e a qualidade do leite da bacia dos Campos Gerais do Paraná, acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13) de julho, das 8h30 às 22 horas. A entrada e as atividades são gratuitas.

Assim como nos anos anteriores, a Expoleite será no Parque de Exposições Capal, que durante o último ano foi revitalizado e será aberto para a comunidade pela primeira vez desde o início das obras.

Entre as melhorias, estão a terraplanagem e revestimento em piso de todo o espaço interno para os expositores, as áreas de estandes da cooperativa, das empresas parceiras e o local do pavilhão principal, onde acontecem as palestras e outras atividades. Também foram criados novos banheiros para atender o volume de pessoas que passam pelo parque e o portal de entrada foi totalmente modificado para valorizar a exposição e garantir melhor acesso do público.

Para o presidente-executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, será inaugurado um ambiente novo e diferenciado que vai facilitar a entrada e a circulação dos visitantes nas dependências do Parque de Exposições. “A cooperativa é sempre transparente com os cooperados e comunidade em geral, então vamos expor um painel com o andamento dos investimentos em infraestrutura do local e o que já está sendo planejado futuramente para ampliação do parque e adequação para, cada vez mais, expandirmos os negócios e termos uma feira marcante da raça holandesa no Brasil” declara Adilson.

Programação

Parque de Exposições Capal recebeu diversos investimentos de melhorias em sua infraestrutura; todas as atrações da feira são gratuitas e abertas para a comunidade

Nesta edição comemorativa, a feira teve a sua programação reformulada, ampliada e com muitas novidades. Uma delas será a exposição do Museu Imigrante Holandês, que vai disponibilizar um acervo contando as primeiras duas décadas da atividade leiteira na colônia de Arapoti até virar referência nacional pela qualidade do leite. Serão expostas fotografias e itens antigos que eram utilizados para manejo do gado pelos produtores. Os pioneiros também serão homenageados e terão suas histórias resgatadas no Café com Bolo, um momento de descontração, trocas de experiências e muitos aprendizados.

A Expoleite também realiza pela primeira vez o Encontro de Cafeicultores. O evento é voltado para cooperados da Capal do Paraná e de São Paulo, além de estudantes, pesquisadores e demais interessados na atividade cafeeira que, cada vez mais, sedimenta o Norte Pioneiro do Paraná como uma exímia região pela qualidade do café. O Encontro de Cafeicultores vai contar com duas palestras abordando as tendências de mercado para a safra 2024 e sobre a participação relevante do café nos negócios da cooperativa.

O Encontro dos Suinocultores também vai contar com duas palestras sobre o cenário das exportações e importações da carne suína e uma apresentação sobre a suinocultura executada pelo grupo Aurora.

A Expoleite abrange a sua programação para as diversas atividades fomentadas pela cooperativa. Portanto, o ciclo de palestras vai compartilhar diversas informações relevantes que podem ser adotadas no campo, desde a sustentabilidade nas ações diárias dentro da porteira até a abordagem dos diferentes tipos de cultura, como a soja, milho, trigo, pecuária de leite e corte, entre outras.

Durante todos os dias do evento, o público vai poder conferir as novidades do mercado agrícola com os mais de 60 expositores presentes na Expoleite, além de usufruir das bebidas e alimentos da Praça de Alimentação, que vai funcionar das nove horas às 22 horas, com música ao vivo a partir das 20 horas. O cardápio diversificado oferece yakissoba, pastéis, crepes, escondidinho de batata, salgados assados, X-pernil, batata chips, cachorro-quente, entre outros pratos.

Em paralelo, a 50ª Expoleite apresenta mais uma edição da Expo&Flor, promovido pelo Rotary Club, com exposição e vendas de flores e plantas ornamentais.

Julgamento

As estrelas da Expoleite são sempre elas, as vacas leiteiras, e na 50ª edição não poderia ser diferente. Dezenas de produtores locais se mobilizam para participar do desfile e julgamento da Raça Holandesa. A etapa realizada na Expoleite é credenciada junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e integra o Circuito Nacional da Raça Holandesa.

“Estamos em uma região de altíssima qualidade do gado leiteiro. Sempre convidamos as demais cooperativas do nosso entorno para participar da nossa exposição para valorizar a qualidade dos animais de toda a bacia dos Campos Gerais. O objetivo é sempre fortalecer cada vez mais essa identidade que temos com os produtores e pecuaristas, mostrando que eles estão investindo na qualidade genética do rebanho para ter sempre uma maior produção de leite de qualidade” comenta o presidente-executivo da Capal.

Todas as informações da Expoleite 2024 podem ser encontradas no site www.capal.coop.br ou no Instagram da cooperativa (@capal_cooperativa).

Fonte: Assessoria Capal
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