Bovinos / Grãos / Máquinas
Especialista aponta estratégias que melhoram eficiência alimentar e reduzem pegada ambiental da pecuária leiteira
Implementação de aditivos e práticas nutricionais adequadas pode ajudar a melhorar a eficiência e o desempenho de cada fase do rebanho, desde a redução das taxas de diarreia e pneumonia em bezerros até a melhoria da produção de sólidos e saúde reprodutiva em vacas em produção.

Na busca por soluções sustentáveis para enfrentar os atuais desafios da produção agropecuária, aprimorar a eficiência alimentar emerge como uma estratégia fundamental. Na pecuária leiteira, onde a pressão sobre os recursos naturais é significativa, a otimização do uso de alimentos não só impulsiona a produtividade, mas também desempenha um papel essencial na redução do impacto ambiental.

Zootecnista, doutor em Nutrição de Ruminantes e assistente técnico comercial de bovinos de leite na Nutron Cargill, Maichel Lange: “A tecnologia é um caminho sem volta, tanto com o uso de robô como da intensificação da atividade leiteira” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
A preocupação com a produção sustentável tem levado a indústria a repensar suas estratégias. Neste contexto, a melhoria da eficiência alimentar desponta como uma abordagem proativa na busca por soluções para maximizar resultados sem agredir o ecossistema. “Ao utilizar ingredientes de melhor digestibilidade e maximizar a quantidade de nutrientes obtidos a partir de cada unidade de alimento consumido, os produtores podem não apenas reduzir os custos de produção, mas também minimizar o desperdício e as emissões de gases de efeito estufa associadas à atividade pecuária”, aponta o zootecnista, doutor em Nutrição de Ruminantes e assistente técnico comercial de bovinos de leite na Nutron Cargill, Maichel Lange.
Explorar técnicas de manejo nutricional, investir em dietas balanceadas e adotar tecnologias são outras estratégias adotadas pelo setor. Além disso, a seleção genética de animais com maior eficiência alimentar pode proporcionar ganhos significativos a longo prazo. “Ao alinhar o desempenho produtivo com a conservação dos recursos naturais e a melhoria da eficiência alimentar contribuímos para, além da promoção de sistemas produção mais sustentável na pecuária leiteira, a construção de um futuro mais resiliente e equilibrado para toda a cadeia produtiva”, ressalta Lange.
O especialista destaca que para implementar a eficiência alimentar em uma propriedade é fundamental considerar três aspectos essenciais: coleta de dados precisa, compreensão da estrutura da fazenda e alinhamento com as metas estabelecidas para a propriedade. “Fazemos esse diagnóstico geral e apresentamos para o produtor alternativas que visam a melhoria da rentabilidade do seu rebanho e da propriedade como um todo”, expõe o doutor em Nutrição de Ruminantes, mencionando que os produtores das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná se mostram bem receptivos a essas ideias, especialmente quando associadas a benefícios financeiros tangíveis.
Segundo o zootecnista, dentre os principais benefícios ao adotar um sistema de produção sustentável estão a produtividade e a longevidade do rebanho. “Ao manter a saúde do animal garantimos um ciclo de vida mais longo e produtivo. Uma vaca saudável é capaz de aproveitar de forma mais eficiente os nutrientes contidos na matéria seca que consome, o que, por sua vez, resulta em um uso mais eficaz da energia e das proteínas disponíveis. Isso não apenas reduz os custos relacionados à saúde do animal, como também aumenta sua capacidade de produção”, afirma Lange.
Otimização da eficiência alimentar
O profissional destaca que o primeiro passo para otimizar a eficiência alimentar e promover o bem-estar animal é trabalhar com o balanço nutricional, considerando a energia e a proteína. Em seguida é preciso buscar mecanismos para melhorar a eficiência da produção de volumoso. “Como os ruminantes dependem principalmente desses alimentos – silagem, pastagem, feno e pré-secado -, que compõem mais de 50% de sua dieta, aprimorar sua qualidade é essencial”, frisa.
E o terceiro item a se considerar é a ambiência para garantir um espaço confortável aos animais. “A integração desses três pontos permite a redução do uso de aditivos, priorizando uma abordagem mais

aprofundada na nutrição”, indica.
Quanto aos resultados alcançados pelos produtores que adotaram essas estratégias, Lange diz que observou uma melhoria significativa na produção de sólidos, especialmente importante para a indústria de laticínios, que valoriza a qualidade desses produtos. Além disso, segundo ele, houve um aumento na produtividade na fazenda e uma redução no uso de medicamentos e antibióticos, o que é fundamental para a saúde dos animais e também reflete uma preocupação ambiental, já que a vaca melhora a digestibilidade da fibra em detergente neutro (FDN). “Essas práticas não só beneficiam os produtores em termos de eficiência e sustentabilidade, mas também atendem às demandas do mercado por alimentos de qualidade e produzidos de forma responsável”, evidencia o especialista.
Estratégias promissoras
Entre as estratégias mais promissoras adotadas para adquirir uma maior eficiência alimentar no rebanho leiteiro, Lange destaca que está o trabalho com a vaca futura. “É preciso trabalhar com o animal desde sua fase inicial, ou seja, quando a bezerra ainda está no ventre, garantindo uma boa nutrição para a vaca e um ambiente com conforto térmico para seu desenvolvimento. Após o nascimento, é essencial garantir a ingestão de colostro nas primeiras horas de vida, proporcionando um ambiente limpo e confortável. Em seguida, é necessário implementar um protocolo de acompanhamento da criação dessa novilha, o que possibilita que tenhamos uma perspectiva da longevidade desse animal”, explica o doutor em Nutrição de Ruminantes.
Por sua vez, quando a vaca já está produzindo leite, Lange diz que entra em cena o uso de aditivos e estratégias de melhoramento genético para otimizar sua produção. “É importante identificar as necessidades específicas do rebanho e adotar tecnologias adequadas para garantir sua saúde e desempenho”, menciona.
Quanto à longevidade da vaca e sua produção ao longo da vida, Lange explica que os índices como intervalo entre partos são fundamentais. De acordo com o profissional, o intervalo entre partos deve ser de 12 a 13 meses, o que significa que a vaca produzirá um bezerro a cada ano. “Recomendamos que a vaca tenha seu primeiro bezerro aos 24 meses de idade, com isso, em média, as vacas nacionais deixam três bezerros na fazenda ao longo de sua vida”, relata, acrescentando: “Sabemos que o pico de produção da vaca hoje acontece entre o quarto e quinto parto, então nosso objetivo é prolongar a vida produtiva da vaca, buscando que ela permaneça na fazenda por pelo menos cinco partos, o que resulta em uma produção média de leite ao redor de 305 a 310 dias por lactação. Este ciclo visa otimizar a produtividade do rebanho e garantir uma produção sustentável a longo prazo”.

Saúde intestinal e impactos ambientais
Quando o rúmen e o intestino estão saudáveis, os animais conseguem absorver melhor os nutrientes, evitando desperdícios. Lesões nos tecidos de absorção podem resultar na excreção inadequada de nutrientes, como nitrogênio e carboidratos, nas fezes, o que não só representa uma perda de recursos valiosos, mas também contribui para a poluição ambiental. “Nosso objetivo é manter o sistema digestivo dos bovinos saudável para maximizar a eficiência na utilização dos nutrientes e minimizar o impacto ambiental da produção pecuária”, cita.
Principais sistemas de produção
Segundo Lange, os principais sistemas de produção de leite no Brasil são semiconfinado, compost barn e free stall. No sistema semiconfinado, as vacas passam parte do dia em pastagens e parte recebendo suplementação no cocho, enquanto no compost barn as vacas passam toda a lactação dentro de um sistema de cama, e no free stall os rebanhos leiteiros ficam confinados em áreas com camas individualizadas, corredores de acesso e pistas de trato. “Atualmente, o sistema compost barn é o mais prevalente no Paraná, oferecendo condições favoráveis para o bem-estar animal e a eficiência na produção leiteira”, frisa.
Desafios diários no campo
Dentre os principais desafios que os produtores enfrentam na implementação de práticas mais sustentáveis em sua produção, visando uma melhor eficiência do gado leiteiro, reside na qualidade da assistência técnica. Segundo Lange, muitos produtores estão focados apenas nos custos, quando na verdade deveriam estar atentos ao retorno máximo sobre o investimento realizado no rebanho. “Convencer os produtores a considerar a receita máxima, que leva em conta o custo-benefício real, é um desafio significativo”, admite.
Outro desafio se concentra na produção de volumoso de qualidade. “A qualidade do volumoso limita a produção no Brasil, pois muitos produtores investem em sementes e adubação, mas falham na produção adequada de silagem. O processamento da fibra e dos grãos muitas vezes é negligenciado, assim como a qualidade das lonas utilizadas para ensilar”, analisa Lange.
O terceiro grande desafio é a questão da mão de obra. O profissional aponta que ao fazer ajustes no manejo e na dieta é essencial considerar o bem-estar das pessoas que trabalham na fazenda. “As recomendações devem ser coerentes com a logística da fazenda e garantir que todos estejam felizes e satisfeitos com suas tarefas”, destaca.
Gestão de custo da propriedade
O doutor em Nutrição de Ruminantes explica que quanto mais leite a vaca produzir e quanto maior for sua eficiência, menor será o custo por litro de leite produzido. “O custo de uma vaca que produz 40 litros de
leite por dia em comparação com uma vaca que produz 25 litros/dia é superior a 40%. Então o produtor precisa entender que para dobrar a sua produção não é preciso dobrar o investimento, mas sim tornar seu sistema mais viável, mais assertivo, ou seja, é preferível que tenha cinco vacas que produzam 35 litros/dia ao invés de 10 vacas que produzam 20 litros/dia”, exemplifica.
Existem várias ferramentas para o produtor mensurar o custo de uma vaca, mas Lange é enfático ao dizer que a nutrição é determinante na produção diária do leite. “O custo total com a nutrição dos animais representa cerca de 50 a 60% do custo total da fazenda, às vezes até mais. Por exemplo, o custo médio diário da dieta de uma vaca que produz entre 30 e 35 litros de leite pode chegar a R$ 40. O custo é significante dentro da atividade leiteira, por isso que a cada dia mais queremos melhorar a eficiência alimentar para garantir a viabilidade econômica da atividade leiteira”, justifica.
Lange enfatiza que o produtor tem se atentado cada vez mais para a gestão do custo da propriedade. “É preciso tratar a propriedade leiteira como uma empresa e o produtor tem que entender que ele é um empresário. Cada vez mais a sustentabilidade econômica da atividade está em evidência e o produtor precisa entender que ao comprar um produto mais tecnificado o seu retorno tende a ser maior também”, salienta Lange.
Implementação de tecnologias
O uso de tecnologias nas atividades agropecuárias é uma tendência irreversível, especialmente no que diz respeito à robótica. No entanto, Lange ressalta que a tecnologia não é uma solução mágica para aumentar a produção de forma imediata. “A tecnologia é um caminho sem volta, tanto com o uso de robô como da intensificação da atividade leiteira. No entanto, friso para muitos produtores que estão cogitando migrar para o sistema de ordenha robótica fazer o ‘feijão com arroz’ bem feito para depois implementar esse sistema. Porém muitos produtores ainda acreditam que se colocar a ordenha robótica isso vai aumentar a produção de leite, mas, o que temos nos deparado é com casos em que a implementação impactou negativamente a produção, com o produtor não conseguindo manter o mesmo número de ordenhas diárias após a instalação do robô”, evidencia Lange.
O zootecnista diz ainda que é importante compreender que a tecnologia aplicada à ordenha não vai aumentar automaticamente a produção de leite, mas sim facilitar a logística dentro da fazenda e reduzir a dependência de mão de obra. “Isso significa que os produtores terão mais tempo para se dedicar a outras atividades importantes, como cuidar de bezerros, atender vacas doentes e preparar os alimentos. Nesse sentido, a tecnologia tem o potencial de ser uma ferramenta valiosa para melhorar a eficiência e o bem-estar dos animais, desde que seja implementada de forma estratégica e cuidadosa, levando em consideração as necessidades específicas de cada fazenda e do rebanho”, reforça.
Manejo eficiente
A gestão eficiente do rebanho na atividade leiteira requer um manejo cuidadoso em todas as fases, desde a produção da bezerra até a vaca em produção. Os desafios enfrentados durante o pré-parto, o período seco e até mesmo problemas de saúde na bezerra podem impactar de forma significativa na produção futura de leite. “É essencial que os produtores compreendam o sistema como um todo e adotem estratégias específicas de manejo para cada categoria de animal, pois a vaca que está produzindo hoje começou sua lactação na lactação passada, então se ela sofreu ou teve problema durante o pré-parto ou no período seco, seja com calor ou por deficiência de algum nutriente, isso vai impactar na futura produção de leite”, ressalta Lange.
A implementação de aditivos e práticas nutricionais adequadas pode ajudar a melhorar a eficiência e o desempenho de cada fase do rebanho, desde a redução das taxas de diarreia e pneumonia em bezerros até a melhoria da produção de sólidos e saúde reprodutiva em vacas em produção. “A diarreia sofrida por uma bezerra terá um impacto na produção de leite durante sua primeira lactação. Por isso que o manejo deve ser preciso e adaptado a cada categoria de animal. Dentro de um manejo adequado, introduzimos aditivos que visam aprimorar a eficiência em cada fase específica. Por exemplo, disponho de um aditivo que melhora o ganho de peso dos bezerros, reduzindo as incidências de diarreia e pneumonia. Para novilhas em fase reprodutiva, optamos por adotar um aditivo ou uma abordagem nutricional que promova uma melhor saúde reprodutiva sem resultar em ganho excessivo de peso. Para vacas em produção é possível empregar aditivos com o objetivo de aprimorar a produção de sólidos, saúde reprodutiva, saúde do casco e bem-estar geral. Esses aditivos podem incluir fitogênicos, posbióticos ou eubióticos, que são derivados do metabolismo da levedura. Acredito que ao implementarmos medidas básicas já estaremos realizando um trabalho significativo”, revela Lange.
O profissional ainda lembra que o ciclo de produção na pecuária leiteira requer um planejamento estratégico a longo prazo. “Começar hoje com práticas básicas e consistentes é o primeiro passo para garantir uma produção de sucesso no futuro”, destaca.
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Prêmio nacional coloca Oeste do Paraná entre as referências em queijos artesanais
Região conquistou 53 medalhas na 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil. Resultado evidencia avanço tecnológico da produção regional e o fortalecimento das agroindústrias participantes do Projeto de Queijos Finos.

A produção de queijos artesanais do Oeste do Paraná foi um dos destaques da 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil, uma das principais competições nacionais voltadas aos produtos lácteos artesanais. Somando os resultados obtidos pelo Biopark e pelas agroindústrias participantes do Projeto de Queijos Finos, a região conquistou 53 medalhas entre 75 produtos inscritos, desempenho que reforça o avanço técnico da cadeia leiteira regional.

Foto: Divulgação
Entre os premiados estão os queijos Origem, Granatoo e Tomme Negro D’Oeste, desenvolvidos pelo Laboratório de Queijos Finos do Biopark, que receberam medalha de ouro. Das 19 tecnologias apresentadas pela instituição no concurso, 15 foram premiadas.
Segundo a gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Biopark, Carolina Trombini, o resultado representa um novo patamar para o trabalho desenvolvido pela instituição. “Nas edições de 2024 e 2025 do evento, os queijos desenvolvidos no Biopark conquistaram 12 medalhas em cada ano e isso já demonstrava a qualidade e a consistência do trabalho realizado. Mas neste ano conseguimos superar essa marca e alcançar um novo recorde: o maior número conquistado pelo Biopark Educação em uma única edição da premiação”, afirma.

Foto: Divulgação
Além dos produtos desenvolvidos pelo Biopark, as queijarias participantes do Projeto de Queijos Finos conquistaram 38 medalhas com receitas próprias. O desempenho evidencia o amadurecimento das agroindústrias que receberam apoio técnico ao longo do processo de desenvolvimento dos produtos.
O projeto atende pequenas e médias propriedades rurais e oferece consultoria em todas as etapas da produção, desde a avaliação da qualidade do leite e a adequação das queijarias até a transferência de tecnologias, acompanhamento da fabricação, desenvolvimento de embalagens e orientação para inserção no mercado.
De acordo com a pesquisadora Nayara Leontino Scherpinski, responsável pelo acompanhamento das propriedades, o trabalho vai além da fabricação dos queijos. “O trabalho começa muito antes da produção do queijo. Cada propriedade passa por um diagnóstico técnico, avaliação da qualidade do leite, orientação sobre a estrutura da queijaria e acompanhamento durante todo o processo de implementação da tecnologia, até que o produtor domine completamente a produção”, explica.
Outro destaque da premiação foi a conquista da Manteiga Ghee Santo Expedito, eleita o Melhor Produto Lácteo do

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Paraná. Além dos produtos desenvolvidos com apoio do projeto, diversas agroindústrias também receberam medalhas com queijos autorais e outros derivados lácteos.
Para o pesquisador e mestre queijeiro Kennidy de Bortoli, o desempenho demonstra a evolução técnica alcançada pelos produtores da região. “Eu não estou surpreso com esse resultado, porque conheço a capacidade desses produtores. Mas estou profundamente impressionado. Inscrever 75 produtos e conquistar 53 medalhas é um feito gigantesco. Este reconhecimento confirma que estamos no caminho certo e valoriza todo o cuidado que essas famílias têm com a qualidade do leite, dos queijos e de cada etapa da produção”, destaca.
Com o resultado, o Oeste do Paraná amplia sua presença entre as principais regiões produtoras de queijos artesanais do país. As premiações também refletem o investimento em qualificação, inovação e agregação de valor à produção leiteira, fatores que têm contribuído para diversificar a renda das propriedades rurais e fortalecer o desenvolvimento de produtos com identidade regional.
Medalhas de queijos projeto de queijos finos: 15
Ouro
- Queijo Origem – Queijaria Flor da Terra
- Queijo Granatoo – Queijos Ludwig
- Queijo Tomme Negro D’Oeste – Produtos Elis
Prata
- Queijo Deleite – Queijaria Flor da Terra
- Queijo Entardecer D’Oeste – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Brie – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Cheddar Inglês – Queijos Ludwig
- Queijo tipo Abondance – Produtos Elis
- Queijo Tomme Negro D’Oeste – Vila Belli
- Queijo tipo Bel Paese – Granja Santo Expedito
- Queijo Jack Joss – Sítio Della Pasqua
- Queijo Luar – Queijos Stein
- Queijo tipo Edam – Queijos Stein
Bronze
- Queijo Nostra Terra – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Morbier Café – Queijaria Atani
Medalhas de produtos lácteos autorais dos produtores associados ao queijos finos: 38
Ouro
- Queijo Coalho com Ervas Finas – Queijaria Meu Propósito
- Manteiga – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Parmareal – Queijos Ludwig
- Manteiga Ghee Santo Expedito – Granja Santo Expedito
- Queijo Malte – Granja Santo Expedito
- Queijo Coalho – Sítio Della Pasqua
- Queijo José – Queijaria Meu Propósito
Prata
- Queijo Mulato – Produtos Elis
- Queijo Coalho Com Alho – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Chimichurri – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Orégano – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Da Motta – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Colonial – Queijos Stein
- Queijo tipo Coalho – Queijos Stein
- Queijo Defumado – Granja Santo Expedito
- Manteiga Sem Sal – Granja Santo Expedito
- Manteiga Temperada – Granja Santo Expedito
- Queijo Ouro Branco – Granja Santo Expedito
- Queijo com Ervas Finas – Granja Santo Expedito
- Queijo maturado com café – Granja Santo Expedito
- Queijo maturado Mito Brasileiro – Granja Santo Expedito
- Queijo na Graspa – Granja Santo Expedito
- Queijo Pérola Negra de São Camilo – Granja Santo Expedito
- Doce de Leite – Sitio Della Pasqua
- Doce de leite com Café – Sitio Della Pasqua
- Queijo Coalho Condimentado – Sítio Della Pasqua
- Queijo Donna Rossi – Atani
- Queijo Lamour – Atani
Bronze
- Iogurte com Abacaxi – Produtos Elis
- Queijo Colonial – Vila Belli
- Doce de Leite – Queijaria Meu Propósito
- Manteiga com Sal – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Bordô – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Pimenta Calabresa – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Colonial com Ervas Finas – Queijos Ludwig
- Doce De Leite Pastoso – Granja Santo Expedito
- Queijo Maturado Mito Do Brasil – Granja Santo Expedito
- Queijo Tipo Comté – Granja Santo Expedito
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Entidades defendem que regras da União Europeia não sejam incorporadas à pecuária brasileira
Em nota conjunta, organizações afirmam que exigências comerciais de mercados específicos não devem ser incorporadas à legislação nacional e defendem que decisões regulatórias sejam baseadas em critérios técnicos e científicos.

Um grupo de 14 entidades representativas da pecuária brasileira divulgou uma nota conjunta manifestando-se contra uma eventual incorporação, à legislação nacional, de exigências da União Europeia relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Na avaliação das organizações, regras adotadas por um mercado importador não devem se transformar em obrigações para toda a cadeia pecuária do país.
As entidades afirmam que defendem o uso responsável de antimicrobianos, desde que baseado em critérios técnicos, científicos e nas normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias brasileiras. Segundo a nota, o Brasil possui um sistema oficial de controle sanitário consolidado, que garante a utilização desses produtos de forma segura e alinhada aos padrões internacionais.

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O documento destaca ainda que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), continuam sendo ferramentas importantes para a produção pecuária. Conforme as entidades, quando empregados de forma responsável, esses produtos contribuem para a saúde e o bem-estar animal, melhoram a eficiência alimentar e favorecem o desempenho dos rebanhos.
Na avaliação do grupo, restringir tecnologias reconhecidas internacionalmente sem respaldo científico pode reduzir a competitividade da pecuária brasileira e comprometer a eficiência dos sistemas de produção.
Exigências restritas aos mercados de destino
As organizações defendem que as exigências estabelecidas por países importadores sejam cumpridas apenas pelos

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produtores e empresas que optarem por comercializar com esses mercados.
Segundo a nota, transformar essas exigências em regras de alcance nacional imporia custos, limitações operacionais e aumento da burocracia para produtores voltados ao mercado interno ou para países que adotam critérios diferentes.
As entidades também afirmam que essa medida abriria um precedente para que futuras exigências externas, inclusive relacionadas a aspectos ambientais ou produtivos, passassem a influenciar a formulação das políticas públicas brasileiras.

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Para o grupo, esse cenário poderia comprometer a soberania regulatória do país, a segurança jurídica e a competitividade de um dos principais segmentos do agronegócio.
Defesa de debate técnico
No documento, as entidades defendem que qualquer alteração na regulamentação brasileira seja amplamente discutida e fundamentada em evidências científicas, avaliação de riscos e na realidade da produção pecuária nacional.
O grupo também ressalta que a construção de novas regras deve considerar os impactos sobre toda a cadeia produtiva, especialmente para pequenos produtores.
As organizações afirmam apoiar a ampliação da presença da pecuária brasileira nos mercados internacionais e

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reconhecem a necessidade de atender às exigências sanitárias dos países importadores quando houver interesse comercial. No entanto, defendem que essas exigências permaneçam restritas às cadeias destinadas a esses mercados, sem alterar o marco regulatório aplicável a toda a produção nacional.
Ao final da nota, as entidades reiteram confiança no sistema brasileiro de defesa agropecuária e conclamam o governo federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a preservar a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira, mantendo as decisões sobre a produção nacional fundamentadas em critérios técnicos e científicos.
A manifestação foi assinada por entidades representativas da pecuária de diferentes regiões do país, entre elas Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Associação dos Pecuaristas de Rondônia (Apron), União Nacional da Pecuária (Unapec), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Associação dos Criadores do Pará (Acripará), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Associação Grupo Pecuária Brasil (GPB) e Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS).
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Saiba o que mudou na pecuária de Mato Grosso para 45% dos bovinos serem abatidos com até 24 meses
Participação de animais jovens no abate atingiu o maior nível da série histórica, enquanto caiu a presença de bovinos acima de 36 meses, reflexo dos investimentos em genética, nutrição e manejo.

A pecuária de corte de Mato Grosso passou por uma mudança significativa no perfil dos animais enviados aos frigoríficos. No primeiro semestre de 2026, 45% dos bovinos abatidos no Estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2006.

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Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma redução expressiva no tempo necessário para os animais atingirem condições de abate. Há duas décadas, em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos no Estado tinham menos de dois anos. No mesmo período, a participação dos animais com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%.
A mudança está relacionada ao avanço de tecnologias aplicadas dentro das propriedades, com maior adoção de melhoramento genético, estratégias nutricionais, manejo de pastagens e ferramentas de gestão da produção. Com ciclos mais curtos, os pecuaristas conseguem aumentar o giro do capital investido e produzir mais carne utilizando a mesma área.

Foto: Fernando Dias
Segundo o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária estadual. “A redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo”, avalia.
Mais animais jovens no frigorífico
A mudança no perfil dos bovinos também acompanha o desempenho da produção em Mato Grosso. No primeiro semestre de 2026, o Estado registrou o abate de 3,65 milhões de animais, aumento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo volume de abate aumentou 13,05%. Já o envio de

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fêmeas aos frigoríficos caiu 4,26%, movimento associado à retenção de matrizes por parte dos pecuaristas para ampliar os rebanhos.
Além do impacto econômico, o abate de animais mais jovens também é apontado como um indicador de eficiência produtiva. Um ciclo mais curto reduz o tempo de permanência do bovino na propriedade, melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida. “Além dos ganhos econômicos, especialistas apontam que animais abatidos mais jovens também contribuem para uma pecuária mais sustentável. Com um ciclo produtivo mais curto, o bovino permanece menos tempo na propriedade, utiliza os recursos naturais de forma mais eficiente e reduz a emissão de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais”, destaca Bruno de Jesus Andrade.
A mudança observada em Mato Grosso reflete uma estratégia de intensificação da produção, com foco em elevar a produtividade por animal e por área, mantendo a competitividade da carne produzida no Estado nos mercados interno e externo.




