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No Dia do Avicultor, setor celebra projeções positivas para 2020

Consumo interno e exportações devem encerrar ano em alta

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Arquivo/OP Rural

Em meio a um dos momentos mais desafiadores da história da indústria de alimentos mundial, os avicultores de todo o Brasil celebram hoje o Dia do Avicultor com boas perspectivas, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Conforme levantamentos e perspectivas da ABPA, a produção de carne de frango poderá alcançar em torno de 13,7 milhões de toneladas em 2020, número 3% a 4% maior em relação às 13,245 milhões de toneladas de 2019. No mercado interno, os níveis de consumo também deverão crescer. As projeções indicam elevação de 2,5%, com total de 43,9 quilos per capita neste ano.

Seguindo o fluxo positivo, as exportações do setor, impulsionadas pelas vendas para a Ásia, também devem crescer em patamares equivalentes, entre 3% e 5%, alcançando até 4,45 milhões de toneladas (equivalente a 35% das exportações globais). Somente neste ano foram exportadas 988,3 mil toneladas para a região asiática entre janeiro e julho, número 12,7% superior ao realizado no mesmo período de 2019, com 876,8 mil toneladas. Ao todo, o Brasil já exportou entre janeiro a julho 2,471 milhões de toneladas em 2020, contra 2,458 milhões de toneladas em 2019, mantendo a alta positiva de 0,5%.

No setor de ovos, as previsões também são otimistas. Com crescimento estimado superior a 8% na produção, o setor de postura do Brasil deverá alcançar 53 bilhões de unidades em 2020 – um recorde histórico.  Outro recorde está previsto no consumo interno: a média per capita do Brasil deverá chegar a 250 unidades, cerca de 20 ovos acima da média mundial – outro feito histórico.

“Graças à competência e dedicação de nossos avicultores, somos referência mundial em qualidade, status sanitário, sustentabilidade e produtividade, o que nos permite liderar as exportações mundiais de carne de frango e ocupar posição de destaque na produção de ovos, com mais de 1,3 mil unidades produzidas por segundo.  Profissional altamente especializado pautado pelos cuidados em biosseguridade, o avicultor não enfrentou dificuldades para adaptar sua produção aos cuidados necessários em meio à pandemia. Por isto, queremos parabenizar todas as mais de 120 mil famílias de pequenos produtores em todo o Brasil pelo seu dia.  São brasileiros que não medem esforços em prol da saúde e da segurança alimentar de milhões de família em todo o mundo”, avalia Santin.

Fonte: Assessoria
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Notícias Artigo

A safra está chegando

Chegou a hora de pensar na próxima safra, que tecnicamente se iniciou em julho passado

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Cleverson Beje

Artigo escrito por Pedro Abel Vieira, pesquisador da Embrapa; Antônio Marcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp; Elisio Contini, pesquisador da Embrapa; e Roberta Grundling, analista da Embrapa

Mais uma vez o agro é a exceção aos infortúnios da pandemia. Em ambiente de recessão econômica, o PIB da agropecuária brasileira aumentou 0,4% no segundo trimestre de 2020. Com a primeira e a segunda safras colhidas, a produção de grãos em 2020 já superou os 250 milhões de toneladas, aumento de 4,8% em relação à safra anterior, podendo chegar a 260 milhões de toneladas, a depender do desempenho da terceira safra e da safra de inverno.

Chegou a hora de pensar na próxima safra, que tecnicamente se iniciou em julho passado. São previstos 270 milhões de toneladas de grãos e com a conjugação do aquecimento do mercado internacional e a desvalorização cambial, estima-se rentabilidade cerca de 20% maior que na safra que se encerra.

A euforia reina no agro conforme indicam as operações de crédito e as antecipações na comercialização. A comercialização antecipada da safra de soja 2020/2021 já chegou próximo a 50%, o maior nível histórico, e as operações de crédito têm se concentrado no investimento. Bom sinal, revela confiança no futuro e cria condições para manter o ritmo de crescimento dos últimos anos; porém, é preciso melhor qualificar essa euforia.

No que diz respeito à produção, as perspectivas são positivas. As informações divulgadas por instituições como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e o National Oceanic and Atmospheric Administration não sugerem anomalias climáticas extremas durante os próximos meses.

Quanto ao mercado, a variável cambio deverá se manter favorável durante a safra que se inicia. Independente da valorização cambial ocorrida nos últimos dias em função do ambiente externo mais favorável e do possível encaminhamento das reformas econômicas no Brasil, não é esperada apreciação cambial além de R$ 4,50 durante a safra que se inicia. Se, por um lado, a taxa cambial prevista é um fator inflacionário suficiente para que setores do governo flertem com o controle de preços dos alimentos, expondo assim a falta de atenção com a segurança alimentar do país, ela garante maior receita aos agricultores.

Do lado da demanda, o rastro de destruição deixado pela Covid 19 não foi suficiente para inibir o apetite dos compradores internacionais. Os dados disponibilizados pelo Trade statistics for international business development, indicam que, após uma redução drástica entre janeiro a abril de 2020, as importações globais de alimentos processados e produtos agrícolas já igualaram os valores de julho de 2019. Dos 10 maiores compradores mundiais (União Europeia, Estados Unidos da América, China, Japão, Canada, Coreia, Rússia, Austrália, Singapura, Malásia e Tailândia) de alimentos processados e produtos agrícolas, apenas Japão (-11%), Canada (-3%), Rússia (-2%) e Austrália (-3%) não retomaram os valores de julho de 2019. Desse grupo, apenas o Japão apresentou redução significativa em relação ao mesmo período de 2019, porém, a retomada japonesa está sendo vigorosa com aumento de 17% entre maio, pior mês das importações, a julho de 2020.

As importações da UE28 (US$ 29 milhões) e dos EUA (US$ 8,5 milhões) igualaram a marca de 12 meses atrás, enquanto o terceiro maior importador mundial, a China (US$ 5,1 milhões), aumentou em quase 10% o valor das suas importações. O desempenho da China é um sinal importante para a agropecuária brasileira, porém, é preciso atenção com a disputa geopolítica entre EUA e China.

A disputa geopolítica Sino Americana chegou a um acordo histórico, denominado por Fase Um, sobre reformas estruturais e mudanças no regime econômico e comercial da China nas áreas de propriedade intelectual, transferência de tecnologia, agricultura, serviços financeiros. A Fase Um também inclui o compromisso de a China aumentar as compras dos EUA nos próximos anos.

O Capítulo de agricultura da Fase Um, que tem o ano de 2017 como base, prevê que a China faça compras adicionais de produtos agrícolas (carnes, frutos do mar, arroz, lácteos, fórmulas infantis, produtos hortícolas, ração animal e produtos de biotecnologia agrícola) dos EUA ao longo de dois anos. O Acordo previa aumento de US$ 12,5 bilhões durante 2020, em relação a 2017. Até julho de 2020, as importações chinesas de produtos agrícolas cobertos pelo Acordo foram de US$ 9,9 bilhões.

Considerando que menos de 50% do capítulo agrícola do Acordo foi cumprido, são esperadas novas tensões. Não era um problema de demanda, pelo contrário, a recomposição dos rebanhos suínos na China produz forte demanda por soja. A questão é que, enquanto outros grandes produtores de soja, como o Brasil, registravam números recordes de exportação para a China no primeiro trimestre deste ano, as vendas dos Estados Unidos se reduziram. O Departamento de Agricultura dos EUA reconheceu em um relatório recente que os compromissos de exportação para a China continuam a ficar atrás dos níveis de 2018 e 2017.

A grande questão do momento não é se o acordo comercial sobreviverá, mas, que forma este confronto comercial tomará em face dos interesses eleitorais da próxima eleição presidencial nos Estados Unidos. A eleição de novembro avaliará a capacidade dos candidatos em se posicionar com relação à China. Não serão aceitos os ‘abusos’ cometidos pela China ou ideias vagas sobre como trabalhar com aliados para fazer oposição à China.

O desempenho do comércio global de alimentos é um sinal auspiciosos para a safra que se inicia no Brasil. Todavia, isso não significa que os efeitos da política internacional e da pandemia não vão atingir a agricultura brasileira nas safras subsequentes. A questão não está apenas na capacidade de produção e/ou de comercialização do Brasil, mas também no poder de negociação internacional do País, face aos conflitos geopolíticos existentes. China e Estados Unidos é um deles.

Fonte: Embrapa
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Notícias Vigilância

Governo Federal autoriza contratação de 140 médicos veterinários para Affa

Profissionais reforçarão a Defesa Agropecuária do país, principalmente o Serviço de Inspeção Federal

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Divulgação/MAPA

O presidente Jair Bolsonaro autorizou na quarta-feira (23) a nomeação de 140 médicos veterinários aprovados em concurso para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário (Affa) realizado em 2017. Esses profissionais reforçarão a Defesa Agropecuária do país, principalmente o Serviço de Inspeção Federal. A ministra Tereza Cristina deu a notícia através de suas redes sociais. “Estou aqui para dar uma boa notícia. Acabamos de receber, depois de muito trabalhar, a boa notícia de que fomos autorizados a chamar os 140 veterinários do concurso do Mapa para inciarmos o processo de chamamento para contratação”, afirmou.

“A ministra Tereza Cristina levou essa pauta da Defesa Agropecuária para o presidente, que entendeu a necessidade e após estudos técnicos da área econômica decidiu aprovar essa nomeação”, conta o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Leal.

Segundo o secretário, os trâmites para alocação das vagas já estão adiantados e o processo de convocação dos veterinários será feito o mais rápido possível. “O serviço está muito estrangulado, principalmente com o afastamento de alguns colegas em função do grupo de risco da covid-19. Os profissionais que estão chegando vão permitir que a gente mantenha o controle necessário à saúde pública e a segurança e qualidade dos produtos, que são verificadas pelos Affas, tanto para o mercado interno quanto para as exportações”, diz José Guilherme Leal.

O concurso havia sido homologado em 2018 e ofertava 300 vagas para o cargo.  No ano passado, foi autorizado o provimento de 100 novas vagas. Agora, são mais 140 profissionais.

Fonte: O Presente Rural com informações do Anffa Sindical
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Notícias Internacional

Safras de soja, milho e trigo da Argentina cairão em 2020/21, prevê bolsa

Três projeções indicam safras inferiores às obtidas na temporada passada

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Divulgação/AENPr

A safra de soja da Argentina 2020/21 deverá atingir 46,5 milhões de toneladas, estimou nesta quarta-feira a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que apontou também projeções de 47 milhões de toneladas para o milho e de 17,5 milhões de toneladas para o trigo.

As três projeções indicam safras inferiores às obtidas na temporada passada. Em 2019/20 o país colheu 49,6 milhões de toneladas de soja, 50 milhões de toneladas de milho e 18,8 milhões de toneladas de trigo. As estimativas, apresentadas em uma conferência com analistas, foram feita em momento em que produtores sofrem os efeitos de uma versão fraca do fenômeno climático La Niña.

O plantio da oleaginosa, principal produto agrícola em valor do país vizinho, deve começar no próximo mês no cinturão do Pampa, enquanto a semeadura de milho teve início neste mês. A atípica falta de chuvas no país fez com que as expectativas de plantio passassem a favorecer o milho tardio em detrimento da soja, disseram analistas da bolsa, à medida que agricultores atrasam a semeadura na tentativa de tirar proveito das precipitações esperadas para o final deste ano.

Enquanto isso, a safra de trigo da Argentina 2020/21, cuja colheita deve começar em dezembro, foi estimada em 17,5 milhões de toneladas, ante 21 milhões na previsão de maio, segundo a bolsa. O cereal do país, principal fornecedor do produto ao Brasil, foi atingido por problemas climáticos, como o tempo seco.

“A situação é crítica” para o trigo 2020/21, disse Esteban Copati, analista-chefe da entidade. Para o restante do ano, a Argentina deverá estar sujeita à seca relacionada ao fenômeno La Niña. Mas o efeito tende a ser relativamente moderado, de acordo com o meteorologista local Eduardo Sierra, que participou da conferência. “A temporada está problemática, mas não a ponto do que aconteceria no caso de um La Niña forte”, afirmou Sierra.

Fonte: Reuters
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