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Coronavírus impulsiona dólar e soja sobe mais de 11% desde o início de março

Os preços da oleaginosa subiram e a comercialização ganhou força no período

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Hugo Harada

O ritmo dos embarques de soja no Brasil seguiu dentro da normalidade em março, em meio à pandemia do coronavírus e todas as consequência para a economia com o isolamento social e as restrições determinadas por uma série de países. Os preços da oleaginosa subiram e a comercialização ganhou força no período.

“Por enquanto as exportações estão normais. Tivemos aquelas ameaças de paralisação no porto de Santos, mas nada se confirmou”, frisou o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

Na avaliação de Roque, o governo vai fazer de tudo para que nenhum Porto paralise suas operações. “Os embarques estão normais. O que está acontecendo é um pouco de atraso nos embarques. Uma parte dessas operações previstas para março pode ser deslocada para abril. Alguns de abril podem ser adiados maio, mas nada que comprometa o volume que o Brasil vai exportar na temporada. Foram poucos cancelamentos. Uma que outra carga foi cancelada”, resume o analista.

Segundo ele, há uma possibilidade de atraso porque em alguns portos há menos mão de obra, “mas nada que seja alarmante”.  Roque destaca que os registros de exportação estão bem fortes. “Claro que é importante continuar monitorando e vendo o que vai acontecer daqui para frente, mas a princípio está tudo dentro do normal”, reitera.

Conforme o analista, é importante destacar que a China está voltando com força para o mercado e há notícias de que o esmagamento chinês está voltando a aumentar. “A demanda chinesa deve ficar forte nas próximas semanas’, completou.

Nos portos brasileiros, a saca de 60 quilos da soja acumulou valorização de mais de 11% no mês passado. Em Rio Grande, o preço bateu em patamar histórico, subindo 11,4% e pulando de R$ 92,00 para R$ 102,50. Comportamento semelhante ocorreu em Paranaguá, onde a cotação subiu 11,6%, saltando de R$ 90,50 para R$ 101,00.

O impulso aos preços foi dado pelo câmbio. O dólar subiu 15,95% em março e 29,5% no trimestre, encerrando o mês na casa de R$ 5,20 – hoje bateu em R$ 5,30 – e dando competitividade à soja brasileira. Nem mesmo o comportamento negativo dos contratos futuros conteve os preços domésticos.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio tiveram queda de 1,17% em março e de 8,93% no trimestre. No encerramento de abril, a posição era cotada a US$ 8,82 ¼ por bushel.

Exportações

As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 3,978 bilhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 180,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 11,644 milhões de toneladas, com média diária de 529,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 343,90.

Na comparação entre a média diária de março e fevereiro, houve uma alta de 82,5% no valor médio diário exportado, de 86,2% no volume embarcado. O preço médio teve perda de 2%. Na comparação com março de 2019, houve alta de 13,7% na receita média diária e de 18,9% no volume. O preço caiu 4,3%.

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica 11,057 milhões de toneladas já programadas para o mês de abril. De janeiro a março, o line-up aponta o embarque de 21,578 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Segundo IBGE

Agropecuária é único setor da economia com crescimento na pandemia

Resultado positivo foi puxado pelo bom desempenho da safra, como a da soja, no primeiro trimestre do ano

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Divulgação/MAPA

A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados divulgados na sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

Em relação a igual período do ano anterior, no caso primeiro trimestre, a agropecuária teve crescimento de 1,9%. “Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada”, diz o IBGE. O PIB do país teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano no comparativo com o quarto trimestre do ano passado.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem destacado as ações adotadas pelo Mapa e demais órgãos do governo federal para garantir o abastecimento interno de alimentos, as exportações dos produtos agropecuários e o funcionamento sem interrupção da cadeia produtiva do agro durante a pandemia.

“Temos tido sucesso com isso porque, além da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”, disse a ministra, ao participar de balanço das ações de combate aos impactos do coronavírus no dia 26 deste mês, no Palácio do Planalto.

O Governo Federal tem atuado ainda na abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Desde janeiro de 2019, foram mais de 60 mercados abertos para os mais diversos produtos, como castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (conhecida também por castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Soja e arroz

O crescimento registrado pela agropecuária pode ser atribuído a vários fatores. “O primeiro é o desempenho das lavouras e da pecuária, que têm obtido crescimento excepcional neste ano. O IBGE destaca o desempenho da produção de soja e do arroz, que têm apresentado elevado crescimento da produção. A produtividade foi também um fator relevante nesses resultados. Os resultados da Balança Comercial, publicados pelo Mapa, em maio, mostraram que as vendas externas da agropecuária tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Esse foi outro fator que impulsionou o crescimento”, analisa José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas da Informação do Mapa.

De acordo com coordenador, o crescimento do PIB agropecuário refletiu-se também sobre o saldo líquido de empregos formais gerados neste ano. As estatísticas do Caged mostram que houve um saldo (admissões menos desligamentos) de 10.032 contratações.

Alta em 2020

Apesar da pandemia do novo coronavírus, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do IBGE. Levando em conta a safra de grãos estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a taxa deve chegar a 2,3%. Mesmo em um cenário com maior risco de impacto da Covid-19 na demanda por produtos agropecuários, os pesquisadores projetam aumento, em ritmo menor, de 1,3%.

Para a safra 2019/20, a estimativa para a produção de grãos é de 250,9 milhões de toneladas, volume 3,6% (8,8 milhões de toneladas) superior ao colhido em 2018/19, de acordo com o 8º Levantamento da Safra 2019/20 divulgado no último dia 12, pela Conab.

Fonte: MAPA
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Notícias Sanidade

China relata surto de peste suína africana na província de Gansu

Mais de 90 porcos já morreram na criação em que a doença foi verificada, que possui 9.900 animais

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Divulgação

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China disse na sexta-feira (29) que detectou um novo surto de peste suína africana nas proximidades da cidade de Lanzhou, na província de Gansu, noroeste do país.

Mais de 90 porcos já morreram na criação em que a doença foi verificada, que possui 9.900 animais, segundo a pasta.

O ministério ampliou recentemente os esforços para detectar casos da doença, que é mortal para suínos e não possui cura ou vacina.

Fonte: Reuters
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Notícias Saúde

BRF diz que contraprova de Covid-19 em fábricas em SC e RS confirma número baixo de positivos

Em ambas as unidades, quando feito o RT-PCR, 8 em cada 10 casos com resultado positivo no teste rápido são negativos para o vírus

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REUTERS/Rodolfo Buhrer

A BRF afirmou na sexta-feira (29) que a testagem em massa de trabalhadores em Concórdia (SC) e Lajeado (RS) apontou presença do novo coronavírus em 46 funcionários na fábrica catarinense e 89 empregados na gaúcha, após exame específico de Covid-19, o RT-PCR.

Na fábrica em Santa Catarina, foram testados 5.325 trabalhadores entre funcionários e terceirizados, enquanto a de Lajeado, realizou o teste em 2.759 empregados. “Em ambas as unidades, os profissionais com diagnóstico positivo para Covid-19 já estavam afastados de maneira preventiva e seguem monitorados”, afirmou em nota.

A companhia havia divulgado na segunda-feira (25) que cerca de 340 funcionários de sua fábrica em Concórdia, equivalentes a 6,6% da força de trabalho daquela unidade, tiveram resultado positivo para o vírus em testes rápidos e foram submetidos a contraprovas para confirmação da doença. Os 93,4% trabalhadores restantes tiveram diagnóstico negativo nos testes rápidos e retornariam ao trabalho no último dia 25.

A BRF ponderou que pequenas variações no número final de Concórdia podem ocorrer no percentual porque ainda se espera o resultado de cerca de 50 testes de RT-PCR. Mas ressaltou que em ambas as unidades, quando feito o RT-PCR, 8 em cada 10 casos com resultado positivo no teste rápido são negativos para o vírus.

Fonte: Reuters
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