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Notícias Aquicultura e Pesca

Brasil adere à Blue Justice, iniciativa internacional de combate a crimes organizados na indústria pesqueira

País é o 34º integrante da ação global, liderada pelo governo da Noruega e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP)

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Guilherme Martimon/Mapa

O Brasil é o mais novo membro da iniciativa Blue Justice. Ao assinar a Declaração de Copenhague na quinta-feira (22), o país passa a cooperar com uma política global de combate ao crime organizado na indústria pesqueira. O documento foi assinado pelo secretário de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Seif Júnior, que representou o governo brasileiro na cerimônia de assinatura on-line, realizada pelo governo da Noruega e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP, sigla em inglês), que lideram a iniciativa.

No mundo, as águas cobrem mais de dois terços da superfície da Terra, contribuindo diretamente com cerca de US$ 1,5 trilhão para a economia, sendo que apenas o setor de alimentos gera em torno de 237 milhões de empregos. A carne de peixe responde por aproximadamente 17% do consumo mundial de proteína animal. Em países menos desenvolvidos, esse número pode chegar a 50%.

“Sabemos que a pesca, além de sua extrema importância social e nutricional para as populações do mundo, é um negócio internacional multibilionário. Nós, gestores e tomadores de decisão, devemos empregar as melhores práticas de governança e gestão da pesca. Práticas inteligentes, estratégicas, coordenadas e baseadas em evidências científicas e informações qualificadas”, iniciou o secretário Seif Júnior em seu discurso.

O Brasil tem o maior litoral do Oceano Atlântico Sul, com um total de 8,5 mil quilômetros de extensão, sendo a pesca importante atividade comercial praticada ao longo de todo o litoral do país. Essa vasta área litorânea é chamada de Amazônia Azul, que, junto com a Zona Econômica Exclusiva, soma aproximadamente 5,7 milhões km2.

O secretário destacou a importância de o país endossar a iniciativa Blue Justice num contexto em que a demanda por produtos pesqueiros é grande e continuará a crescer, o que gera pressão sobre os recursos naturais, podendo criar brechas para comportamentos gananciosos que “pegam carona” na indústria pesqueira.

Jorge Seif citou ações em andamento no país, como processo de ratificação do Acordo da FAO sobre medidas nos Estados do Porto (PSMA); modernização e ampliação do sistema de rastreamento de embarcações, por meio da parceria com a Global Fisching Watch, o que trará mais agilidade de transparência na gestão; reestruturação do sistema de cadastramento dos pescadores artesanais e industriais no combate à fraudes, além da criação e atualização dos sistemas de distribuição de cotas e revisão de atos normativos.

Os países signatários da Declaração de Copenhague reconhecem a importância da cadeia da pesca para o mundo e buscam combater a prática de crimes como pesca ilegal, corrupção, fraudes tarifárias, lavagem de dinheiro, tráfico moderno nas atividades dessa indústria. É o que pontuou Odd Emil Ingebrigtsen, ministro da Pesca e Frutos do Mar da Noruega.

Por ser uma atividade que ultrapassa os limites continentais e avança mar adentro, a cooperação deve se dar em um contexto global com a participação de agências governamentais em nível nacional, regional e internacional, a fim de prevenir, combater e erradicar o crime organizado transnacional na indústria pesqueira.

A participação da UNDP nesta iniciativa destaca a força da cooperação com o apoio para sua efetiva implementação: “É um problema que existe e é global, no qual temos que atuar encorajando os países a desenvolver uma solução conjunta”, destacou Emma Witbooi, representante do organismo internacional.

Participaram da cerimônia a o secretário do Ministério das Relações Exteriores da Noruega e representante da primeira-ministra para o Painel de Alto Nível para uma Economia do Mar Sustentável, Jens Frolich Holte; o ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Noruega, Paulo Roberto Ribeiro Guimarães; e o embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng.

Blue Justice 

A Blue Justice contribui para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, particularmente em relação ao ODS 14 “Vida na água” e ao ODS 16 “Paz, Justiça e Instituições Eficazes”. Além do Brasil, outros 33 países são signatários da Declaração de Copenhague.

Fonte: MAPA
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Notícias Pecuária

Com seca e safra próxima do auge, oferta de boi gordo aumenta e preços caem

Mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi registrou preços mais baixos ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, consequência do avanço da oferta de boiadas em grande parte do Centro-Sul. “A estiagem prolongada é um fator importante a ser considerado nesse processo, pois acelera o processo de degradação das pastagens reduz a capacidade de retenção entre os pecuaristas”, disse ele.

A safra de boi gordo está cada vez mais próxima do seu auge. “Então, nada mais natural que os preços assumam tendência de queda”, assinalou.

O volume de animais ofertados aumentou de maneira consistente no decorrer da semana, permitindo que os frigoríficos consigam uma posição bastante confortável em suas escalas de abate, que agora atendem entre cinco e sete dias úteis de consumo.

Mesmo a demanda de carne bovina aquecida durante o período do Dia das Mães parece insuficiente para mudar de maneira contundente a curva de preços. A exceção é o Rio Grande do Sul, estado em que o volume ofertado é menor.

“Para a entressafra a dinâmica de mercado tende a mudar completamente, avaliando a provável redução do confinamento de primeiro giro resultando em um ambiente pautado pela restrição de oferta. Ou seja, haverá espaço para retomada do movimento de alta”, apontou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de maio:

  • São Paulo (Capital) – R$ 307,00 a arroba, contra R$ 312,00 a arroba na comparação com 29 de abril (-1,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 300,00 a arroba, ante R$ 305,00 (-1,64%).
  • Goiânia (Goiás) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 295,00 (-1,69%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 295,00 a arroba, contra R$ 300,00, caindo 1,67%.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 308,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (-0,65%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 595,981 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 29,899 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 125,474 mil toneladas, com média diária de 6,273 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.765,80.

Em relação a abril de 2020, houve ganho de 17,61% no valor médio diário da exportação, alta de 7,89% na quantidade média diária exportada e valorização de 9,01% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Comercialização de soja perde ritmo no mercado brasileiro

Produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil

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Apesar da alta nos preços, o mercado brasileiro de soja teve mais uma semana de poucos negócios nas principais praças do país. O produtor segue retraído, aguardando por referenciais ainda melhores e centrando atenções no final da colheita no Brasil.

A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 71,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de maio. No relatório anterior, com dados de 9 de abril, o número era de 67,4%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 85,2% e a média para o período é de 64%. Levando-se em conta uma safra estimada em 134,09 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 95,8 milhões de toneladas.

No período, a comercialização evoluiu pouco e, com isso, o total negociado da safra 20/21 ficou abaixo do percentual de igual período do ano passado. Mas seguem acima da média para o período, devido à elevação consistente dos preços.

As vendas antecipadas da safra 2021/22 estão atrasadas na comparação com o ano passado e com a média do período. Levando-se em conta uma safra hipotética mínima para a temporada – igual a do ano anterior -, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 16,7%, envolvendo 22,36 milhões de toneladas.

Em igual período do ano passado, o número era de 32% e a média dos últimos cinco anos é de 20%. A primeira estimativa para a safra brasileira 2021/22 será divulgada em julho por SAFRAS & Mercado.

Chicago

A semana foi de forte recuperação nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Na manhã da sexta, 7, os contratos com vencimento em julho bateram na casa de US$ 15,80 por bushel, o melhor patamar desde outubro de 2021. Na semana, a posição acumula valorização de cerca de 3%.

O mercado encontra sustentação em fatores fundamentais e técnicos. O aperto nos estoques globais encontra uma demanda aquecida nos Estados Unidos. O ótimo desempenho dos subprodutos – farelo e óleo – impulsiona o grão.

Os analistas seguem atentos ao clima nos Estados Unidos, com previsões de poucas chuvas e temperaturas elevadas, o que poderia prejudicar a evolução inicial das lavouras. Na semana que vem, atenções especiais para o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quarta, 12.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Ambiente de negócios no mercado suíno se mostra mais truncado no Brasil

Houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado

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O mercado brasileiro de suínos apresentou pequenas variações de preços ao longo dos últimos dias, tanto no vivo como os cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado Allan Maia, houve dificuldade para avanços mais efetivos nas cotações, em meio a um ambiente de negócios mais truncado.

Maia ressalta que o escoamento da carne evoluiu aquém do esperado neste início de mês, fator que levou os frigoríficos a atuarem com cautela na aquisição de animais para abate. “A busca pelos cortes tende a apresentar alguma melhora no curto prazo devido ao Dia das Mães e à entrada da massa salarial na economia”, pontua.

Além disso, Maia comenta que os produtores seguem na busca por reajustes nos preços, avaliando o custo de produção com tendência de alta. “Contudo, a demanda interna precisa avançar para ajudar o ambiente de negócios”, alerta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil caiu 1,54% ao longo de abril, de R$ 6,89 para R$ 6,79. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado recuou 0,45% ao longo da semana, de R$ 12,63 para R$ 12,57. A carcaça registrou um valor médio de R$ 11,11, recuo de 1,28% frente à semana passada, quando era cotada a R$ 11,25.

O analista destaca ainda que a exportação brasileira de carne suína foi forte em abril. “Com os dados do industrializado, que deve ser divulgado nos próximos dias, o volume deve ficar entre 95 e 100 mil toneladas”, sinaliza.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 217,457 milhões em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 10,872 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 87,314 mil toneladas, com média diária de 4,365 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.490,50.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 41,24% no valor médio diário da exportação, ganho de 38,81% na quantidade média diária exportada e valorização de 1,75% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 160,00 para R$ 145,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,65 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 7,40 para R$ 7,30.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração subiu de R$ 5,80 para R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação caiu de R$ 7,40 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve baixa de R$ 7,70 para R$ 7,30 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 6,20 para R$ 6,10, enquanto na integração o preço subiu de R$ 5,60 para R$ 5,70. Em Goiânia, o preço passou de R$ 7,70 para R$ 7,60. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno continuou em R$ 7,90. No mercado independente mineiro, o preço permaneceu em R$ 8,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis retrocedeu de R$ 6,10 para R$ 5,95. Já na integração do estado o quilo vivo mudou de R$ 5,60 para R$ 5,70.

Fonte: Agência SAFRAS
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CONBRASUL/ASGAV

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