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José Luiz Tejon Megido Opinião

Agronegócio atenção, temos problemas

Grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Em paralelo a pandemia da Covid-19, em que as perspectivas apontam para o Brasil ter a retomada mais lenta, comparado com outros 90% dos países, teremos a crise da saúde ambiental. Acompanhamos as redes sociais do agro brasileiras e também as manifestações da mídia internacional. No The Economist uma matéria tratava de “how big beef and soya firms can stop deforestation”, sobre como as grandes corporações da carne e da soja podem parar com o desmatamento.

Agora, surgem abaixo assinados de consumidores europeus para não comprar do Brasil. E mesmo na China, o maior cliente do país, a mídia começa a trazer notícias negativas sobre a soja brasileira, como ocorreu no South China Morning Post, um jornal do Jack Ma, dono do big negócio de ecommerce Ali Baba.

Isso tudo fica agravado pelo corte e mudança de diálogo do Brasil com a China, o que preocupa a liderança das organizações privadas brasileiras, responsáveis pela agroindustrialização, logística e comércio internacional.

Assim como os astronautas da Apollo 13, em abril de 1970, que mandaram a mensagem para a Nasa na terra: “Houston we have had a problem”. Neste pós-Covid-19, que se inicia com a nova safra 2020 a ser colhida em 2021, podemos dizer: “agronegócio, nós temos um problema”.

Ações existem, como “Seja Legal com a Amazônia”; pecuarista legal não desmata quem desmata é o ilegal; temos a coalizão clima, floresta e agricultura; e mesmo o Conselho da Amazônia sob comando do vice-presidente Hamilton Mourão. Além de diversos movimentos como pecuária sustentável da Amazônia; núcleos de bem-estar animal; sustentabilidade e responsabilidade social; sem citar o código florestal, carecendo agora da implementação do PRA – Programa de Regularização Ambiental.

O grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial. E, ao mesmo tempo, não estamos conseguindo eficácia na aplicação da lei, nos casos dos crimes ambientais. Precisamos de uma organização da comunicação brasileira do agronegócio numa coalizão das lideranças público e privadas, e precisamos parar com os auto-detratores e auto-predadores, numa Torre de Babel onde várias línguas se misturam e ninguém se acerta com ninguém.

E perante tudo isso, para não ficarmos na 171ª posição no mundo dos países mais lentos para a retomada econômica, nossa dependência do novo agronegócio é vital.

A Hora do Agronegócio, hora de uma equipe de crise público privada para dominar o tamanho do problema. Na percepção e na realidade.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

China faz mega compra de milho e etanol nos Estados Unidos

Vamos colocar a economia a partir do agronegócio do país como a alavanca propulsora do crescimento do PIB, e a ciência como a única solução para a pandemia

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

53,5 milhões de bushels de milho de uma só vez, a maior venda feita pelos Estados Unidos para a China! Isso eleva o preço do cereal a nível internacional. E da mesma forma a aquisição de etanol, o biocombustível que a China afirma que irá fazer em volumes nunca vistos no primeiro semestre de 2021.

Se isto for o prenúncio da tendência de uma década que se inicia em 2021, em que sustentabilidade e meio ambiente são parte inexoráveis do jogo do agro mundial, temos também no Brasil extraordinária oportunidade fundamentada nos grãos, e no inteligente plano Renovabio, da bioenergia, para realizarmos “a multiplicação dos grãos”. Valor agregado no biodiesel e etanol, não esquecendo de projetos muito interessantes como na Zona da Mata Mineira, onde uma palmeira da macaúba pode se transformar em bioquerosene para a aviação.

O vice-presidente de assuntos de combustíveis renováveis dos Estados Unidos, general Ed Hubbard, afirmou ao Agweb Farm Journal: “Esta compra chinesa vai chacoalhar toda a indústria para cima, vamos ver se perdura”. A China, o maior cliente brasileiro, faz uma aquisição gigantesca de etanol e de milho norte-americano.

Será para dar boas-vindas ao novo governo Biden? Um “Welcome new presidente”? Bem-vindo novo presidente? O que nos faz cobrar cada vez mais das autoridades brasileiras é o que já está escrito na nossa bandeira. Ordem e progresso.

Vamos colocar a economia a partir do agronegócio do país como a alavanca propulsora do crescimento do PIB, e a ciência como a única solução para a pandemia. Menos discussão e bate boca Brasil. Lei nos ilegais da Amazônia e diplomacia comercial para valer, daqui pra frente.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Para o agro não parar a eletricidade não pode faltar

O agronegócio, que segura a economia brasileira e o saldo positivo das exportações, é totalmente dependente de energia elétrica

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

“Tudo seria fácil, não fossem as dificuldades”, assim escreveu um gaúcho chargista genial que adotou o pseudônimo de Barão de Itararé.

Então, temos a pandemia e agora uma nova crise no radar de 2021, na análise da RC Consultoria, do Paulo Rabello de Castro.

Diz o estudo escrito pelo Dr. em economia e especialista em energia, Manuel Jeremias, em parceria com Marcel Caparoz, mestre em economia pela FGV, que: “temos um elevado risco de novo racionamento energético, e neste momento, só nos resta rezar para que São Pedro corrija anos seguidos de mau planejamento público e de investimentos insuficientes no setor energético”.

O agronegócio, que segura a economia brasileira e o saldo positivo das exportações, é totalmente dependente de energia elétrica. As máquinas agrícolas que viraram robots e os seus sinais, para estarem ligados, dependem da eletricidade.

Os tanques da aquicultura, os galpões de aves, dos ovos, da suinocultura, dependem da eletricidade. A irrigação não funciona sem eletricidade. A luz no campo mantém os silos nas temperaturas adequadas. A atividade leiteira não funcionaria sem a luz elétrica. Da mesma forma toda e qualquer cadeia produtiva do não funciona sem energia elétrica.

O estudo da RC Consultoria mostra que enquanto o consumo de energia sobe, o nível dos reservatórios desce nas diversas regiões do país. Chegamos em dezembro de 2020 com uma média de 16,9% de água nos reservatórios, a menor de um ciclo histórico estudado desde o ano 2000. E aí vem também a ligação das usinas térmicas, e o custo da eletricidade impacta o campo da mesma forma que a cidade. “Nunca enfrentamos situação parecida”, diz o estudo da RC.

O agro não pode parar, porque a natureza não para. Plantar, tratar, cuidar, colher, administrar, armazenar, usar o agro digital, os satélites, os drones, passamos a ser uma grande fazenda elétrica no agronegócio.

Temos um potencial de biogás em cada propriedade rural. Está na hora dos produtores rurais pensarem objetivamente nisso. Um biodigestor, o biogás e um gerador. Os geradores podem ser também movidos a biodiesel. Sem contar com a cogeração do setor sucroenergético. Quem sabe o biogás ou a biogeração com geradores de eletricidade não seria o melhor presente de Natal que você deve dar para a sua fazenda?

Vale pensar e analisar.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Três obviedades no agronegócio

Lideranças, deixem os egos em casa porque o Brasil só precisa do óbvio; bem feito e já

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

“Quando o óbvio não vira realidade a consequência leva a insanidade”. Sobre isso a jornalista Bárbara Tuchman deixou um livro fundamental chamado “A marcha da insensatez”. Começa em Tróia, quando o óbvio era não colocar o presente de grego, o cavalo oco, para dentro de Tróia, mas o óbvio não prevaleceu e todo mundo sabe o que aconteceu.

As três obviedades no agronegócio são:

Óbvio número 1 – Agronegócio sem sustentabilidade vira só agro; não tem negócio. Não adianta reclamar, espernear e politizar. Agro e sustentabilidade é uma coisa só e tem muita gente fazendo. Como em Balsas, Maranhão, onde foi criado agora o corredor da soja responsável até o Porto de Itaqui, apenas um exemplo do óbvio.

Óbvio número 2 – Agronegócio sempre foi uma administração da cadeia produtiva, desde o consumidor e as percepções da sua mente, até o geneticista que cria a semente com produtores, agroindústrias, comércio e serviços reunidos. Logo, sem organização das cadeias produtivas agronegócio é só agro, não tem agregação de valor no negócio.

E o óbvio número 3 – Crescimento do país. O agronegócio é um legado brasileiro dos últimos 50 anos. E significa a única possibilidade de crescimento sustentável do Brasil para buscarmos um Produto Interno Bruto (PIB) digno, em torno de US$ 4 trilhões nesta década. E isso exige um planejamento estratégico nacional do “a” do abacate ao “u” da uva ou “z” do zebu, para dobrar o agro de tamanho e impactar todo PIB brasileiro. Sem planejamento estratégico do agronegócio não teremos nem agro, nem negócio e nem PIB.

O óbvio está na cara. Fazer o óbvio exige vergonha na cara. Lideranças, deixem os egos em casa porque o Brasil só precisa do óbvio; bem feito e já.

Fonte: Assessoria
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