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ABPA apresenta projeções positivas para a avicultura brasileira

O ano de 2023 deve ser marcado por novos aumentos na produção e na presença internacional da avicultura brasileira.

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Foto: Divulgação/ABPA

Por meio de uma coletiva de imprensa, realizada no dia 16 de agosto, na sede da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em São Paulo, SP, o presidente da entidade, Ricardo Santin, expôs as projeções da produção e das exportações de aves e de ovos do Brasil. Conforme a apresentação, o ano de 2023 deve ser marcado por novos aumentos na produção e na presença internacional da avicultura brasileira.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin – Foto: Mario Castello/ABPA

O presidente Santin iniciou a exibição enaltecendo que o Brasil continua livre de Influenza Aviária nos plantéis comerciais, pois até o momento foram registrados apenas casos em aves silvestres e de fundo de quintal. “É importante frisarmos isso e também continuarmos atuando de forma preventiva, mantendo uma boa biossegurança e biosseguridade nas granjas”, mencionou.

Neste ano a disponibilidade de produtos no mercado interno deverá alcançar 9,85 milhões de toneladas, volume 1,5% superior às 9,70 milhões de toneladas registradas em 2022. Com isto, o consumo per capita de carne de frango deverá ficar em 46 quilos neste ano, o que corresponde a um aumento de 1,5%, ante aos 45,2 quilos per capita registrados no ano passado.

Pela primeira vez na história o setor deverá superar a barreira de 5 milhões de toneladas exportadas, se confirmadas as projeções da ABPA. Neste ano, a expectativa da entidade é de embarques totais de 5,20 milhões de toneladas, volume 8% superior aos embarques registrados em 2022, com 4,82 milhões de toneladas.

Conjuntura econômica

O presidente Santin explanou a respeito do panorama econômico do Brasil, evidenciando que o primeiro semestre de 2023 foi marcado por uma boa cotação do dólar, o que favoreceu as exportações brasileiras, pois propiciou que o país mantivesse uma boa competividade com relação aos preços. “A estabilidade do dólar deve manter a competitividade para as exportações brasileiras neste segundo semestre. Isso é muito benéfico e importante para o nosso setor”, avaliou.

Luis Rua – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Com relação aos dados que mostram um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), bem como a diminuição da taxa Selic, que deve propiciar condições melhores para empréstimos financeiros, o presidente destacou que este cenário deve favorecer ainda mais o mercado de aves para o ano de 2024.

No que diz respeito a queda no consumo no início deste ano, ele apontou que os números inferiores estão relacionados com o endividamento financeiro das famílias, que gerou uma menor renda. “Por outro lado, o governo federal acaba de apresentar ações que devem beneficiar para que as famílias superem dificuldades financeiras. É o caso do Bolsa Família que deve receber R$ 168 bilhões em 2024. Sabemos que grande parte de valor deverá ser utilizado com alimentação, o que deve beneficiar nosso setor”, afirmou.

Custo de produção das aves

Santin reforçou que os custos de produção da avicultura são diretamente influenciados pelo panorama global dos insumos. Ele relembrou que desde o ano de 2018 o setor enfrenta um aumento nos dois principais produtos que são utilizados como fonte de alimentação dos animais, que é a soja e o milho. “Nestes últimos quatro anos, registramos um aumento de 98% nos custos de produção das aves, o que trouxe muitas problemáticas para o setor. A boa notícia é que, neste ano, estes custos caíram cerca de 11%, o que está trazendo alento aos produtores”.

O presidente da ABPA reforçou as boas condições da safra de grãos no Brasil e no mundo. De acordo com Santin, não vai faltar milho no país, haja vista que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a safra deste ano deve bater um novo recorde para o Brasil. “Conforme a Conab, o Brasil deve produzir um volume de 129 milhões toneladas de milho, o que garante as nossas necessidades. Inclusive, este montante vai atender as demandas do mercado interno e deve ser escoado para exportação cerca de 45 milhões de toneladas. A boa safra é importante porque esse número positivo garante um preço mais razoável para todo o mercado”, observa.

Exportação da carne de frango

O líder da APBA também apresentou a projeção de um aumento de 8,2% de volume de exportação e mais 7% de receita, apontando que o Paraná foi o estado que mais vem crescendo. Ele enalteceu que o mais importante deste quadro é que o Brasil continua livre da IA nos planteis comerciais, e os casos diagnosticados em aves silvestres e de subsistência não afetaram os números da exportação. “Crescemos 8,2 %. Esse é um dado muito positivo e mostra que o mercado internacional reconhece e confia no trabalho que vem sendo desenvolvido no nosso país com relação a IA, que é um trabalho bastante sério e que conta com o apoio de muitas entidades, juntamente com o governo e os avicultores”, opina.

No que concerne aos maiores importadores de carne de frango do Brasil, Ricardo apresentou que a China e o Japão continuam sendo os maiores destinos dos produtos brasileiros e que este mercado deve crescer ainda mais. Ele evidenciou que o momento é de consolidação do Brasil como o maior exportador mundial, sendo que no panorama de médio prazo estão sendo registradas oportunidades muito positivas. “Quando verificamos os números de exportações, observamos que ano após ano eles crescem de forma significativa, o que também aponta para uma importante sustentabilidade brasileira no mercado externo”, sugere.

Outro apontamento significativo feito pelo presidente diz respeito ao aumento de exportações brasileiras, mas também ao aumento de renda nos países mais pobres. “Quando observamos a média de consumo de carne nos países asiáticos, que é bem abaixo da média mundial, verificamos que existe um grande mercado ainda a ser explorado, ou seja, existem muitos mercados que possuem grandes populações e que ainda não acessamos ou que podemos atender ainda mais, conforme o perfil econômico for melhorando em cada país”.

O presidente da ABPA destacou que o Brasil continua sendo o maior exportador mundial de carne de frango, seguido pelos Estados Unidos e depois pela Europa. Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a soma das exportações dos EUA e da Europa não deve chegar ao montante de exportação brasileira. Ele frisou que a produção da Europa está estável, mas que a exportação caiu com bastante velocidade. “O mercado americano não é diferente da Europa, eles não diminuíram a produção, mas também não aumentaram. Ou seja, verificamos uma queda da Europa e uma estabilidade nos Estados Unidos, que é o nosso principal concorrente, o que deve possibilitar um desenvolvimento ainda maior das exportações do nosso país”, sugere.

Conforme relatórios disponibilizados pelo governo chinês e apresentados pelo presidente da ABPA, a produção de frango na China decaiu nos últimos meses, o que possibilitou maiores oportunidades para o Brasil, que conquistou mais espaço junto ao mercado chinês. Santin ainda destacou a competência que os EUA demonstrou ao lidar com a IA, que mesmo sendo registrada em solo americano, conseguiu manter a exportação para a China, por meio da regionalização dos estados. “Isso é um alento e traz esperança no caso da IA chegar em algum plantel comercial do nosso país. Caso isso aconteça esperamos receber um tratamento igual ao que foi dado aos Estados Unidos”.

Influenza aviária

O presidente Ricardo enalteceu que a imagem acima mostra que é preciso aprender a conviver com a gripe aviária. “Aliás, o mundo já está convivendo. A exemplo do EUA, China e Japão também possuem casos ativos, mas estão trabalhando na segregação dos estados ou até municípios, o que está favorecendo a continuação dos trabalhos. Aqui no Brasil também estamos preparados para enfrentar isso. Continuamos trabalhando fortemente nas medidas de biosseguridade, mas também estamos preparados caso a doença atinja algum plantel comercial”, assegurou.

O presidente também explicou sobre a importância das mudanças de emissão dos certificados sanitários, que podem ser alterados de país livre de IA, para zona, região ou até mesmo compartimento livre de IA. “Há pouco tempo participamos de reunião com os ministros da agricultura do Japão, Coreia e Arábia Saudita e nestes três destinos tivemos a confirmação da regionalização por estados. Eles também estão estudando os pedidos de regionalização por municípios. Acreditamos que estes procedimentos irão favorecer a manutenção dos negócios externos, caso sejam atingidos pela IA”, indicou.

De acordo com ele, a ABPA e o governo brasileiro devem continuar desenvolvendo este procedimento e manter um diálogo atento com os países que comercializam com o Brasil. “Estamos negociando e enviando documentos a todos os países que são nossos parceiros para alinharmos a regionalização do status sanitário. Caso o Brasil venha a ser atingido pela IA em planteis comerciais, devemos estar preparados para segregar o local do surto. Conforme indicação da OMSA, num primeiro momento deve-se fazer a delimitação de 10km de onde foi diagnosticado o surto. A segregação pode ser de município, estado, zona ou compartimento”, informou.

Conforme o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua, o Brasil possui atributos muito importantes relacionados à exportação, porque existem mercados internacionais que exigem produtos bem específicos e que atualmente só o Brasil consegue produzir em grandes volumes. “Isso é muito benéfico para nós porque conseguimos atender demandas bem específicas de outros países e que dificilmente algum outro país vai conseguir atender. Desta forma, caso a IA chegue em algum plantel comercial brasileiro, temos muitas medidas para tomar e proteger o restante da produção”, afirma.

Com relação aos casos de IA registrados no Brasil, o presidente da ABPA destacou que embora o Japão tenha embargado o recebimento dos produtos brasileiros, a ABPA é contra esta prática até porque isso não é uma recomendação da OMSA. “Porém, nós precisamos respeitar a opinião contrária do Japão. Por outro lado, a partir deste caso do Espírito Santo pudemos observar a seriedade com que a IA está sendo trabalhada no Brasil, pois foi muito pouco tempo que durou o embargo, já que o Brasil foi bastante competente para testar e comprovar que havia superado a dificuldade”, apontou.

Ele acrescentou destacando que as medidas do governo japonês são justificáveis, haja vista que eles esperam relatórios comprovando as medidas que o Brasil está tomando no combate e na prevenção da IA. “O Japão é um país que exige ter ciência do que o Brasil está fazendo para combater esta enfermidade, essa é uma regra deles. O que é importante lembramos que o nosso governo fez a lição de casa, promovendo testes e fazendo os relatórios solicitados”, afirmou.

Projeções de carne de frango

O presidente também explicou que a projeção inicial deste ano, feita pela ABPA, no 1º semestre, apontava que a produção de 2023 seria superior a 15 milhões de toneladas. “Agora que iniciamos este 2º semestre observamos uma mudança no comportamento das empresas que estão fazendo ações preventivas, como diminuir o número de alojamentos ou diminuindo o peso médio das aves. Desta forma, acreditamos que a produção será de 14,8 milhões de toneladas. O que é um número bastante significativo”, sustentou Santin.

O presidente ainda argumentou sobre o aumento na disponibilidade e oferta da carne de frango, que pode fazer com que os preços pagos ao produtor também sejam ajustados. De acordo com ele, essa retomada que a economia brasileira está tendo deverá sustentar as demandas pela carne de frango. “O segundo semestre sempre é marcado por um consumo aumentado. Acreditamos que neste ano não será diferente, teremos uma maior oferta do produto, mas também teremos um maior consumo”.

O presidente frisou que estas projeções podem ou não se confirmar porque as empresas que trabalham neste mercado sabem da responsabilidade que elas possuem e estão sempre atentas às regulações do mercado. Desta forma, é possível que elas façam adequações com relação à produção, uma vez que a sustentabilidade delas no mercado depende de como esses quesitos são trabalhados nas empresas. “Neste momento é primordial que as empresas melhorem as questões de biosseguridade e estejam atentas às mudanças do mercado”, advertiu.

Para 2024, a ABPA projeta uma produção brasileira de 15,5 milhões de toneladas de carne de frango. “É claro que este número pode ser alterado, pois são inúmeras as variáveis, mas o cenário que temos hoje que é: a não chegada da IA nos nossos planteis comerciais, o mundo consumindo mais carne e o Brasil com a tendência de melhorar a capacidade econômica das pessoas noz faz acreditar e possibilitam vislumbrar um aumento na produção em 2024, bem como um aumento na exportação”, almeja.

Com relação ao aumento no volume de exportações, o presidente destacou, mais uma vez, que o Brasil pode absorver alguns mercados que eram atendidos pelos EUA. “As projeções em números mostram que temos um panorama muito positivo para o Brasil neste segundo semestre, principalmente quando olhamos para os países que são nossos concorrentes, mas que hoje estão abrindo novas oportunidades para os produtos brasileiros”.

Ovos

Relativamente ao mercado de ovos, a produção total do país deverá chegar a 52,55 bilhões de unidades em 2023, número 1% maior que as 52,06 bilhões de unidades produzidas em 2022. O consumo per capita de ovos do Brasil deverá encerrar o ano em torno de 242 unidades, número 0,5% maior que as 241 unidades per capita consumidas em 2022. Nas exportações, as projeções indicam embarques totais de 32,5 mil toneladas de ovos do Brasil, número 240% superior ao total exportado em 2022, com 9,47 mil toneladas.

Esses números foram apresentados pelo presidente Santin que exaltou a conquista do setor, que pela primeira vez, durante a presidência dele, vai exportar mais de 1% da produção, o que é um recorde. “Isso não acontecia desde 2006. Neste ano nossa exportação subiu 165%, sendo que Minas Gerais é o maior exportador, seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Outro fenômeno bastante positivo é que esta exportação, além do grande volume, é uma exportação que conseguimos valor agregado, pois também exportamos ovos líquidos, em pó e processados, o que mostra a capacidade da nossa indústria”, argumentou.

Maiores compradores

Santin informou que o Japão é o país que mais compra ovos do Brasil. Ele destacou também o mercado de Taiwan que não comprava nada do Brasil, mas que neste ano já ocupa a segunda posição. “Temos a esperança de que Taiwan reconheça a qualidade do nosso produto e continue importando ovos de galinha do Brasil. Os outros países que são nossos compradores também aumentaram bastante o consumo durante este ano de 2023. Isso é uma grande conquista para o setor”, destaca.

SIAVS 2024

Ainda durante a coletiva, o presidente Santin informou que o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (Siavs) passa a ser chamado de Salão Internacional de Proteína Animal e vai abranger também a bovinocultura e piscicultura. A edição de 2024 está marcada para os dias 06 a 08 de agosto, no Parque Anhembi, SP. De acordo com ele, será mais um grande evento que vai trazer as principais tendências do setor de proteína animal.

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Fonte: O Presente Rural

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Avicultura de postura começa 2026 sob pressão dos custos

Poder de compra do produtor cai pelo sétimo mês seguido frente ao farelo de soja.

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Foto: Shutterstock

O poder de compra do avicultor de postura em relação aos principais insumos da atividade – milho e farelo de soja – segue em trajetória de queda em janeiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Centro de Pesquisas, a relação de troca entre os ovos e o milho recua de forma contínua desde setembro de 2025, atingindo em janeiro o menor patamar real desde março de 2022.

Em relação ao farelo de soja, a perda de poder de compra é ainda mais prolongada: o movimento de baixa já se estende por sete meses consecutivos, com o indicador alcançando, neste início de ano, o nível mais baixo em termos reais desde fevereiro de 2023.

Mesmo com alguma reação nos preços dos ovos ao final da primeira quinzena de janeiro, os dados do Cepea indicam que a média mensal permanece inferior à registrada em dezembro. No mesmo intervalo, o milho apresentou desvalorização menos intensa, enquanto o farelo de soja acumulou alta.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Declaração de biosseguridade avícola deve ser enviada até 31 de janeiro em Goiás

Agrodefesa reforça que o documento é obrigatório e integra as ações de prevenção à influenza aviária no estado.

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Foto: Shutterstock

Produtores rurais e responsáveis técnicos por estabelecimentos comerciais avícolas devem estar atentos ao prazo para envio da Declaração de Biosseguridade à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A data-limite para o cumprimento da obrigação é 31 de janeiro. O documento deve ser preenchido e inserido no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas para prevenção e mitigação de risco da influenza aviária de alta patogenicidade (gripe aviária).

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a cooperação entre o setor produtivo e o serviço oficial é fundamental para preservar o status sanitário de Goiás no momento em que a doença avança na Europa, com 42 surtos confirmados em 14 dias, e que o estado de Mato Grosso trabalha na contenção de um foco detectado em aves de subsistência. “Manter Goiás livre da influenza aviária e da doença de Newcastle requer trabalho conjunto. A exigência da Declaração de Biosseguridade reforça as ações preventivas e assegura que as granjas avícolas estejam alinhadas às normas da Agrodefesa e às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, destaca.

(Foto: Leonardo Wen)

A declaração é obrigatória e deve ser elaborada pelo médico-veterinário responsável técnico (RT) do estabelecimento, que responde pela execução dos controles higiênico-sanitários dos plantéis. O não cumprimento dessa exigência pode acarretar sanções aos RT´s por falta ética, conforme prevê o Código de Ética do Médico-Veterinário, estabelecido por meio da Resolução 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM). Já os estabelecimentos podem sofrer bloqueio no registro cadastral, resultando na proibição da emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, Silvânia Andrade Reis, a biosseguridade é a adoção de um conjunto de medidas e procedimentos operacionais para prevenir, controlar e limitar a exposição das aves contidas em um sistema produtivo a agentes causadores de doenças. “O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) do Mapa possui normas técnicas para registro, fiscalização e controle dos estabelecimentos avícolas comerciais. A Agrodefesa busca assegurar o cumprimento da legislação brasileira e prevenir a entrada de doenças nos plantéis goianos e prejuízos à economia do estado”, explica.

Como realizar

O modelo da Declaração de Biosseguridade está disponível no site da Agrodefesa, na página do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). O documento deve ser preenchido pelo médico-veterinário responsável técnico e inserido no Sidago até 31 de janeiro de 2026. Além da declaração, é necessário inserir o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas.

Entre as exigências a serem cumpridas pelos estabelecimentos avícolas goianos estão: telas com malha até 2,54cm; cercas no mínimo a 5 metros do galpão; arco de desinfecção presente; controle de visitas com livro e placas de restrição; limpeza de área ao redor da granja; plano de capacitação de pessoal em execução; movimentação acobertada por GTA; presença apenas de uma espécie e aptidão (carne/ovo); ausência de árvores frutíferas ao redor dos núcleos/galpões; e plano de contingência para emergência sanitária, que pode estar no memorial descritivo.

Fonte: Assessoria Agrodefesa
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Avicultura

Trabalho sanitário no Rio Grande do Sul garante retomada das exportações de frango para a China

Ações do Programa Estadual de Sanidade Avícola incluíram 1.846 fiscalizações em 2025, vigilância ativa e rápida contenção de focos de influenza aviária, reforçando a confiança internacional no status sanitário do Estado.

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Foto: Divulgação/Seapi

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um intensivo trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.

“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.

Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.

“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela Secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontua a coordenadora.

Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de substência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas, São Paulo. Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.

“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explica Ananda.

Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsitência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.

Fonte: Assessoria Seapi
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