Conectado com

Avicultura Nutrição

A importância da suplementação de microminerais orgânicos em galinhas poedeiras

Uso de fontes orgânicas é uma ferramenta eficaz para apoiar o crescimento ideal e a produção de ovos das aves

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mónica Florez, Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsges. mbH Lohne (Oldenburg) – Alemanha

A carne de frango e os ovos representam uma importante fonte de proteína animal na América Latina. Embora o ovo seja considerado uma fonte de proteína econômica, devemos ter em mente que as cepas de animais de alto desempenho são muito sensíveis à concentração e qualidade de cada nutriente dietético. Os microminerais fazem parte dos nutrientes que afetam a produtividade, a saúde e a reprodução.

Os microminerais intervêm no metabolismo dos animais como catalisadores e são agentes presentes em várias reações metabólicas. Elas são, portanto, essenciais para o crescimento, desenvolvimento, suporte do sistema imunológico e produção em outros processos.

Nas galinhas poedeiras existem outros fatores que afetam a saúde, a produtividade e a persistência na postura, que por sua vez afetam diretamente a rentabilidade das granjas avícolas. Dentro desta ligação, os microminerais são de vital importância, pois estão envolvidos na formação da casca do ovo e, consequentemente, na sua qualidade e estabilidade. Por exemplo, o manganês e o zinco são cofatores de enzimas envolvidas na síntese de mucopolissacarídeos e carbonatos, dois componentes ativos da casca que são essenciais para sua formação e qualidade. O cobre, por sua vez, atua na maturação das hemácias no sangue e induz uma resposta da glândula hipófise, e sua deficiência diminui o número e a sensibilidade dos receptores GnRH e, portanto, a reprodução. Em criadores, os microminerais influenciam o desenvolvimento da progênie, influenciando o desenvolvimento embrionário, a porcentagem de nascimentos e a formação óssea.

Minerais orgânicos

As fontes orgânicas são cada vez mais utilizadas na produção de aves de capoeira, no entanto, estas fontes podem diferir na sua eficácia; dependendo da ligação utilizada, do processo de fabrico e da relação metal-metal: ligação e do grau de quelação.

Vários estudos têm demonstrado que os compostos quelatados de Zn, Mn, Cu e Fe têm maior biodisponibilidade do que as fontes inorgânicas, como sulfatos ou sais de óxido. Como é sabido, esta maior disponibilidade influencia positivamente o desempenho do animal e permite reduzir a excreção de minerais para o ambiente.

Efeitos nas galinhas poedeiras

Vários estudos científicos e de campo demonstraram a melhoria dos parâmetros de produção das galinhas poedeiras. Este teste de campo foi realizado numa exploração comercial na Bulgária, com 52.733 galinhas entre 19 e 55 semanas de idade. O objetivo foi comparar o efeito dos minerais orgânicos (na suplementação superior de uma pré-mistura mineral orgânica com glicinatos; Cu 10, Zn 30 e Mn 30 mg /kg) com um grupo-controle (53.121 animais, dados históricos da fazenda e fornecimento de uma pré-mistura inorgânica; Cu 8, Zn 60 e Mn 100 mg /kg) sobre o peso vivo em 49 semanas, número de ovos quebrados e rachados (total e com 55 semanas de idade) e mortalidade.

Conclusão

Tendo em mente a importância dos microminerais em múltiplos parâmetros fisiológicos e produtivos, o uso de fontes orgânicas é uma ferramenta eficaz para apoiar o crescimento ideal e a produção de ovos das aves, especialmente em momentos críticos de aumento das necessidades.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − 9 =

Avicultura Cooperativismo

Vagas do Condomínio Avícola serão ampliadas com novo galpão em 2020

Cotas de participação são ofertadas na modalidade de operação inovadora, iniciada pela cooperativa em 2016

Publicado em

em

Divulgação/Coopeavi

A Coopeavi disponibilizará novas cotas para os associados participarem do Condomínio Avícola para Postura Comercial em 2020. A cooperativa dará início à construção do quarto galpão em março e a participação obedecerá aos mesmos critérios de priorização utilizados nos lotes anteriores.

As cotas de participação são ofertadas na modalidade de operação inovadora, iniciada pela cooperativa em 2016. O objetivo é viabilizar a participação de cooperados em um modelo automatizado e de grande escala de produção de ovos, de forma eficiente e otimizando o processo produtivo, e sem a necessidade de investimento direto em infraestrutura.

O produtor investidor recebe mensalmente relatórios de desempenho, com indicadores sobre a produção diária, consumo de ração, temperatura média e mortalidade. No décimo dia de cada mês, a cooperativa apura e repassa aos cooperados cotistas os custos e o saldo mensal da comercialização.

“O objetivo principal é oportunizar aos nossos sócios, principalmente aos pequenos avicultores, o acesso a um sistema automático de produção, padronizar o manejo e, por consequência, obter melhoria na qualidade do produto, impactando de forma positiva a vida de nossos cooperados”, afirma o presidente da Coopeavi, Denilson Potratz.

Cada galpão aloja 100 mil poedeiras e, com a nova estrutura, o condomínio Avícola passará a ter 400 mil aves em produção. A capacidade total da área do empreendimento, na localidade de Alto Caldeirão (Santa Teresa), é para 22 galpões, que poderão acomodar 2,2 milhões de galinhas futuramente.

O Condomínio Avícola é um modelo de negócio pioneiro no Brasil, operando um modelo produtivo em forma de serviço a seus cooperados, e surgiu a partir da ideia de um associado com objetivo de democratizar uma produção de alta escala, com tecnologia para os associados. O projeto conquistou a segunda colocação na categoria “Inovação” do 11º Prêmio Somos Coop – Melhores do Ano, realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Avicultura Nutrição

Especialista dá dicas de como nutrição pode auxiliar produtor no manejo de aves durante o verão

Altas temperaturas podem afetar o desempenho das aves nas granjas; manejo nutricional das aves pode amenizar os efeitos adversos do estresse térmico

Publicado em

em

Divulgação/Alltech

As altas temperaturas durante o verão, sem o manejo adequado, podem acarretar em menor produtividade nas granjas, elevando as taxas de mortalidade neste período do ano. Mais do que cuidados com a climatização dos aviários, o cuidado com a nutrição das aves exige atenção especial. Assim, soluções nutricionais surgem como grandes aliadas na manutenção do bem-estar e imunidade dos animais, contribuindo para que os efeitos térmicos excessivos não alcancem níveis críticos.

O gerente de vendas para avicultura da Alltech, Flavio Mello, explica que a queda na produtividade é normal para o período, mas pode ser amenizada com uma gestão eficiente da nutrição dos animais na granja. “Aves expostas a estresse térmico apresentam baixo consumo de ração, reduzindo o aporte de nutrientes levando a perda de peso, baixa produção e piora na conversão alimentar: o que a ave consome se converte em menos quilos de carne ou menos massa de ovos do que o desejado”, detalha.

Orientações

Uma das técnicas de manejo nutricional sugeridas pelo especialista é o adensamento da ração, concentrando os nutrientes necessários, para que a diminuição do consumo não afete tanto o desempenho do animal. “Na avicultura em especial, devido ao sistema intensivo de criação e com a nutrição baseada exclusivamente na ração fornecida diariamente às aves, o estudo de seus componentes e a interação entre eles têm fundamental importância no desempenho das aves. Aumentamos o adensamento da energia metabolizável e dos nutrientes da ração, sejam aminoácidos, minerais e vitaminas. Além disso, a utilização de enzimas auxilia neste manejo nutricional, uma vez que auxilia na digestão e absorção dos alimentos fornecidos, podendo até reduzir custos na dieta.”

No que se refere à hidratação, o especialista ainda ressalta que é possível adicionar soluções à água dos bebedouros, que diminuam a perda de nutrientes e melhorem a hidratação. “As aves expostas ao calor consomem mais água e menos alimentos, com frequente perda de eletrólitos e menor eficiência produtiva”.

É possível trabalhar o equilíbrio eletrolítico do organismo da ave. O balanço dos eletrólitos pode influenciar o crescimento do animal, o apetite das aves, o desenvolvimento ósseo, o nível da resposta ao estresse térmico e o metabolismo de nutrientes, tais como, aminoácidos, minerais e vitaminas.

Uma nutrição adequada diminui os impactos observados no período do verão, aumentando a imunidade e capacidade de absorção de nutrientes do animal, como explica Mello. “Ferramentas nutricionais como a adição de probióticos e prebióticos na ração também auxiliam neste desafio. Ao trabalhar a ave para que ela tenha mais imunidade e resiliência, além de maior absorção dos nutrientes da ração, ela ficará mais forte e adaptada para quando forem submetidas ao estresse térmico, permitindo que passe por ele com menores impactos”, finaliza o especialista.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Avicultura Perspectiva

Preços das carnes devem determinar ritmo de comercialização de ovos em 2020

Expectativa para 2020 é de que os valores dos ovos se estabilizem em patamares acima dos observados no ano anterior

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Em 2020, de acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, as cotações dos ovos devem seguir influenciadas pelas movimentações nos valores das principais proteínas de origem animal consumidas no mercado brasileiro: as carnes bovina, suína e de frango. Vale lembrar que valorizações nessas carnes tendem a levar o consumidor a optar por proteínas mais competitivas, como é o caso do ovo. Nesse sentido, a expectativa para 2020 é de que os valores dos ovos se estabilizem em patamares acima dos observados no ano anterior.

Projeções indicam um cenário macroeconômico mais favorável para 2020, o que pode impulsionar – ou ao menos sustentar – o consumo de ovos. Além disso, a demanda externa pelas carnes bovina, suína e de frango brasileiras também deve se manter aquecida neste ano, contribuindo para a valorizações dos ovos no mercado doméstico.

A expectativa do mercado para este ano é de que o crescimento do PIB se acelere em relação a 2019. De acordo com o relatório do Boletim Focus de 30 de dezembro, o PIB brasileiro deve crescer 2,3% em 2020 – contra 1,17% em 2019. Com a economia mais aquecida, a demanda da população por produtos alimentícios deve aumentar.

Por outro lado, os preços dos insumos, como milho e farelo de soja – que estão diretamente ligados ao cenário no mercado internacional e às condições climáticas –, podem limitar os ganhos do setor. No caso do milho, além da atratividade do preço do cereal no mercado internacional, um aumento da produção de etanol de milho também pode resultar em elevação nos preços desse insumo no mercado doméstico, o que desfavoreceria o setor.

Quanto ao farelo, o possível aquecimento na procura por parte do setor pecuário tende a sustentar as cotações desse derivado de soja. Além disso, o dólar em patamar elevado aumenta o interesse pela comercialização desse insumo no mercado externo.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
Mais carne
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.