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Venda antecipada dos grãos acende alerta de produtores de proteínas animais

Lideranças do setor têm trabalhado para que não haja desabastecimento, principalmente de milho, devido ao grande volume de vendas antecipadas que ocorre em razão da alta do dólar

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Arquivo/OP Rural

O mercado tem sido cheio de surpresas para o agronegócio brasileiro. Uma delas foi quanto a valorização do dólar, que deixou o preço das commodities bem atrativas para os produtores venderem seus produtos ao mercado externo. Isso tem feito com que muitos produtores, inclusive, já fizessem contratos para a venda de suas safras de soja e milho de 2022. Mas esta euforia em vender a bons preços pode não ser tão positiva para o setor de proteína animal nacional, que vem crescendo e assim demandando cada vez mais milho e farelo de soja para ração animal.

 Segundo a analista de Grãos da StoneX, Ana Luiza Lodi, o momento de Real desvalorizado tem incentivado muito o adiantamento das vendas de grãos, além dos preços domésticos muito elevados. “Para o mercado nacional, o que tem acontecido atualmente é uma restrição de oferta, uma vez que a soja da safra 2019/20 está praticamente toda comercializada e as vendas do milho também estão adiantadas”, comenta. O destino dos grãos é bastante variado, avalia a analista. “A China predomina como principal destino da soja. Enquanto para o milho, os destinos são bem diversificados, lembrando que a maior parte do milho fica no mercado interno”, diz.

Ana Luiza lembra que atualmente existe a preocupação com a oferta mais restrita do milho para o mercado doméstico. De acordo com ela, é um conjunto de fatores que tem sustentado os preços do milho, incluindo o maior uso para fabricação de etanol, impactando os custos de produção de carnes. “Não há uma “falta” de milho, uma vez que, apesar das vendas adiantadas, ainda há cereal para ser negociado, só que os preços estão muito altos. De qualquer forma, o crescimento do uso de milho para etanol é um ponto que deve ganhar cada vez mais relevância, pois está reforçando o consumo interno de milho, principalmente no Mato Grosso, afetando inclusive a dinâmica de preços do Estado”, informa.

A analista explica que podem existir riscos desta venda antecipada tanto para os produtores de proteína animal quanto para os produtores de grãos. “Para os produtores de grãos, o risco de se vender uma parte grande da safra antes do plantio, em meio aos preços elevados, é ocorrer uma quebra de safra e ele não conseguir entregar os volumes acordados, precisando renegociar os contratos. No caso do setor de proteínas, o risco é enfrentar uma oferta restrita de grãos e preços muito elevados para originar, mas o setor de carnes também pode se antecipar mais nas compras de grãos para minorar o risco de enfrentar dificuldades na originação por falta de produto, principalmente em momentos quando as vendas estão muito antecipadas”, avalia.

Como o setor tem reagido

A venda das safras futuras não passou despercebida pelos produtores de proteína animal. Lideranças e associações estão atentas ao comportamento do mercado. Mas, segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Junior, as disponibilidade e cotações dos grãos são sempre temas impactantes para o setor de produção de proteínas. “Esta reorganização do “modus operandi” deste mercado trouxe novos desafios e aprendizados ao nosso setor. Embora a afirmação de que as safras futuras estejam comercializadas não expressa todo contexto deste mercado. Estamos monitorando e há oportunidades de negócio para aproveitarmos”, comenta.

Mesmo com esta venda antecipada, Ribas não acredita que poderá ocorrer uma falta de abastecimento para o setor de proteína animal. “Há alternativas que estão sendo trabalhadas. Entre elas, por exemplo, a redução de taxas de importação. Ações que ajudam a reequilibrar a conta em relação à oferta e demanda”, diz. Ele explica que outro aspecto importante que vem sendo trabalhado é a participação do setor nestes contratos futuros. “Há muitas frentes sendo debatidas e trabalhadas pelo setor. Lembrando que por se tratar de um setor relevante na geração de valor agregado ao país, gerando emprego e riquezas aos brasileiros, faz todo o sentido que sejam investidos esforços para evitarmos uma “crise”. Os efeitos disso seriam desastrosos para economia e a balança comercial do Brasil”, afirma. Ribas complementa que neste sentido, haverá dias desafiadores à frente, que demandarão esforços conjuntos para evitar os cenários mais críticos.

Mesmo com esta confiança, o presidente da Acav comenta que o aumento dos custos de produção já é real. “O ano de 2020 está sendo um dos grandes ofensores dos resultados do setor. O complexo grãos é um dos maiores custos na produção de aves e suínos, pois a alimentação dos planteis representa algo entre 60 a 70% do custo total. Pelos números citados podemos concluir o tamanho do impacto. Soma-se a isso o momento de crise que a pandemia trouxe às economias de todos os países e aqui no Brasil, fato que dificulta o repasse de custos nas vendas. Todos estes aspectos desafiam o setor. Parte destes cenários é compensado com exportações. Mas não podemos deixar de citar que a maior parte das aves e suínos produzidos são para o mercado interno”, diz.

Além disso, o presidente da Acav lembra que há muitas formas desta venda antecipada prejudicar as proteínas animais. “Afora a elevação de custos já citadas, podemos ter dificuldades qualitativas também. Se a priorização for de atender o mercado exportador, podemos enfrentar este tipo de situação. Também podemos ter desabastecimentos pontuais e locais. Todas estas variáveis, entretanto, estão na agenda de todo o setor e estamos trabalhando na construção de estratégias e alternativas. A elevação de custos pode trazer reduções de produção e consequentemente a redução de postos de trabalho. Já assistimos a este filme e não queremos repetir a história”, afirma.

Lideranças estão atentas ao movimento

De acordo com Ribas, o que vem sendo trabalhado por todas as lideranças do setor é evitar que haja uma crise de desabastecimento, assim como aconteceu em 2016. “Esperamos e trabalhamos para evitar este cenário. É importante compreender que o mundo está se reorganizando quanto ao abastecimento e movimentações de alimentos. Quaisquer prognósticos podem sofrer ainda impactos desconhecidos da crise da Covid e suas consequências – até no comportamento das pessoas. Dito isso, reforço que os debates junto ao governo e estratégias do setor estão sendo trabalhados para estabilizar este contexto”, conta.

A liderança acredita que o setor irá superar este desafio pela sua grandeza. “O agronegócio tem sido ora uma alavanca da recuperação e desenvolvimento econômico, ora a sustentação da economia diante de crises. Mas este patrimônio nacional, frequentemente, sofre ataques injustos. O trabalho feito por toda a cadeia de produção de aves e suínos do Brasil tem na sua base e essência muita responsabilidade ambiental, legal, social e econômica. Os números são ilustrativos disso. Maior gerador de empregos, geração de renda, qualidade de vida e preservação ambiental. Um orgulho aos brasileiros”, frisa.

Ribas acrescenta que este mercado e esta estratégia de negociação não são fatos novos, tampouco uma verdade única e absoluta. “Talvez a situação da economia global e seus reflexos nas economias locais, entre elas, as disparidades de moedas, geraram movimentos mais agressivos e antecipados. As entidades do setor estão atentas e trabalhando junto às empresas e governo. Há uma agenda de debates, onde precisamos reduzir exposição, criar políticas de abastecimento e armazenamento para nossas produções, investir em logística que coloque o grão onde está o consumo (nos últimos anos os investimentos logísticos foram para facilitar exportação), reduzir taxas de importação e ampliar parceiras com países produtores, reordenar os tributos estaduais, incentivar a produção, enfim, ações com impactos imediatos assim como ações de médio e longo prazos”, enumera a liderança.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Avicultura

Importância dos ângulos de viragem para melhor eclodibilidade e qualidade do pintinho

Ângulos de viragem incorretos reduzem eclodibilidade, qualidade do pintinho e fluxo de ar dentro da incubadora e aumentam o número de pintinhos mal posicionados

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Artigo escrito por Scott Jordan, especialista em Incubação e Serviços Técnicos da Cobb-Vantress

Ângulos de viragem incorretos reduzem a eclodibilidade, a qualidade do pintinho e o fluxo de ar dentro da incubadora e aumentam o número de pintinhos mal posicionados. Infelizmente, o impacto negativo das falhas de viragem na primeira semana não pode ser corrigido posteriormente durante a incubação.

O ângulo de viragem ideal para a maioria das incubadoras é de 39-45 graus. Os ângulos de viragem devem ser verificados pelo menos a cada 90 dias em uma máquina de estágio múltiplo. Esta verificação pode ser feita em coordenação com a calibragem de uma máquina de estágio múltiplo.

Enquanto espera que a sonda de temperatura se iguale à temperatura da máquina, aproveite para verificar o ângulo de viragem dentro da máquina. Em máquinas de estágio único, o ângulo de viragem pode ser verificado antes de cada carga ou na transferência.

Registre o ângulo de viragem e quaisquer ajustes feitos nos livros de registro da incubadora. Se ajustes frequentes de correção para o ângulo de viragem forem necessários, verifique se há barras tortas, problemas de mecanismo de viragem, peças desgastadas ou outros problemas mecânicos.

Existem várias ferramentas que podem ser usadas para verificar o ângulo de viragem, incluindo localizadores de ângulo manuais e digitais. Alguns aplicativos estão disponíveis para download e uso em seu telefone que podem ser usados para verificar o ângulo e até mesmo armazenar dados históricos.

Dicas para verificar o ângulo de viragem:

  • Em uma máquina com carrinhos portáteis, verifique o carrinho quando estiver carregado de ovos. Um carrinho vazio normalmente vira no ângulo correto, mas quando carregado com ovos, pode não conseguir atingir o ângulo correto.
  • Em uma incubadora de prateleiras fixa, verifique os ângulos de giro quando carregada com ovos. Permita que a máquina faça um ciclo completo de viragem a partir do controle. Não vire os ovos manualmente usando a chave de controle antes de verificar o ângulo. Algumas máquinas atingirão o ângulo correto quando viradas manualmente, mas não o farão quando viradas automaticamente.
  • Coloque o localizador de ângulo na bandeja de metal onde fica a bandeja de ovos. Se isso não for possível, coloque o localizador de ângulo na extremidade da bandeja.
  • É importante verificar todos os carrinhos da máquina. Em alguns casos, o carrinho mais próximo do braço giratório virará corretamente, enquanto o carrinho mais distante do braço giratório virará menos de 39 graus.
  • Em uma incubadora de prateleiras fixa, é importante verificar as seções frontais, intermediárias e posteriores em ambos os lados da máquina.

Eclodibilidade

Os ângulos de viragem inferiores a 39 graus reduzem a eclodibilidade em 1-2% e o número de pintinhos de primeira qualidade em 0,5-2,0%. Se o ângulo de viragem for inferior a 39 graus, virar os ovos duas ou quatro vezes por hora pode reduzir o número de embriões mal posicionados.

Algumas incubadoras de prateleiras fixa possuem um design muito simples para ajustar o ângulo de giro. Algumas incubadoras possuem carrinhos individuais que requerem manutenção de buchas de giro ou acopladores para corrigir o ângulo de viragem. Consulte o manual do operador da incubadora para obter detalhes específicos sobre como corrigir o ângulo de viragem.

A viragem do ovo é necessária para o desenvolvimento adequado do embrião, mas o ângulo de giro correto é igualmente importante. Garantir que o ângulo seja de 39-45 graus pode aumentar a eclodibilidade e a qualidade do pintinho, o que maximizará o número de pintinhos comercializáveis produzidos.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mulheres do Agro

Time 100% feminino comanda Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal

São 42 colaboradoras dentro de um dos mais importantes elos do agronegócio, diretamente responsável pela sanidade animal e qualidade dos alimentos

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Há 15 anos dentro do Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal (Cedisa), em Concórdia, SC, a médica veterinária Lauren Ventura Parisotto comanda um time formado 100% por mulheres. São 42 colaboradoras dentro de um dos mais importantes elos do agronegócio, diretamente responsável pela sanidade animal e qualidade dos alimentos.

Lauren conta sua trajetória no agronegócio e revela como é o dia a dia de uma organização integralmente tocada por elas. Apesar da circunstância, a gerente técnica e administrativa do Cedisa, que também é presidente da Associação Brasileira de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves) Nacional, garante que o mais importante é lidar com seres humanos, independente do gênero. “O ambiente 100% feminino é desafiador. Acredito que por sermos mulheres somos capazes de nos perceber e constantemente usamos o nosso sexto sentido, lançando um outro olhar sobre o cotidiano. Também acredito que o desafio é liderar pessoas independente de gênero. Hoje, mais do que nunca, precisamos de líderes humanos, que buscam entender a cada um e a todos. Nossa missão é fazer com que os liderados evoluam e cresçam como pessoas e profissionais”, frisa.

O Presente Rural – Conte um pouco sobre sua vida profissional.

Lauren Ventura Parisotto – Graduei em Medicina Veterinária na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS em 1998. No mesmo ano fiz meu estágio curricular na Embrapa Suínos e Aves com o doutor Nelson Morés, meu querido e eterno mestre e a quem chamo carinhosamente de chefe até hoje. Após o período de estágio, retornei à Embrapa como estagiária do Cedisa. No ano seguinte surgiu a oportunidade de uma vaga de trabalho num convênio entre a Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS e a Embrapa e, o meu querido chefe me chamou em sua sala e disse que pelo meu empenho e dedicação a vaga era minha. Nunca mais esqueci estas palavras e as levo comigo até hoje. Neste período trabalhei no projeto de Pesquisa Linfadenite em Suínos e depois veio o Programa de Erradicação da Doença de Aujeszky em Santa Catarina. Neste último tive uma atitude corajosa, sabendo do projeto tive a ousadia de buscar a doutora Janice Ciacci Zanella e oferecer a ela os meus serviços. Disse-lhe que sabia que precisavam de uma médica veterinária para o trabalho e que eu buscava mais uma oportunidade. Este especialmente foi um período de muito aprendizado e amadurecimento.

Além destes, outros trabalhos surgiram, e sempre me coloquei a disposição para colaborar, ajudar e aprender. Nessa época conheci a Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos – Abraves, entidade que nutro um sentimento de gratidão e carinho muito grande. A partir daí também tive oportunidade de atuar e contribuir com outras entidades de classe como o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina e Núcleos Regionais de Médicos Veterinários.

O Presente Rural – Por que decidiu trabalhar com a produção animal?

Lauren Ventura Parisotto – Desde minha formação básica em Técnica Agrícola, que cursei na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, sabia que esta área seria meu caminho profissional. Muito além da escolha da área havia meu sonho de ter uma formação e tornar-me independente. Foi desta forma que optei pela Medicina Veterinária e durante a graduação a suinocultura sempre foi minha escolha. A ela, devo todas as minhas conquistas.

O Presente Rural – Sentiu alguma resistência na profissão por ser mulher?

Lauren Ventura Parisotto -Não digo por ser mulher, mas ao exercer cargo de liderança, confesso que senti algumas resistências e enfrentei grandes desafios, que com resiliência, atitude e os meus valores consegui superá-los.

O Presente Rural – Como entrou no Cedisa?

Lauren Ventura Parisotto –  Em 2005, através de um convite feito pelo doutor Paulo Roberto Souza da Silveira, então pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, que naquele momento também assumiu a Presidência da Oscip/Cedisa. Confesso que levei um susto e pedi a ele um tempo para pensar. Então busquei alguns oráculos e neste momento mais uma vez meu “chefe” foi essencial na decisão, disse-me: “vai que estamos contigo”.

Quando percebi que meus conhecimentos técnicos, competência e atitudes não eram suficientes para a função, iniciei uma jornada de aprendizado em gestão, liderança, comunicação, inteligência emocional e todos os temas que me tornariam uma profissional melhor. Até hoje, todos os anos invisto parte do meu tempo em capacitação.

O Cedisa é mais que um trabalho, é uma relação de amor, respeito, admiração, verdade e muitas realizações junto ao grande time que construímos ao longo destes quase 15 anos de gestão e 31 de existência da entidade, que foi constituída e construída por muitas mãos. Sou grata a todos que me deram a oportunidade de conhecer o verdadeiro sentido da palavra realização profissional.

O Presente Rural – Qual a função do Cedisa? Explique algumas funções de cada profissional.

Lauren Ventura Parisotto – O Cedisa é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que presta serviços na área de análises laboratoriais de suínos e aves. Atende os ensaios dos Programas Nacionais de Sanidade Avícola e Suídea e o diagnóstico de doenças da produção desta duas espécies.

Nossa equipe é formada hoje por cinco médicas veterinárias, responsáveis técnicas pelas diversas áreas de serviços, tais como Sorologia, Bacteriologia, Patologia, Reprodução, Parasitologia e Biologia Molecular.

Além das RTs, contamos com auxiliares, assistentes e analistas de laboratório das áreas de Biologia, Tecnologia e Engenharia de Alimentos, entre outras. Ainda temos a equipe do setor administrativo que completa o nosso time.

O Presente Rural – O Cedisa é 100% mulheres desde quando?

Lauren Ventura Parisotto – Desde o ano de 2016 nossa equipe é 100% feminina, não foi uma escolha, foi circunstancial. No mercado de serviços laboratoriais, as mulheres são maioria.

O Presente Rural – Como é trabalhar somente entre mulheres no dia a dia?

Lauren Ventura Parisotto – O ambiente 100% feminino é desafiador. Acredito que por sermos mulheres somos capazes de nos perceber e constantemente usamos o nosso sexto sentido, lançando um outro olhar sobre o cotidiano. Também acredito que o desafio é liderar pessoas independente de gênero, hoje mais do que nunca precisamos de líderes humanos, que buscam entender a cada um e a todos e nossa missão é fazer com que os liderados evoluam e cresçam como pessoas e profissionais.

O Presente Rural – Como é pertencer a uma entidade tão importante formada só por mulheres?

Lauren Ventura Parisotto – É lindo, desafiador, motivo de orgulho e inspiração para fazer mais e melhor por cada uma delas que se dedicam, entregam e fazem do Cedisa uma empresa de grandes valores e que acredita no potencial humano. E tudo isso se reflete na nossa prestação de serviços, no atendimento aos nossos clientes e nas parcerias construídas ao longo destes 31 anos de história. Nossa missão é servir.

O Presente Rural – Como a senhora observa a evolução da participação da mulher nos vários ramos do agronegócio nos últimos anos?

Lauren Ventura Parisotto – Penso que não deve haver uma disputa com os homens, ambos temos limitações e acredito que não é o mundo que as impõe. É fato que a nossa sociedade de maneira geral ainda mantém o machismo em sua cultura, principalmente no que se refere a remuneração e oportunidades, infelizmente. Por outro lado, muitas de nós já suplantaram essa questão e hoje são líderes respeitadas no mercado, e o agro é um grande exemplo disso.

Sinto alegria e orgulho por nossas conquistas, podemos ser o que quisermos, e junto aos homens equilibramos, somamos e conseguimos uma sinergia que gera excelentes resultados.

A transformação da sociedade é lenta e por isso nossos movimentos precisam ser mais céleres.

O Presente Rural – Uma mensagem.

Lauren Ventura Parisotto – Tenho hoje quase 23 anos de carreira como médica veterinária e completarei 15 anos à frente do Cedisa. Minha gratidão é enorme a todos os colegas e amigos que cruzaram e cruzam o meu caminho. Aprendi errando, acertando, desaprendendo, voltando a aprender, convivendo, tentando, mas acima de tudo buscando e fazendo.

No fim, o mais importante da viagem é o caminho, os cargos, os títulos, tudo é passageiro, fica apenas o que você é, foi e fez enquanto pessoa.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mercado

Produção de ovos de galinha chega a 978 milhões de dúzias, mostra IBGE

Alta é de 0,3% em relação ao 1º trimestre de 2020 e queda de 1,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior

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No 1º trimestre de 2021 a produção de ovos de galinha foi de 978,25 milhões de dúzias.  Alta de 0,3% em relação ao 1º trimestre de 2020 e queda de 1,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O resultado foi recorde para um 1º trimestre, cujo pico foi registrado no mês de março. A produção de 340,09 milhões de dúzias foi a maior já registrada para esse mês, levando em consideração a série histórica da Pesquisa, iniciada em 1987. Apesar de uma alta nos custos de produção, a demanda segue aquecida pelo preço acessível da proteína.

A produção nacional de 3,31 milhões de dúzias de ovos a mais quando se comparam os 1os trimestres de 2021 e 2020 foi resultado de aumentos em 18 das 26 UFs da pesquisa. Quantitativamente, os maiores acréscimos ocorreram em Mato Grosso do Sul (+5,87 milhões de dúzias), Bahia (+5,34 milhões), Ceará (+4,84 milhões) e Amazonas (+3,59 milhões). As maiores quedas ocorreram em São Paulo (-16,85 milhões) e Paraná (-3,52 milhões).

Apesar da retração, São Paulo se manteve como maior produtor de ovos no 1º trimestre de 2021, com 27,6% da produção nacional, seguido agora por Minas Gerais (9%) e Espírito Santo (9%). O Paraná caiu da segunda para a 4ª posição, com 8,6% do total nacional.

Fonte: IBGE
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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