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Tereza Cristina: “A agricultura brasileira vai continuar crescendo sem destruir sequer uma árvore”

Em Washington, ministra diz que o país tem a missão de pôr 40% mais alimentos na mesa dos consumidores mundiais até 2050

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Divulgação/MAPA

Ao participar de painel sobre oportunidades de investimentos no Brazil Day in Washington, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou na segunda-feira (18) que a agricultura brasileira tem capacidade para aumentar em 30% a produção de alimentos “sem destruir sequer uma árvore em todo o nosso território”. A afirmação foi feita a empresários e executivos de grandes empresas americanas em resposta a uma questão levantada por Donna Hrinak, CEO da Boeing no Brasil, moderadora do evento, sobre supostos impactos ao meio ambiente provocados pela produção agrícola brasileira.

“A agropecuária brasileira vai continuar crescendo sem desmatar uma única árvore sequer”, respondeu a ministra. “Nós temos capacidade de incluir quase 30% a mais de produção sem destruir sequer uma árvore, um pé de árvore em todo o nosso território”.

Tereza Cristina observou ainda que o Brasil “tem um Código Florestal dos melhores do mundo”. Segundo a ministra, a legislação estabelece que o produtor brasileiro tem de preservar boa parte de sua propriedade pagando impostos por toda a área. No cerrado, bioma característico da Região Centro-Oeste, 20% de cada propriedade têm ser preservados, além de matas nativas, margens de rios, etc. Na Amazônia, a ministra lembrou que são 80% de área preservada.

“E, assim mesmo, o mundo ainda nos ataca, dizendo que somos transgressores da lei. O produtor brasileiro produz de forma sustentável, com todas as dificuldades de infraestrutura que ele enfrenta em nosso país”, afirmou ao lado dos ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Bento Costa Lima Leite (Minas e Energia).

“Caminho certo”

A ministra disse aos investidores que o Brasil precisa continuar buscando novos mercados pelo mundo, porque a produção brasileira “continua a crescer de maneira sustentável”. E afirmou: “Temos uma missão de colocar, até 2050, 40% a mais de alimentos na mesa do mundo”. Ela ainda explicou que o Brasil hoje tem acesso a vários mercados mundiais e quer reforçar seus laços de parceria com os Estados Unidos. “Estamos vindo discutir os nossos mercados, que são muito parecidos na agropecuária”.

Em seu discurso no evento, o presidente Jair Bolsonaro elogiou os ministros e afirmou que Tereza Cristina “está muito preocupada com questões comerciais que, por vezes, nos assombram”.  E completou: “Ela com toda certeza tem buscado o caminho certo”.

Bolsonaro afirmou ainda que um dos problemas que ele vai tentar resolver nos Estados Unidos envolve a produção de soja, mas não deu detalhes.

Depois, na entrevista coletiva, o porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, foi perguntado sobre fala da ministra, segundo a qual Brasil e Estados Unidos devem caminhar para assinatura de acordos comerciais bilaterais. Rego Barros confirmou e disse que, futuramente, “o presidente terá de se debruçar sobre o assunto” para estudar sua viabilidade.

A ministra também falou do novo momento vivido pelo país, a partir da eleição de Bolsonaro, em outubro do ano passado: “Existe um otimismo do brasileiro de que o país vai para um novo mundo. O setor produtivo brasileiro está apostando todas as suas fichas neste governo, as reformas econômicas devem acontecer em breve para que o Brasil entre nos eixos, e sob o comando do presidente Bolsonaro, acho que o país entra numa nova era, num novo tempo, em que as relações serão melhores entre a política, o Judiciário e o Executivo. Queremos um Brasil globalizado, aberto de lá para cá e daqui para lá. É isso que queremos no novo momento que vivemos no nosso país”.

Em seu discurso inicial, a ministra fez uma firme defesa de um comércio mundial “equilibrado e justo”. Ela lembrou que o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, com 7% do total do comércio agropecuário internacional, mas continua “trabalhando incansavelmente” pela abertura de mercados e por condições iguais nos mercados que já estão abertos.

“Para ganhar acesso a novos mercados, temos ciência de que teremos também de dar acesso (de outros países) a nosso grande mercado doméstico. Essa liberação de nossos mercados será benéfica e será feita de forma estratégica e responsável, assegurando que nossas cadeias produtivas possam se adequar aos padrões de competitividade global. Sem descuidar de nossos parceiros tradicionais, buscaremos diversificar nossos mercados de destino, tendo em vista que o setor agropecuário brasileiro tem um cesta de produtos das mais abrangentes. É natural que nossa pauta exportadora seja também mais transversal”, disse Tereza Cristina.

Ela disse que o ministério tenta identificar novos mercados consumidores sem descuidar da sustentabilidade e da preservação ambiental. “Essa agenda ambiciosa não exclui de nossa política agrícola a sustentabilidade”, disse.

Fonte: MAPA
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Notícias Tecnologia

Conceito de One Health esteve em discussão na primeira LIVE técnica do NUCLEOVET

Janice Zanella, da Embrapa, ressaltou importância da união de forças em prol da saúde única em LIVE promovida pelo Nucleovet

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Divulgação

A médica veterinária doutora Janice Zanella, chefe Geral da Embrapa Suínos e Aves, foi a convidada para tratar o tema “One Health, mudanças e oportunidades” na primeira live técnica promovida pelo Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas, no dia 21 de maio, em seu canal no Youtube. A apresentação online foi mediada pelo médico veterinário Paulo Bennemann, professor e pesquisador da Unoesc Xanxerê, e pela jornalista Eliana Schwarz. A Live que teve a participação do público com perguntas e contribuições de profissionais veterinários sobre o papel da medicina veterinária no controle das zoonoses que contribuem para o conceito de Saúde Única.

Janice, que é PhD. em Virologia Molecular e membro do comitê técnico de programas sanitários de suínos do MAPA e membro de três comitês da OIE, traçou uma cronologia das maiores e mais recentes epidemias mundiais, destacando as enfermidades virais com impactos sanitários e econômicos como SARS, H1N1, PED, MERS, PRRS e finalmente COVID 19. “Entre as doenças emergente no último século, 75% são originarias de animais, como hantavírus, febre amarela, as influenzas, tuberculose entre outras como zicavírus, dengue e peste bubônica, que ainda tem focos na Índia e até nos Estados Unidos. As doenças emergem em todos os continentes”.

“Proteger os animais é proteger o nosso futuro” destacou Janice, sobre a importância do controle das enfermidades em animais e consumo de animais silvestres como alimento (caça) ou animais e companhia, trazendo para perto dos humanos vírus diferentes. A pesquisadora alertou para o volume do transito de pessoas e alimentos ao redor do mundo, com facilidade de cruzar continentes em poucas horas, é um fator facilitador das transmissões.

Sobre a cadeia de produção de proteína, Janice ressaltou o rigor sanitário e a qualidade da proteína animal do Brasil. “Produzimos carne de qualidade, barata e em quantidade”. Esse sistema será cada vez mais essencial num cenário por demanda cada vez maior de proteína animal, principalmente na Ásia, África e América do Sul. “A produção animal é trabalhosa e cara, mas a gente consegue produzir muito e com qualidade”, ressalta.

Por outro lado, a pesquisa veterinária também contribui para mitigar futuros problemas. “Tecnologias aplicadas na reprodução, na microbiologia e virologia, são modelos para muitos estudos em medicações antivirais e antibióticos humanos”, afirmou Janice.

Paulo Bennemann também destacou a importância dos profissionais veterinários em meio à pandemia. “Vivemos um período muito crítico, que pode ter uma interferência futura até na cadeia de produção, como ocorreu nos Estados Unidos com frigoríficos fechando, espero que isso não nos atinja”. Essas situações, argumentou, mostram a importância dos veterinários com relação ao controle da saúde alimentar. Dados mostram que 75% das zoonoses são relacionadas a doenças nos animais. “Isso é prova de que a pesquisa deve ser intensificada, e tudo isso passa pela mão do veterinário com relação à qualidade da proteína animal produzida”.

Para Janice, o próprio conceito de One Health mostra a necessidade dessa interação entre as classes. “Estamos sentindo na carne a necessária integração entre a medicina veterinária e a medicina humana”. Cita ela que, no Brasil, muitos laboratórios veterinários estão dando apoio no diagnóstico molecular da Covid-19. “Na Embrapa Suínos e Aves, temos 15 pessoas trabalhando nisso”. A pedido do Ministério da Saúde, o laboratório da Embrapa dá suporte ao Lacen SC, com análises moleculares do Covid-19 de todo o oeste catarinense. “Neste dia 21 de maio chegamos a mil análises”.

Ainda conforme Janice, faltam insumos, como reagente e IPI’s para dar continuidade ao trabalho. Por isso, ela solicita o apoio de empresas e entidades. “Toda a estrutura da Embrapa tem sido fundamental no suporte à saúde humana. Estamos dando retorno para a sociedade de todo o investimento no laboratório e na capacitação das pessoas”.

Janice Zanella é graduada em medicina veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais. Possui doutorado em virologia molecular pela Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Também é pesquisadora da Embrapa na área de virologia, representante do Brasil na OIE em Comitês da Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana, Influenza e também junto ao Mapa. Atualmente é chefe da Embrapa Suínos e Aves.

Você pode rever a live na íntegra por aqui.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Brasil exportará carne bovina e miúdos para Tailândia

País asiático abriu mercado e aprovou a importação dos produtos de cinco frigoríficos brasileiros

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Arquivo/OP Rural

A Tailândia comunicou que abriu seu mercado para carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis de bovino do Brasil. Cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados, pelo país asiático, a exportar. As plantas frigoríficas estão localizadas nos estados do Pará, de Rondônia, Goiás, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

“Mais uma boa notícia para o agro brasileiro”, comemorou a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que na semana passada, já havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos. Desde janeiro de 2019, mais de 60 mercados externos já foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros. “Mais de 700 habilitações já foram feitas para os produtos do nosso agro brasileiro”, acrescentou a ministra.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite, ressalta que a abertura desse mercado de carne bovina e derivados tem potencial de US$ 100 milhões nos próximos anos.

O processo de negociação teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país do sudeste asiático. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, naquele país com as autoridades da área agropecuária.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre-comércio (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asena – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020 (50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino).

Abertura de mercados

De janeiro de 2019 até agora, o Brasil já conquistou a abertura de mais de 60 mercados para produtos agropecuários. Entre os produtos para exportação estão castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil ( castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético avícola para diversos países.

As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês. O recorde anterior das vendas externas neste mês ocorreu em abril de 2013, quando as exportações somaram US$ 9,65 bilhões. O valor no mês passado (US$ 10,22 bilhões) foi 25% superior em comparação a abril de 2019 (US$ 8,18 bilhões).

Fonte: MAPA
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Notícias Mercado

China amplia importações de soja junto ao Brasil em abril em 2,6%

A China, maior comprador global de soja, importou 5,939 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril

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Ivan Bueno/APPA

As importações chinesas de soja junto a seu principal fornecedor, o Brasil, aumentaram em 2,6% em abril na comparação com mesmo período do ano passado, segundo dados de alfândega, à medida que cargas atrasadas pelo clima desfavorável no país da América do Sul começaram a chegar aos portos.

A China, maior comprador global de soja, importou 5,939 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril, ante 5,786 milhões de toneladas no ano passado, de acordo com os dados da Administração Geral de Alfândegas na noite de segunda-feira (25), que detalham origens e destinos de embarques de commodities.

As importações junto ao Brasil em abril foram quase o triplo do verificado em março, de 2,099 milhões de toneladas, quando os embarques foram atrapalhados por pesadas chuvas. As importações totais de soja pela China no mês caíram em 12% na comparação anual, para 6,714 milhões de toneladas, segundo dados divulgados anteriormente.

Os estoques de soja e farelo de soja da China caíram para mínimas históricas como resultado do atraso nos embarques, forçando alguns processadores de soja a reduzir produção. A escassez de oferta começou a ter alívio na segunda metade de abril, com a chegada de mais carregamentos do Brasil.

Os desembarques de soja na China em maio, junho e julho deve alcançar 9 milhões de toneladas por mês, bem acima dos níveis normais, com a maior parte proveniente do Brasil, pressionando os preços do farelo de soja e as margens de esmagamento. A China comprou 665.591 toneladas de soja dos Estados Unidos em abril e foi o segundo maior fornecedor, mas o volume caiu 62% na comparação com mesmo mês do ano passado (1,75 milhão de toneladas).

A China agendou carregamentos de soja dos EUA em diversas rodadas de compras, a maior parte para entrega nos próximos meses, após os dois países terem assinado um acordo comercial de Fase 1 em janeiro, sob o qual o governo chinês se comprometeu a aumentar compras de produtos agrícolas dos EUA.

A China tem pedido que importadores estatais e privados aumentem seus suprimentos de culturas incluindo soja em preparação para eventuais problemas na cadeia de suprimento global devido ao coronavírus. Os EUA e o Brasil estão entre os países mais duramente impactados pelo vírus.

Fonte: Reuters
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