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Preços do milho buscam recorde de R$ 100 a saca no Brasil

Oferta restrita no país vai levando a essas contínuas elevações nos preços

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Renata Silva

O mercado brasileiro de milho seguiu com preços galgando novos recordes, mantendo altas graduais em todas as praças nesta última semana. Em muitas praças, sobretudo no Sul do Brasil, mas também em São Paulo, o mercado vem buscando e atingindo o patamar histórico de R$ 100 a saca de 60 quilos.

A oferta restrita no país vai levando a essas contínuas elevações nos preços58. O risco climático com escassez de chuvas para a safrinha, ao menos no curto prazo, que está com a colheita encerrada, faz os produtores reduzirem ainda mais a disponibilidade do milho no mercado e os valores sobem. Além disso, o foco segue com as vendas da soja, e o milho é deixado em segundo plano, encurtando a oferta.

O consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, diz que os problemas de abastecimento do primeiro semestre vão ficando cada semana mais evidentes no mercado brasileiro. Ele diz que, para o mercado se ajustar, há necessidade de importar para conter a pressão nos custos. “O câmbio, as regras de importação e os preços altos também no mercado internacional limitam esta alternativa”, avalia.

O mercado de milho vai confirmando um quadro de abastecimento difícil neste primeiro semestre de 2021 em, praticamente, todo o país. “O Mato Grosso já desenhava uma situação crítica de abastecimento e opera com preços acima de R$ 70,00 um patamar alto para uma praça que sempre foi reservada como o milho mais barato do Brasil. O motivo desta alta no estado não tem a ver com a indústria de etanol, longe disso, mas com o fluxo de exportações, o qual sempre promove um esvaziamento dos excedentes no estado”, comenta.

Para ele, a situação de preços nas regiões Sul e Sudeste não deve ser considerada como surpresa. Talvez o nível de preços alinhados na semana, entre R$ 95,00/100,00 a saca na maior parte das praças e R$ 85,00 em Minas Gerais e Goiás, possa ser considerado como surpreendente, diz. Com todas as despesas para importação do milho, o custo CIF para consumidores mais próximos aos portos não se distancia de R$ 100,00 a 105,00 a saca. “Desta forma, mesmo parecendo caro no mercado interno, o milho brasileiro ainda é mais acessível em relação ao importado. Por isso, os preços internos estão se alinhando a R$ 100,00”, explica Molinari.

A questão adicional diz respeito ao prolongamento da entressafra 2021. A safrinha geralmente tem seu início de colheita em junho e avança em julho/agosto, comenta Molinari. “Com o atraso de plantio, haverá alguma colheita em junho e julho, porém pode não atender toda a demanda interna que chegará a julho com abastecimento complicado. A colheita de safrinha este ano estará realmente concentrada em agosto e setembro. Então, uma entressafra prolongada em mais 30/40 dias acentua a necessidade de abastecimento com milho da safra de verão e/ ou com estoques ainda de 2020”, aponta.

No entanto, estes estoques de 2020 foram consumidos neste primeiro trimestre de 2021 e agora, o que resta, é o milho da safra de verão, o qual vai sendo fortemente procurado, assim como as primeiras lavouras a serem colhidas em junho e julho na safrinha. E agora ainda há a preocupação com a falta de chuvas na safrinha, incrementando ainda mais os temores com oferta e levando o produtor a buscar preços ainda mais altos. Justifica-se assim essa subida frenética das cotações, semana a semana batendo novos recordes.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (07 de abril) e a esta quinta-feira (15 de abril), o preço do milho em Campinas/CIF subiu na venda de R$ 101,00 para R$ 102,00 a saca, elevação de 1%. Na região Mogiana paulista, o cereal avançou na venda de R$ 97,50 para R$ 100,00 a saca, aumento de 2,6%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço disparou de R$ 96,00 para R$ 102,00 a saca, incremento de 6,25%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou de R$ 82,00 para R$ 85,00 a saca, elevação de 3,7% no balanço semanal. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, a cotação se manteve em R$ 100,00 na base de venda.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho subiram de R$ 85,00 para R$ 90,00 a saca, alta de 5,9%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado avançou no comparativo de R$ 86,00 para R$ 90,00 a saca, subindo 4,65%.

Fonte: Agência SAFRAS

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O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão

Especialista aponta que centralização das decisões e falta de planejamento estão entre as principais causas do fracasso da sucessão familiar.

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Fotos: Shutterstock

A sucessão familiar no campo deixou de ser uma discussão sobre herança e passou a ser uma questão de gestão. Em um cenário de propriedades mais tecnificadas, custos elevados e mudanças no perfil das novas gerações, a continuidade dos negócios rurais depende cada vez mais da capacidade das famílias de preparar os sucessores e profissionalizar a administração.

Para o mestre em Administração e especialista em Agronegócio Milton Melz, o erro mais comum é acreditar que a sucessão começa quando os pais envelhecem ou decidem se afastar da atividade. “A sucessão historicamente nunca foi preparada. Ela acontecia de forma natural ou por imposição. Hoje o momento ideal é quando você percebe que o filho está crescendo e o envolve na atividade”, afirma.

Segundo ele, durante décadas a escolha do sucessor era praticamente automática. Em famílias numerosas, um dos filhos permanecia na propriedade, assumia os cuidados com os pais e pagava os irmãos pela herança. Com o passar dos anos, esse modelo perdeu espaço diante das transformações do agronegócio.

Ao mesmo tempo em que muitas propriedades expandiram e incorporaram tecnologia, parte das famílias manteve uma estrutura de gestão excessivamente centralizada, afastando os filhos das decisões estratégicas. “Propriedades onde os pais sempre foram centralizadores e mantinham o filho quase como funcionário, sem participar das decisões e do planejamento, acabaram ficando para trás”, menciona.

Na avaliação de Melz, a falta de participação dos jovens no dia a dia da gestão é um dos fatores que mais dificultam a sucessão. “Se sentir parte do processo é o que mais impacta. Os filhos precisam entender que vale muito a pena ficar no campo, que é uma atividade digna e que pode gerar rentabilidade maior do que trabalhar em qualquer outra empresa”, ressalta.

Gestão ainda é o maior gargalo

Para o especialista, são poucas as famílias que discutem o futuro do negócio de forma estruturada, com metas definidas, planejamento financeiro e divisão de responsabilidades. “Não se resolvem problemas da propriedade no almoço e nem no café da manhã. Precisa ser encarada como uma empresa”, salienta.

Mestre em Administração, com MBA em Agronegócio, Milton Melz: “Os filhos precisam entender que vale muito a pena ficar no campo”

Segundo Melz, é preciso definir quem faz o quê, estabelecer regras e permitir que os filhos participem das decisões. “Quando os pais entendem que colocar o filho para estudar e dar a oportunidade de ele crescer e se desenvolver na propriedade, isso com certeza vai dar certo. Mas tudo tem que ser preparado”, relata.

O especialista observa que a sucessão hoje envolve inclusive questões tributárias e patrimoniais, exigindo planejamento muito antes da transferência formal da propriedade. “Hoje não se discute mais somente como passar a propriedade para o filho. Também se fala da parte econômica, dos impostos e da forma menos custosa para ele assumir”, detalha Melz.

Tecnologia aproxima e gera conflitos

A transformação tecnológica do campo é vista por Melz como um dos principais atrativos para as novas gerações. Os jovens buscam formação em áreas como Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia e retornam às propriedades com maior familiaridade com agricultura de precisão, automação e conectividade. “Hoje já estamos falando em agricultura 6.0. O jovem se atrai por isso porque nasceu dentro da geração da tecnologia.”

Mas a modernização também gera divergências. Segundo ele, muitos filhos chegam dispostos a investir em máquinas e equipamentos, enquanto os pais costumam ser mais cautelosos. “Os filhos são muito corajosos e, por vezes, o produtor conquista qualidade de vida durante o dia e perde a qualidade de sono à noite porque investe sem planejamento”, diz. “Tem que saber o que cabe e o que não cabe nas propriedades”, afirma.

Menos produtores, mais produção

Apesar das dificuldades para formar sucessores, Melz não acredita em redução da produção agropecuária nas próximas décadas. A tendência, segundo ele, é de concentração. “Vai acontecer um aumento de escala de produção e, ao mesmo tempo, as propriedades existentes vão incorporar propriedades menores”, avalia.

O especialista cita como exemplo a suinocultura do Oeste catarinense. Quando entrou na atividade, em 2000, uma cooperativa da região reunia mais de cem produtores e cerca de 22 mil matrizes. Hoje, são 68 produtores e mais de 62 mil matrizes. “Triplicou a produção e se reduziu a 30% o número de produtores”, relata.

Na avaliação dele, a lógica econômica favorece propriedades maiores, com maior escala e capacidade de diluir custos. “Eu particularmente acho que a falta de sucessores não vai impactar a produção das cooperativas, porque essas propriedades serão incorporadas a outras”, enfatiza.

Mão de obra estrangeira

Se a falta de sucessores não ameaça a produção, a escassez de trabalhadores já é uma realidade em muitas regiões. Melz afirma que a mão de obra estrangeira passou a ocupar um espaço importante nas propriedades rurais, especialmente no Sul do Brasil. “A gente percebe que está tendo muitos emigrantes no Brasil. Se não fosse a mão de obra estrangeira nós estávamos sem mão de obra aqui”, diz.

Na propriedade dele, seis dos 23 colaboradores são argentinos. “Essa é uma realidade não só da nossa granja. A maioria das granjas do Oeste catarinense está usando mão de obra argentina”, relata.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Reforma Tributária muda regras do barter e antecipa efeitos sobre fluxo financeiro do agro

Nova exigência para emissão de notas fiscais prepara transição para IBS e CBS, mas pode alterar a dinâmica de operações em que produtores trocam insumos por entrega futura de grãos.

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Foto: Divulgação

Operações de barter, uma das principais ferramentas de financiamento utilizadas pelo agronegócio para aquisição de insumos, também serão afetadas pela transição para o novo sistema tributário. A partir de 3 de agosto, empresas que recebem valores antes da entrega de mercadorias deverão utilizar a finalidade “6 – Nota de débito” nas notas fiscais emitidas, mudança que altera a forma de registro dessas operações e prepara o ambiente fiscal para a entrada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Henrique Erbolato, sócio da área tributária do Santos Neto Advogados: “Quando essa operação é analisada sob a ótica das novas regras, identificam-se desafios operacionais e econômicos”

O barter é uma operação em que o produtor rural recebe antecipadamente sementes, fertilizantes e defensivos e assume o compromisso de quitar a obrigação com a entrega futura de parte da produção, geralmente em grãos. O modelo permite financiar a safra sem desembolso imediato e reduz a exposição de produtores e fornecedores às oscilações de preços.

Até então, essas operações eram tratadas principalmente como instrumentos financeiros e de garantia comercial. A tributação ocorria no momento da circulação efetiva da mercadoria, com a saída dos produtos agrícolas, e não no recebimento antecipado dos valores.

Segundo o advogado Henrique Erbolato, a nova regra não cria um novo documento fiscal, mas estabelece uma nova parametrização obrigatória para notas já emitidas pelas empresas. “Quando essa operação é analisada sob a ótica das novas regras, identificam-se desafios operacionais e econômicos. De imediato, enxergo dois pontos: o caráter de função rastreadora que a mudança traz e a quebra da neutralidade do adiantamento”, afirma.

Preparação para novo modelo tributário

A alteração faz parte da preparação dos sistemas fiscais para a implementação do novo modelo de tributação sobre consumo, que substituirá gradualmente tributos atuais por IBS e CBS. “O objetivo principal dessa alteração é preparar o ecossistema do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) e a plataforma de arrecadação do IBS e da CBS para o modelo de tributação que entrará em vigor a partir de 2027”, explica Erbolato.

Com a mudança prevista para o novo sistema, o recebimento antecipado de valores deixará de ter o mesmo tratamento tributário. O IBS e a CBS passarão a considerar o momento do recebimento financeiro como referência para incidência dos tributos, antecipando a carga tributária dentro do ciclo comercial.

Impactos sobre contratos e capital de giro

A alteração pode afetar diretamente o planejamento financeiro das empresas envolvidas nas operações de barter.

Um dos principais pontos é o impacto no fluxo de caixa. Empresas fornecedoras de insumos poderão precisar recolher tributos antes da entrega física dos produtos agrícolas, enquanto compradores terão de administrar possíveis mudanças no momento de aproveitamento dos créditos tributários.

Outro ponto de atenção envolve contratos firmados em períodos diferentes da transição. Operações fechadas em 2026 e liquidadas em 2027 poderão estar submetidas a regras distintas, exigindo ajustes contratuais para definir responsabilidades sobre eventuais custos tributários adicionais.

A antecipação de recebíveis também pode sofrer mudanças. Empresas de insumos que utilizam esses mecanismos para obter liquidez poderão enfrentar aumento do custo financeiro, já que a tributação ocorrerá antes da entrega da produção prevista no contrato.

Além disso, inconsistências na emissão das notas fiscais ou divergências contratuais podem comprometer o aproveitamento de créditos tributários e gerar passivos para as empresas envolvidas.

A adaptação às novas regras exigirá revisão dos processos internos, contratos e sistemas de controle das empresas que utilizam o barter como instrumento de financiamento da atividade agrícola.

Fonte: O Presente Rural com Santos Neto Advogados
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Atualização do EUDR mantêm pressão sobre exportadores de soja no Brasil

Apesar da simplificação, exigências de rastreabilidade e segregação física de grãos continuam a desafiar a cadeia produtiva nacional.

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Foto: Sistema CNA Senar

As novas exigências do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) entram oficialmente em vigor a partir de 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas. O novo cronograma é resultado de um adiamento de 20 meses aprovado pela Comissão Europeia (CE) dentro de um pacote de simplificação regulatória. Contudo, a medida mantém a pressão sobre a cadeia produtiva global e impacta diretamente os exportadores no Brasil.

Martina Torma, responsável pelo Desenvolvimento de Mercado e Assuntos de Partes Interessadas da RTRS para Europa – Foto: RTRS

As últimas atualizações apresentadas pelo CE têm como objetivo reduzir a carga administrativa sem renunciar aos propósitos ecológicos. Entre as novidades estão mecanismos de declaração menos burocráticos para operadores de países considerados de baixo risco e a criação da categoria ‘downstream, que passam a participar de um regime de conformidade mais leve, visando evitar a duplicidade de checagens durante a entrada de um produto no mercado europeu.

Na indústria brasileira, as atualizações trazem desafios operacionais específicos para os elos iniciais da cadeia de suprimentos. “Apesar da flexibilização, para os produtores e exportadores nos países de origem, como o Brasil, os requisitos fundamentais de rastreabilidade e geolocalização permanecem os mesmos”, pontua a responsável pelo Desenvolvimento de Mercado e Assuntos de Partes Interessadas da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS) para Europa, Martina Torma.

Desafios para exportação

Um dos principais impasses apontados por representantes da cadeia de soja no Brasil é a validação de ferramentas de monitoramento capazes de atender às regras da União Europeia (UE), uma vez que a simplificação tem como foco principal os produtores e exportadores europeus. Com isso, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), usado para verificar a regularidade das propriedades em solo nacional, deixa de contemplar critérios aceitos integralmente pelos Estados-membros da UE.

Foto: Claudio Neves

Outro ponto que preocupa o setor brasileiro é a exigência de segregação total física do grão, que proíbe a mistura de lotes em silos e portos. A indústria defende a adoção do balanço de massa, que reflete o padrão atual de armazenamento e transporte de granéis agrícolas. No entanto, a CE tem mantido a rigidez quanto a decisão, forçando as companhias a aportarem investimentos expressivos na reestruturação de seus sistemas de originação e na identificação detalhada até o nível do talhão da terra.

Ademais, a legislação europeia se sobrepõe ao Código Florestal Brasileiro no que diz respeito à conversão do solo. Áreas cuja abertura de vegetação nativa é autorizada legalmente por órgãos ambientais nacionais não podem ser destinadas à exportação para o bloco europeu caso o desmatamento tenha ocorrido após a data de corte da UE.

Diante dessa complexidade, plataformas globais e certificações voluntários têm buscado oferecer módulos de conformidade para auxiliar na organização dos dados. Segundo Martina Torma, o certificado de Produção de soja RTRS pode servir como uma ferramenta de suporte para os operadores, pois engloba critérios centrais da norma europeia. “Possuir o certificado não cria conformidade legal automática. A responsabilidade jurídica pela Due Diligence permanece estritamente com os operadores comerciais, porém o reconhecimento pode ser um diferencial durante a justificativa da declaração”, explica.

Por outro lado, Martina também destacou as características do Padrão RTRS de Cadeia de Custódia que inclui um módulo opcional alinhado à EUDR, desenvolvido para apoiar operadores em aspectos relacionados à rastreabilidade e à coleta das informações necessárias para os processos de diligência devida.

As novas etapas de desenvolvimentos e implicações para a cadeia de suprimentos de soja foram debatidas durante um webinar promovido pela RTRS.  O encontro contou com exposições do Secretário-Geral Adjunto da Federação Europeia dos Fabricantes de Rações (Fefac), Anton van den Brink; do Diretor de Estratégia para Commodities, Ariel Zorrilla e do Especialista Sênior em Sustentabilidade, Iván Bermejo Barbier, da Preferred by Nature; do Gerente de Sustentabilidade da Asociación de Cooperativas Argentinas (ACA), Juan Manuel Bazán; e do Gerente de Sustentabilidade da (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Pedro Garcia.

O conteúdo está disponível na integra no canal no Responsible Soy, no Youtube.

Fonte: Assessoria RTRS
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