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Guilherme Augusto Vieira

O novo contexto da produção da “Galinha Caipira”

Atualmente a população urbana busca um resgate de suas raízes rurais e a produção de galinhas caipiras e seus ovos saudáveis é uma ótima oportunidade de negócios.
A matéria completa sobre esse assunto você pode ler na edição do O Presente Ru

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O que é  “Galinha Caipira”?

A “velha” galinha conhecida como “pé duro ou caipira” dos terreiros,”fundo de quintal” é a galinha criada a solto, nos terreiros, exercitando-se e selecionando ao mesmo tempo o tipo de alimento. Historicamente tem um prazo maior de produção de carnes e ovos, com baixa produtividade que o da avicultura industrial, caracterizando-se como uma produção saudável.

A produção de galinhas caipiras perdurou por muito tempo nas fazendas brasileiras, ficando restrita aos pequenos produtores, sendo utilizadas aves de baixa produção e de baixo nível técnico.

Segundo a EMBRAPA (2002), Tradicionalmente, as criações domésticas de galinha caipira, praticadas nas unidades agrícolas familiares, se caracterizam pela sua forma de exploração extensiva, na qual inexistem instalações, bem como, a adoção de práticas de manejo que contemplem eficientemente os aspectos reprodutivos, nutricionais e sanitários. Tal fato resulta em índices de fertilidade e natalidade reduzidos.

A alta mortalidade das crias, principalmente nas primeiras semanas de vida, aliada a um baixo desempenho das aves caracterizam uma atividade de baixa eficiência produtiva. Os problemas sanitários também representam um obstáculo ao sucesso da atividade, além de consistirem em uma fonte potencial para disseminação de doenças, em função da convivência das aves com outros animais ou com pessoas no mesmo ambiente. Todos esses fatores tornam a criação de galinhas caipiras uma atividade incapaz de satisfazer às necessidades alimentares das famílias e, muito menos, de gerar lucro.

Apesar dos problemas apresentados, a “Galinha Caipira” contribuiu para melhorar a alimentação das famílias ( de baixa renda no meio rural) e muitas vezes auxiliando como parte da renda na economia familiar.

Atualmente, a produção da “galinha caipira” mudou. As aves chamadas de caipiras são marcas que foram geneticamente trabalhadas, selecionadas e adaptadas. Essas aves passaram por programa de melhoramento genético para a fixação de alguns parâmetros produtivos e, ao mesmo tempo, para reduzir as características indesejáveis, como o choco, passando a compor, ao longo do tempo, um sistema de criação que permite maior produtividade ( Santos et al, 2009).

O programa de seleção das aves para serem criadas em sistema caipira, procurou encontrar um ponto de equilíbrio entre o passado e o futuro e entre a rusticidade e a produtividade, apresentando aves com potencial de produção de 270 a 300 ovos ao ano (Trocoli,2006) .

As aves especializadas para produção de carne também foram selecionadas para a produção  com a vantagem da comercialização de um produto diferenciado com melhor remuneração por parte do mercado consumidor.

 

Para saber mais sobre o assunto acesse o site www.farmacianafazenda.com.br 

Você pode adquirir um manual sobre a criação de galinhas caipiras no site www.farmacianafazenda.com.br  ou através do contato@farmacianafazenda.com.br  em formato CD

Fonte: Prof. Guilherme Vieira

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Avicultura Avicultura

Verminoses em galinha caipira causam sérios prejuízos ao produtor

As endoparasitoses (verminoses) causam sérios prejuízos sanitários e econômicos aos criadores

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Foto: O Presente Rural

 Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário, doutor em História das Ciências, professor de produção animal e coordenador do Farmácia na Fazenda

Você sabia que as galinhas caipiras tem vermes e precisam ser vermifugadas?

As verminoses ou endoparasitoses são patologias causadas por vermes em todos os animais domésticos, sendo evidenciadas com grande visualização de sinais e sintomas nos animais de produção como os bovinos, nos equinos, ovinos, caprinos e principalmente nos cães (filhotes).

Quanto as aves, Fortes (1993,2004) ratifica que as aves domésticas são igualmente sujeitas a numerosas infestações de endoparasitoses.

Entretanto , segundo a Ourofino em Campo (2018), o controle de vermes em criações industriais (granjas industriais) de frangos de corte são negligenciados e alguns criadores entendem que o período de produção curto ( 35 a 40 dias) não é necessário a utilização de vermífugos. Já a produção de poedeiras, por possuir um período produtivo mais longo nota-se uma infestação maior e o controle é realizado de forma sistemática (Vasconcelos, 2000).

E o controle de verminoses em galinhas caipiras?

Aí é que está o grande problema. Pelo fato destes animais serem rústicos, criados soltos e a falta de informações, os criadores “acham” que as galinhas não precisam ser vermifugadas. Contudo, é comum as galinhas caipiras criadas soltas ( ou semi-intensivo) e as aves selvagens apresentarem infestação por vermes , muitas vezes não diagnosticadas e os animais morrem sem um diagnóstico adequado.

Atualmente ocorreu uma mudança na produção da galinha caipira, tornando-a tecnificada, com produção em galpões e aumentando a densidade (aglomeração) de aves nestes ambientes.

Neste novo modelo produtivo, há introdução de cama (maravalha, casca de arroz, café, etc ), alguns galpões possuem piso de chão batido, na grande maioria das criações as galinhas permanecem um período no galpão e outro período são soltas, com isso se alimentam de insetos, há um aumento de besouros e moscas nos galpões, todos estes fatores  favorecem a incidência de vermes chatos e redondos em criações de galinhas  caipiras.

A infestação das galinhas caipiras (granjas também) ocorrem por ciclo direto via transmissão horizontal (aves para aves), através da ingestão de larvas, ou pelo ciclo indireto requerendo um hospedeiro intermediário como insetos e moluscos (Vasconcelos, 2000; Back,2004)

A transmissão de maneira geral ocorre mediante a ingestão de ovos de parasitas, através de água e alimentos contaminados (BENEZ, 2004).

Outros fatores que favorecem a infestação dos animais são : higiene inadequada dos galpões, alta densidade de aves, erros de manejo sanitário e principalmente a vermifugação preventiva.

Existe uma variedade muito grande de helmintos que parasitam as aves. São dois grupos os de maior importância, os cestoides e os nematoides.

A tabela mostra os principais vermes que acometem as galinhas (caipiras e de granja).

Gênero Localização Sinais Clínicos
Nematódeos
Ascaridia spp Intestino Delgado Perda de apetite, diarreia, perda de peso,
Trichostrongylus tenuis Intestino Delgado
Syngamus trachealis Traqueia Problemas respiratórios, perda de peso, enfraquecimento
S. strongylina Intestino delgado Perda de peso, diarreia
Cestódeos
R.laticanalis Intestino Delgado Diarreia, perda de peso, enfraquecimento
TREMATÓDEOS
Echinostossoma revolotum Intestino delgado e ceco Enfraquecimento, emagrecimento, diarreias

 

Como verificar se os animais estão infestados?

O primeiro passo para o criador é verificar o estado de saúde dos animais. Segundo verificar a presença de parasitos nas fezes e na cama onde animais se encontram. Geralmente os áscaris (lombrigas) estão presentes nas fezes e no ambiente. Se possível consultar o Médico Veterinário para orientações.

Como tratar a verminose nas galinhas caipiras?

Existem dois tipos de tratamentos das verminoses:

Tratamento curativo (para os animais infestados e doentes) e o preventivo através de vermifugação preventiva, a adoção de medidas higiênico sanitárias e manejo eficiente.

Entre as medidas preventivas a serem adotadas destacam-se:

  • Limpeza dos galpões após a saída das galinhas para o “passeio” diário;
  • Realizar o vazio sanitário após a saída do lote;
  • Limpeza do terreiro e pasto onde as galinhas realizam o passeio diário;
  • Limpeza dos ninhos onde as galinhas realizam a postura;
  • Revolver a cama sistematicamente;
  • Retirada dos animais doentes

E os prejuízos causados pelas verminoses nas galinhas caipiras?

As endoparasitoses (verminoses) causam sérios prejuízos sanitários e econômicos aos criadores.

Os prejuízos sanitários além da perda de peso, falta de apetite, diarreias e problemas respiratórios, desenvolvimento tardio e predisposição a outras doenças, pois o organismo fica vulnerável tornando-se portas de entrada para bactérias, vírus e fungos levando os animais a morte.

Os prejuízos econômicos destacam-se ao emagrecimento dos animais, diminuindo o peso e consequentemente aumenta o tempo de abate dos animais gerando mais custos e despesas. Quanto a postura há diminuição ou perdas nas produções de ovos além dos problemas mencionados. Em ambos os casos os criadores tem muito gastos com medicamentos, tratamentos auxiliares, despesas com veterinários além da falta de renda dos produtos que a granja comercializa e a reposição de pintos.

Ao terminar este artigo observou-se a necessidade de vermifugar as galinhas caipiras pois os prejuízos provocados pelas verminoses são muito grandes além de um aumento de custo da produção.

Caso o Leitor deseje conhecer mais sobre a produção ou até mesmo melhorar a sua produção de galinhas caipiras temos na Farmácia na Fazenda – o Manual Tratamento de Verminoses em Galinhas Caipiras disponível em www.farmacianafazenda.com.br/produtos 

Fonte: Assessoria
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Guilherme Augusto Vieira Artigo

Você sabe o que é Sequestro de Bezerros?

Sequestro de Bezerros é uma ótima opção para encurtar a recria, o ciclo produtivo da pecuária de corte e preservar a qualidade das pastagens durante o período de estiagem

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Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário, professor universitário e colunista do Jornal O Presente Rural

A produção brasileira apresenta alguns desafios como introduzir a pecuária de ciclo curto (diminuir o ciclo longo produtivo), melhorar as taxas de natalidade, melhorar a qualidade de carcaça dos animais, recuperar as pastagens, reduzir a taxa de mortalidade dos animais e principalmente procurar encurtar os ciclos de cria e recria.

Atualmente, observa-se no Brasil um avanço na produção intensiva brasileira utilizando-se as tecnologias na fase de engorda como uso de confinamento e semiconfinamento de bovinos, havendo necessidade de preparar os animais para a pecuária intensiva.

Uma das alternativas para encurtar o ciclo da recria e preparar os animais para o confinamento é a adoção do Sequestro de Bezerros em Confinamento.

O objetivo deste “paper” é apresentar as bases conceituais do Sequestro de Bezerros, suas vantagens e desvantagens.

O que é o Sequestro de Bezerros?

Um dos maiores problemas observados na pecuária de corte nacional é o longo tempo do período da recria, onde os animais permancem na fazenda provocando altos custos operacionais.

De acordo com Silveira (2012), o período longo da recria traz alguns prejuízos, a se destacar:

  • Acelera a degradação das pastagens, pois os animais passarão mais de um período de seca invernal na propriedade;
  • Inchaço das propriedades, pois o fluxo de entrada de bezerros sempre será maior que o da saída, fato esse que obriga a abertura de novas áreas de pastejo e /ou o arrendamento de pastos;
  • Atraso na idade de abate, em média acima de 36 meses no país, consequentemente onerando o custo de produção além de prejudicar a qualidade da carcaça e da carne.

Uma das alternativas para encurtar esta importante fase do cilco produtivo é o Sequestro dos Bezerros em Confinamento.

O sequestro de bezerros em confinamento vem a ser o “confinamento” de bezerros ou bezerras, por um período de tempo.

Geralmente o Sequestro de Bezerros ocorre no período de transição entre o período seco e o período das chuvas, onde as pastagens estão com baixa qualidade e o produtor deseja recuperar as pastagens.

O sequestro de bezerros tem a finalidade de encurtar o período de recria e o tempo decorrente da pós-desmama ao início da engorda, melhorando a eficiência produtiva dos animais.

Realiza-se o Sequestro de Bezerros devido algumas circunstâncias:

  • De acordo com a necessidade de cada produtor, seja por seca severa;
  • Falta de pastos;
  • Boa oportunidade de compra de animais em um momento com baixa disponibilidade de capim na fazenda.

Tipos de sequestro de bezerros:

  1.  Bezerros Machos em recria
  2. Bezerras e novilhas de reposição

Vantagens e Desvantagens do Sequestro de Bezerros

  • Prepara os animais para o confinamento ou semiconfinamento, com adaptação das dietas;
  • Diminuição do estresse;
  • Diminui a pressão sobre o uso de pastagens no período seco;
  • Desenvolvimento das papilas ruminais, que tem por função melhorar a absorção de nutrientes, pois por falta de nutrientes no pasto apresentam-se pequenas e finas, mas que aumentam em 50% na presença do amido dos concentrados;
  • Melhora a eficiência produtiva dos animais, com ganho de peso e desenvolvimento dos animais durante o período seco.

As desvantagens para a implantação do sequestro dos bezerros consistem no custo operacional, disponibilidade de maquinários e qualificar a mão de obra, compras de rações e matérias-primas.

Vale ressaltar algumas considerações sobre o Sequestro de Bezerros:

  • Separar os pastos onde será realizado
  • Planejar a nutrição animal, armazenamento de de matérias primas e manejo sanitário
  • Lembrem-se: Os animais ficarão 45 a 90 dias “comendo”, logo não pode faltar alimentação.

Conforme demonstrado, o Sequestro de Bezerros é uma ótima opção para encurtar a recria, o ciclo produtivo da pecuária de corte e preservar a qualidade das pastagens durante o período de estiagem.

Fonte: Assessoria
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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Semiconfinamento de bovinos: preparo dos animais garante boa produção

O semiconfinamento exige estruturas e manejos diferenciados

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Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário e professor Universitário

Segundo a ABIEC (2019), o rebanho brasileiro em 2018 é de 221,81 milhões de cabeças de gado distribuídos em 162,19 milhões de hectares, com uma média de ocupação de 1,37 cabeça/ hectare. Neste ano (2018) foram abatidas 44,23 milhões de cabeças de gado, sendo que 4,09 milhões de cabeças oriundas da produção intensiva, predominantemente o confinamento de bovinos. Ao analisar os dados apresentados quanto a produção intensiva, conclui-se que o sistema predominante no Brasil é a pecuária extensiva.

Todo este crescimento observado na produção de pecuária deveu-se ao avanço destas atividades produtivas, principalmente no que tange as melhorias nos manejo sanitário, nutricional, melhoria genética dos animais, além da adoção das inovações tecnológicas, entre elas, a prática da pecuária intensiva (confinamento e semiconfinamento), a pecuária de ciclo curto, que levaram a melhorar a eficiência produtiva em termos de quantidade e qualidade da carne bovina.

Um das alternativas de pecuária intensiva é a adoção do semiconfinamento, no qual ocorre a suplementação de bovinos a pasto, com baixos custos operacionais e investimentos em instalações e equipamentos.

Sabe-se muito pouco sobre o semiconfinamento, com poucos trabalhos,  sendo que a maioria dos produtores entende que “semiconfinar” é separar um pasto, soltar os animais em lotes, colocar cochos e suplementos no meio do pasto sem obedecer os critérios técnicos necessários.

O semiconfinamento exige estruturas e manejos diferenciados com a finalidade de proporcionar aos animais um máximo desempenho e consequentemente uma boa produtividade e lucratividade.

Um dos manejos diferenciados é o Preparo dos Animais para o Semiconfinamento, compreendendo, a escolha dos animais, forrageiras e pastos adequados, o manejo sanitário preventivo, o manejo nutricional adaptativo,a apartação, e formação dos lotes, a marcação e pesagem dos animais, procedimentos praticados nos animais antes de “sua entrada” nos piquetes.

Após muitos anos de estudos, orientamos trabalhos de conclusão de curso sobre a matéria, entendemos que o semiconfinamento não pode ser realizado de uma forma empírica e que o bom preparo dos animais garante produção de qualidade.

Lembrem-se: O semiconfinamento é realizado com animais saudáveis, vacinados, vermifugados e bem alimentado.

Fonte: Guilherme Vieira
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Biochem site – lateral

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