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Mercado de carnes e PAP são discutidos por lideranças cooperativistas no Paraná

Assuntos foram debatidos por lideranças durante o Fórum dos Presidentes das Cooperativas Agropecuárias do Paraná

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Questões ligadas ao mercado de carnes e ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2018/19 estiveram na pauta de debates do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Agropecuárias do Paraná, na quinta-feira (19), na sede da Cooperativa Coamo, em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Estado. O assunto foi discutido com a presença do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e sua equipe do Mapa. O evento, promovido pelo Sistema Ocepar, reuniu cerca de 150 participantes, entre lideranças do cooperativismo, autoridades e convidados. “No Fórum, as cooperativas analisam e discutem assuntos do momento. E, nesse momento, o tema escolhido foi a questão de carnes, principalmente, as restrições ao mercado internacional”, explicou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

O ministro Blairo Maggi falou sobre o embargo anunciado pela União Europeia à carne de frango produzida no Brasil. “Temos que aguardar. Ver o que eles vão decidir para que possamos tomar as nossas posições, nos adequar em relação às novas exigências e seguir a vida. É um momento sim bastante delicado, complicado, mas não temos como não passar por ele agora”, disse o ministro.

Em relação ao PAP, Maggi disse que o Mapa ainda está trabalhando na construção das medidas que irão ser anunciadas para esta safra. Ele recebeu dos representantes das cooperativas do Paraná um documento com as propostas do setor. “Nós temos prazo até o final de maio para definir taxas de juros, os programas e ainda estamos em fase de coleta de informação dos produtores e entidades em relação a suas demandas. Na quarta-feira (18), a CNA entregou ao Ministério da Agricultura o seu pleito para o Plano Safra. Mas não há nada definido. Temos que discutir com o Ministério da Fazenda e com o Banco Central a questão das taxas de juros, por exemplo”, afirmou.

O ministro também destacou a importância do Paraná para o agronegócio brasileiro. “O Paraná sempre foi líder no agronegócio. Não é o maior produtor de grãos, pois perdeu para o Mato Grosso, mas tem uma economia agrícola muito mais diversificada que o Centro-Oeste, a exemplo na produção de carnes, onde o Estado assume a liderança, muito forte nas cooperativas e no sistema de integração. Esse é o modelo que interessa ao Brasil e que deu certo no Paraná e no Sul do país. É a vontade do agricultor em estar associado, integrado. É aquela velha história ‘a união faz a força’ e aqui são muitos pequenos que acabam ficando fortes e grandes”, acrescentou.

Para o Paraná

O Fórum contou também com a presença da governadora do Paraná Cida Borghetti, que assumiu o cargo no último dia 6 de abril. Na oportunidade, ela recebeu um documento do Sistema Ocepar com propostas para o desenvolvimento das cooperativas do Paraná. De acordo com Cida, as cooperativas têm uma participação de destaque, especialmente em agronegócio, e o governo está disposto a continuar apoiando o segmento. “O agronegócio demanda ações importantes que vem ao encontro do desenvolvimento do Estado, principalmente em relação à infraestrutura e logística. O Paraná é um grande parceiro do setor. Assim que assumimos tivemos uma reunião importante com a Ocepar, o G7, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná, e pudemos atentamente acompanhar as demandas”, afirmou.

“O governo do Paraná está atento às inovações e à modernidade nos seus mais variados modais, sejam portos, aeroportos e estradas. Vamos pedir a dedicação do Governo Federal para que possamos resolver os problemas do pedágio, cujos contratos vencem em 2021. Assim, é preciso fomentar as audiências públicas em todas as regiões, escutar o setor produtivo, porque o impacto é no bolso do produtor. Já estamos, com nossa equipe de governo, bastante afinados com todo o agronegócio. Sessenta por cento do Paraná é agro. É um setor que merece esse atendimento e um olhar especial do governo do Estado”, acrescentou.

De acordo com a governadora, o ministro Blairo Maggi informou que está sendo liberada a contratação de 300 novos médicos veterinários pelo Mapa, dos quais, 52 irão atuar na defesa sanitária no Estado do Paraná.

Sintonia

O Paraná tem 12 cooperativas entre as maiores do país. O setor fatura R$ 70,6 bilhões por ano e é responsável por quase 60% do PIB agropecuário no Estado. “Sempre vamos buscar parceria com o governo, porque tem questões que cabe ao poder público realizar e apoiar. Nos últimos anos tivemos uma sintonia perfeita com o Governo do Paraná”, afirmou Ricken. “O BRDE é o principal instrumento do cooperativismo atualmente, com financiamento com recursos próprios ou repasses do BNDES. Não seríamos o que somos se não fosse o BRDE”, enfatizou o presidente.

Fonte: Assessoria

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Notícias Investimento

C.Vale investirá R$ 500 milhões em indústria de farelo e óleo de soja

Nova planta industrial terá capacidade para processar 2.500 toneladas de soja por dia, com possibilidade de ampliação para até 3 mil toneladas/dia

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Divulgação

A C.Vale vai construir uma indústria para esmagamento de soja em Palotina, PR. O presidente da cooperativa, Alfredo Lang, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, assinaram nesta quarta-feira (23), em Curitiba, protocolo prevendo tratamento fiscal diferenciado que resultará no novo empreendimento. A nova planta industrial terá capacidade para processar 2.500 toneladas de soja por dia, com possibilidade de ampliação para até 3 mil toneladas/dia. Quando alcançar a capacidade plena de operação, o consumo de soja será de 50 mil sacas/dia.

 Lang revelou que a nova estrutura exigirá investimentos de R$ 552 milhões em oito anos. Ele explicou que, numa primeira etapa, a indústria produzirá farelo de soja para a produção de rações. A cooperativa mantém sistemas de integração que produzem, atualmente, 620 mil frangos/dia e 100 mil tilápias/dia, e ainda fabrica rações para bovinos e suínos. Conforme Lang, as obras da esmagadora de soja devem iniciar já em 2021 e serem concluídas em 2023. “É um sonho antigo dos nossos associados que estamos realizando. Começaremos com a fabricação de farelo e óleo, e depois vamos ampliar o leque com outros produtos”, revelou.

O novo empreendimento resultará na criação de 70 empregos diretos, numa primeira etapa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Sanidade Vegetal

Mapa registra 31 defensivos agrícolas genéricos, com quatro produtos biológicos

Com a publicação de hoje, 2020 soma 60 produtos de baixo impacto registrados; esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano

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Divulgação/Jacto

O Ato n° 55 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União traz o registro de 31  defensivos agrícolas formulados. A publicação divulga quais foram os produtos formulados que foram registrados e efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores.

Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. “Os novos registros são importantes pois diminuem a concentração do mercado de defensivos e aumentam a concorrência. Isso acaba resultando em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, Bruno Breitenbach.

Dos produtos registrados hoje, quatro deles são compostos por microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus thuringiensis, o Metarhizium anisopliae e o vírus Spodoptera frugiperda multiplenucleopolyhedrovirus que são agente biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. Os produtos poderão ser utilizados em qualquer cultura em que forem encontradas as pragas para as quais esses agentes biológicos possuem recomendação de controle. Dois desses produtos poderão ser utilizados nas produções orgânicas certificadas.

Com a publicação de hoje, 2020 soma 60 produtos de baixo impacto registrados. Esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano.

Os produtos que utilizam agentes de controle biológicos são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional.

Do total de produtos registrados e divulgados hoje, alguns contém mais de um ingrediente ativo. A maioria dos ingredientes ativos registrados já têm registros nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália.

Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

Fonte: MAPA
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Notícias Internacional

Processamento de soja na Argentina cai mais de 20% em agosto na comparação anual

Processamento em agosto rendeu 2,5 milhões de toneladas em farelo de soja e 657.229 toneladas de óleo de soja

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Danilo Estevão/Embrapa

A Argentina, maior exportador global de soja processada, viu os volumes esmagados do grão caírem 20,6% na comparação anual em agosto, para 3,3 milhões de toneladas, segundo dados do ministério da agricultura do país.

Nos primeiros oito meses do ano, as unidades de esmagamento de soja argentinas processaram um total de 25,9 milhões de toneladas, ou 9% abaixo do visto no mesmo período do ano passado, segundo relatório mensal do governo divulgado na noite de segunda-feira (21).

O processamento em agosto rendeu 2,5 milhões de toneladas em farelo de soja e 657.229 toneladas de óleo de soja. A soja processada será fornecida a compradores na Europa e no Sudeste Asiático.

A Argentina colheu 49 milhões de toneladas de soja na safra 2019/20, encerrada em julho, abaixo das 55,3 milhões de toneladas na temporada anterior.

O plantio da safra 2020/21 começará em outubro.

Fonte: Reuters
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