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Suínos / Peixes Suinocultura

Leitoas de reposição em granjas de suínos

Desafios para manter a produtividade do rebanho sem aumentar a complexidade dos processos

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 Artigo escrito por Marcelo Frederico Antunes Pinto, consultor de serviços técnicos da divisão de suinocultura na Agroceres Multimix

As leitoas são responsáveis por introduzir o melhoramento genético no rebanho, assim como o sêmen dos terminadores, pois as marrãs têm maior potencial genético que as matrizes de outras ordens de parição, na sua maioria. Na produção tecnificada de suínos, é fundamental realizar o manejo de antecipação da puberdade, permitindo a introdução mais precoce das matrizes no plantel de reprodutoras. Os dias não produtivos (DNP) das fêmeas, aqueles em que elas não estão em gestação ou lactação, comprometem a rentabilidade da produção quando fogem do controle. A categoria de leitoas representa aproximadamente 50% dos DNPs acumulados por matriz ao ano, por isso essa categoria de animais precisa ser manejada com atenção, afim de evitar que esses dias não produtivos aumentem. Entretanto, a reposição é um dos gargalos da produção, pois exige programação de ações, acompanhamento da curva de crescimento das leitoas e atenção da equipe de trabalho, quanto aos manejos reprodutivos, formação de grupos e sincronização de cios.

Pontos que influenciam o bom desenvolvimento das leitoas de reposição

  1. Peso ao nascimento.

O peso ao nascimento (< 800 g ou < 1kg) pode determinar o potencial das leitoas de reposição, pois estudos recentes sugerem um atraso no desenvolvimento folicular em leitoas que nascem com baixo peso, provavelmente porque estes animais apresentam distúrbio na ativação dos folículos primordiais. Assim sendo, o crescimento alterado no útero, associado a um pior crescimento pós-natal, poderia prejudicar a fertilidade e a precocidade das matrizes suínas, por isso, as leitoas que nascem com baixo peso devem ser evitadas, já na seleção ao nascimento.

  1. Alojamento segregado e ambiente adequado a partir da creche.

No momento do desmame, também pode-se avaliar o peso das futuras matrizes desmamadas e estabelecer um ponto de corte que, ao menos, leve ao descarte os refugos da maternidade. Nesta fase as observações de parâmetros ambientais, de saúde e nutricionais devem ser consideradas para evitar que ocorram perdas destes animais. Além disso, nessa fase e no restante do ciclo produtivo, devem ser planejadas medidas de alojamento segregado, no qual as futuras reprodutoras tenham alojamento com espaçamento adequado, espaço de comedouros suficiente, piso de baixa abrasão para os casos, conforto térmico, baixa umidade em pisos e alimentação especificamente desenvolvida para tratar animais de reprodução.

  1. Acompanhamento da curva de crescimento.

Posteriormente, da recria até a seleção final – aos 130 dias de vida -, a principal preocupação deve ser sobre os animais que não tenham alto ganho de peso diário. A meta de ganho dos 130 aos 170 dias é de 650 a 750g de ganho ao dia, pois se as leitoas chegarem muito pesadas à cobertura, poderá ocorrer um comprometimento da longevidade e consequentemente da taxa de retenção das leitoas no plantel reprodutivo, por problemas locomotores desenvolvidos a partir do sobre peso.

Para que a curva de crescimento seja bem modulada, as estratégias de alimentação e sanidade precisam ser detalhadamente estabelecidas de acordo com cada realidade das granjas. O programa nutricional estará sempre sendo ajustado em função da condição sanitária do rebanho. Granjas de alto padrão sanitário podem exigir redução significativa da densidade das dietas de reposição ou manejos de controle de consumo diário de ração – em último caso -, afim de que a curva de crescimento das leitoas seja ajustada às exigências nutricionais das leitoas. Por outra perspectiva, em granjas de alto desafio sanitário, as preocupações com o controle das enfermidades assumem o foco do manejo das leitoas, pois as intercorrências sanitárias podem limitar consideravelmente o potencial de crescimento e maturação sexual das marrãs. Portanto, as estratégias nutricionais de suporte ao sistema imunológico passam a assumir maior importância que os controles básicos de densidade nutricional, mesmo porque, o próprio desafio sanitário é redutor de desempenho e, por consequência, de exigência nutricional, o que invalida as iniciativas de compensação nutricional direta aos fatores sanitários.

O peso vivo influencia o desenvolvimento dos ovários em marrãs, mas o efeito de produção de esteroides no metabolismo pode se alterar também devido à idade e o número de cios reportados, mesmo porque – tomando como universo para discussão os modelos de criações tecnificadas -, as leitoas não sofrem subnutrição suficiente para apresentarem desenvolvimento corporal inferiores aos limites fisiológicos para manifestação da puberdade, exceto quando são acometidas por doenças crônicas.

Estes dois fatores – idade e peso – também afetam o desenvolvimento do útero em fêmeas pré-púberes. Na fêmea suína, essa relação (peso x idade) não é comumente abordada, mas em outros animais de produção esse parâmetro é bem estudado. Em suínos, a maturidade esquelética e muscular não pode ser aguardada para a introdução das leitoas no sistema de reprodução, porque o modelo de produção não comporta o tempo necessário para esse manejo, com isso, já é convencionado que o risco dessa prática faz parte do sistema de produção. A decisão do modelo de introdução de fêmas jovens em fase muito precoce do desenvolvimento corporal faz com que os animais sejam submentidos a uma produtividade desafiadora e estressante, sob o ponto de vista metabólico, pois as fêmas jovens precisam conciliar desenvolvimento corporal, com gestação e lactação. Muitas vezes, temos como consequência desse modo de produção a manifestação da síndrome do segundo parto, que é a redução da taxa de concepção e parição das fêmeas suínas na segunda gestação. Se considerarmos que a vida útil das matrizes suínas nas granjas modernas é de 6 a 7 partos, em média, dois terços de sua vida produtiva ocorrem em fase de desenvolvimento corporal.

Quando se observa as estimativas do software Inraporc®¹⁰ de ganho de peso diário (GPD) para porcas em reprodução, através do peso vivo pós-parto e a alteração deste em função da ordem de parto, é possível traçar uma curva de crescimento para essa categoria, e observar o fato discutido no parágrafo anterior. Através dessa estimativa, é possível traçar um paralelo entre o crescimento e a puberdade para fêmeas suínas; e ao correlacionar à curva de crescimento para as linhagens genéticas modernas, pode se observar que a recomendação é de que a primeira cobertura ocorra com aproximadamente 50% do peso de quando adulto. Sendo assim, ainda há muito do seu corpo a ser desenvolvido após a cobertura.

Estratégias 

Algumas estratégias alimentares são utilizadas para alcançar peso e composição corporal ideal para reprodução e longevidade no plantel, a mais prudente é o ajuste da densidade da ração, para que o crescimento dos animais seja modulado de acordo com a necessidade de desenvolvimento corporal e a maturidade sexual das marrãs. A restrição alimentar sucedida de realimentação à vontade, durante a fase anterior à cobertura, não menos que 14 dias antes da manifestação do cio, também conhecida como flushing, é descrita como alternativa para os sistemas que não podem manipular as dietas das leitoas e precisam alimentá-las com dietas mais simplificadas.  A restrição alimentar moderada, não maior que 10% do potencial de consumo, aplicada a partir dos 130 dias até os 180 dias, pode ser utilizada sem perdas reprodutivas se, posteriormente a este manejo, for adotada a alimentação à vontade. A alimentação à vontade na fase anterior à cobertura é capaz de reestabelecer a taxa de desenvolvimento folicular pré-ovulatório e garantir ovulação adequada. Porém, o flushing, precisa ser bem planejado, pois deve respeitar períodos determinados dentro do ciclo estral das marrãs e atender os níveis de nutrientes e a combinação de ingredientes específicos.

Os efeitos, a médio e longo prazo, de uma estratégia nutricional exata para o estado em que se encontram os animais, permitem que os produtores atinjam o objetivo de condições corporal (peso) e fisiológicas (idade) para a primeira cobertura da marrã, o que tem proporcionado menor incidência da síndrome do segundo parto e contribuído para aumentar a produtividade dos planteis.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Intestino saudável, leitão saudável

A composição da microbiota intestinal impacta na saúde intestinal, utilização dos nutrientes e saúde do animal

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mara Costa, gerente de Serviços Técnicos para Suínos na Kemin do Brasil

Para alcançar a máxima performance proposta pelas linhagens genéticas e com a melhor eficiência alimentar que acarretará na lucratividade da atividade, é necessário a melhor utilização dos nutrientes pelos suínos, e apenas um intestino saudável promoverá melhor digestão e absorção dos nutrientes. Além da função digestiva, o sistema digestivo é a primeira linha de defesa do animal contra patógenos do ambiente e quando ocorre a ativação desse sistema de defesa inicial tem-se a produção de células imunológicas com perdas na eficiência digestiva. Garantir um intestino saudável é um dos desafios na produção de leitões.

A composição da microbiota intestinal impacta na saúde intestinal, utilização dos nutrientes e saúde do animal. O leitão nasce com o intestino estéril, a colonização inicial vem das excreções da sua mãe, fezes e do meio ambiente. A matriz não tem influência sobre qual parte de sua microbiota ela irá passar para o leitão, contudo, o leite materno contém açúcares prebióticos que estimulam uma colonização rápida de Lactobacillus e Bifidobacteria.

Um erro é apenas olhar para leitão e começar a busca pela saúde intestinal tarde demais. A matriz tem um sistema imunológico desenvolvido, por isso, embora possa parecer saudável, ela ainda pode transmitir patógenos a seus leitões. Considerando o sistema imunológico imaturo dos leitões, somente eles podem mostrar doença que foi transmitida pela mãe. A abordagem ideal se inicia com a matriz na fase de gestação, pois apenas uma matriz saudável e com um microbioma equilibrado pode produzir leite suficiente e fornecer uma microbiota positiva à sua leitegada.

À medida que o leitão e seu sistema imunológico se desenvolvem, a microbiota se diversifica se estabelecendo até uma semana após o nascimento. A microbiota intestinal é um micro-ecossistema complexo com aproximadamente 1.014 microrganismos, sendo a maioria bactérias, o intestino saudável depende do equilíbrio desta.

Os processos de digestão de nutrientes no trato gastrointestinal do suíno envolvem, de modo geral, hidrólise enzimática e fermentação microbiana dos alimentos.A microbiota intestinal também é responsável pela produção de vitaminas. A microbiota positiva produz metabólitos que irão auxiliar na competição com os patógenos e atuando na manutenção da barreira intestinal com ação na resposta anti-inflamatória. 

Como promover a saúde intestinal com menos antibióticos

O sistema intensivo moderno promove eficiência de produção, porém criam condições  para propagação e transmissão de bactérias patogênicas levando ao aparecimento das doenças. A prática do desmame entre 14 a 21 dias de idade reduz a chance de leitões jovens serem infectados pelas matrizes, mas também os priva de oportunidades para adquirir uma microbiota intestinal protetora da matriz.

No desmame os sistemas mais afetados são o sistema digestivo e o sistema imunológico. O sistema digestivo é afetado por uma mudança na microbiota, dano mecânico e inflamação como reação ao estresse do desmame. Os efeitos são agravados pelo sistema imunológico imaturo que não desenvolveu uma resposta imune adaptativa completa e, portanto, está confiando mais na resposta imune inata. Os leitões correm um risco substancial de doença e translocação de patógenos do trato intestinal ao desmame.O uso de melhoradores de desempenho tem sido uma ferramenta utilizada em todo mundo e há tempos com o objetivo de manter o equilíbrio da microbiota intestinal e melhorar a performance dos suínos com menor morbidade e mortalidade nessa fase. Entretanto a eficiência e custo da substituição na dieta ainda é um paradigma na decisão do técnico.  

Probióticos: Como escolher?

Os probióticos são definidos pela Organização Mundial de Saúde como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um bom benefício à saúde do hospedeiro, melhorando seu equilíbrio microbiano intestinal.

Existe uma grande variedade de microrganismos que foram estudados como  probióticos, o que leva a inúmeros produtos comerciais com essa classificação. Os produtos comerciais disponíveis podem conter bactérias, células de levedura, ou ambos, enzimas e/ou extratos brutos com diferentes origens e modo de ação. Alguns critérios para classificação são:

  • Probióticos simples ou multiespécies;
  • Probióticos bacterianos ou não bacterianos;
  • Com ou não formação de esporos.

Na fase de creche a maioria dos trabalhos mostraram que o uso do probiótico melhorou significativamente o desempenho da média do ganho diário, consumo médio diário de ração e conversão alimentar.

Escolha

O uso do probiótico gera confiança do técnico, se tornando uma ferramenta valiosa para promover a saúde animal. Para ter produtos eficazes e seguros, é necessário ter clareza sobre o motivo do uso do probiótico escolhido.

Entretanto, é difícil de fazer generalizações em termos dos efeitos do uso de probióticos na produção devido à variação nas cepas microbianas utilizadas, as doses aplicadas, compatibilidade com o uso de antibióticos, a duração do tratamento, bem como as práticas de manejo como fase utilizada.Ao escolher a melhor opção deve se considerar:

  • Origem – A origem preferida deve ser sempre de um animal
  • Estabilidade na ração e água – Forma esporulada  para resistir ao armazenamento, à peletização e passagem pelo estômago
  • Ação comprovada – Avaliar o modo de ação (ação direta sobre patógenos, bactérias benéficas e integridade intestinal), resultado na fase de desafio (ação em matrizes e leitões) e compatibilidade com melhoradores de crescimento e ácido orgânicos.

Apenas um bom probiótico, com seu uso correto, tem-se a garantia da sua ação na saúde intestinal, permitindo que o leitão tenha saúde sistêmica e alcance seu máximo desempenho.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Sanidade

Moscas na suinocultura podem transmitir até PSA

Além das doenças que podem transmitir aos lotes, as moscas causam estresse aos animais e às pessoas envolvidas na rotina de trabalho da granja

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Maurício Schiavo Marchi, médico veterinário e coordenador Técnico na Theseo Saúde Animal

A mosca é o inseto mais prevalente na suinocultura brasileira, sendo considerada uma das maiores pragas das criações de suínos. Em um país tropical como o Brasil, as altas temperaturas e umidade relativa elevada favorecem a multiplicação do inseto, fazendo com que 100% das nossas granjas sofram com as consequências negativas da infestação da praga.

Dentre as diferentes espécies, a mosca doméstica (Musca domestica) é a mais comum. Possui um ciclo de vida curto, chegando à fase adulta em até 10 dias no verão. Sendo assim, caso não sejam tomadas medidas de controle em tempo hábil, a biosseguridade dos lotes será colocada em xeque, comprometendo o desempenho do plantel e causando prejuízos ao suinocultor.

De acordo com pesquisadores, para efeito de estudo de campo considera-se que cerca de 60% da população de moscas domésticas permanece em um raio de 500m do criadouro, 80% até 1,5 km e o restante até 3 km. Em termos práticos, é muito comum a migração de população de moscas entre diferentes granjas, núcleos e propriedades.

As moscas atuam como vetores e hospedeiros de diversos patógenos causadores de diarreias neonatais e em leitões lactentes, como o Cystoisospora suis, causador da coccidiose suína. Segundo outros estudiosos, a coccidiose suína pode causar perdas econômicas significantes por diarreias transitórias, desidratação em leitões lactantes, seguidas por queda no desempenho. A queda no ganho de peso é a principal manifestação da doença, porém, em casos graves pode vir acompanhada de mortalidade de até 20%.

Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans que se alimentam do sangue de suídeos selvagens contaminados com o vírus da Peste Suína Africana (PSA) representam uma rota potencial na transmissão da doença aos lotes de suínos industriais, mesmo em fazendas com alto nível de biosseguridade.

Um estudo, realizado em 2018, demonstra que é possível a transmissão via oral do vírus da PSA quando suínos ingerem moscas da espécie S. calcitrans que foram alimentadas com sangue de suídeos selvagens contaminados com o vírus.

Outros patógenos também são carreados por moscas, como a Salmonela spp., agente da Salmonelose, doença gastrointestinal que acomete animais na fase de terminação; o Streptoccus suis, agente da Meningite Estreptocócica Suína; e agentes virais, como o PCV-2, causador da Circovirose Suína, um dos agentes primários mais importantes na suinocultura.

Além das doenças que podem transmitir aos lotes, as moscas causam estresse aos animais e às pessoas envolvidas na rotina de trabalho da granja. É extremamente desconfortável realizar as tarefas diárias, como raspagem de baias, arraçoamento e administração de medicação injetável com alta infestação de moscas.

Controle integrado

O controle de moscas na suinocultura deve ser realizado através de medidas integradas de controle: o controle químico e mecânico. O controle químico deve ser realizado com objetivo de quebrar o ciclo de vida da mosca, atuando nas fases adulta e larval.

No campo, muitas vezes o controle é realizado com foco em adultos, porém os adultos representam apenas 20% da infestação total, enquanto 80% é representado por formas jovens: larvas, pupas e ovos.

Portanto, recomenda-se escolher inseticidas com dupla ação: adulticida e larvicida, e que aceita diferentes vias de aplicação, como pulverização, nebulização, atomização e termonebulização.

Outro ponto importante no controle das moscas é a frequência de aplicação dos inseticidas. Em períodos de primavera-verão é comum haver maior aumento populacional, pois condições de alta temperatura e umidade aceleram o ciclo biológico das moscas, aumentando o número de gerações neste período.

Além do intervalo de aplicação de inseticidas, outro ponto importante deve ser considerado: os locais de procriação das moscas em uma instalação de suínos.

O controle mecânico deve ser focado em reduzir locais de oviposição das moscas. Carcaças expostas e chorume na composteira, poças de água nos arredores da instalação, vazamentos em sistemas de fornecimento de água etc., devem ser evitados. Utilizar lâmina de água nas calhas de dejetos evita que moscas adultas depositem seus ovos nestes locais. Tal manejo deve ser constante e acompanhado de perto pelo produtor.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Soluções integradas atendem novas exigências do consumidor de proteína animal

Desafios da produção animal são atualizados constantemente e os consumidores finais estão cada vez mais próximos de todos os elos da cadeia

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Arquivo/OP Rural

São várias as tendências do mercado atual às quais os produtores de proteína animal têm se guiado para obter êxito em suas operações. As exigências surgem por todos os lados, incluindo órgãos regulamentadores, relações comerciais internacionais, a indústria de alimentos e o mais importante de todos, o próprio consumidor final.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) lançou no início dos anos 2000 o programa “One Health”, que em poucas palavras ressalta a interdependência da saúde animal e humana e a sua relação com a saudabilidade do ambiente onde se encontram. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) agarraram a bandeira do programa “One Health” e também focam esforços para que essas exigências sejam cumpridas global e regionalmente.

Além das regulamentações globais e das políticas comerciais entre diferentes países, a indústria da alimentação e o consumidor final estão cada vez mais exigentes e proativos na busca por alimentos que atendam a esse tipo de programa e a todas as políticas globais de produção. Preocupações com a utilização indiscriminada de antibióticos na produção animal é um dos temas que mais chamam a atenção e que já faz com que as empresas produtoras comecem a se movimentar no sentido da adequação de seus produtos às novas exigências.

A “AGP Free Production” – produção livre de antimicrobianos promotores de crescimento é um dos temas mais discutidos em eventos e veículos do setor. A redução do uso ou até a substituição total desses antimicrobianos já vem sendo aplicada na produção de países por toda a América Latina e já é possível encontrar produtos livres da utilização desses medicamentos nos supermercados de todo o país. Mas se por um lado as empresas produtoras atendem as demandas do mercado consumidor, por outro precisam encontrar soluções que protejam seus animais, agora “desprotegidos” de diversas patogenias que hora afetarão o desempenho do próprio animal e hora serão questões de saúde pública.

Alinhada com a sua visão de ajudar a alimentar o mundo com alimentos saudáveis a acessíveis, proporcionando melhor qualidade de vida, as empresas estão buscando trazer em seus portfólios soluções integradas que suportam a produção de proteína animal e ajudam os produtores a atender as atuais demandas, sem perder a rentabilidade de suas operações.

Plataformas

Hoje existe no mercado empresas que oferecem uma plataforma completa de Eubióticos que garantem o bem-estar e o desempenho animal – sem perder a rentabilidade da produção, através da qualidade do ambiente GI dos animais.

Ácidos orgânicos especiais e blends únicos de óleos essenciais desempenham papéis fundamentais na redução e/ou substituição de fármacos da produção animal, garantindo altos níveis de produtividade.

Segundo o gerente de produtos da Novus, Gustavo Carneiro, “existe no mercado hoje amplo portfólio de produtos envolvendo diversos conceitos. São soluções focadas na melhora do status sanitários dos animais e no incremento de desempenho”. Ainda segundo Carneiro, estas plataformas atendem com muita eficiência a tendência de mercado na redução de utilização dos APCs, atuando no conceito de soluções integradas. Estes produtos podem ser misturas de ácidos orgânicos + HMTBa, ácidos orgânicos protegidos e na linha de óleos essenciais.

Gustavo destaca ainda que “a utilização de óleos essenciais é sólida no mercado de monogástricos e também de ruminantes. É possível, por exemplo, aplicar conceitos de CNI (Componentes naturais idênticos), com elevadíssima porcentagem de Princípio Ativo (50%) com atuação positiva em relação a resposta imune dos animais, desempenho e resultados nas granjas”.

Estima-se que, em 2018, aproximadamente 30% da ração produzida (16,5 milhões de toneladas, segundo dados do Sindirações) no Brasil incluiu algum aditivo nutricional com objetivo de auxiliar na qualidade intestinal dos animais. Isso mostra a crescente preocupação dos produtores em atender as novas regulamentações e ao atual mercado consumidor.

Os desafios da produção animal são atualizados constantemente e os consumidores finais estão cada vez mais próximos de todos os elos da cadeia. As empresas precisam estar ao lado dos produtores e da indústria para suportar uma produção que atenda o mercado atual de maneira sustentável, mantendo a rentabilidade das operações.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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