Avicultura Se sentindo em casa
Lar se torna a quarta potência da avicultura brasileira
Com incorporações de mais duas plantas industriais, cooperativa paranaense passa a abater quase 1 milhão de aves por dia, ficando atrás apenas de BRF, JBS e Aurora

A Lar Cooperativa Agroindustrial deu passos ousados em 2020. Assumiu duas novas plataformas industriais de abate e processamento de aves, uma em Rolândia, no Noroeste do Paraná, distante a 450 quilômetros de sua sede, que fica em Medianeira, Oeste do Estado, e outra em Marechal Cândido Rondon, a 120 quilômetros de sua sede. Somadas com as indústrias de Matelândia e Cascavel, ambas também no Oeste paranaense, a Lar passa a abater 925 mil frangos por dia, se tornando a quarta maior potência da avicultura brasileira, atrás apenas de BRF, JBS e Aurora. E os planos de expansão não param por aí.
A mais recente aquisição foi o frigorífico de aves da Copagril, cooperativa de Marechal Cândido Rondon que, assim como a Lar, faz parte da Central Frimesa – que reúne ainda C.Vale, Copacol e Primato. As cooperativas produzem suínos e leite que são dirigidos para a Frimesa, que processa e vende para o mundo. Na avicultura é diferente. Cada cooperativa, exceto a Primato, tem seus frigoríficos de aves e produtores rurais integrados. O que a Lar fez agora foi assumir o frigorífico da Copagril, que estava com a capacidade de produção estagnada em 170 mil aves por dia, cinco dias por semana, há vários anos.
Com a demanda reprimida na região de Rondon, ou seja, avicultores querendo ampliar ou entrar na atividade, a Lar observou a oportunidade, diante de possíveis dificuldades na administração do setor avícola da cooperativa rondonense.
A Lar Cooperativa Agroindustrial assumiu as operações da planta em Marechal Rondon em 04 de janeiro. Além disso, a transação de R$ 410 milhões incluiu a compra da fábrica de rações da Copagril, em Entre Rios do Oeste, e toda a frota logística, como caminhões e carros para assistência técnica, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios e contratos de produção avícola com parceiros integrados. A negociação foi finalizada em novembro do ano passado depois de mais de um ano de conversas entre as partes. A aquisição de ativos da Copagril pela Lar foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme publicado no Diário Oficial da União no dia 29 de dezembro de 2020.
A transmissão de comando do setor avícola da Copagril para a Lar contou com a presença dos presidentes da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, diretores das duas cooperativas, prefeitos e lideranças. O evento foi restrito a poucas pessoas devido às normas de prevenção à Covid-19.
Em entrevista exclusiva ao jornal O Presente Rural, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, destaca que em pouco mais de 20 anos, a avicultura mudou os rumos da cooperativa e da região Oeste do Paraná, demonstra ousadia para ampliar ainda mais o número de abates neste ano e ultrapassar 1 milhão de abates diários em 2022.
“Desde que assumi a gestão da Lar sempre me preocupei em buscar oportunidades de renda para os pequenos produtores rurais, tendo em vista que sou filho de pequenos produtores, meus irmãos são pequenos produtores, e conheço bem essa luta do pequeno produtor que precisa de renda para ter mais qualidade de vida.
Tentamos novas atividades como ampliar a suinocultura, atividade leiteira, ovos de postura comercial (no passado era um volume muito tímido), e também fomos industrializar mandioca e produzir hortigranjeiros. Quando implantamos o projeto de frangos vimos que a vocação natural do nosso produtor é a agricultura, e a diversificação que eles gostam para ter mais renda não temos dúvida que é a pecuária. Suínos, ovos, leite e frango, sendo que frango de corte foi o que apaixonou a todos, uma atividade de ciclo rápido e que converte ração em carne, proporcionando maior agregação de valor.
Nossa região era exportadora de soja e milho, e hoje é importadora de grãos para produzir mais rações. O que gera muito mais valor para a região, gera mais impostos para o Estado e municípios, além de gerar muito emprego. Na avicultura, para cada emprego gerado em indústria de frango, gera-se outros 17 empregos indiretos. Uma atividade que traz uma riqueza muito grande para a região”, cita o presidente.
Além da aquisição, a Lar vai investir R$ 60 milhões nas plantas industriais de abate e de rações. “Existe aqui um represamento de pessoas que querem produzir mais frango, como também produtores que desejam entrar na atividade e a Lar tem essa capacidade imediata de produzir mais frango sem ampliar. Com alguns investimentos nesta planta nós vamos poder abater mais, aos sábados, e elevar em pelo menos 20% a capacidade do frigorífico. Para isso, Rodrigues diz que deve investir R$ 20 milhões para resolver o problema de escassez de água na indústria. “O projeto para a captação de água está pronto e aprovado pelos órgãos ambientais. Estamos colocando em prática”, destaca. De acordo com Rodrigues, parte do abastecimento de água da indústria era feita por caminhões, com pouca eficiência e altos custos. “Vamos eliminar o problema da falta de água e ampliar a produção”, projeta. “Com isso, vamos gerar mais 400 postos de trabalho”, destaca. Atualmente, a Lar abate 155 mil frangos por dia na planta de Rondon. A redução do abate, de acordo com Rodrigues, é para ajustar-se ao mercado e ter mais lucratividade, mas é momentânea.
Para ampliar a produção em Rondon, até o fim deste ano a Lar vai precisar de 50 novos aviários. “Atualmente estamos abatendo 155 mil aves/dia, uma redução para se obter a melhor rentabilidade da indústria. Temos alguns gargalos pequenos para equacionar e retomar a capacidade. A capacidade plena de abate desta planta é 175 mil aves/dia, o planejamento para 2021 é abater aos sábados no segundo semestre, o que já representará uma ampliação de abate na ordem de 18%, que consequentemente ampliará o número de empregos em aproximadamente 400 novas vagas. Esta planta tem atualmente 386 aviários integrados no sistema. Para atender a demanda deste ano vamos precisar de mais 50 aviários”, menciona o presidente.
Em quatro anos, o abate da planta pode ser duplicado, para quase 350 mil frangos ao dia. “A Lar tem investimentos sendo feitos nas plantas de abate de Matelândia e Cascavel e estudos de ampliar a planta de Marechal Cândido Rondon, onde temos possibilidade de oportunizar mais aviários, possibilitando até 2024 dobrar a integração dentro do projeto se houver produtores interessados na atividade”, acentua o cooperativista.
Rodrigues disse que a intenção é fazer isso no curto prazo. “Se eventualmente houver frango em excesso aqui, no começo podemos abater em Cascavel ou Matelândia até ampliar aqui. É um pouco da história do ovo e da galinha, o que vem primeiro? Não adianta aumentar a capacidade da planta se ainda não tem frango no campo, então a produção de frango é a primeira a começar para a partir de então ampliar a indústria”, pondera.
Fábrica de rações
Outros R$ 40 milhões serão destinados para a fábrica de rações em Entre Rios do Oeste para acabar com o problema da escassez de ração entre produtores. A indústria passou a ser dedicada, ou seja, exclusiva para produzir ração para frango, atendendo os mais modernos princípios de segurança sanitária. Duas peletizadoras serão instaladas para produzir a ração peletizada. Antes da compra, a indústria produzia somente ração farelada. “A ração peletizada dá mais eficiência na conversão alimentar. Vamos colocar duas peletizadoras importadas em Entre Rios do Oeste para no curto prazo termos a farelada e a peletizada também”, detalhou, informando que os equipamentos seriam entregues em Medianeira, onde a empresa investe mais R$ 350 milhões em um complexo (veja mais abaixo), mas haverá remanejamento para Entre Rios do Oeste.
Parte do investimento vai ser para ampliar a capacidade energética da planta. “É algo que já vem sendo trabalhado e nos parece que pelo mês de abril ou maio a subestação estaria reforçada. Aí, cabe à Lar puxar uma linha com maior potência para poder rodar essa indústria. Nossa expectativa é de que em torno de meio ano possamos ter essa indústria em condições de produzir mais ração”, pontua.
Rolândia
Em Rolândia, o arrendamento para operar o complexo industrial da Frango Granjeiro aconteceu em agosto de 2020. O contrato prevê compromisso futuro de compra e incorporação da frota de veículos leves e pesados da empresa. O frigorífico passou a operar com 1,9 mil empregos diretos – 320 funcionários novos, e capacidade de abate em 175 aves/dia. Uma fábrica de rações com capacidade de produzir 19 mil toneladas/mês e uma unidade de recepção e beneficiamento de grãos com capacidade de 16,8 mil toneladas também entraram no negócio.
A Lar assumiu ainda 317 aviários, envolvendo 270 avicultores, em 41 municípios na região Noroeste, e até o fim do ano vai precisar aumentar em 50 aviários para começar, também, a produzir aos sábados. “Em Matelândia abatemos sete dias por semana. Em Cascavel já abatemos em seis dias e queremos chegar ao sétimo. Além de Marechal, também em Rolândia vamos buscar os seis dias e vamos precisar de mais 50 aviários”, destaca o cooperativista.
A localização da indústria é estratégica para a cooperativa, pois está a 15 quilômetros da ferrovia, o que reduz o custo de transporte em direção ao Porto de Paranaguá. A unidade também viabilizou o atendimento mais agudo ao mercado do Norte do Paraná e cidades do interior de São Paulo. Atualmente a Lar tem quase 2,5 mil aviários de corte localizados no Oeste e Noroeste do Paraná para atender suas quatro indústrias.
Cobrança
Na entrevista exclusiva, Rodrigues destacou que a região Oeste precisa cobrar investimentos do setor público, como estradas e acesso à energia. “Queremos ter mais unidades para produzir ovos férteis, serão construídos mais aviários, abatidas mais aves, o que vai gerar mais empregos, aumentar o faturamento e arrecadar mais impostos. Devemos concluir o ano abatendo 980 mil aves/dia, e em 2022 nosso abate deverá superar 1 milhão de aves/dia. Mas para isso é preciso cobrar das autoridades investimentos na região, para que não só a lar, mas toda os setores produtivos se tornem mais competitivos”, acentua. “A Lar deu passos decisivos nos últimos dois anos e isto estava previsto no nosso planejamento estratégico. Nos dois próximos anos o foco estará em extrair o melhor resultado. É claro que, sem perder a qualidade do atendimento aos nossos associados, agora com integrados de frangos de corte ampliados e com uma relação muito próxima com nosso quadro de funcionários e com as lideranças regionais. O Oeste do Paraná precisa ser melhor reconhecido e receber obras estruturantes na região, como por exemplo energia trifásica e rodovias estaduais com acostamento e terceiras pistas. Inclusive em parceria com os prefeitos precisamos sensibilizar o Governo do Estado e a Itaipu Binacional, pois as estradas municipais precisam de mais estrutura em função da produção que está ampliando muito, consequentemente um trânsito de caminhões que está ficando mais intenso. Precisamos também trabalhar com os prefeitos para que eles possam dar um incentivo aos produtores que queiram ampliar as suas atividades pecuárias, não apenas para integrados da Lar, pois todos precisam de estradas”, acentua.
R$ 350 milhões
A Lar também está investindo pesado em Medianeira, onde fica a sua sede. A obra, que iniciou ano passado e termina em 2024, contemplará três modernas indústrias de rações (matrizes/ frangos de corte/premix vitaminados), recepção e secagem de grãos, além de um posto de combustíveis. O projeto está sendo construído às margens da BR-277, em terreno de 26 hectares. Serão mais de 50 mil metros quadrados de área construída. O novo complexo industrial irá gerar 450 empregos diretos e contribuir para o suprimento da expansão pecuária da Lar. Com o investimento, passará das atuais cinco fábricas de rações para oito.
Outras atividades
A Lar também tem várias outras atividades. A produção própria de leitões da Lar começou em 1988, com a criação da primeira Unidade Produtora de Matrizes. Hoje, são 30 mil matrizes que geram cerca de 700 mil leitões por ano. Os animais são destinados para abate na Central Frimesa. O sistema de produção de ovos Lar entrega 27 milhões de ovos por mês ao mercado interno, com a participação de aproximadamente 100 produtores. Já no leite, são mais de 60 mil litros todos os dias, com a industrialização também apoiada na Central Frimesa.
Em Mato Grosso do Sul, a Lar tem mais de 20 unidades de recebimento de grãos. Além disso, atua no Paraguai, recebendo e beneficiando grãos há 25 anos.
09/09/99
“Começamos abatendo 70 mil aves por dia em 09 do 09 (setembro) de 1999. Hoje somos a quarta maior do Brasil, estamos presentes em 81 países”, orgulha-se Irineo da Costa Rodrigues.
Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



