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Imunidade materna é indispensável na proteção contra Gumboro

Na hora de elaborar um calendário de vacinação precisamos conhecer sobre tipos de imunidade e como estes atuam frente aos diferentes desafios

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Eva Hunka, MSc em Medicina Veterinária Preventiva e gerente de Negócios Biológicos da Phibro Animal Health

A imunidade materna é crucial na proteção dos primeiros dias do pintinho, e quando falamos em Doença de Gumboro é ainda mais importante, pois mesmo utilizando as vacinas mais precoces, a imunidade ativa contra o IBDV só protegerá o pintinho cerca de 14 dias após a vacinação.

O período entre a queda dos anticorpos maternos e o início da proteção ativa é conhecido como “Janela Imunológica” ou “Janela de vulnerabilidade”, e estreitar ao máximo este período é o principal desafio das vacinas contra a Doença de Gumboro.

Na hora de elaborar um calendário de vacinação precisamos conhecer um pouco sobre os tipos de imunidade e também como estes atuam frente aos diferentes desafios. Este comportamento interfere diretamente na eficiência do programa vacinal. Lembrando que os objetivos da vacinação podem variar de acordo com a aptidão do animal bem como o ciclo de vida desta ave.

A imunidade passiva é aquela adquirida durante a passagem dos anticorpos maternos da galinha reprodutora para o pintinho durante o seu desenvolvimento. É uma imunidade de curta duração, podendo variar de 1 a 3 semanas, de acordo com a quantidade de anticorpos transmitida verticalmente, já que a capacidade de transmissão de anticorpos não é igual.

Para elevar esta taxa de transmissão, a vacinação de reprodutoras é elaborada de modo a elevar e quantidade e a qualidade destes anticorpos, principalmente no caso das doenças que são altamente dependentes destes, como Gumboro, Reovirose e Anemia Infecciosa, por exemplo.

Quando falamos de vacinação de aves de ciclo longo, vale lembrar que tão importante quanto o produto é o processo vacinal. As vacinas, que são utilizadas com o objetivo de elevar o nível de anticorpos que serão transmitidos aos pintinhos, são, via de regra, administradas individualmente pela via intramuscular ou até mesmo subcutânea. Este processo sofre muita interferência humana, e é comum erros como, injeção parcial, local de aplicação ou, até mesmo, aves que recebem a injeção a partir de frascos vazios. Isto provoca uma variação grande na resposta individual, dificultando ainda o gerenciamento destes títulos maternos.

A imunidade passiva interfere no desenvolvimento da imunidade ativa, já que devemos vacinar as aves jovens levando em consideração os diferentes fatores para determinar o melhor momento da aplicação. Estes fatores são: quantidade e velocidade de queda dos níveis de anticorpos, uniformidade do lote, desafio de campo, via de administração e tipo de vacina. Lembrando que a imunidade passiva pode impedir a replicação das vacinas vivas e causar falhas nos programas vacinais.

Existem vacinas no mercado que usam estes anticorpos a seu favor e se adaptam à cinética dos mesmos, atuando de maneira diferenciada em cada indivíduo, diminuindo, assim, a janela de vulnerabilidade imunológica, como é o caso das vacinas de complexo imune e, mais recentemente, algumas vacinas vivas se utilizam dos anticorpos maternos para formar estes complexos naturalmente. Neste último caso, temos uma resposta ainda mais precoce, cerca de 4 dias antes das vacinas de imunocomplexo.

Quando ocorre um desafio de campo ou mesmo quando o animal recebe uma vacina, temos o início da imunidade ativa. Esta promove o desenvolvimento não só de anticorpos, como também da imunidade celular, que irá proteger as aves contra doenças.

Vacinas vivas ou inativadas estimulam uma resposta específica nas aves. Estes agentes possuem proteínas conhecidas como antígenos, que são reconhecidas pelo animal como substâncias estranhas. De uma forma simplista, é neste momento que se inicia a resposta imune, onde os macrófagos trabalham para eliminar o agente do corpo do animal. Estes enviam sinais para que os linfócitos (B e T) se multipliquem e produzam uma resposta específica. Esta resposta está dirigida pelas linfocinas (interleucinas e interferons). No final acontece a produção de anticorpos específicos e a indução da imunidade celular contra este antígeno.

As células de memória têm a capacidade de reconhecer os antígenos e apresentar uma resposta rápida e amplificada, caso a ave seja exposta novamente ao agente. Para algumas enfermidades, a combinação de vacinas vivas e inativadas promove um aumento geral no nível de anticorpos, para outras, o uso de vacinas vivas, que estimulam a produção da imunidade celular e também da imunidade local são mais eficientes.

No caso dos frangos de corte, aves com ciclo de vida muito curto, a precocidade na resposta vacinal é determinante para uma proteção adequada, principalmente quando se trata de proteção contra doença de Gumboro, onde a colonização da Bursa por uma cepa vacinal colabora para a vacinação não apenas da ave, mas para uma imunização do ambiente. Quando optamos por cepas que formam o imunocomplexo natural, podemos nos beneficiar dos anticorpos maternais de maneira eficaz e antecipar a resposta imunológica, e consequente colonização da Bursa em até 4 dias.

Saber administrar os níveis de anticorpos maternos e usar isso na hora de definir os programas vacinais, além de melhorar o desempenho das vacinas, pode trazer diferenciais no controle dos agentes infecciosos a campo.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Segundo ABPA

Ásia, África e Europa mantém alta das exportações de carne de frango em 2020

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a Ásia importou 1,635 milhão de toneladas nos 12 meses de 2020

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Arquivo/OP Rural

As vendas de carne de frango para mercados da Ásia, da África e da Europa mantiveram a alta das exportações brasileiras no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a Ásia importou 1,635 milhão de toneladas nos 12 meses de 2020, resultado 5,8% superior ao registrado no mesmo período de 2019. Principal destino das exportações brasileiras (destaque entre os maiores destinos) (com 16,3% do total), a China importou 673,2 mil toneladas (+15%). Outros destaques da região, Singapura e Vietnã importaram, respectivamente, 124,2 mil toneladas (+27%) e 53,1 mil toneladas (+105%).

Já para a África foram destinadas 555,7 mil toneladas ao longo do ano, resultado 5,1% maior em relação a 2019. Um dos destaques foi o Egito, com 58,7 mil toneladas (+15%).

Para a União Europeia (sexto principal destino das exportações brasileiras, considerada como um único mercado) foram exportadas 252,2 mil toneladas em 2020, volume 1% superior ao realizado no mesmo período de 2019.

Já para os países Extra-UE foram embarcadas no ano passado 120,3 mil toneladas, número 10,1% maior em relação ao efetivado no mesmo período de 2019. A Rússia é o destaque da região, com 83,9 mil toneladas (+30%).

Para os países do Oriente Médio foram exportadas 1,335 milhão de toneladas nos 12 meses de 2020, número 5,7% menor em relação ao mesmo período de 2019. O Iêmen e a Jordânia importaram, respectivamente, 112,4 mil toneladas (+6,1%) e 56,8 mil toneladas (+18,9%).

Por fim, para os países da América foram embarcadas 225,1 mil toneladas em 2020, número 15,5% menor em relação ao efetivado no ano interior.

“Os bons resultados na maior parte das regiões importadoras de carne de frango mostram a forte capilaridade das exportações brasileiras e reforçam as boas expectativas para os embarques em 2021, com a recuperação dos níveis de importações, em especial, para os principais destinos do Oriente Médio, que registraram melhora nos níveis das importações no último bimestre de 2020”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Conforme já divulgado pela associação na primeira semana de janeiro, as exportações brasileiras de carne de frango encerraram o ano de 2020 com alta de 0,4% em relação ao ano anterior, com total de 4,23 milhões de toneladas. Segundo a ABPA, ocorreram 67 novas habilitações de plantas exportadoras de carne de frango em 2020, para países como Coreia do Sul, Filipinas, Egito, Bolívia, Peru, Singapura, Vietnã, África do Sul, Japão e Canadá.

Fonte: Assessoria ABPA
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Avicultura Segundo Cepea

Competitividade da carne de frango pode seguir elevada em 2021

Expectativa é de que a diferença entre os preços da proteína avícola e os das carcaças bovina e suína continue elevada

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Divulgação/ABPA

Em 2020, a competitividade da carne de frango bateu recorde, e, para 2021, a expectativa é de que a diferença entre os preços da proteína avícola e os das carcaças bovina e suína continue elevada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a retomada do crescimento econômico tende a ocorrer de forma gradual, e, com isso, o poder de compra dos consumidores deve continuar enfraquecido, o que, por sua vez, pode favorecer as vendas de carne de origem avícola, que é negociada a valores mais baixos que os das concorrentes.

Quanto às vendas externas, apesar do empenho da China (maior comprador da carne brasileira) de aumentar a produção interna de frango, em 2021, as exportações brasileiras para esse destino devem continuar crescentes.

Além disso, espera-se que outros países também elevem as aquisições, como é o caso do Japão, o terceiro maior parceiro comercial do Brasil nesse segmento.

Fonte: Cepea
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Avicultura Cooperativismo

Lar assume unidade de aves e fábrica de rações e anuncia investimento de R$ 60 milhões

Abate pode ser estendido aos sábados com ampliação de 20% na capacidade atual, gerando 400 novos empregos

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Divulgação/Copagril

A Lar Cooperativa Agroindustrial, com sede em Medianeira, assumiu na manhã de segunda-feira (04) o comando da unidade industrial de aves da Copagril, instalada em Marechal Cândido Rondon, e da fábrica de rações, no município de Entre Rios do Oeste, no Paraná. A unidade de aves e a fábrica de rações antes pertencentes à cooperativa agroindustrial rondonense foram vendidas em novembro do ano passado à Lar, após um projeto de intercooperação entre ambas as cooperativas.

 O ato de transmissão de comando contou com a presença dos diretores presidentes da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, demais diretores das duas cooperativas, prefeitos e lideranças. O evento, restrito a poucas pessoas devido às normas de prevenção à Covid-19, aconteceu no mais novo frigorífico da Lar.

Com mais esta planta, a Lar passa a abater aves em quatro unidades: Matelândia, Cascavel, Rolândia e Marechal Rondon. As 925 mil aves abatidas ao dia fazem a Lar ocupar o 4º lugar no abate de frangos no Brasil, atrás da BRF, JBS e Aurora.

A aquisição de ativos da Copagril pela Lar foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme publicado no Diário Oficial da União no último dia 29. A aquisição também contempla máquinas, equipamentos, móveis e utensílios, contratos de produção avícola com parceiros integrados, bem como a unidade industrial de abate de aves e a unidade industrial de rações. O valor da operação não foi divulgado pelo Cade, mas, de acordo com informações da Lar, foi na ordem de R$ 410 milhões.

Investimento

O diretor-presidente da Lar anunciou durante a solenidade R$ 60 milhões de investimento nas duas plantas industriais. “Sabendo da enorme responsabilidade, nós já nascemos aqui com 2.150 funcionários. Certamente estamos entre as empresas que mais empregam nesta cidade e agora com tudo organizado e uma transição feita da melhor forma. Deixo o reconhecimento à Copagril, pois em um ano e meio de conversações chegamos à intercooperação. Lar e Copagril farão juntas muitas atividades”, destacou.

Segundo Rodrigues, na avicultura o aumento de aviários e de integrados sempre terá o entendimento entre as duas cooperativas. Ele salientou que o quadro de funcionários da Copagril permanece. “Mantém e amplia, pois o que a Lar mais precisa é gente para trabalhar. Somos a cooperativa que mais emprega no Brasil. Temos 20.700 funcionários a partir de segunda e precisamos de todos, porque são pessoas que foram treinadas e escolhidas pela Copagril”, enalteceu.

“Existe aqui um represamento de pessoas que querem produzir mais frango, como também produtores que desejam entrar na atividade e a Lar tem essa capacidade imediata de produzir mais frango sem ampliar aqui. Diríamos que com alguns investimentos nessa planta nós vamos poder abater mais, quem sabe até aos sábados, o que em Matelândia e Cascavel já acontece. Vamos dar atenção à área de frios para produzir mais e estocar, além da necessidade de resolver o gargalo de água, o que gera um investimento inicial de R$ 20 milhões. Outra questão é que se abatermos aos sábados aumentaremos em 20% a capacidade de abate, então precisaremos mais 20% de frango e mais 400 funcionários, e isso está nos planos da Lar”, ressaltou.

Rodrigues disse que a intenção é fazer isso no curto prazo. “Se eventualmente houver frango em excesso aqui, no começo podemos abater em Cascavel ou Matelândia até ampliar aqui. É um pouco da história do ovo e da galinha, o que vem primeiro? Não adianta aumentar a capacidade da planta se ainda não tem frango no campo, então a produção de frango é a primeira a começar para a partir de então ampliar a indústria”, salientou, revelando que o objetivo futuro é dobrar o abate de aves, que hoje é de 170 mil ao dia.

Fábrica de rações

No que tange à fábrica de rações em Entre Rios do Oeste, o diretor-presidente da Lar anunciou um investimento imediato de R$ 40 milhões. “A fábrica será exclusiva para frango, inclusive como se produz ração farelada e não peletizada vamos fazer com que a indústria de Entre Rios do Oeste produza ração farelada para toda a Lar na fase inicial e a ração peletizada vamos trazer de Santa Helena ou Medianeira. A ração peletizada dá mais eficiência na conversão alimentar, depois vamos colocar duas peletizadoras importadas em Entre Rios do Oeste para no curto prazo termos a farelada e a peletizada também”, detalhou, informando que os equipamentos seriam entregues em Medianeira, mas haverá remanejamento para Entre Rios do Oeste.

Ele comentou que no momento há deficiência de energia elétrica para a indústria de rações de Entre Rios do Oeste. “É algo que já vem sendo trabalhado e nos parece que pelo mês de abril ou maio a subestação estaria reforçada. Aí, cabe à Lar puxar uma linha com maior potência para poder rodar essa indústria. Nossa expectativa é de que a médio prazo, em torno de meio ano, possamos ter essa indústria em condições de produzir mais ração”, pontuou.

Receptividade

Rodrigues assegura que os prefeitos da microrregião acolheram muito bem a intercooperação entre e Lar e Copagril, mas enaltece que a parceria é exclusivamente na atividade avícola. “No começo acredito que foi uma surpresa para todos, por ser um negócio que vinha sendo tratado há um ano e meio entre as diretorias das duas cooperativas. Uma das partes do negócio era o acordo de confidencialidade porque o mercado precisa receber a notícia quando ela vai efetivamente acontecer, e não a expectativa de notícia. Quando os prefeitos souberam nós fomos procurá-los. Em algumas cidades houve mudança de comando, em outras não”, mencionou.

No que se refere aos associados, o diretor-presidente da Lar reforçou que os associados da Copagril permanecem trabalhando com a cooperativa rondonense, enquanto outros podem entrar como Lar. “Não há nenhuma dificuldade nos produtores ingressarem como Copagril, modelo utilizado pela Central Aurora com as suas filiadas. Buscamos este modelo de relação fiscal, com notas fiscais sem prejuízo para o associado Copagril”, explicou, ampliando: “As notas fiscais permanecem emitidas para Marechal Rondon e Entre Rios do Oeste. O Serviço de Inspeção Federal (SIF), Cade e outros registros necessários foram aprovados em tempo recorde. Queremos ter mais unidades para produzir ovos férteis, serão construídos mais aviários, abatidas mais aves, o que vai gerar mais empregos, aumentar o faturamento e arrecadar mais impostos que continuarão nos dois municípios”, evidenciou Rodrigues.

Copagril

O diretor-presidente da Copagril, por sua vez, destacou que a intercooperação com a Lar ocorre para o crescimento da atividade avícola. “A Copagril vai crescer em todas as outras atividades. Há projeção, investimentos e melhorias para este e aos próximos anos. A intercooperação com a Lar vai proporcionar oportunidades em outras atividades”, projeta.

Segundo Chapla, há um frigorífico em Toledo que abate filé de tilápia e a intenção é ampliar o leque de atividades. “A microrregião tem potencial para isso. Trabalhamos, temos conversas há muito tempo com duas cooperativas que estão muito bem estruturadas na área de peixes e não descartamos parceria nos próximos meses para incrementar essa atividade na nossa área de atuação”, declarou.

Ele disse que nos primeiros dias devem ocorrer ajustes na indústria de esmagamento de soja comprada em leilão para, quem sabe, ser colocada em funcionamento em quatro meses. “Será um ano de muitos ajustes e melhorias, com investimento expressivo nessa indústria. Na área de grãos teremos ampliação em várias unidades. Projetamos grandes investimentos na suinocultura e na atividade de leite, das quais nunca nos descuidamos. Temos capacidade e trabalharemo para gerar aos associados mais oportunidades e fontes de renda. Na avicultura podemos até dobrar produção e abate de frango que nossa coirmã Lar se compromete em absorver a produção dos avicultores associados da Copagril”, finalizou.

Fonte: O Presente
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CONBRASUL/ASGAV

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