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Frimesa cria estratégias para contratar e reter milhares de novos trabalhadores
A empresa inaugurou recentemente um dos maiores frigoríficos de suínos da América Latina em Assis Chateaubriand, PR, com projeção de abate de 15 mil suínos/dia até 2028

Com uma trajetória de 45 anos no mercado brasileiro de alimentos, a Frimesa Cooperativa Central é reconhecida por sua expertise na industrialização de carne suína e derivados de leite, oferecendo uma gama de produtos de valor agregado ao mercado nacional e internacional. Composta pela união entre as cooperativas agroindustriais Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato, a Frimesa exerce um impacto significativo no mercado de trabalho. Suas operações abrangem diversas unidades, incluindo um frigorífico em Medianeira, PR, uma fábrica de queijos e um frigorífico em Marechal Cândido Rondon, PR, e uma unidade fabril de produtos refrigerados em Matelândia, PR. Essas instalações combinadas geram mais de nove mil empregos diretos e envolvem outras 20 mil pessoas em toda a cadeia produtiva, proporcionando valiosas oportunidades de trabalho para a região Oeste do Paraná.
Mil funcionários de uma só vez

Gerente de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo: “A Frimesa também oferece subsídios para cursos de graduação e pós-graduação, para que tenhamos sempre profissionais qualificados e preparados para as nossas demandas”
Neste contexto, a Frimesa inaugurou recentemente um dos maiores frigoríficos de suínos da América Latina em Assis Chateaubriand, PR, com projeção de abate de 15 mil suínos/dia até 2028. Diante da necessidade de contratar mais de mil funcionários na etapa inicial da produção, a cooperativa desenvolveu estratégias e processos de seleção para garantir a contratação de profissionais qualificados, estabelecendo parcerias com a Agência do Trabalhador de Assis Chateaubriand e outras cidades vizinhas, que já possuem um banco de currículos cadastrados. “Essa colaboração facilitou o processo de recrutamento, pois permitiu acessar uma base de currículos já cadastrados”, afirma a gerente de Gestão de Pessoas da Frimesa, Elisa Fredo.
Além disso, a cooperativa adquiriu uma plataforma de admissão 100% digital, na qual os candidatos preenchem todas as informações de inscrição e anexam documentos por meio de um aplicativo, utilizando assinatura eletrônica. “Essa abordagem agiliza o processo e evita que os candidatos tenham que se deslocar até a Frimesa durante as diversas etapas de recrutamento. Para facilitar o deslocamento dos colaboradores, a Frimesa também disponibiliza transporte”, ressalta Elisa.
De acordo com ela, a primeira etapa de contratação em Assis Chateaubriand foi concluída com relativa facilidade graças à demanda reprimida de pessoas previamente cadastradas, bem como do aproveitamento de trabalhadores da construção civil que ajudaram na obra da unidade frigorífica e parcialmente migraram para a indústria. No fim de maio, o frigorífico em Assis Chateaubriand já contava com aproximadamente mil funcionários.

Diretor presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “A capacitação e atualização constantes dos profissionais são fundamentais para acompanhar as mudanças tecnológicas e atender às necessidades do mercado”
A unidade entrou em operação em meados de março e até final de junho a estimativa é a unidade esteja abatendo cinco mil cabeças/dia. Para isso, as cooperativas filiadas à Frimesa possuem um plano de expansão gradual, com um cronograma para aumentar a produção. “Algumas cooperativas estão construindo granjas para a produção de leitões desmamados, enquanto outras estão investindo em iniciadores e produtores, contribuindo para além de aumentar a oferta também gerar mais empregos no campo. Com isso, até dezembro, teremos capacidade para processar 7,5 mil cabeças por dia de suínos terminados. Essa é a meta que pretendíamos alcançar na primeira etapa, que, inicialmente, estava prevista para 2025. Estamos antecipando em dois anos o cumprimento da primeira fase, que corresponde a 50% da capacidade da unidade”, destaca o presidente da Frimesa, Elias José Zydek.
Parceria
À medida que o frigorífico alcançar sua capacidade total em 2032, estima-se que a Frimesa irá gerar cerca de 8,5 mil empregos diretos somente na unidade. Para lidar com essa demanda de mão-de-obra ao longo dos próximos anos, a cooperativa estabeleceu uma parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Assis Chateaubriand, com o objetivo de oferecer cursos de aprendizagem aos jovens, que inicialmente serão contratados pela Frimesa como jovens aprendizes e, posteriormente, poderão ser efetivados em diferentes setores, com foco especial na área de manutenção, onde receberão qualificação.
Além disso, a cooperativa planeja contratar estagiários do IFPR, principalmente em áreas técnicas. “Para garantir que os colaboradores estejam sempre qualificados e preparados para as demandas, serão disponibilizados programas de qualificação industrial, inovação, liderança, entre outros, de forma continuada. Também serão oferecidos subsídios para cursos de graduação e pós-graduação, para que tenhamos sempre profissionais qualificados e preparados para as nossas demandas”, pontua a gerente de Gestão de Pessoas.
O superintendente da Divisão Administrativa da Frimesa, Paulo Frandoloso, destaca que, além disso, a cooperativa está colaborando com o plano de expansão e mobilidade do município chateaubriandense, que inclui a implantação de diversos serviços e a construção de moradias. “Essas iniciativas são importantes para atender às necessidades de habitação e atividades sociais decorrentes do aumento da população em Assis Chateaubriand. Já existem iniciativas privadas de lançamento de loteamentos próximos à cidade para suprir a demanda por moradia, o que facilitará e aumentará a migração de pessoas para o município pelas oportunidades de emprego oferecidas pela cooperativa. São iniciativas importantes para atração e retenção dos colaboradores”, enaltece Frandoloso.
Segundo Elisa, haverá um escalonamento de produção progressiva ano após ano e a necessidade de trabalhadores vai acompanhar essa evolução. “Haverá momentos de maior demanda por mão-de-obra, especialmente com a abertura de novos turnos, mas isso está sendo planejado para suprir essa necessidade”, menciona, contando que para ampliar a oferta de trabalhadores, a cooperativa também busca profissionais na microrregião e em municípios no entorno a Assis Chateaubriand, ação essa já realizada nas demais plantas industriais da Frimesa.
Empregos indiretos
Além dos empregos diretos, o frigorífico terá um impacto significativo na região de Assis Chateaubriand, gerando aproximadamente 7,5 mil empregos indiretos. “A Frimesa está empenhada em colaborar com a comunidade local e as autoridades para maximizar os benefícios socioeconômicos dessa expansão, por isso vamos implementar diversas ações sociais, ambientais e educacionais ao longo do tempo, visando beneficiar diretamente a comunidade. Além disso, estão sendo estabelecidos programas de capacitação, em parceria com instituições locais, para preparar a mão-de-obra local e garantir que estejam aptos a aproveitar as oportunidades de emprego geradas pela cooperativa”, adianta Elisa.
A Frimesa também está engajada em participar de reuniões e discussões junto à comunidade local a fim de compreender e atender as demandas do município e da região no seu entorno. “Isso inclui também ouvir os produtores de suínos associados às cooperativas filiadas à central, bem como os motoristas terceirizados envolvidos na logística e distribuição”, expõe Frandoloso, acrescentando: “Essas iniciativas demonstram o compromisso da Frimesa em promover o desenvolvimento socioeconômico local, proporcionando melhores condições de vida e oportunidades de crescimento para a comunidade envolvida”.
Novas contratações
A produção em uma agroindústria como um frigorífico abrange diversas fases e áreas de atuação. Para atender a demanda de funcionários em cada uma dessas etapas, Elisa diz que a cooperativa vai realizar as contratações de forma proporcional às necessidades de cada etapa do processo. “A Frimesa já consolidou a primeira fase, que envolve o suprimento de matéria-prima através dos cooperados. A segunda fase, que inclui o abate, já está em andamento, seguido pelos cortes e industrialização”, informa.
Automação
Como parte de sua estratégia de modernização, a Frimesa adota a automação em suas operações, incluindo o processo de abate, cortes, estocagem e industrialização. Essa incorporação de robôs e tecnologia visa reduzir a dependência de mão-de-obra e melhorar a ergonomia dos processos.
Com a automação, Elisa destaca que se espera alcançar benefícios significativos em termos de eficiência, produtividade e qualidade dos produtos. “Além de otimizar as tarefas, a introdução de processos tecnológicos e a redução da necessidade de mão-de-obra ajudam a aumentar a eficiência operacional. Isso resulta em maior produtividade e agilidade na produção, além de garantir padrões consistentes de qualidade nos produtos finais. A planta da unidade de Assis foi projetada com essa visão em mente, incorporando automação e processos tecnológicos para alcançar esses benefícios”, salienta a gerente de Gestão de Pessoas.
Desenvolvimento profissional
A Frimesa também investe no desenvolvimento profissional e na capacitação de seus funcionários. Dispõe de diversos programas para impulsionar o crescimento e aperfeiçoamento dos trabalhadores como o Programa Conquistar, que oferece oportunidades de início de carreira por meio de projetos como do Jovem Aprendiz, estágio e trainee. Além disso, a cooperativa subsidia a educação formal dos funcionários por meio do projeto de Educação Continuada, que inclui cursos de graduação e pós-graduação.
Internamente, são desenvolvidos programas de qualificação em áreas como metalmecânica, alimentos e tecnologia da informação, preparando os colaboradores para enfrentar os desafios específicos de cada setor. O Programa Crescer, através da Escola de Formação, junto com os projetos de Recrutamento Interno e Germinando Talentos, impulsiona o crescimento profissional e pessoal dos funcionários, proporcionando o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para a ascensão na carreira. “Essas iniciativas são estratégias poderosas para promover o crescimento e o aprimoramento contínuo dos colaboradores, assegurando que eles estejam preparados para enfrentar os desafios do setor agropecuário e contribuam de forma significativa para o sucesso da cooperativa”, salienta Elisa.
Fortalecimento da cadeia produtiva
Conforme Zydek, o objetivo primordial do novo frigorífico é proporcionar o crescimento da produção de suínos dos produtores cooperados nas filiadas, promovendo a diversificação da renda e a agregação de valor na cadeia produtiva. Com essa nova unidade, a Frimesa passará da atual participação de 6% na produção brasileira de carne suína para 14% até 2030, estabelecendo-se como uma das quatro maiores operadoras do setor no país. Além disso, estima-se que o faturamento da empresa cresça de R$ 5,5 bilhões para R$ 12 bilhões neste período, contribuindo para sua consolidação como referência no setor agroindustrial.
O presidente evidencia que a Frimesa tem como compromisso incorporar os princípios de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental em todas as suas operações, incluindo o novo frigorífico e suas estratégias de contratação e produção. “O projeto Suíno Certificado, que abrange todo o sistema de produção de suínos, é baseado no conceito de sustentabilidade e envolve certificação e auditoria nas áreas de meio ambiente, sanidade, trabalho legal, bem-estar animal, gestão e rastreabilidade. Além disso, o frigorífico foi concebido com práticas sustentáveis, como a geração de biometano e CO2 a partir dos resíduos industriais, coleta de água da chuva, reuso de água, geração de energia solar e reflorestamento para biomassa. A utilização de equipamentos com baixo consumo de energia também é priorizada”, elenca Zydek.
Perspectivas promissoras
Diante do crescimento do setor agroindustrial e da busca crescente por alimentos de qualidade, o futuro do emprego nessa área apresenta perspectivas promissoras. Zydek pontua que existe um aumento na demanda por profissionais técnicos e operadores com conhecimentos em eletrônica, tecnologia da informação e análise de dados, uma vez que os processos estão se tornando cada vez mais robotizados e automatizados, exigindo habilidades técnicas específicas. Além disso, há espaço para crescimento de oportunidades na área de desenvolvimento de produtos e inovações nutricionais.
No entanto, o presidente da Frimesa afirma que um dos principais desafios está em garantir que as pessoas estejam continuamente preparadas, uma vez que a tecnologia avança rapidamente e as demandas dos consumidores estão em constante evolução. “A capacitação e atualização constantes dos profissionais são fundamentais para acompanhar as mudanças tecnológicas e atender as necessidades do mercado”, salienta.
Como fazer parte da Frimesa
Para os trabalhadores em potencial que desejam fazer parte da Frimesa e contribuir com o sucesso da cooperativa, Zydek ressalta que são oferecidas oportunidades para aqueles que buscam segurança e têm o desejo de crescer profissionalmente. “O DNA da Frimesa está expresso na sua cultura, que se baseia na cooperação, sustentabilidade, respeito às pessoas, governança transparente e na busca por fazer o que é certo. Ao ingressar na Frimesa, o profissional terá a chance de se juntar a uma equipe motivada e apaixonada pelo que faz. Valorizamos nossos colaboradores e oferecemos oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo, por meio de programas de capacitação, educação continuada e qualificação em diversas áreas. Além disso, proporcionamos um ambiente de trabalho seguro, colaborativo e inclusivo, onde todos têm a oportunidade de crescer e se destacar”, frisa.
Ao se juntar à Frimesa, Zydek destaca que o trabalhador estará fazendo parte de uma cooperativa que tem como missão fornecer alimentos de valor para as pessoas, um compromisso que guia as ações diárias da cooperativa.
A edição Especial de Cooperativismo de O Presente Rural pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

Notícias No Paraná
Porto de Paranaguá se firma como principal corredor de carnes do Brasil
TCP movimenta 11,5 milhões de toneladas em 2025, amplia participação no embarque de bovinos e frango e reforça papel estratégico no comércio exterior.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Paraná, atingiu em 2025 uma movimentação recorde de 11,5 milhões de toneladas de cargas. A soma do volume de exportações e importações, sem considerar o peso de contêineres, representa um crescimento de 7% frente às 10,8 milhões de toneladas registradas em 2024.
O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações, que chegaram a 8,290 milhões de toneladas de cargas, alta de 7%, enquanto as importações tiveram um aumento de 2%, totalizando um volume de 3,177 milhões de toneladas.
Os segmentos comerciais que mais tiveram destaque nas exportações ao longo do ano foram o de carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira (1,394 milhões de toneladas) papel e celulose (991 mil toneladas), e agronegócio (393 mil toneladas).

Nas importações, a liderança foi do segmento químico e petroquímico (619 mil toneladas), seguido do automotivo (544 mil toneladas), de eletrônicos e maquinários (333 mil toneladas), e de construção e infraestrutura (233 mil toneladas). “Em um cenário global mais complexo, por conta da imposição de cotas de importação e tarifas a produtos brasileiros, o TCP se demonstrou um eixo fundamental para a corrente de comércio do país. Com uma alta concentração de serviços marítimos e maior capacidade de transporte por navio, após a ampliação do calado operacional, encerramos 2025 com uma movimentação recorde, o que reflete a confiança do mercado em operar por Paranaguá”, explica Carolina Merkle Brown, gerente comercial de Armadores e de Inteligência de Mercado do TCP.
Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá já passou por três revisões, passando de 12,10 metros para 13,30 metros. O incremento da profundidade em 1,20 metros representa um aumento de capacidade de 960 TEUs cheios por navio.
O número de atracações no Terminal de Contêineres de Paranaguá teve um aumento de 3% em 2025, chegando a 1.019 navios. O TCP é o maior concentrador de linhas marítimas entre os terminais brasileiros, contando com 23 escalas semanais regulares de cobertura global (Ásia, Europa, Américas e África), além da Cabotagem.
Embarques de carne bovina têm nova máxima histórica

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostram que o Brasil exportou, em 2025, 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, uma alta de 20,9% em volume e que gerou uma receita de US$ 18,03 bilhões em receita total, alta de 40,1% em comparação com 2024.
No período, a TCP foi responsável pelo embarque de 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 53% em volume frente às 675 mil toneladas exportadas em 2024.
O crescimento do volume acima da média nacional representa um avanço do Terminal em participação de mercado, que passou de 23% para 29% entre 2024 e 2025. “O aumento da participação de mercado na exportação de carne bovina está diretamente relacionado ao aumento da confiança do mercado brasileiro na infraestrutura e na qualidade do atendimento oferecido pelo TCP para as indústrias exportadoras de carne. Com a maior área para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, o Terminal de Contêineres de Paranaguá se destaca como o maior corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil, convertendo clientes de Norte a Sul”, destaca Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento do TCP.
Parque para armazenagem de contêineres
Em 2024, o TCP inaugurou o maior parque para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, após a conclusão da obra que ampliou o número de tomadas no pátio de operações de 3.624 para 5.268. No ranking nacional, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui um número de tomadas 32% superior ao segundo colocado.
Atualmente, o TCP é o maior corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil, detendo uma participação de mercado de 39% no segmento.
Embarques de frango disparam no quarto trimestre

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Entre outubro e dezembro, o TCP embarcou 670 mil toneladas de carne de frango congelada, alta de 9% em comparação às 617 mil toneladas registradas no mesmo período de 2024. O resultado demonstra uma retomada nos embarques de carne de frango após um ano desafiador para as indústrias exportadoras.
Com a identificação de um foco de Influenza aviária em uma granja no município de Montenegro (RS), em maio, diversos compradores suspenderam temporariamente as importações do produto brasileiro, gerando impacto nos embarques. “Com a resolução rápida do caso e o Brasil se declarando livre de gripe aviária em junho, após 28 dias sem registrar novos casos, as restrições aos embarques foram gradativamente removidas. Com isso, o TCP alcançou um volume recorde na exportação de carne de frango no quarto trimestre e teve o melhor mês da série histórica em dezembro” comenta Guidolim.
De acordo com os dados levantados pelas Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apenas no mês de dezembro, o Brasil exportou 510,8 mil toneladas de frango, o que representou uma alta de 13,9% frente ao desempenho do mesmo mês no ano anterior, gerando uma receita total de US$ 947,7 milhões.
No mesmo mês, o TCP registrou um novo recorde mensal para o embarque de carnes de frango, sendo responsável pela exportação de

Foto: Jonathan Campos
233,9 mil toneladas, alta de 19% em comparação ao desempenho de dezembro de 2024, que havia sido de 197,4 mil toneladas.
A ABPA também informou que, em 2025, o país embarcou 5,324 milhões de toneladas de frango, alta de 0,6% em volume, gerando uma receita total de US$ 9,790 bilhões. Já o TCP, maior corredor de exportação de carne de frango congelada do Brasil, foi responsável pelo embarque de 2,398 milhões de toneladas do produto, representando uma participação de mercado de 45% nas exportações.
O Paraná foi o estado de origem de mais de 70% do volume de frango exportado pelo TCP. Já os principais destinos das cargas foram Emirados Árabes Unidos (9,1%), África do Sul (8%) e Japão (6,7%).
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Capal reforça estrutura para receber safra de verão 2025/2026
Cooperativa reúne colaboradores para garantir recebimento seguro e preservação da qualidade dos grãos. Com ampliação de silos, capacidade de armazenamento da empresa soma 601 mil toneladas de grãos.

A Capal Cooperativa Agroindustrial reuniu colaboradores em Arapoti (PR), na última semana, para um evento de sensibilização da safra de verão 2025/2026. O encontro marca a preparação para o recebimento da safra verão na matriz e nas unidades, com ênfase para as culturas de soja e milho, e promove um alinhamento entre os diversos setores da Cooperativa que atuam na frente operacional da recepção, beneficiamento e armazenagem dos grãos. Também estiveram presentes representantes das áreas de apoio diretamente relacionadas à recepção da safra.
Para a diretora industrial da Capal, Valquíria Demarchi, o envolvimento de todas as áreas no evento, do operacional ao administrativo, é importante para que a cooperativa possa se planejar para um recebimento assertivo e sem incidentes. “O objetivo é receber a safra com tranquilidade e atender o cooperado para que ele consiga realizar uma boa gestão da safra, colhendo no momento certo e preservando a qualidade dos grãos”, explica.
Os temas abordados na reunião incluem cenário do campo, logística, gestão de pessoas, segurança do trabalho, preservação ambiental, obrigatoriedades fiscais, planejamento no pós-colheita, beneficiamento e armazenagem dos grãos. Com a construção de uma nova bateria de silos em Arapoti, a capacidade de armazenamento da Capal passa a totalizar 601 mil toneladas, somadas todas as Unidades.
O engenheiro agrônomo Eliezer Fatiga Solda, do Departamento de Assistência Técnica – Agrícola da Capal, avalia que a safra atual está dentro das expectativas e que não teve muitas ocorrências em relação a pragas e doenças. “De maneira geral, o desenvolvimento das lavouras está muito bom. O que tem acontecido é uma irregularidade de chuvas, mas, em geral, os campos estão recebendo a quantidade de chuva necessária. O potencial produtivo está dentro do esperado, com exceção de casos específicos de déficit hídrico”, comenta.
Segundo o último boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na semana passada, a soja já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados no Paraná. A estimativa inicial é de que sejam colhidas 22 milhões de toneladas no estado.
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Acordo com a União Europeia pode redesenhar presença do Brasil no comércio global
Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirma que tratado abre mais de 500 frentes imediatas de exportação, fortalece a previsibilidade econômica e mantém ambiente favorável à ratificação apesar da judicialização no Parlamento Europeu.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, reafirmou o otimismo do governo brasileiro em relação ao futuro do Acordo Mercosul–União Europeia e destacou o potencial transformador do tratado para a inserção internacional das empresas brasileiras. Em entrevista coletiva realizada na quinta-feira (22), na sede da Agência, em Brasília, Viana apresentou dados inéditos que apontam para mais de 500 oportunidades imediatas de exportação assim que o acordo entrar em vigor.

Foto: Claudio Neves
Politicamente concluído em 2024 e assinado em 2025, o acordo é tratado pela ApexBrasil como um marco histórico de abertura econômica. Segundo Viana, mesmo diante da apreensão gerada pela judicialização temporária do texto no Parlamento Europeu, o ambiente segue favorável à ratificação. “O acordo não trata apenas de comércio. Estamos falando da retomada de um ambiente de previsibilidade capaz de atrair mais investimentos, melhorar a inserção estratégica do Brasil em cadeias globais de valor e incentivar fluxos de investimento”, afirmou.
O presidente da ApexBrasil avaliou que o envio do texto à instância judicial europeia não altera o entendimento estrutural entre os blocos. “Foi uma manobra política dos que eram contra e isso faz parte do jogo da política”, disse aos jornalistas. Ele ressaltou ainda a relevância da União Europeia como principal investidor estrangeiro no Brasil, com estoque superior a US$ 464 bilhões, o equivalente a cerca de 41% de todo o Investimento Direto Estrangeiro (IED) no país.
Articulação política
Para avançar na aprovação do acordo, Viana informou que a ApexBrasil está intensificando a articulação com o Congresso Nacional e o diálogo diplomático com a Europa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Nelsinho Trad, aceitaram integrar uma comitiva brasileira que deverá ir ao Parlamento Europeu para ampliar as conversas sobre o tratado. “A missão agora é também o Congresso Nacional ajudar na interlocução com os outros parlamentos aqui do Mercosul para aprovar o quanto antes o acordo”, afirmou Viana, ao destacar a necessidade de coordenação política entre os países do bloco sul-americano.
Reposicionamento do Brasil na Europa
Paralelamente às articulações institucionais, a ApexBrasil prepara uma estratégia de comunicação voltada ao mercado europeu. O objetivo é melhorar a percepção sobre o Brasil, especialmente junto ao setor privado, por meio de uma campanha de reposicionamento internacional. “Vamos mostrar que o Brasil não é um bicho-papão”, disse Viana, ao citar reuniões, missões empresariais e encontros com parlamentares europeus previstos no planejamento da Agência.
O presidente da ApexBrasil também destacou os resultados positivos do fluxo comercial brasileiro em 2025, avaliando que o desempenho reflete a retomada do protagonismo do país no cenário internacional. “O Brasil voltou a ter um protagonismo que tinha perdido no governo passado”, afirmou.
Mais de 500 oportunidades mapeadas

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana: “O acordo não trata apenas de comércio. Estamos falando da retomada de um ambiente de previsibilidade capaz de atrair mais investimentos, melhorar a inserção estratégica do Brasil em cadeias globais de valor e incentivar fluxos de investimento” – Foto: Divulgação/ApexBrasil
Segundo levantamento da área de Inteligência da ApexBrasil, foram identificadas 543 oportunidades de exportação com desgravação tarifária imediata após a entrada em vigor do acordo. Esses produtos correspondem a um mercado potencial de US$ 43,9 bilhões em importações anuais da União Europeia. Atualmente, o Brasil exporta apenas US$ 1,1 bilhão desses itens ao bloco.
Para Viana, os números evidenciam um amplo espaço para crescimento. “É um oceano de oportunidades” para empresas brasileiras de todos os portes, abrangendo setores industriais, agropecuários, tecnológicos e de bens de maior valor agregado.
As oportunidades estão distribuídas em 25 dos 27 países da União Europeia, com maior concentração na Europa Ocidental, que reúne 266 possibilidades de expansão. Também há espaço relevante na Europa Meridional, Oriental e Setentrional. Entre os setores com maior potencial estão máquinas e equipamentos de transporte, obras diversas, artigos manufaturados, produtos químicos, materiais em bruto e alimentos, além de segmentos estratégicos como motores, geradores elétricos, aeronaves, autopeças e produtos de base agrícola.
Agro com ganho de competitividade

Foto: Roberto Dziura Jr
Questionado sobre o impacto do acordo no agronegócio, Jorge Viana afirmou que o setor deverá registrar um salto competitivo, com previsão de eliminação tarifária gradual, ampliação de cotas e redução de barreiras. “Será um fluxo complementar e não concorrencial entre os blocos”, destacou.
O presidente da ApexBrasil reforçou ainda que o papel da Agência será preparar as empresas brasileiras para transformar o potencial identificado em negócios concretos. Segundo ele, a atuação seguirá integrada ao governo federal, ao Poder Legislativo, ao setor privado e a parceiros internacionais. “O Brasil está diante de uma das maiores janelas estratégicas para ampliar exportações das últimas décadas e o cenário, embora às vezes turbulento, segue favorável para o avanço das negociações”, enfatizou.



