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Suínos / Peixes

Esperança que vem da água: a proteína chave para alimentar o mundo é sustentável

Analisando as tendências futuras na aquicultura é possível ler claramente o crescimento da produtividade e, ainda, o aumento da produção para atender a demanda por proteínas mais saudáveis e de menor impacto ambiental.

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A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população mundial chegará a 10 bilhões de pessoas até 2050. Com 70% delas vivendo nas cidades, aparece no horizonte da aquicultura brasileira como uma responsabilidade e também uma grande oportunidade. Fica clara a necessidade de aumentar a oferta de alimentos preservando os recursos naturais, entre eles a água, para as futuras gerações.

Diretora executiva e organizadora do IFC 2022 – International Fish Congress & IFC Brasil, a empresária e jornalista Eliana Panty Schwarz: “O controle do processo biológico de produção possibilitou uma série de inovações que aumentam a produtividade, como a genética, a nutrição e as tecnologias de manejo” – Foto: Divulgação/IFC

A reflexão vem da diretora executiva e organizadora do IFC 2022 – International Fish Congress & IFC Brasil, a empresária e jornalista Eliana Panty Schwarz. Segundo a especialista em proteínas animais, a tecnologia será a chave da virada. “A introdução de práticas de produção mais eficientes, nas quais os produtores influenciam ativamente a condição de crescimento dos peixes, tem sido o principal motor para o crescimento da produção aquícola. O controle do processo biológico de produção possibilitou uma série de inovações que aumentam a produtividade, como a genética, a nutrição e as tecnologias de manejo”. Tecnologias que estarão em debate nesta quarta edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil.

Panty destaca ainda que esses avanços reduziram os custos de produção, aumentaram a gama de produtos e reduziram os preços ao consumidor. “Isso tornou os produtos de aquicultura competitivos em comparação com, por exemplo, carnes e produtos de pescado capturados na natureza. Não há dúvidas de que a produção aquícola continuará a crescer. No entanto, com um mercado competitivo, nem todos os países, regiões e espécies podem ter sucesso. Mudanças na produtividade relativa determinarão onde a produção ocorre e a necessidade de baixos custos unitários provavelmente limitará o número de espécies de aquicultura de alto volume” reflete.

Segurança alimentar x soberania e suficiência

“Há uma responsabilidade muito grande neste momento de tensão nos estoques de alimentos, em produzir mais e com segurança alimentar. Nas últimas décadas os avanços foram imensos para produzir de forma orgânica, para produzir proteína animal com o menor impacto ambiental, com o uso racional de antimicrobianos e até em alternativas à proteína animal, buscando nos vegetais substitutos que agradem o consumidor. Mas, neste momento, os olhos se voltam não apenas para nichos de mercado, mas para uma questão humanitária, de cenário de guerra e pós pandemia, em que a soberania alimentar de países mais atingidos está fragilizada”, alerta.

Panty cita que, de acordo com a análise do relatório, ‘Global Aquaculture Market 2020-2030 by Nature, a aquicultura global vai sofrer um grande desenvolvimento durante o período, mas em diferentes áreas, se comparado às últimas décadas. “O mercado deverá ser impulsionado pela rápida urbanização, aumentando a renda disponível, bem como a crescente conscientização sobre origem do alimento. Consumidores mais exigentes devem regular a oferta de produtos com maior rastreabilidade e certificações”.

“Os grandes players do mercado global são empresas que atuam no segmento de aquicultura de forma mais progressiva, liderando o maior crescimento do mercado e, com isso, obtendo a maior vantagem competitiva. Essas mesmas empresas são responsáveis pela conscientização sobre as aplicações e vantagens da aquicultura. O peixe está incluído na categoria de produtos que os clientes vão comprar com mais frequência e para preparo doméstico” avalia.

Importante analisar as previsões que a Ásia-Pacífico tenha registrado a maior participação no mercado. Além disso, segmentos de aquicultura em países como China, Índia, Vietnã, Indonésia e Tailândia são orientados para a exportação; o segmento de aquicultura é de primordial importância nesses países, pois os players aqui estão visando a implementação de tecnologia e automação que devem ter um impacto positivo no mercado nesta região. “Ou seja, o grande mercado consumidor é o grande produtor e exportador. Ressalvas para a capacidade de expansão e diminuição da velocidade de crescimento, diante de uma saturação da capacidade dos recursos naturais. Estes países têm produção intensiva, alto consumo e tecnologias muitas vezes 20 anos à frente de outras regiões. Tudo aponta para um crescimento mais sólido na América Latina e África Subsaariana”.

Expandindo horizontes

Panty observa a recente migração de indústrias que atuam em proteínas como aves e suínos para a aquicultura, além do crescimento dos atuais players do setor. “No mundo todo os participantes do mercado na indústria da aquicultura implementaram aquisições, parcerias e acordos, fusão e expansão geográfica como sua principal estratégia de desenvolvimento para aumentar a lucratividade e avançar sua posição na participação no mercado de aquicultura”, observa.

Além do crescimento previsto pelos especialistas para o mercado do salmão, que mesmo durante a pandemia resistiu e cresceu, a piscicultura em terra aumenta em relevância. “Um número crescente de projetos de grande escala baseados em terra conseguiu levantar capital suficiente para tornar relevante a produção em água doce da piscicultura continental. Apesar do progresso, ainda há desafios a superar como a logística da produção e oferta de grãos para alimentação e processamento distante dos grandes mercados consumidores”.

“Além dos desafios inerentes ao mercado de proteínas como cambio, exportações, custo das commodities e questões sanitárias, o impacto das alterações climáticas torna-se mais relevante. O aumento da temperatura da superfície do mar, o esgotamento do oxigênio, a acidificação dos oceanos, o branqueamento de corais e o aumento do nível do mar são apenas alguns dos fatores que influenciam a indústria da aquicultura hoje” reflete.

Alimentos em risco?

Recentemente uma manchete chamou a atenção: “O mundo se aproxima de uma catástrofe no abastecimento de comida”, alertou a revista The Economist. Vista como apocalíptica por uns e meramente alarmista por outros, a notícia de uma das principais publicações de economia do mundo sobre os efeitos da Guerra da Ucrânia é que estes se estenderão além das mortes, crises de imigração e humanitárias. É que juntas, Ucrânia e Rússia fornecem 12% dos produtos alimentícios do mundo. Só de cereais, a Ucrânia é a terceira maior exportadora, computando US$ 8.38 bilhões ao ano, apelidada de cesta de pães da Europa a área devastada pela guerra que se arrasta, perdeu capacidade de produção de commodities que são a base da alimentação em boa parte do mundo”.

O momento é de pós pandemia, guerra e calor extremo na Índia, que devastou as produções agrícolas. Junta-se a isso contratos futuros de trigo fechando no limite máximo de negociação em Chicago. A alta de 70 centavos de dólar aconteceu após a Índia anunciar que não exportará mais o grão devido às ondas de calor. A China, maior exportadora de trigo, já havia anunciado que, com a estiagem, a safra deste ano poderia ser a pior em décadas. Junto às grandes secas no nordeste africano, o resultado é uma possível crise no abastecimento mundial de alimentos.

“O desafio, mais que nunca, é a adoção de tecnologias para produzir mais, de forma mais eficiente e ainda assim assegurar alimentos mais sustentáveis. Temas que serão discutidos no IFC 2022 com a presença de especialistas de 16 países. Uma forma de nortear o setor. Precisamos de genética de ponta, adaptada ao clima tropical, aguardamos novas enzimas que melhorem a eficiência alimentar, queremos manejos que melhorem a produtividade, de vacinas que controlem as ameaças sanitárias, de probióticos, prebióticos e aditivos que impulsionem o desempenho, e tudo isso está disponível no mercado hoje e poderá ser visto no IFC 2022”, cita.

“Vamos sediar dois grandes encontros sobre RAS, tecnologias de recirculação de água e sobre aquicultura multitrófica, um consórcio no qual o substrato de um organismo serve de alimento para o outro no mesmo ambiente. Uma revolução sustentável está por vir, e já é realidade. Um sopro de esperança!”, menciona Panty.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na aquicultura brasileira acesse gratuitamente a versão digital 2ª edição Especial Aquicultura.

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes Crescimento na piscicultura

Copacol mudou o hábito alimentar do brasileiro ao incluir peixe em sua dieta

O pioneirismo da Copacol em atuar na piscicultura de forma integrada permitiu que muitos produtores passassem a acreditar e a produzir o peixe.

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Fotos: Divulgação/Comunicação Copacol

Através de um estudo sobre a viabilidade e a importância da piscicultura no Oeste do Paraná, foi implementada há 16 anos uma das atividades mais promissoras da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), que hoje se posiciona como a maior cooperativa produtora de tilápia do Brasil. São 17 mil toneladas por ano, mas as ambições para 2024 são ainda maiores: chagar a 21 mil toneladas.

Desde sua fundação, a Copacol tem registrado um crescimento consistente, fundamentado em pilares de inovação e sustentabilidade. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o presidente Valter Pitol revela as estratégias por trás dessa trajetória de sucesso, os desafios superados ao longo dos anos e as perspectivas para a tilapicultura paranaense e brasileira.

Pioneira no sistema integrado de piscicultura no Brasil, a atividade se tornou uma alternativa de renda e diversificação da propriedade rural para 286 cooperados da Copacol. “Prestes a completar 16 anos, a atividade se tornou o sustento de muitas famílias, além de uma opção para a diversificação na propriedade, com a agricultura, avicultura, suinocultura e a bovinocultura de leite” menciona Pitol.

Com o maior volume de abate de tilápia da América do Sul, a cooperativa processa 190 mil tilápias ao dia nas unidades industriais de Nova Aurora e Toledo. Em 2023, foram abatidos 55,3 milhões de peixes, totalizando 16,9 mil toneladas do produto.

Para atender a essa demanda, a Copacol conta com duas Unidades de Produção de Alevinos (UPA), uma instalada em Nova Aurora e outra em Quarto Centenário, que produziram juntas 56,2 milhões de alevinos no ano passado. “O pioneirismo da Copacol em atuar na piscicultura de forma integrada permitiu que muitos produtores passassem a acreditar e a produzir o peixe” conta Pitol.

O início de tudo

Com forte atuação em grãos e na avicultura, o presidente da Copacol menciona que a ideia de atuar também na piscicultura veio a partir de um trabalho de conclusão de uma pós-graduação ofertada pela cooperativa para colaboradores, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. “Um dos grupos estudou a viabilidade e importância da atividade para diversas famílias da região. O trabalho foi apresentado em 2006 e dois anos depois, em junho de 2008, a Unidade Industrial de Peixes de Nova Aurora foi inaugurada” relembra Pitol, enfatizando que o investimento, na época, foi de R$ 15 milhões em uma área de 2,3 mil metros quadrados, gerando mais de 100 empregos. “A capacidade de abate era de 10 toneladas de tilápia por dia. Hoje, nesta estrutura são abatidas em média 150 mil tilápias/dia, com mais de 1,2 mil colaboradores”, diz orgulhoso da trajetória da cooperativa na atividade.

Inovações tecnológicas e sustentabilidade

No Oeste do Paraná, polo da produção de tilápias no Brasil, a Copacol iniciou em 2023 a operação da UPA de Quarto Centenário com um sistema inovador, inspirado em uma tecnologia israelense, no Oriente Médio, região em que a água doce é extremamente escassa. A estrutura foca no reaproveitamento máximo da água usada nos processos, por meio de um tratamento altamente eficiente com filtros, meios de sedimentação e clarificação, voltando aos tanques produtivos.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “O modelo de integração garante a eficiência e a qualidade de produção”

A obra com 22 mil metros quadrados preza pela biosseguridade aliada à economia de água e energia. Foram R$ 60 milhões destinados ao projeto. Os ciclos ocorrem dentro de estufas, com total controle produtivo, em uma área menor quando comparada aos projetos tradicionais. Além disso, as barreiras são mantidas com rigor de visitantes – e até mesmo dos colaboradores -, tanto na entrada, quanto na saída.

Com um consumo médio de água de apenas 83 metros cúbicos, equivalente a 10% do volume utilizado em sistemas tradicionais, a instalação se destaca como referência em eficiência hídrica. “A água é reutilizada após passar por filtros, meios de sedimentação e clarificação, voltando aos tanques produtivos” explica Pitol.

Com a operação de duas UPAs, a Copacol se tornou autossuficiente no fornecimento de alevinos aos produtores, com controle de 100% do banco genético e capacidade anual de 100 milhões de unidades produzidas.

Outro fator importante é a utilização de poços artesianos para abastecer os tanques elevados, o que reduz de forma significativa os riscos de contaminação. O sistema de aeração por ar difuso e aerotube proporciona baixo consumo de energia na aeração da água, benefício também oferecido pelo sistema Airlift, que recircula 100% da água dos tanques. Considerada uma das mais modernas do mundo, a estrutura é totalmente automatizada, permitindo o controle em tempo real de parâmetros como oxigenação e temperatura.

Suporte técnico e desenvolvimento dos cooperados

Engenheiro de Pesca e gerente de Integração Peixes Copacol, Nestor Braun: “Precisamos produzir tilápia que atendam a um conjunto de requisitos e que façam brilhar os olhos dos clientes”

Com uma equipe técnica qualificada, com engenheiros de pesca e extensionistas, a cooperativa oferece todo o suporte técnico necessário para os cooperados. O sistema de integração desenvolvido pela cooperativa em suas atividades garante que o cooperado receba o alevino, ração e a assistência necessária para a produção. Constantemente os cooperados participam de treinamentos e capacitações para se desenvolverem na atividade, como a Tecnotilápia, evento destinado aos piscicultores durante o Copacol Agro, maior evento da família cooperada; e o Conecta Peixe, projeto desenvolvido com os filhos e netos de cooperados para conhecerem melhor as atividades e novidades da piscicultura, além de visitas técnicas a espaços da cooperativa para conhecerem o processo produtivo completo.

Foco na tilápia e diversificação de produtos

No sistema de integração, em que o cooperado recebe o alevino, ração e toda assistência técnica, desde o recebimento do alevino, passando pela despesca até a comercialização, a tilápia é a única espécie cultivada pelos 286 cooperados integrados à Copacol. “O modelo de integração garante a eficiência e a qualidade de produção. No entanto, a cooperativa também oferece um catálogo diversificado de produtos de revenda sob a sua marca, com alimentos de procedência e certificações de qualidade. Entre as espécies disponíveis estão bacalhau, camarão, merluza, cação, sardinha e salmão. Esses produtos são oferecidos em diversas gramaturas e embalagens, que atendem tanto refeições quanto porções para até quatro pessoas, adaptando-se às demandas do mercado”, salienta Pitol.

Marca preferida dos consumidores

Em uma pesquisa realizada em parceria com a Nestlé, a Copacol foi eleita a marca preferida de pescados congelados pelos consumidores brasileiros. Com uma ampla variedade de produtos, a cooperativa possui três linhas diferentes em peixes: Tilápia, Mar e Rio.

Além disso, para incentivar o consumo de pescados, a Copacol tem o portal DiadePeixe.com.br que conta com dicas e receitas que simplificam a rotina na cozinha. Cozinhar se torna uma atividade mais divertida e prazerosa e não apenas uma obrigação. Lá o consumidor encontra receitas completas, combinações com bebidas e dicas de como fazer receitas, além de dicas, por exemplo, como eliminar o cheiro de peixe da cozinha e qual o tempero ideal.

Atualmente, a cooperativa exporta para sete países. Entre os produtos exportados estão o filé refrigerado, além de pele e escamas.

Oeste do Paraná: berço da tilapicultura no Brasil

Fatores como clima favorável, água em abundância, incentivos governamentais e o forte sistema cooperativista abriram caminho para o Paraná se tornar o berço da tilapicultura no Brasil. Antes da atuação das cooperativas, a produção de peixes em tanques era realizada sem planejamento adequado, muitas vezes se limitando a pesca-pagues, em que os produtores não tinham garantia de venda e enfrentavam problemas com excedentes. Conforme explica Pitol, essa atividade se tornou inviável sem um suporte completo, que envolve desde a produção até a comercialização.

Através de um estudo aprofundado, a Copacol estabeleceu metas de implementação de uma piscicultura de forma estruturada, organizada e sustentável na região Oeste paranaense. “Investimos em toda a cadeia produtiva, que envolve genética, desenvolvimento de rações, infraestrutura industrial, assistência técnica a campo e estratégias de comercialização. Esse investimento consolidou a Copacol como uma das maiores produtoras comerciais de tilápias do Brasil” ressalta.

A abundância de recursos hídricos é um dos grandes diferenciais da região, tendo muitas propriedades rurais margeadas por ​rios de água limpa, fundamentais para a produção de peixes de alta qualidade. “Esse foi um fator determinante, pois com água boa se produz peixe bom”, frisa Pitol, salientando que a cooperativa atua de forma intensiva na preservação dos rios antes mesmo da implantação da piscicultura. “Possuímos um trabalho intenso na preservação de nossos rios, um trabalho iniciado muito antes da implantação da piscicultura na nossa cooperativa, o que garantiu essa abundância de água nas propriedades, com matas ciliares e reservas legais adequadas”.

Pitol menciona que propriedades rurais que antes tinham áreas subutilizadas, como várzeas sem valor econômico significativo, foram transformadas em fontes de renda. “Com a escavação adequada e a criação de tanques, pequenos produtores rurais alcançaram uma nova atividade lucrativa. Essa atuação valorizou de maneira significativa as áreas rurais da região”, afirma.

No entanto, a mudança mais significativa ocorreu no campo, com os produtores alcançando uma nova fonte de renda e melhores condições de vida. “A cooperativa trouxe oportunidades para famílias que agora enxergam futuro na propriedade: os filhos estão cursando ou concluindo graduações em áreas como Agronomia e Medicina Veterinária, alinhando suas carreiras com o propósito de permanecer e prosperar no campo”, assegura Pitol.

Avanços na criação sustentável de tilápias

Com foco em práticas que unem eficiência e sustentabilidade ambiental, a Copacol tem alavancado sua produção de tilápias, consolidando sua posição no mercado. De acordo com o engenheiro de Pesca e gerente de Integração Peixes Copacol, Nestor Braun, a criação de peixes deve ser estruturada de acordo com os órgãos regularizadores do meio ambiente. “Os peixes são rigorosamente avaliados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e precisam atender a todos os padrões de qualidade exigidos para o consumo”, evidencia, enaltecendo: “O sucesso do nosso negócio depende da escolha estratégica de locais onde o projeto será desenvolvido. A qualidade da infraestrutura é primordial e diversos fatores devem ser considerados e analisados antes de sua implantação, como relevo, acesso, disponibilidade hídrica e energia elétrica”.

Braun também destaca que fatores biológicos como a qualidade da água e do ambiente desempenham um papel primordial na obtenção de um arraçoamento ideal e, consequentemente, de um desempenho superior na produção de tilápias de alta qualidade. “Precisamos produzir tilápia que atendam a esse conjunto de requisitos e que façam brilhar os olhos dos clientes” reforça.

A tecnologia tem sido uma aliada fundamental na transformação do setor de aquicultura, impulsionando práticas mais sustentáveis ​​e eficientes. “A tecnologia, engloba conhecimento científico, e consciência social e ambiental, que convergem para melhorar o produto, de maneira que não cause impactos à natureza” afirma Braun, acrescentando: “A necessidade de preservação dos recursos naturais, aliada à otimização do uso do solo e da água na produção, tem resultado na implantação de sistemas mais sustentáveis de cultivo”.

Inovações como o uso de fontes de energia renováveis ​​e tecnologias avançadas de rastreabilidade do produto não só aumentam a confiança dos consumidores, mas também são positivas para um processo produtivo mais responsável e transparente. Braun destaca que essas mudanças não são apenas demandas do mercado consumidor, mas também uma evolução necessária na indústria alimentícia, que busca alternativas modernas e elevadas para atender às expectativas cada vez mais exigentes dos consumidores conscientes.

Crescimento e expansão no mercado de piscicultura

Em 2023, a Copacol produziu quase 17 mil toneladas de carne de peixe e para 2024 a meta é ainda mais ambiciosa: atingir a marca de 21 mil toneladas. Conforme o presidente da Copacol, o processo de produção é contínuo e ajustado de acordo com a demanda do mercado, acompanhando o crescimento do consumo. “Avançamos muito no setor: quando a Copacol iniciou a produção de tilápias, as gôndolas ofereciam pouco espaço para peixes congelados. Hoje, muito além da geração de renda para famílias produtoras e colaboradores, a cooperativa se orgulha em saber que também contribuiu de maneira significativa para uma mudança no hábito alimentar dos brasileiros, com uma proteína saudável. Esse pioneirismo abriu portas para o setor como um todo, conquistando paladares com uma enorme variedade de produtos” enfatiza Pitol.

A produção da Copacol não se limita ao mercado interno. Atualmente, uma parte expressiva é destinada à exportação, atendendo a mercados internacionais como dos Estados Unidos, China, Japão, Curaçao nas Antilhas Neerlandesas, Aruba, Taiwan e Coreia do Sul.

Desafios atuais e futuros

Apesar do crescimento, a Copacol enfrenta desafios como restrições e custos de capital, governança e regulamentação, desenvolvimento de novas tecnologias, volatilidade do mercado, mudanças climáticas, além de práticas de manejo não guiadas e não monitoradas.

Com um olhar para o futuro, a Copacol aposta no progresso tecnológico contínuo para manter seu crescimento e consolidar sua posição de liderança no mercado de piscicultura e avicultura no Brasil e no exterior. “Como a Copacol tem uma grande proporção de pequenas propriedades familiares, promover a inovação que leva a um maior crescimento da produção é essencial para garantir um manejo produtivo e sustentável. A longo prazo, o crescimento da produtividade na aquicultura como um todo requer progresso tecnológico contínuo” enfatiza Pitol.

Atuação da Copacol

Com atividades de agricultura e integração, a Copacol atua em municípios do Oeste e do Sudoeste do Paraná, com indústrias para processamento de aves e peixes, matrizeiros, incubatórios, laboratórios, indústria de processamento de soja, unidades para produção de alevinos e suínos, graneleiros, fábricas de rações, centros de distribuição e estações de tratamentos de resíduos. Com mais de seis décadas de atuação, a cooperativa possui Unidades de Vendas em Bebedouro (São Paulo), Cafelândia (Paraná), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Brasília (Distrito Federal), Curitiba (Paraná), São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e Dubai (Emirados Árabes Unidos).

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Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Implicações econômicas

Aumento na mortalidade de leitões eleva custo de produção em 1%

Leitões que demonstram baixo tônus muscular, palidez ou sinais de hipóxia durante o parto têm taxas de mortalidade mais elevadas.

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O melhoramento genético na criação de suínos para aumento do tamanho de leitegada tem sido uma conquista significativa nos últimos anos. No entanto, esse avanço não vem sem seus próprios desafios. A jornada para otimizar esse progresso e garantir que ele contribua para a produtividade e rentabilidade da indústria suína é uma tarefa complexa, que demanda um equilíbrio delicado entre seleção genética e cuidados ambientais.

Embora esse progresso seja positivo, ele trouxe consigo desafios adicionais, como aumento da duração de parto, aumento da competição por colostro e, se não bem trabalhado no índice de seleção de cada linhagem, pode também ocasionar maior variação de peso ao nascimento e aumento na ocorrência de neonatos de baixa vitalidade. “Esses desafios podem aumentar a probabilidade de mortalidade pré-desmame em programas genéticos que não são balanceados. Além disso, diversos outros fatores, relacionados à fêmea, aos leitões e ao ambiente, podem afetar direta ou indiretamente os índices de mortalidade” adverte a médica-veterinária, com mestrado e doutorado em Ciências Veterinárias pelo Setor de Suínos, Kelly Jaqueline Will, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural.

A especialista enfatiza que a perda de leitões reduz o potencial de desmame, diminuindo o número de leitões desmamados por fêmea/ano o que, consequentemente, impacta na lucratividade do produtor. “Além disso, altas taxas de mortalidade muitas vezes implicam em custos adicionais e esforços extras de mão-de-obra” ressalta Kelly, que será uma das palestrantes do 16º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui), evento que O Presente Rural é parceiro de mídia.

Em sua palestra, a especialista vai tratar sobre “Desafios de manejo da mortalidade pré-desmame: como a análise de fatores de risco pode nos auxiliar?”. O Sinsui será realizado entre os dias 23 e 25 de julho no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Implicações econômicas

Médica-veterinária, com mestrado e doutorado em Ciências Veterinárias pelo Setor de Suínos, Kelly Jaqueline Will: “Garantir que as fêmeas estejam em ótimas condições no parto, com cuidados físicos, nutrição adequada e condições sanitárias ideais, ajuda a promover um parto bem-sucedido e reduzir natimortos” – Foto: Arquivo pessoal 

Um estudo realizado em 2023 revelou que cada aumento de 1% na mortalidade pré-desmame resulta em um aumento de 1% no custo de produção por leitão desmamado. “Se o número de tetos das fêmeas não é adequado, se faz necessário uma maior quantidade de mães de leite, que é um fator que implica em maior mão de obra, acarretado em um custo elevado ao produtor, para evitar uma maior mortalidade pré-desmame” expõe a médica-veterinária.

Segundo a profissional, a análise de fatores de risco ou associados podem maximizar a eficiência e a lucratividade do sistema de produção, pois ao identificar e compreender esses fatores os produtores podem direcionar seus esforços de forma mais assertiva, mesmo que isso não garanta uma precisão absoluta. “Essa abordagem permite uma alocação mais estratégica de recursos, concentrando-os em áreas onde as decisões são baseadas em probabilidades e na avaliação da sua própria realidade e desafios, em vez de apenas em intuição ou empirismo. Isso pode resultar em decisões mais informadas e, em uma intervenção mais eficiente e lucrativa” considera Kelly.

Fatores de risco

A análise de fatores de risco é essencial para os produtores identificarem e lidarem com as principais causas de mortalidade pré-desmame em suas instalações, uma vez que permite a identificação de variáveis importantes associadas à mortalidade, características dos animais, manejo, condições das instalações, ambiência, saúde e nutrição.

No entanto, dada a complexidade do problema, Kelly menciona que encontrar os fatores controláveis pode ser desafiador, já que muitas vezes estão interligados e podem se manifestar em conjunto, dificultando a separação de seus efeitos isolados e a determinação das áreas prioritárias para intervenção. “Nesse contexto, a análise multivariada surge como uma ferramenta interessante para elucidar essas interações e desenvolver estratégias de manejo mais eficazes, visando à redução consistente da mortalidade pré-desmame” expõe a doutora em Ciências Veterinárias.

Quando associados à mortalidade pré-desmame em suínos, os fatores de risco podem ser agrupados em três categorias principais: fatores relacionados aos leitões, às fêmeas e ao ambiente. Kelly explica que em relação aos leitões o peso ao nascimento e a vitalidade são de extrema importância. “Neonatos com baixo peso ao nascer e aqueles com baixa vitalidade têm maior chance de não sobreviverem. Especificamente, leitões que demonstram baixo tônus muscular, palidez ou sinais de hipóxia durante o parto têm taxas de mortalidade mais elevadas. Por isso é importante trabalhar o fator genético relacionado à uniformidade e maior peso ao nascimento, mesmo em leitegadas mais numerosas” pontua.

Quanto às fêmeas, o comportamento desempenha um papel fundamental, visto que matrizes com pouca habilidade materna ou que estão sob condições de estresse têm maior probabilidade de esmagar os leitões. Além disso, fêmeas agitadas podem ter menos tempo de exposição dos tetos, o que afeta a capacidade dos leitões de consumir colostro e leite. “A produção adequada de colostro e leite, em termos de quantidade e qualidade, é determinante para a imunidade e desenvolvimento dos leitões. O número e qualidade dos tetos da fêmea devem ser condizente ao tamanho da leitegada. Leitegadas maiores podem prolongar o parto e reduzir a vitalidade dos leitões, aumentando a competição por colostro/leite, elevando as taxas de mortalidade, especialmente se houver um número insuficiente de tetos” explica Kelly.

O terceiro ponto diz respeito ao ambiente. A profissional salienta que temperaturas extremas podem aumentar as taxas de mortalidade, uma vez que o frio pode levar os leitões a se agruparem, aumentando o risco de esmagamento, enquanto o calor pode afetar a ingestão de ração e a produção de leite das fêmeas, predispondo também a esmagamentos devido à agitação. “A relação entre mão de obra e tamanho do plantel é também relevante, pois pode resultar em negligência de cuidados na maternidade, contribuindo para o aumento da mortalidade pré-desmame” observa Kelly.

De acordo com a especialista, monitorar regularmente esses fatores, através de análises da condição física e da saúde dos animais, inspeções das instalações e avaliações das práticas de manejo e nutrição, é essencial para identificar áreas de melhoria e implementar medidas preventivas. Além disso, oferecer assistência ao parto, auxílio para a primeira mamada e aquecimento de neonatos com baixa vitalidade podem ser determinantes para a sobrevivência desses leitões. “É fundamental adaptar essas práticas de acordo com os desafios específicos de cada realidade” sugure Kelly.

Métricas e indicadores para análise de fatores de risco

Segundo a médica-veterinária, ao analisar os fatores de risco da mortalidade pré-desmame, é importante considerar diversos indicadores para uma compreensão completa e identificação de áreas para melhoria. “Sabemos que a disponibilidade de dados pode variar, podendo ser obtidos de forma individualizada, semanalmente, por lotes ou de outras maneiras, mas é fundamental reunir o máximo de dados possível” ressalta.

Kelly menciona alguns exemplos de métricas e indicadores importantes, entre os quais incluem taxa de mortalidade pré-desmame, duração do parto, número de nascidos, peso médio ao nascimento, consumo de colostro, condição corporal das fêmeas, descrição da infraestrutura, protocolos de manejo, índices produtivos, temperatura, umidade, manejo nutricional e padrão sanitário. “Avaliar a porcentagem de mães de leite também é essencial para eficiência do sistema, já que um grande uso delas pode representar perda de eficiência e maior demanda de mão de obra, que está cada vez mais escassa” pontua, acrescentando: “Ao acompanhar sistematicamente essas métricas e indicadores de forma contínua, os produtores podem identificar padrões, tendências e áreas de preocupação, permitindo intervenções direcionadas e eficazes para reduzir a mortalidade pré-desmame e melhorar o desempenho geral”.

Redução de riscos de mortalidade pré-desmame

Kelly destaca que a implementação de protocolos de biosseguridade desempenha um papel fundamental na redução dos riscos de mortalidade pré-desmame, especialmente relacionados a doenças entéricas em leitões, que podem resultar em altas taxas de mortalidade.

Ao adotar medidas como limpeza e desinfecção regular das instalações e equipamentos, controle de acesso de pessoas e veículos, monitoramento frequente do status sanitário do plantel e implementação de protocolos vacinais, os produtores podem mitigar os riscos e proteger a saúde dos animais, ajudando a reduzir as perdas pré-desmame.

Saúde das matrizes e suas leitegadas

De acordo com a médica-veterinária, para reduzir a mortalidade pré-desmame e melhorar o bem-estar dos suínos, é necessário focar em dois pontos principais: a condição da fêmea e a vitalidade dos neonatos. “Garantir que as fêmeas estejam em ótimas condições no parto, com cuidados físicos, nutrição adequada e condições sanitárias ideais, ajuda a promover um parto bem-sucedido e reduzir natimortos” afirma.

Neste contexto, Kelly reforça que a seleção genética também desempenha um papel importante, influenciando a resistência a doenças, o desempenho do parto e a produção de colostro e leite de qualidade. “Estudos mostram que a herdabilidade do prolapso chega a 35%, destacando a importância da seleção genética para enfrentar esse desafio” aponta.

Outro aspecto que a profissional destaca é a importância de garantir a vitalidade dos neonatos, não apenas que os leitões nasçam vivos, mas também que possam mamar colostro e se desenvolver adequadamente. “Medidas práticas incluem assistência durante o parto, garantindo acesso ao colostro e fornecendo fontes adicionais de calor, dada a imaturidade do sistema de termorregulação dos leitões” evidencia Kelly, enfatizando: “Embora esses pontos possam parecer simples, na prática diária da granja, garantir seu cumprimento muitas vezes é um grande desafio, desde a seleção da linhagem genética até a decisão do manejo adequado. Portanto, concentrar esforços nesses aspectos básicos é fundamental para aumentar as taxas de sobrevivência dos neonatos antes de considerar estratégias mais elaboradas”.

Identificação precoce dos problemas de saúde

A análise de dados, o desenvolvimento de modelos de predição, e o uso de tecnologias de monitoramento têm um potencial enorme para auxiliar os produtores na identificação precoce de problemas de saúde e bem-estar que possam levar à mortalidade pré-desmame.

No entanto, a doutora em Ciências Veterinárias diz que esse potencial ainda é pouco explorado. “Muitas vezes, ocorre o registro inadequado das informações nas granjas, sem seguir um padrão definido, o que pode levar a erros na tomada de decisão. Nesse contexto, destaco a relevância crítica do registro preciso e padronizado de todas as informações. Isso não apenas assegura a qualidade dos dados, mas também a confiabilidade das respostas obtidas por meio das análises realizadas” reforça.

Além disso, a especialista menciona que ainda há poucas pessoas com habilidades para realizar análises mais complexas aplicadas a produção de suínos, o que limita ainda mais a capacidade dos produtores de aproveitar ao máximo essas ferramentas poderosas de identificação precoce de desafios.

Implementação de estratégias de manejo

Segundo Kelly, os desafios práticos na implementação de estratégias de manejo para reduzir a mortalidade pré-desmame são diversos. Em primeiro lugar, a médica-veterinária diz que é preciso capacitar os profissionais para o uso eficaz dessas ferramentas de análise e expandir o conhecimento sobre elas, uma vez que atualmente há uma escassez de profissionais que dominam e aplicam essas ferramentas na produção de suínos, o que limita a sua adoção e impacto. “Embora seja coletada uma quantidade considerável de dados, muitas vezes não os utilizamos plenamente para gerar informações úteis e auxiliar na tomada de decisões. Em vez disso, frequentemente nos concentramos em corrigir problemas imediatos, negligenciando a análise da relação complexa entre vários fatores. Isso resulta em uma abordagem reativa em vez de proativa, comprometendo nossa capacidade de prevenir ou mitigar os riscos de mortalidade pré-desmame” detalha.

Outro desafio significativo está relacionado a realização consistente e eficiente de práticas básicas de manejo. Embora muitos procedimentos possam ser eficazes individualmente, sua implementação precisa ser feita de forma coerente e integrada para alcançar bons resultados. “Os principais fatores de risco para a mortalidade pré-desmame são dinâmicos e variam conforme o período, a granja, a região e outros fatores. Por isso é essencial adotar uma abordagem flexível e adaptativa, capaz de ajustar as estratégias de manejo de acordo com as condições específicas. Superar esses desafios requer educação contínua, aprimoramento das práticas de manejo e integração eficaz de dados e análises para orientar as decisões. Escolher uma linhagem genética alinhada aos objetivos da granja também é fundamental para a sustentabilidade e rentabilidade a longo prazo” salienta.

Melhorias devem ser contínuas

A mortalidade pré-desmame é um desafio persistente na produção de suínos. Para melhorar esse índice, é fundamental implementar práticas básicas de manejo eficazes, como garantir condições ideais durante o parto para as fêmeas e a vitalidade dos leitões recém-nascidos. “A seleção genética cuidadosa de fêmeas com alta habilidade materna, o correto consumo de colostro pelos leitões e o fornecimento de fontes adicionais de calor são medidas essenciais para diminuir a mortalidade pré-desmame” afirma Kelly.

No Brasil, a diversidade de instalações, práticas de manejo e condições climáticas pode afetar a mortalidade pré-desmame de forma direta ou indireta. “Compreender as particularidades de cada sistema e os principais desafios em diferentes contextos é essencial para garantir uma boa produção”, pontua, destacando que apesar da abundância de dados disponíveis, muitas vezes técnicos e produtores falham em utilizá-los de forma eficaz. “É fundamental coletar e analisar cuidadosamente esses dados para identificar os desafios específicos de cada sistema e desenvolver estratégias direcionadas. Ferramentas de análise de fatores de risco e modelos de predição desempenham um papel importante nesse contexto. É essencial expandir o conhecimento e promover o uso rotineiro desses métodos no campo” salienta.

Kelly ainda lembra a importância da colaboração entre produtores, pesquisadores e profissionais da indústria para buscar estratégias para enfrentar os desafios da mortalidade pré-desmame de forma eficaz. “Ao compartilhar conhecimentos, experiências e resultados, podemos desenvolver soluções mais robustas e sustentáveis para garantir o sucesso de todo o sistema de produção de suínos”, ressalta.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes

Como a imunidade herdada e modulada na maternidade interfere na resposta vacinal?

Temática será tratada pelo doutor em Saúde Suína, Geraldo Alberton, no dia 14 de agosto durante o 16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, em Chapecó (SC).

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Doutor em Saúde Suína, Geraldo Alberton, integra grupo de palestrante do SBSS - Foto: Arquivo pessoal

A transferência de imunidade materna das fêmeas para os leitões pode ser determinada, entre outros fatores, pelo nível de imunidade da matriz, pelo momento da ingestão do colostro após o nascimento e pela quantidade e qualidade de colostro consumido. A imunidade passiva robusta resulta em uma proteção fundamental para os leitões nas primeiras semanas de vida, porém, se não levarmos em conta às devidas recomendações técnicas de protocolos de vacinação, esta imunidade passiva pode comprometer a resposta vacinal.

No entanto, uma boa imunidade vai além do tradicional. Há dados que demonstram que ela pode ser modulada entre gerações. Possíveis interferências na resposta imune serão discutidas pelo doutor em Saúde Suína, Geraldo Alberton, em sua palestra no 16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS). A preleção “Como a imunidade herdada e modulada na maternidade interfere na resposta vacinal?” ocorre no segundo dia de evento, quarta-feira (14 de agosto), às 16h30, durante o Painel Imunidade e Microbiota.

O SBSS, evento promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), acontece nos dias 13, 14 e 15 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Concomitantemente acontecerá a 15ª Brasil Sul Pig Fair.

Em sua 16ª edição, o SBSS é considerado um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina. Reúne especialistas brasileiros e internacionais e contribui para o aprimoramento de médicos veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria, produtores rurais e demais profissionais envolvidos com a ampla e multifacetada cadeia da suinocultura.

Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann, a discussão acerca de considerar a imunidade materna ao planejar e implementar programas de vacinação é de suma importância, pois pode garantir saúde e proteção eficaz aos leitões jovens. “Os anticorpos herdados fornecem proteção inicial aos leitões contra diversas doenças infecciosas durante as primeiras semanas de vida. Entender essa dinâmica pode ajudar a determinar o momento ideal para a vacinação e, até mesmo, proporcionar ajustes de manejos específicos, garantindo assim uma imunidade robusta”, explana o presidente.

Sobre o palestrante

Geraldo Alberton é médico veterinário, com mestrado e doutorado na área de Saúde Suína. Atuou por 30 anos no curso de Medicina Veterinária da UFPR. Atualmente é sócio da Propig Soluções e da Granja Experimental Bom Sucesso do Sul, onde desenvolve pesquisas de campo e em consultoria na área da suinocultura.

Inscrições

As inscrições para o evento estão no segundo lote. O investimento é de R$ 680,00 para profissionais e de R$ 420,00 para estudantes. Para os congressistas que se inscreverem no Simpósio, o acesso à Pig Fair é gratuito. O valor para participar somente da 15ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100,00 até o dia 25 de julho.

Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSS serão concedidos códigos-convites bonificados. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas. As inscrições podem ser realizadas no site: www.nucleovet.com.br.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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