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Avicultura Em Gramado (RS)

Especialistas defendem programa de biosseguridade com olhar holístico para a produção avícola na abertura da 4ª Conbrasul

De acordo com os debatedores do primeiro dia, para ampliar a proteção do plantel é importante olhar para nutrição, bem-estar e saúde animal.

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Fotos: Rafael Cavalli/Conbrasul

Biosseguridade, que sempre despontou entre as preocupações da indústria e produção de ovos, ganha importância maior diante do atual cenário, de casos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no país. Medidas e estratégias para ampliar a proteção do plantel avícola são o assunto da vez e tomou conta das discussões no primeiro dia da 4ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul), que segue até esta terça-feira (20).

No domingo (18), o Módulo Especial Conbrasil Tec Ovos, que abriu a programação, foi uma novidade da organização da conferência, que teve pela primeira vez um painel todinho dedicado a discussões técnicas. Nesta sessão, a mensagem que ficou muito clara é que um programa de biosseguridade eficiente deve ter um olhar holístico para a produção, incluindo o todo, como nutrição, bem-estar animal e saúde animal.

O diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária(Mapa), Eduardo de Azevedo Pedrosa Cunha, abriu a programação com a palestra Panorama da influenza aviária no mundo x Biosseguridade na avicultura brasileira destacando que “o Mapa e o serviço veterinário estadual seguem trabalhando de forma coordenada com instituições e setor privado para a prevenção e eventual enfrentamento da influenza aviária”.

Na sequência, o Chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, destacou os avanços na pesquisa como fator vital para fortalecer a sanidade animal. Ele lembrou as polêmicas acerca do telamento dos aviários no país no passado e seus efeitos positivos nos dias de hoje. “Agora podemos concluir que estávamos corretos na decisão pelo telamento”, destacou.

O responsável pela Área Técnica da Naturovos, Flávio Renato da Silva, debateu “A produção de ovos, prevenção e medidas de biosseguridade”, quando defendeu a importância da qualidade e do bem-estar das aves na produção de ovos. “Para nós, que trabalhamos em granja, quem vem primeiro é a ave. Ela deve ser mais importante que o ovo. Outro ponto importante é a qualidade da matéria-prima para a ração. A qualidade do ovo está diretamente relacionada com a qualidade e a quantidade de ração consumida”.

Na sequência, o responsável por Negócios Sustentáveis da dsm-firmenich na América Latina, Francisco Miranda, apresentou a “Pegada ambiental de um sistema produtor de ovos” nesta tarde. Ele destacou que as emissões relacionadas a ração representam entre 65% e 85% das emissões totais. “Vamos precisar produzir 70% mais proteína animal até 2050. E precisamos saber produzir mais da melhor forma”.

Painel Nutrindo Aves

O Painel Nutrindo Aves, alimentando o mundo seguiu na tarde de domingo com um debate sobre Modulação do microbioma em galinhas poedeiras sob o uso de fibra com o representante da dsm-firmenich, Fernando Cisneros. Logo depois, o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Antonio Bertechini, destacou “Atualizações sobre cálcio e fósforo para poedeiras comerciais. Em seguida, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Vieira, debateu “Formulação de rações de custo mínimo para a produção de ovos em cenários futuros para preços de milho e soja.

A primeira programação científica da Conbrasul teve o Painel Saúde das aves, saúde das pessoas, com uma apresentação do médico veterinário Diego Menezes de Brito, da Divisão de Saúde Única do Departamento de Saúde Animal do Mapa, sobre o PAN-BR Agro, o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária. O programa técnico foi encerrado com um debate sobre Proteção de ponta a ponta contra enfermidades respiratórias com o representante da MSD Saúde Animal André Luiz Della Volpe.

Sobre o Evento
Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o encontro acontece a cada dois anos em Gramado, na serra gaúcha, e reúne decisores da avicultura do Brasil e do exterior.

Em sua quarta edição, o evento vem se consagrando pelo networking que proporciona, e registra crescimento de público e de apoio a cada edição.

Fonte: Com assessoria

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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