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José Luiz Tejon Megido Opinião

E o PIB do Brasil?

Para crescer o PIB do Brasil com administração, gestão e governança, precisamos e devemos ter um plano estratégico do agronegócio brasileiro

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Crescemos 0,6% no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior. Não importa discutir se foi “pibinho” ou “pibão”, o que vale é a boa reflexão. Tem se falado muito de que para impactarmos pra valer o PIB do Brasil, precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de negócios para todo o agronegócio brasileiro.

Então, o que a análise do PIB deste trimestre nos ajuda ainda mais nessa reflexão? Crescemos 0,6% graças a quê?
A agropecuária cresceu 1,3% e significou a possibilidade de termos um número positivo no PIB total. Qual outro setor contribuiu positivamente? A indústria extrativa: foi o petróleo.

Então, novamente, quais são as bases econômicas legítimas de raiz no Brasil que permitem impulsionar todos os demais outros setores da economia, indústria, comércio e principalmente serviços, a grande parte da construção do PIB?

Temos a base da mineração, a base do petróleo e a base do agronegócio. Tudo o que é gerado nos campos, rios, represas e mar do Brasil. E isso é uma riqueza que foi criada pelos brasileiros nos últimos 40 anos. E aí vai outra pergunta: qual é a maior indústria brasileira hoje, quando você olha para todas, como metal, mecânica, automobilística, química?

A maior dentre todas é a indústria de alimentos e bebidas, 25% do país, um movimento econômico de quase R$ 700 bilhões e que gera mais de outros R$ 500 bilhões no comércio da alimentação e bebidas, e outros tantos nos serviços.
Para crescer o PIB do Brasil com administração, gestão e governança, precisamos e devemos ter um plano estratégico do agronegócio brasileiro, um plano de negócios e de vendas ao mundo. Acessar mercados mundiais, um plano de “A” do abacate ao “Z” do zebu.

Quer um exemplo? O Brasil é simplesmente o 3º maior produtor de frutas da terra. E sabe quanto vendemos para o mundo? Apenas 2% do que produzimos, não mais do que 600 milhões de dólares num potencial existente de US$ 60 bilhões e na bioeconomia, com um movimento mundial calculado de US$ 4 trilhões, onde o Brasil poderia ter 20% disso contabilizado, quer dizer, outros US$ 800 bilhões, mais do que todo o tamanho do agro hoje.

O Brasil é o melhor país do mundo, o mais rico dentre todos, não há riqueza igual no mundo como a brasileira. O que falta? Gestão, harmonia, inteligência e boa liderança. Podemos crescer e distribuir riqueza, só depende dos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

É hora de um Brasil de agronegócio com dignidade humanitária planetária

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Por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Para todos os brasileiros o agribusiness está presente no planeta inteiro. Está em todo o Brasil, desde a nossa mesa, bebidas, flores, alimentos. É um megassetor, o maior setor econômico do mundo. E o Brasil tem uma imensa oportunidade em meio a essa megacrise. O mundo vai precisar como nunca de suprimento de qualidade, de nutrição, e inclusive de muitas coisas farmacêuticas, originadas no campo.

O Brasil aprendeu nos últimos 40, 50 anos, a produzir em terras que ninguém acreditava que seria possível fazer. Nós somos os campeões dos trópicos no planeta Terra. Isto é uma imensa oportunidade. O mundo vai agora para um conceito de alimento, de bebida, de tudo o que nós comemos é sinônimo de saúde.

O Brasil deve se apresentar ao mundo como um país que pode oferecer qualidade e segurança alimentar do “a” do abacate ao “z” do zebu em todas as cadeias produtivas. Somos um país que precisa ir ao mundo nesse momento crítico, em que se pede por esperança, por palavras positivas, por autoestima elevada. É hora de atendermos todas as oportunidades existentes no planeta Terra que envolvem aquilo que a nação brasileira pode oferecer. Portanto, tem de parar com “faz negócio com aquele”, “não faz negócio com o outro”. Isso é uma conversa completamente inútil e estúpida para o Brasil nesse momento.

Agronegócio é um assunto de alimento, é um assunto que vai permitir, sim, uma reinicialização da nova economia planetária e o Brasil tem uma chance gigantesca de se apresentar para o mundo e de elevarmos a dignidade do povo brasileiro, melhorarmos a qualidade de vida do povo e assegurarmos no mundo inteiro compromissos com tratos e, principalmente, nas faixas miseráveis e na pobreza do mundo que são ainda imensas; o Brasil com a sua inteligência adquirida, ensinar a produzir e educar.

Portanto, é hora de um Brasil de agronegócio humano. Este é o momento que mais se pede por humanidade e dignidade. O Brasil tem condição de atuar dessa forma no mundo inteiro e para todos os brasileiros.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

É proibido proibir o fluxo de profissionais das atividades essenciais: o agronegócio

Objetivo é o de monitorar e não o de impedir o fluxo das mercadorias.

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A situação do abastecimento está normal. Conversei com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, que trabalhava na terça-feira (24) na secretaria coordenando uma central de informações, ao lado de um grupo de comando, envolvendo agricultura, segurança pública, Forças Armadas, defesa civil, transporte, indústria e comércio, em uma reunião de vários estados. O objetivo é o de monitorar e não o de impedir o fluxo das mercadorias.

O secretário tem atuado pontualmente quando por alguma razão há uma interpretação de algum elo da cadeia produtiva do agronegócio ser interrompido. Este momento tem servido para revelar que o mundo pode ser o mais digital possível, porém se os colhedores de laranjas, de café, da hortifruticultura, do leite e dos ovos, se os funcionários de uma indústria de produtos veterinários, se o pessoal dos Ceasas, se os repositores de gôndolas de supermercados ou os caminhoneiros tiverem suas atividades interrompidas, o sistema todo não resiste, ou seja, o elo dessa corrente, por mais simples que possa ser, se desativado, interrompe a corrente inteira.

São os heróis da nossa infantaria. Pessoas dos serviços essenciais que não podem parar. E a secretaria fez um ofício aos prefeitos dos municípios enfatizando que paralisações na atividade agropecuária, industrial e do comércio de alimentos em São Paulo causariam graves problemas no país inteiro. Precisa haver garantia irrestrita ao fluxo de todo este pessoal.

Diniz Junqueira também enfatiza a importância da iniciativa privada criar seus protocolos de proteção aos seus funcionários e equipes. As feiras também não devem parar. E um ótimo exemplo é a feira do Jabaquara, aos domingos e às quartas-feiras, realizadas com os protocolos de sanidade para os feirantes e o público.

Os caminhoneiros, todo pessoal do transporte e os motoqueiros e bicicleteiros dos deliveries também merecem aplausos. Parabéns, moçada! Vocês também são do agronegócio e estão fazendo um grande trabalho.

O agronegócio não vai parar, e com a ciência iremos em pouco tempo superar esta crise mundial. O mundo precisa, sim, parar com a guerra virulenta de um contra o outro. Temos desafios universais muito superiores ao papo furado de esquerda versus direita. Já era. Que isso suma, como o novo Coronavírus vai também sumir. Líderes que não entenderem isso vão desaparecer. E finalmente, o Coronavírus nos obrigou a tomar ciência e consciência do que significa agribusiness: uma visão integrada e sistêmica da semente à mente. Gestão 360 graus. Total design holístico.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Um agro forte é segurança do país

A Hora do Agronegócio, hora de mudanças, mas um agro forte é vital para nosso país

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Em meio a notícias ruins e economia parando, temos que ter capacidade e coragem para os enfrentamentos. Petróleo antes da guerra petroleira Arábia Saudita X Rússia era US$ 70. Caiu pela metade disso, porém na quarta-feira (11) recuperou 10%. E, claro, impacta direto o etanol. E nas usinas de álcool e açúcar, a cogeração de energia pode significar uma diferença importante, é positiva nas horas difíceis, bem como há melhoria do lucro nas horas boas.

Mas chega o CBIO, crédito de descarbonização, um contrato assinado entre o banco Santander e produtores de biocombustíveis. Graças a resiliência preventiva, o setor de açúcar e álcool, com a Unica e demais agentes envolvidos em todas as formas de energias renováveis, criamos no Brasil o Renovabio e, com ele, o CBIO, que deverá gerar US$ 287 milhões.

Teremos uma colheita recorde de grãos no país. A previsão agora ultrapassa 250 milhões de toneladas. Teremos mais algodão, mais arroz, mais feijão, mais soja, mais milho e mais trigo. Estava ontem na região de Palotina, oeste do Paraná, e além das cooperativas agroindustriais vi algo da inteligência e sabedoria humana.

Grupos de agricultores, de dez, 12 pessoas se reúnem e criam condomínios entre eles e compram um silo. Nele passam a administrar a principal de todas as moedas de um agricultor: sua produção. O silo está para o produtor rural como o cofre para um banco. Contei mais de dez condomínios somente na região de Palotina, no Paraná, onde também duas mil mulheres se reuniram para a semana internacional da mulher, na cooperativa.

E com o dólar alto, a soja a R$ 87 a saca, batendo R$ 90 a saca, dá para ver que onde tem planejamento e estratégia preventiva, a segurança para atravessar as crises é muito maior. E como aprendi com o senhor Nishimura, fundador da Jacto de Pompeia, sábio japonês, ele dizia: “nas horas boas é que se prepara para as ruins, e nas horas ruins se prepara para as boas”. Quer dizer, nas crises cresce quem está preparado.

A Hora do Agronegócio, hora de mudanças, mas um agro forte é vital para nosso país.

Fonte: Assessoria
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