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Avicultura Mulheres do Agro

Do RH para a gerência industrial de uma das principais Unidades da BRF

Lucinéia Leidens trabalha há 26 anos na BRF e passou por diversos cargos, sendo a primeira mulher da companhia a ocupar a gerência industrial

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Uma frase muito vista, principalmente na internet, nos dias de hoje é: lugar de mulher é onde ela quiser. E é exatamente isso que vem acontecendo, com diversas mulheres ocupando cargos de liderança e importantes dentro de grandes empresas nacionais e internacionais. Um grande exemplo é a gerente industrial da BRF em Videira, Lucinéia Leidens. Atuando há 26 anos na empresa, ela passou por diversos setores, sendo que seu trabalho de destaque a fez chegar onde está hoje.

Lucinéia é formada em administração e possui MBA e especialização em Gestão de Pessoas. Ela iniciou a carreira na BRF em 1994, na área de RH, sendo que logo foi promovida a supervisora de RH. “Atuei em projetos importantes da Companhia, como a implantação do Centro de Serviços Compartilhados. Alguns anos depois, fui promovida a Gerente Regional de RH, atuando no processo de fusão de Perdigão e Sadia”, conta.

Ela comenta que com as mudanças na estrutura em 2014, foi desafiada a atuar em uma área totalmente diferente, assumindo a Gerência Industrial de Herval d’Oeste. “Essa unidade se destacou pelas conquistas e pela condução assertiva no processo de transição das linhas de abate e presunto para outras unidades da BRF, além de conduzir o processo de mudança de escopo da unidade para Abate de Matrizes e Leitões, e reposicionando a planta com novos produtos, a exemplo de paio, linguiças saborizadas e a linha in natura de cortes suínos de fatiados”, menciona.

Em 2016, Lucinéia assumiu a Gerência Industrial de Campos Novos, uma planta nova onde atuou na formação das lideranças e na evolução nos resultados da unidade, com um movimento focado na Capacitação das Pessoas e em Qualidade. “Esse trabalho levou a planta a excelentes resultados. Com todo esse movimento, a Unidade tomou lugar de destaque, ampliando de maneira significativa sua atuação em vários países, tornando-se planta destaque em suínos da BRF”, orgulha-se. Hoje, ela está na unidade de Videira, SC, uma das mais importantes da BRF. “E muito feliz”, destaca.

Para Lucinéia, assumir as mudanças e cargos que foram oportunizados foi um desafio e uma responsabilidade muito grandes, especialmente por ser a primeira mulher a ser gerente industrial de uma grande empresa, uma posição historicamente ocupada por homens. “Mas uma experiência bastante positiva foi ter atuado, anteriormente, em áreas de RH, pois me abriram portas e uma certeza de que construímos resultados superiores quando trabalhamos fortemente com o desenvolvimento das pessoas. Tive o privilégio de aprender com grandes líderes que sempre me inspiraram e acreditaram em mim, me incentivando a buscar novas possibilidades. Hoje me sinto valorizada, superbem aceita realizando parcerias positivas e resultados consistentes”, afirma.

A gerente menciona que é notório que as mulheres estão assumindo cada vez mais posições diferenciadas dentro das agroindústrias, cooperativas e empresas do setor. “Isso mostra a capacidade e resiliência que temos. Percebo também que temos um longo caminho pela frente, por isso, o tema deve estar cada vez mais na pauta das organizações. Enquanto mulheres, precisamos nos posicionar, apoiar e nos fortalecer, pois a diversidade promove ambientes de trabalho mais saudáveis e potencializa os resultados”, diz. Segundo ela, é um privilégio estar neste momento em uma posição de tamanha relevância e sendo reconhecida por isso. “Quero que outras mulheres tenham a oportunidade de sentir o mesmo. É perceptível que estamos cada vez mais prontas para novas possibilidades e isso é muito importante para que possamos ir cada vez mais longe”, expõe.

Lucinéia comenta que percebe que as agroindústrias estão cada vez mais abertas e incentivando mulheres a assumirem posições de liderança. “Esse espaço tem trazido equilíbrio e muitos benefícios na gestão dos negócios. Essas experiências têm sido cada vez mais incentivadas e os resultados já são bastante perceptíveis”, avalia.

Para ela, o papel das mulheres dentro do agronegócio está cada vez mais destacado e ocupando seu espaço. “As mulheres são totalmente engajadas, empoderadas a assumir posições de liderança e mantendo a sensibilidade e o equilíbrio, o que contribui positivamente para um ambiente de trabalho mais saudável. Todos nós somos responsáveis por promover a igualdade de gênero”, conclui.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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