Empresas Suínos
Dicas importantes para uma boa nutrição dos leitões
Confira orientações essenciais para a fase de creche e para o pleno e saudável desenvolvimento do plantel


Foto: Divulgação
Por Marianne Kutschenko, Gerente de Desenvolvimento de Negócios de Suínos da Wisium ADM NA
O ganho de peso nas primeiras semanas de vida dos leitões tem relação direta com seu desempenho nas fases subsequentes. Melhorar a taxa de sobrevivência, crescimento e resistência a doenças de todos os leitões, é essencial para incrementar a produtividade da granja.
Neste contexto, as rações pré-iniciais irão contribuir diretamente e positivamente, amenizando os impactos da ingestão insuficiente de colostro e leite, dos desafios metabólicos do desmame sobre o metabolismo e a morfologia intestinal, sobre o sistema imunológico e sobre a capacidade de absorção de nutrientes dos animais por toda sua vida.
Dessa forma, todos os esforços para reversão dos impactos dos desafios sofridos pelo leitão nas primeiras semanas de vida melhoram a saúde do plantel, maximiza o peso ao abate e os índices produtivos da granja.
O peso dos leitões
Hoje em dia, dar à luz a mais de 16 leitões é comum em porcas hiperprolíficas. No entanto, essa melhora concomitantemente diminuiu o peso médio da ninhada ao nascer e aumentou a variabilidade do peso entre e dentro das ninhadas (desuniformidade), bem como a proporção de leitões com baixo peso ao nascer. Como consequência, o ganho médio diário de leitões nascidos de ninhadas grandes também diminuiu. Além disso, os leitões pequenos são mais sensíveis ao frio devido à menor reserva de energia corporal e são menos combativos para acessar as melhores tetas. Portanto, seu estado imunológico e nutricional é afetado, o que, por sua vez, compromete seu desempenho de crescimento e aumenta o risco de morbimortalidade.
Dentre todas as áreas de estudo direcionadas a esse segmento, não restam dúvidas de que a nutrição representa a mais promissora e efetiva das ciências aplicadas a essa fase.
Os principais fatores que afetam o peso do leitão ao nascer e ao desmame incluem crescimento intrauterino, ingestão de colostro, colonização microbiana precoce e produção de leite durante a lactação. Assim, investir na nutrição das fêmeas gestantes e lactentes, também melhoram os índices produtivos do plantel.
A nutrição e manejo dos leitões e das fêmeas devem:
1) Melhorar o crescimento fetal e tamanho dos leitões ao nascimento;
2) Fomentar a produção de colostro e leite;
3) Garantir conforto térmico;
4 ) Permitir e modular a colonização microbiana precoce e saudável;
5) Fornecer nutrientes essenciais para essas fases de acordo com os requerimentos dos animais.
Para alcançar e otimizar o desempenho dos leitões, obtendo êxito, é preciso aplicar também os conhecimentos já tradicionais:
1) Manutenção de sua temperatura corporal na maternidade e creche;
2) Fornecimento de alimentação complementar durante a lactação e estimular o consumo imediato no desmame;
3) Nutrição, que além de atender os requerimentos nutricionais, contribua para a integridade e função intestinal, equilíbrio da microflora e desenvolvimento de imunidade ativa.
Nesse sentido, os leitões precisam de um ambiente quente e seco para sobreviver, especialmente durante os primeiros dias após o nascimento.
O nascimento marca uma queda repentina na temperatura corporal como o sinal inicial para aumentar sua própria termogênese. No entanto, os leitões nascem com depósitos de energia muito pequenos. Sem a gordura marrom, os depósitos de glicogênio são capazes de fornecer energia por aproximadamente 16 horas, e a energia fornecida pelo colostro deve contribuir para garantir a sobrevivência do leitão, pois o leite transitório não é secretado até aproximadamente 34 horas após o parto. Nessas condições, os leitões recém-nascidos estão em um balanço energético negativo imediatamente após o nascimento devido à sua alta atividade física e alta necessidade de energia para termorregulação.
A recepção do leitão com um pó secante eficiente é essencial ao nascimento. Como exemplo, podemos citar que PURlite (pó secante da Wisium) melhora o GPD em cerca de 30% das 48 primeiras horas de vida dos leitões.
Por sua vez, as fêmeas estão em estresse térmico em quase todos os meses do ano, em países tropicais como o nosso, especialmente na maternidade, onde geralmente o ambiente é mais quente e fechado para proteger os leitões.
O estresse térmico, tanto na gestação, quanto na lactação, reduz o rendimento e o bem-estar: as fêmeas apresentam perda de apetite, incremento da temperatura corporal e aumento da frequência respiratória, que causam má digestão e absorção de nutrientes, acidose metabólica e inflamação e alteração da integridade intestinal.
Como é difícil manipular a temperatura ambiente da maternidade para não prejudicar os leitões, a solução mais viável é a suplementação de aditivos que contribuem para reduzir o incremento calórico e fornecer bem-estar “refrescando” o metabolismo e maneira geral.
Aqui no Brasil, em breve estará disponível o FreshUp, uma solução da Wisium, para mitigar esses efeitos do estresse térmico. Ele é composto por componentes funcionais antioxidantes para modular a inflamação da mucosa intestinal e o estresse oxidativo, melhorar a digestão aumentando as secreções no trato gastrointestinal, melhorando a permeabilidade intestinal. Quando adicionado nas rações das porcas, ele aumenta a ingestão de ração e água e diminui as perdas de peso corporal durante a lactação. Em um estudo feito no Brasil em 2020, o uso de FreshUp reduziu a perda de peso corporal das fêmeas em 29% durante a lactação.
Fase de creche
Já é consenso que o desmame é considerado um período crítico na vida do leitão. A redução na capacidade de ingestão de ração associada aos fatores estressantes do desmame conduzem à redução de desempenho, perda de peso e susceptibilidade a doenças.
Com o desmame precoce (3 – 4 semanas de idade), ocorre a substituição do leite da fêmea por uma ração sólida, interrompendo o aporte de nutrientes essenciais aos leitões (vitaminas, minerais, aminoácidos, imunoglobulinas, por exemplo), o que resulta em menor consumo de alimento, redução marcante do desempenho dos animais (baixo ganho de peso e baixa eficiência alimentar) e comprometimento da integridade intestinal e do metabolismo de maneira geral.
A transição de dieta líquida e frequente, para uma dieta sólida e menos frequente, implica em uma série de alterações na fisiologia digestiva. Com a retirada e substituição do leite materno como alimento principal, ocorre não somente um drástico decréscimo no aporte de imunoglobulinas, mas também de nutrientes essenciais e de diversos fatores de crescimento. Já está extensamente demonstrado que a atividade enzimática intestinal fica sensivelmente comprometida nos primeiros dias após o desmame, com redução da capacidade de digestão proteica e energética.
Como a primeira reação do sistema digestivo dos leitões é considerar a nova ração como um antígeno, eles também precisam adaptar seu sistema imunológico para aceitar essa nova ração. Como 70 a 80% das células imunes estão localizadas no intestino, essa adaptação pode gerar inflamação local e estresse oxidativo. Em contato com antígenos, os macrófagos, células de defesa, induzem a produção de marcadores pró-inflamatórios e de estresse oxidativo e isso consome muita energia e nutrientes.
Compreender a fisiologia intestinal pós-desmame é um passo essencial para a solução dos problemas práticos encontrados nesta fase, para fazer o melhor uso das tecnologias disponíveis.
As alterações estruturais e funcionais do tecido intestinal interferem diretamente sobre a saúde e o desempenho dos leitões. Dentre as alterações estruturais, destacam-se principalmente a redução na altura das vilosidades e o aumento na profundidade das criptas, com redução da atividade enzimática da borda em escova e sensível diminuição da capacidade de absorção de nutrientes.
O efeito combinado desses fatores está diretamente associado à redução de consumo e ao desempenho comprometido, que muitas vezes observamos nesta fase, em condições práticas.
Para todos os aspectos, existem soluções acessíveis e viáveis, como fornecer dietas pré-iniciais e iniciais com ingredientes digestíveis e funcionais.
Ao escolher um concentrado ou ração pronta, o produtor deve observar se ele contém ingredientes facilmente digeríveis ao trato digestível tão delicado dos leitões.
Ingredientes com carboidratos facilmente digeríveis, como arroz, farelo de bolacha; fontes com alta concentração de nutrientes disponíveis, como os processados da soja e do milho; boas fontes de lactose e de nutrientes prebióticos, probióticos; aminoácidos funcionais como ácido glutâmico, glutamina, treonina e triptofano; suplementação adequada de ácidos graxos poliinsaturados, vitaminas, minerais; e ativos fitogênicos, como exemplos. As linhas de concentrados WeanUp e Expertsui Baby da Wisium, por exemplo, possuem essas tecnologias que promovem um grande diferencial para alta performance e saúde dos leitões na creche.
Esses componentes mitigam os efeitos das limitações de digestão e absorção no intestino delgado, reduzem o substrato fermentável para multiplicação de bactérias patogênicas e enterotoxigênicas, causadoras de diarreias, contribuem para melhoria do desenvolvimento do sistema imunológico e melhoram o desempenho dos animais.
Outro aspecto importante a ser considerado é o tratamento das rações dos leitões e das fêmeas contra micotoxinas. É sempre interessante dar preferência à concentrados e núcleos que já contenham essa tecnologia em sua composição, se não for possível essa aplicação na propriedade. Mas a aplicação de um bom adsorvente é essencial, especialmente em momentos em que a qualidade do milho cai devido a sazonalidades de produção e oferta. Recomendamos o uso de T5X, que além de adsorvente, promove a desintoxicação por meio da biotransformação das micotoxinas e ainda possui beta-glucanos ativados que estimulam o sistema imunológico dos animais.
Fase crítica
A fase de creche pode ser considerada um momento crítico. Transição alimentar, mudança de alojamento, separação da mãe e da ninhada, variações fisiológicas e imunológicas, na temperatura ambiente, são algumas das grandes mudanças ao desmame. Os leitões estão enfrentando estresse multifatorial em um curto espaço de tempo.
Um dos impactos mais visíveis desse estresse é a grande diminuição do consumo de ração após a separação da mãe. Essa queda no consumo de ração provavelmente causa dificuldades para cobrir o suprimento adequado de nutrientes para suprir as necessidades de crescimento, ocorre redução da altura das vilosidades intestinais e, portanto, da área de absorção de nutrientes, e inicia o processo de mobilização das reservas corporais de gordura e músculos.
Além dessas consequências, existem impactos não visíveis a níveis fisiológicos e metabólicos. Na verdade, o desmame significa o primeiro encontro entre os leitões e algumas matérias-primas. Consequentemente, os animais têm que adaptar seu sistema enzimático para digerir essas novas matérias-primas, o que é uma mudança fisiológica importante. E mais: atualmente, estamos vivendo uma fase de transição importante, que é a adaptação à restrição do uso de antibioticos como promotores de crescimento.
Nunca se falou tanto do uso de substancias naturais para mitigar os efeitos da retirada dos antibioticos das rações. Alguns ingredientes atuam com eficiencia para modular a resposta imune dos animais e preservar a integridade metabólica em momentos de desafio. Na Wisium, temos disponível o B-Safe®, feito com uma combinação de dois ingredientes ativos (Zeolite e Cobre), que possuem efeito sinérgico na melhoria dos parametros zootecnicos e nas funções fisiológicas para melhorar o desempenho e saúde dos animais. Sua suplementação é indicada para todas as fases de produção. O B-Safe® é atraido por membranas polares das bacterias patogênicas (Gram + e Gram -) o que causa sua ruptura, enquanto aumenta a abundância de firmicutes (por exemplo Lactobacillus), cuja presença é benéfica para equilibrio de uma boa microbiota intestinal. Essa tecnologia também está incluída nas linhas de concentrados WeanUp e Expertsui Baby, da Wisium.
Em suma, a fase de creche requer muita atenção. Com o uso das melhores soluções e tecnologias, pode-se atingir o máximo desempenho dos leitões na fase de creche. Afinal, leitões mais pesados ao desmame têm uma taxa de crescimento mais alta e, consequentemente, requerem significativamente menos dias para atingir o peso comercial ao abate.
Portanto, estratégias que aumentam o peso ao desmame tem um impacto direto no desempenho geral da granja. Nesse sentido, programas de alimentação e manejo que visam acelerar a taxa de crescimento imediatamente após o desmame tem correlação direta com a redução do atingimento do peso ao abate, contribuindo diretamente para melhorar os índices produtivos e econômicos.

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Jefo impulsiona a produção animal após restrições a importantes APCs
Líder canadense em nutrição animal apresenta soluções inovadoras no SIAVS 2026

A Jefo Nutrition Inc., líder mundial em soluções de nutrição intestinal de precisão para animais estará presente no stand 54 do Salão Internacional de Proteína Animal – SIAVS 2026, de 4 a 6 de agosto em São Paulo. O maior evento do setor acontece pouco tempo após a recente proibição do uso de cinco importantes antibióticos promotores de crescimento (APCs) no Brasil, o que marca uma nova etapa na produção animal e acelera a busca por soluções naturais capazes de preservar a saúde e o desempenho animal, bem como a rentabilidade dos produtores. A medida segue uma tendência global de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública e responsável, segundo a Organização Mundial da Saúde, por milhares de mortes a cada ano.
Os benefícios da nutrição de precisão
Esse cenário reforça a importância da abordagem One Health, na qual a saúde humana, animal e ambiental estão interligadas e devem ser tratadas de forma integrada. Assim, a nutrição intestinal de precisão ganha protagonismo como uma abordagem científica que atua diretamente no trato gastrointestinal dos animais, contribuindo para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a maior estabilidade dos ingredientes ativos, a consistência dos resultados em campo e a redução dos custos de alimentação.
Jefo e a tecnologia de microencapsulação
Há mais de 40 anos, essa visão orienta as ações da Jefo, que investe continuamente no desenvolvimento de soluções capazes de melhorar a saúde intestinal, a eficiência produtiva e a rentabilidade da produção animal. Um dos grandes diferenciais da empresa canadense é a Jefo
Matrix, sua tecnologia original de microencapsulação reconhecida mundialmente por sua eficácia e por ser referência na proteção dos ingredientes ativos para alimentação animal. Ela permite proteger e liberar os compostos de maneira gradual e direcionada ao longo do trato intestinal.
Destaques no SIAVS 2026
Durante o evento a Jefo apresentará suas soluções inovadoras para avicultura, suinocultura, aquicultura e produção leiteira, com destaque para:
• Ácidos orgânicos e óleos essenciais microencapsulados, que auxiliam no controle de bactérias entéricas patogênicas, promovendo melhoria da saúde intestinal, redução de processos inflamatórios intestinais e otimização do desempenho zootécnico;
• Fórmulas de vitaminas do complexo B protegidas para vacas em período de transição e lactação, contribuindo para aumento da produção de leite e de seus componentes, além da modulação de distúrbios metabólicos;
• Metionina e lisina protegidas que, graças à Tecnologia Jefo Matrix, resistem às condições de peletização da ração, preservando sua eficácia e proporcionado resultados consistentes;
• Suplementos energéticos à base de óleo de palma, que fornecem energia de alta qualidade sem comprometer a palatabilidade do alimento;
• Soluções enzimáticas, como Protease Jefo e Xilanase Jefo, desenvolvidas para reduzir custos de formulação, maximizar o aproveitamento dos nutrientes e melhorar a conversão alimentar.
“A retirada gradual dos APCs está acelerando a busca por soluções nutricionais mais inteligentes e sustentáveis. A Jefo possui décadas de experiência em nutrição intestinal de precisão e tecnologias capazes de ajudar os produtores a manterem desempenho, saúde e rentabilidade sem comprometer a produtividade”, destaca Simone Cavalli, Diretora geral da Jefo do Brasil.
No evento, no qual estarão presentes executivos globais como Jean Fontaine, Presidente e Fundador do Grupo Jefo, e Emilie Fontaine, VP de Marca e Produtos, os visitantes poderão descobrir como a Jefo atua como parceira estratégica dos produtores em todas as etapas da produção, fornecendo não apenas produtos inovadores, mas soluções práticas, conhecimento técnico e suporte especializado para enfrentar os desafios atuais.
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Enfrentando o estresse térmico na suinocultura

Dias de calor intenso durante o verão ou em países tropicais podem representar um sério desafio para os animais de produção, causando estresse térmico, que compromete o crescimento e reduz o desempenho econômico das granjas. Na suinocultura, o estresse térmico afeta os animais em praticamente todas as fases de produção. Este artigo explora as principais alterações fisiológicas que os suínos apresentam nessa condição e apresenta soluções práticas para reduzir seus efeitos nocivos.
O estresse térmico começa no limite superior da zona de conforto térmico
O estresse térmico ocorre quando o animal está fora de sua zona de conforto térmico, a faixa de temperatura na qual o organismo se mantém em homeostase. Essa faixa é influenciada pela temperatura e pela umidade externas. O estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases do ciclo produtivo. Para um suíno em fase de engorda de 50 kg, o início do estresse térmico ocorre a partir de 25°C. Isso significa que qualquer temperatura acima desse ponto já começa a afetar negativamente o animal.
Consequências prejudiciais do estresse térmico sobre a fisiologia e o crescimento dos suínos
Entre os animais de produção, os suínos são particularmente sensíveis ao estresse térmico, pois possuem poucas glândulas sudoríparas e pulmões pequenos. Sua alta produtividade e seu rápido crescimento os tornam ainda mais suscetíveis a essa condição (figura 1). Quando a temperatura sobe, o suíno adapta seu comportamento: reduz a locomoção e a ingestão de ração, o que limita a termogênese (produção de calor pelo organismo). Além disso, sua frequência respiratória aumenta. O fluxo sanguíneo é redirecionado dos órgãos internos para a pele, a fim de eliminar o excesso de calor. Esse fenômeno é chamado de vasodilatação. Ele aumenta a termólise (dissipação de calor pelo organismo).
No trato intestinal, a falta de oxigênio causada pelo redirecionamento do fluxo sanguíneo prejudica as células epiteliais, que são muito sensíveis à hipóxia e à redução de nutrientes disponíveis, o que degrada o epitélio intestinal. Substâncias exógenas, como antígenos ou toxinas bacterianas, podem então ser transferidas do lúmen para a corrente sanguínea (leaky gut, ou aumento da permeabilidade intestinal), levando a uma resposta inflamatória e à produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). Trata-se de um círculo vicioso, já que as próprias ROS podem ser prejudiciais às células epiteliais quando produzidas em excesso.
Se prolongado, o estresse térmico pode causar diversos problemas no crescimento e no desempenho reprodutivo. Em suínos em fase de engorda, o aumento da temperatura levou a uma redução na ingestão de ração e no ganho de peso (Lee et al., 2019), reduzindo assim o peso de carcaça no abate.
Figura 1. Mecanismos de adaptação em suínos em fase de engorda sob condições de estresse térmico
Diversas soluções para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico em suínos
Diversas estratégias nutricionais e de manejo podem ser implementadas para mitigar os efeitos negativos do estresse térmico agudo. Com foco em aditivos alimentares, a Phodé lançou recentemente um novo aditivo alimentar desenvolvido para ajudar o suíno a vencer o calor! Esse aditivo é composto por extratos de especiarias picantes, incluindo capsicum, gengibre e pimenta. A forma galênica, desenvolvida pela equipe de pesquisa da Phodé, foi concebida para liberar os ingredientes ativos em locais-alvo específicos e garantir uma manipulação fácil do produto em escala industrial.
As especiarias picantes ajudam o suíno a lidar com o estresse térmico
Os ingredientes foram cuidadosamente selecionados pela equipe de pesquisa da Phodé para atuar em sinergia. As especiarias picantes podem ajudar a sustentar o metabolismo do suíno sob estresse térmico, limitando a inflamação intestinal e reduzindo o estresse oxidativo. Algumas são bastante conhecidas, como a capsaicina, um capsaicinoide da planta capsicum. Esse composto demonstrou se ligar ao receptor TRPV1 (Transient Receptor Potential Vanilloid 1) na boca e no intestino delgado dos suínos. O receptor TRPV1 é muito sensível a estímulos nocivos, como o aumento da temperatura, e está na origem da inflamação e da dor. Após exposição prolongada à capsaicina, a atividade do TRPV1 diminui, levando à redução dos efeitos pró-inflamatórios e ao alívio da dor. Diversos estudos demonstraram uma redução na produção de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6) por inibição da via NF-κB. O capsicum também demonstrou aumentar as atividades de α-amilase, lipase e protease no intestino delgado. Esse efeito pode ajudar o suíno a digerir melhor a ração em condições de calor. O gingerol é o principal composto ativo do gengibre. Ele também ativa o TRPV1, levando à redução da inflamação. Esse ingrediente também apresenta atividades antioxidantes indiretas, promovendo a transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes (como a glutationa peroxidase e a superóxido dismutase) por meio da via NRF2. A piperina, extraída da pimenta, atua em sinergia com as demais especiarias, potencializando a biodisponibilidade delas. Ao neutralizar as espécies reativas de oxigênio (ROS), atua como um potente antioxidante direto. A combinação dessas especiarias permite um ajuste fino das doses de cada ingrediente ativo necessário para influenciar a fisiologia do suíno sob estresse térmico.
Atuando sobre a fisiologia do suíno para vencer o calor: um caso de sucesso!
Um estudo recente, conduzido em uma estação experimental de renome no Brasil, demonstrou com sucesso os efeitos benéficos do novo aditivo alimentar (Kalyci, Laboratoires Phodé, França) em suínos nas fases de crescimento e terminação, tanto no peso corporal final quanto na conversão alimentar (CA) na fase de terminação. Os suínos suplementados com o aditivo à base de “especiarias picantes” apresentaram um aumento significativo no peso corporal final de + 2,4 kg e uma redução significativa da conversão alimentar (CA) em -0,26 g/g na fase final de terminação (figuras 2 e 3). Além disso, a suplementação dos suínos com esse aditivo alimentar levou a uma redução da temperatura corporal e de alguns marcadores hematológicos de inflamação.
Figura 2. Peso corporal final de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Figura 3. Conversão alimentar (CA) de suínos suplementados com especiarias picantes nas fases de crescimento e terminação.
Em conclusão, o estresse térmico pode afetar os suínos em todas as fases de produção, com efeitos de longo prazo que impactam o desempenho da granja. Suplementar os suínos com um aditivo alimentar à base de uma combinação de “especiarias picantes ” atuando em sinergia para atender às suas necessidades fisiológicas durante o estresse térmico é fundamental para o sucesso da produção. Por fim, mas não menos importante, a forma galênica desse aditivo, que protege os trabalhadores dos efeitos pungentes das especiarias, é igualmente fundamental para o sucesso na fábrica!
Autora: Dr. Elisa A. Arnaud1
1Laboratoires Phodé, Avenue Martelle, 81150 Terssac
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Importação contínua de reprodutores eleva patamar genético da suinocultura brasileira
Animais do Canadá e da Noruega são trazidos ao país para acelerar o ganho de produtividade nas granjas nacionais

Para garantir que o Brasil opere com o mesmo nível de excelência genética dos principais polos globais, a importação frequente de reprodutores garante acesso imediato ao topo da ciência global. Nesse sentido, a Topigs Norsvin, empresa de genética suína, conduz a maior rota contínua de importação de suínos do país.
A companhia desembarcou a terceira remessa de reprodutores deste ano no mês de julho e já prepara ao menos outras duas operações para 2026, consolidando a liderança absoluta na introdução de genética de ponta no Brasil.
“Nós precisamos garantir que o material genético utilizado nas granjas brasileiras seja o mesmo das nossas granjas núcleos na Noruega e Canadá. Com esse fluxo constante de importações, associados com alto nível genético e tecnológico das nossas granjas núcleo locais, nós garantimos que o produtor brasileiro tenha acesso a tudo que há de mais moderno em genética suína via as linhagens genéticas da Topigs Norsvin, afirma o diretor Técnico da Topigs Norsvin, Marcos Lopes.
Tecnologia global direto na fonte
O processo de importação foca em buscar os animais diretamente das estações Delta (centros mundiais de inovação, pesquisa e testagem de reprodutores) localizadas no Canadá e na Noruega. Nesses centros, que concentram o topo do melhoramento genético mundial da companhia e utilizam tecnologias avançadas de avaliação, os animais são avaliados por meio de tomografia computadorizada e tem seu consumo de ração individual mensurados por comedouros automáticos para medir a conversão alimentar de cada indivíduo. Além disso, todos esses reprodutores passam por uma minuciosa avaliação genômica para garantir o seu alto potencial genético.
“Nós sempre importamos um grupo seleto de reprodutores de alto mérito genético. Com essa estratégia nós utilizamos um material que vem direto da fonte primária e eliminamos qualquer tipo de defasagem genética, assegurando que o progresso genético chegue com força total aos produtores brasileiros”, detalha Lopes.
Distribuição estratégica pelo território nacional
A chegada contínua desses reprodutores ao país alimenta uma engrenagem de produtividade desenhada para beneficiar toda a cadeia. Os animais recém-chegados são direcionados para as centrais de inseminação próprias e parceiras espalhadas pelo Brasil.
“O nosso grande objetivo é desenvolver linhagens genéticas que entreguem resultados fantásticos a campo. Existem várias estratégias no mercado para disseminação genética, mas nós comprovamos que esse fluxo robusto de importações é o caminho mais eficiente para a evolução e a rentabilidade do setor”, conclui o diretor.





