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Copacol reconhece os Melhores das Integrações 2023

Cerimônia contou ainda com a celebração pelos 60 anos da Copacol: pioneira na diversificação no Oeste do Paraná, que oferece oportunidades por meio de ações inovadoras no campo.

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Copacol festeja excelentes resultados com cooperados no Oscar das Integrações - Fotos: Divulgação/Copacol

Para reconhecer as boas práticas dentro da propriedade que resultam em excelência produtiva, a Copacol realiza anualmente a Premiação dos Melhores das Integrações, consagrando os resultados elevados em Avicultura, Suinocultura, Piscicultura, Bovinocultura de Leite e Ovos Férteis em 2023. A cerimônia contou ainda com a celebração pelos 60 anos da Copacol: pioneira na diversificação no Oeste do Paraná, que oferece oportunidades por meio de ações inovadoras no campo.

“É uma grande honra receber os cooperados que se destacam nas atividades para a Premiação dos Melhores das Integrações. O ano de 2023 foi de desafios e esses resultados demonstram que é possível alcançar patamares elevados quando unimos orientação técnica, tecnologia e bom manejo. O sucesso das integrações no campo garante a continuidade das oportunidades para todos: renda para as famílias cooperadas e emprego nas cidades onde atuamos”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Esse é o Oscar de produtividade da Copacol: os melhores índices são classificados por regionais e premiados com cheques no valor de R$ 1,5 mil como reconhecimento pelo resultado. O momento mais esperado da cerimônia é o anúncio da premiação especial: apenas um cooperado por categoria recebe o vale-viagem de duas diárias – com direito a acompanhante – no Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu, que poderá ser desfrutado entre 2 e 4 de fevereiro. O presente contempla o extensionista que atende a propriedade, que também tem direito as diárias, com acompanhante.

Conheça os grandes premiados

Dos 769 avicultores integrados, 21 foram premiados. O Melhor da Avicultura é o cooperado de Cascavel, Nivaldo Parzianello, com 463 pontos no IEP (Índice de Eficiência Produtiva); a extensionista destaque na categoria é Mylenna Novaes Viana. “É uma emoção grande, viemos para receber a premiação da regional. Não esperávamos a classificação final”, afirma Parzianello.

Dos 169 suinocultores, três cooperados – um de cada regional – foram premiados pelo excelente IEP dos lotes. O Melhor na Suinocultura é o cooperado de Iracema do Oeste, Wagner Augusto Tesolin, com 625 pontos; a extensionista destaque na categoria é Mariana Isabel Schneider. “É uma emoção total, não esperava. Foi uma grande surpresa, ninguém falou nada que seríamos os vencedores na categoria. É muito bom”, afirma Wagner.

Dos 236 piscicultores, oito receberam premiação, com base na melhor remuneração por quilo dos lotes entregues. O Melhor na Piscicultura de 2023 é Mario Vicente Juk, cooperado de Cafelândia, que acumulou uma média de R$ 1,52 de remuneração; o extensionista destaque na categoria é Luiz Vitor Maximowski. “Sentimento de gratidão: a Copacol ajuda a gente a crescer. Além disso, a orientação técnica é muito importante para nos auxiliar nos trabalhos. A Diretoria que está do nosso lado”, afirma o cooperado Juk.

Na Bovinocultura de Leite, Devair Costa recebeu dupla premiação: o cheque de R$ 1,5 mil, como destaque entre os oito integrados da Cooperativa, por atingir na propriedade uma média de 33,69 litros de leite/vaca/dia; além do vale-viagem para o Recanto Cataratas. “Esse momento é especial: a família Copacol unida para celebrar os excelentes resultados, ficamos felizes. É um dia de glória”, afirma Costa. O médico veterinário Gilvani Meurer é o destaque na categoria.

Das 26 propriedades integradas para o fornecimento de ovos férteis, a grande premiada é do município de Goioerê, com maior média de pintainhos por matriz: 159,88 por fêmea. A cooperada Andreia Krohling Barella também levou o vale-viagem e o cheque de R$ 1,5 mil. “É muito emocionante participar desse momento. Somos cooperados há muitos anos e no ramo das matrizes estamos gratos por celebrar os 60 anos da Copacol”, destaca Andreia. O extensionista Willian dos Reis é o destaque na categoria.

Fonte: Assessoria Copacol

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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