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Guilherme Augusto Vieira

Conheça uma nova opção de controle de carrapatos e moscas nas produções pecuárias

O Nim apresenta uma série de compostos, dentre os quais a azadiractina , substância em maior concentração e que apresenta maior atividade tóxica contra insetos

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A presença de moscas ( Mosca do Chifre, Mosca doméstica, Moscas dos Estábulos, Mosca do Berne) e carrapatos nas produções pecuárias causam sérios prejuízos sanitários e econômicos nas produções pecuárias, provocando doenças, stress nos animais, além de diminuir as produções leite , carne e ovos.

Na maioria das vezes, devido a diversas causas, o controle destas pragas é oneroso e sem o efeito desejado acarretando dores de cabeças nos proprietários que buscam desesperadamente a melhor forma de controle.

Os métodos de controle tradicionais com a utilização de inseticidas através de pulverizações nos animais e no ambiente mostram-se ineficientes e as vezes são utilizados de forma inadequada pelos funcionários e produtores rurais.

Diante do exposto, neste comunicado será apresentado uma nova opção no controle de moscas e carrapatos, o Nim ( ou Neem), utilizado tanto no controle de pragas no  ambiente quanto nos animais.

Segundo Andrade et al (2001) & Marcucci (2013), O nim é uma espécie tropical. nativa da índia, com nome científico Azadirachta indica, da família da Melliaceae.

Seu sistema radicular profundo está bem adaptado a retirar água e nutrientes em altas profundidades do solo, mas é muito sensível à inundação. A planta de nim está adaptada ao clima quente e seco, mesmo com temperatura próximas a 50oC e precipitação anual variando de 400 a 1200 mm.

A planta pode se desenvolver em muitos ambientes adversos incluindo solos secos, pobres em nutrientes, pedregosos, rasos ou ácidos. A planta se desenvolve bem em áreas tropicais e subtropicais do mundo. Para o cultivo, as sementes são obtidas de populações naturais. As sementes devem ser plantadas o mais rápido possível, pois perdem o poder germinativo em cerca de dois meses. (Andrade et al (2001) & Marcucci (2013).

O Nim apresenta uma série de compostos, dentre os quais a azadiractina , substância em maior concentração e que apresenta maior atividade tóxica contra insetos. É encontrada em vários órgãos da planta, principalmente nas sementes, sendo utilizada na forma de óleo ou de extratos aquosos ou orgânicos, consistindo extratos comerciais ou semicomerciais.

Vejam que interessante: As principais vantagens do nim em relação a outras plantas inseticidas são a atividade sistêmica, eficiência em baixas concentrações, baixa toxicidade a mamíferos e menor probabilidade de desenvolvimento de resistência pela ocorrência de um complexo de princípios ativos.

O extrato de nim causa a morte dos insetos por contato e ingestão, além de reduzir o consumo de alimentos retardando o desenvolvimento e impedindo a deposição de ovos pelos insetos adultos.

 

Utilização no controle de pragas nos Animais:

As propriedades do nim podem ser utilizadas também no combate às pragas que infestam animais, como carrapatos, moscas-do-berne, pulgas, piolhos e mosquitos em geral. O óleo e a torta de nim são os modos de preparo mais usados.

O óleo é diluído na concentração de 1 litro de óleo para 100 litros de água antes da pulverização dos animais no final da tarde, pois o princípio ativo do óleo é degradado pelos raios ultra violeta do sol

A EMBRAPA (2001) nos apresenta uma série de preparados no qual as folhas e sementes de Nim são utilizados.

 

Extrato de folhas: Para o preparo do extrato de folha. colocar em um tambor plástico 100 litros de água e 1.250 g de folhas picadas ou trituradas para uma melhor extraçáo do principio ativo. Deixar essa mistura em repouso por 12 horas, tendo o cuidado de mexer duas a três vezes. Em seguida coa-se e utiliza-se imediatamente.

 

Extrato de Sementes:

1) Triturar 1.5 kg a 3.0 kg de sementes em liqüidificador industrial ou moedor e deixar em infusão por 12 horas em 100 1 de água, agitando-se, pelo menos, a cada duas horas. Para utilização do extrato, coá-lo em tecido fino de algodão para evitar entupimento do bico do pulverizador:

2) Colocar 5.0 kg de sementes de nim. secas e moídas, dentro de um saco de tecido de algodão, amarrá-lo e colocá-lo num recipiente com 5.0 litros de água e deixar em repouso por 12 horas. Após esse tempo. extrair. por meio de maceramento, o máximo possível do extrato das sementes do saco de tecido. Adicionar ao extrato10 g de sabão derretido em água. Misturar bem e acrescentar água para obtenção de 500 litros do preparado.

Atualmente há no mercado vários produtos a base de Nim para controle de pragas assim como utilizados na nutrição animal “misturados” ao sal mineral, porém não há estudos complementares científicos comprovando sua eficácia (sal mineral).

Quanto a utilização do Nim em controle de pragas, comungo da mesma opinião da Colega Rosângela Marcucci(2013):

“O nim não se apresenta como uma solução para todos o problemas, mas sim como uma alternativa viável do ponto de vista econômico, ambiental e ecológico por seu baixo custo, baixa toxicidade a mamíferos, preservação dos inimigos naturais e dificuldade de selecionar indivíduos resistentes”.

 

Recentemente visitei algumas granjas de produção de frangos de corte e vi nos espaços entre os galpões as árvores de nim e os trabalhadores relataram a efetiva ação repelente contra moscas feite pela planta.

Não custa tentar, vamos estudar as várias alternativas no controle de carrapatos e moscas, os animais e o meio ambiente agradecem.

Vejam os Manuais Farmácia na Fazenda : gado de leite, corte, suínos, caprinos e ovinos que possuem orientações nas compras de insumos pecuários.

Visite o site:www.farmacianafazenda.com.br

Fonte: Prof. Guilherme Vieira

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Guilherme Augusto Vieira Artigo

Você sabe o que é Sequestro de Bezerros?

Sequestro de Bezerros é uma ótima opção para encurtar a recria, o ciclo produtivo da pecuária de corte e preservar a qualidade das pastagens durante o período de estiagem

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Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário, professor universitário e colunista do Jornal O Presente Rural

A produção brasileira apresenta alguns desafios como introduzir a pecuária de ciclo curto (diminuir o ciclo longo produtivo), melhorar as taxas de natalidade, melhorar a qualidade de carcaça dos animais, recuperar as pastagens, reduzir a taxa de mortalidade dos animais e principalmente procurar encurtar os ciclos de cria e recria.

Atualmente, observa-se no Brasil um avanço na produção intensiva brasileira utilizando-se as tecnologias na fase de engorda como uso de confinamento e semiconfinamento de bovinos, havendo necessidade de preparar os animais para a pecuária intensiva.

Uma das alternativas para encurtar o ciclo da recria e preparar os animais para o confinamento é a adoção do Sequestro de Bezerros em Confinamento.

O objetivo deste “paper” é apresentar as bases conceituais do Sequestro de Bezerros, suas vantagens e desvantagens.

O que é o Sequestro de Bezerros?

Um dos maiores problemas observados na pecuária de corte nacional é o longo tempo do período da recria, onde os animais permancem na fazenda provocando altos custos operacionais.

De acordo com Silveira (2012), o período longo da recria traz alguns prejuízos, a se destacar:

  • Acelera a degradação das pastagens, pois os animais passarão mais de um período de seca invernal na propriedade;
  • Inchaço das propriedades, pois o fluxo de entrada de bezerros sempre será maior que o da saída, fato esse que obriga a abertura de novas áreas de pastejo e /ou o arrendamento de pastos;
  • Atraso na idade de abate, em média acima de 36 meses no país, consequentemente onerando o custo de produção além de prejudicar a qualidade da carcaça e da carne.

Uma das alternativas para encurtar esta importante fase do cilco produtivo é o Sequestro dos Bezerros em Confinamento.

O sequestro de bezerros em confinamento vem a ser o “confinamento” de bezerros ou bezerras, por um período de tempo.

Geralmente o Sequestro de Bezerros ocorre no período de transição entre o período seco e o período das chuvas, onde as pastagens estão com baixa qualidade e o produtor deseja recuperar as pastagens.

O sequestro de bezerros tem a finalidade de encurtar o período de recria e o tempo decorrente da pós-desmama ao início da engorda, melhorando a eficiência produtiva dos animais.

Realiza-se o Sequestro de Bezerros devido algumas circunstâncias:

  • De acordo com a necessidade de cada produtor, seja por seca severa;
  • Falta de pastos;
  • Boa oportunidade de compra de animais em um momento com baixa disponibilidade de capim na fazenda.

Tipos de sequestro de bezerros:

  1.  Bezerros Machos em recria
  2. Bezerras e novilhas de reposição

Vantagens e Desvantagens do Sequestro de Bezerros

  • Prepara os animais para o confinamento ou semiconfinamento, com adaptação das dietas;
  • Diminuição do estresse;
  • Diminui a pressão sobre o uso de pastagens no período seco;
  • Desenvolvimento das papilas ruminais, que tem por função melhorar a absorção de nutrientes, pois por falta de nutrientes no pasto apresentam-se pequenas e finas, mas que aumentam em 50% na presença do amido dos concentrados;
  • Melhora a eficiência produtiva dos animais, com ganho de peso e desenvolvimento dos animais durante o período seco.

As desvantagens para a implantação do sequestro dos bezerros consistem no custo operacional, disponibilidade de maquinários e qualificar a mão de obra, compras de rações e matérias-primas.

Vale ressaltar algumas considerações sobre o Sequestro de Bezerros:

  • Separar os pastos onde será realizado
  • Planejar a nutrição animal, armazenamento de de matérias primas e manejo sanitário
  • Lembrem-se: Os animais ficarão 45 a 90 dias “comendo”, logo não pode faltar alimentação.

Conforme demonstrado, o Sequestro de Bezerros é uma ótima opção para encurtar a recria, o ciclo produtivo da pecuária de corte e preservar a qualidade das pastagens durante o período de estiagem.

Fonte: Assessoria
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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Semiconfinamento de bovinos: preparo dos animais garante boa produção

O semiconfinamento exige estruturas e manejos diferenciados

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Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário e professor Universitário

Segundo a ABIEC (2019), o rebanho brasileiro em 2018 é de 221,81 milhões de cabeças de gado distribuídos em 162,19 milhões de hectares, com uma média de ocupação de 1,37 cabeça/ hectare. Neste ano (2018) foram abatidas 44,23 milhões de cabeças de gado, sendo que 4,09 milhões de cabeças oriundas da produção intensiva, predominantemente o confinamento de bovinos. Ao analisar os dados apresentados quanto a produção intensiva, conclui-se que o sistema predominante no Brasil é a pecuária extensiva.

Todo este crescimento observado na produção de pecuária deveu-se ao avanço destas atividades produtivas, principalmente no que tange as melhorias nos manejo sanitário, nutricional, melhoria genética dos animais, além da adoção das inovações tecnológicas, entre elas, a prática da pecuária intensiva (confinamento e semiconfinamento), a pecuária de ciclo curto, que levaram a melhorar a eficiência produtiva em termos de quantidade e qualidade da carne bovina.

Um das alternativas de pecuária intensiva é a adoção do semiconfinamento, no qual ocorre a suplementação de bovinos a pasto, com baixos custos operacionais e investimentos em instalações e equipamentos.

Sabe-se muito pouco sobre o semiconfinamento, com poucos trabalhos,  sendo que a maioria dos produtores entende que “semiconfinar” é separar um pasto, soltar os animais em lotes, colocar cochos e suplementos no meio do pasto sem obedecer os critérios técnicos necessários.

O semiconfinamento exige estruturas e manejos diferenciados com a finalidade de proporcionar aos animais um máximo desempenho e consequentemente uma boa produtividade e lucratividade.

Um dos manejos diferenciados é o Preparo dos Animais para o Semiconfinamento, compreendendo, a escolha dos animais, forrageiras e pastos adequados, o manejo sanitário preventivo, o manejo nutricional adaptativo,a apartação, e formação dos lotes, a marcação e pesagem dos animais, procedimentos praticados nos animais antes de “sua entrada” nos piquetes.

Após muitos anos de estudos, orientamos trabalhos de conclusão de curso sobre a matéria, entendemos que o semiconfinamento não pode ser realizado de uma forma empírica e que o bom preparo dos animais garante produção de qualidade.

Lembrem-se: O semiconfinamento é realizado com animais saudáveis, vacinados, vermifugados e bem alimentado.

Fonte: Guilherme Vieira
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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Ingestão de água com algas pode levar animais a morte

Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados

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Artigo escrito por Guilherme Vieira, médico veterinário e professor universitário

Se a sua fazenda apresenta problema da água que os animais bebem estar com algas, seus animais correm sérios riscos de ficarem doentes e até mesmo ir a óbito. Estas algas, dentre os grupos de algas que se desenvolvem nos bebedouros, estão as Cianobactérias, que é um grupo de algas cianofíceas.

Algumas florações de cianobactérias provocam alterações no gosto e no sabor da água, redução no oxigênio dissolvido, além da liberação de toxinas prejudiciais à saúde do homem e dos animais. Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados.

As toxinas das cianobactérias são conhecidas como cianotoxinas. As cianotoxinas produzidas ficam contidas dentro das células de cianobactérias em crescimento ativo, são liberadas para a água quando as células envelhecem, morrem ou rompem, tornando-se toxinas dissolvidas na água.

Um dos gêneros mais comuns de incidência nas florações algais é o gênero Microystis que sintetiza uma hepatotoxina chamada Microcistina, que pode permanecer na água por mais de 03 semanas (JACINAVICIUS, 2015)

Mas porque ocorre o aparecimento de algas no interior dos bebedouros dos bovinos?

O aumento da “população” de algas nos ambientes aquáticos deve-se a ocorrência da Eutrofização, que vem a ser um enriquecimento artificial causado pelo aumento das concentrações de nutrientes na água, principalmente por compostos nitrogenados e fosfatados, resultando num aumento dos processos naturais da produção biológica (Veiga,2011 apud Silva,2011).

A eutrofização natural ocorre em águas provenientes do escoamento superficial e também dos rios das bacias de drenagem que arrastam a matéria orgânica para dentro destes ecossistemas. Daí conclui-se que a captação de água dos rios são armazenadas e distribuídas aos bebedouros encontra-se rica em matéria orgânica , fato este que propicia ao aparecimento das algas.

Além disso, segundo levantamentos e pesquisas relatadas por Vieira (2019), na maioria das vezes não uma limpeza e higiene dos bebedouros nas fazendas, não ocorre tratamento das águas ,  propiciando o desenvolvimento das algas e bactérias nos bebedouros.

Vale ressaltar, que depois que publiquei este relato de caso no meu site, recebi várias comunicações de bebedouros sujos com algas em todo o Brasil, mortes de animais e outras conversações sobre o assunto, mas nada que pudesse comprovar os fatos.

Outra questão importante é quanto a ingestão da água de qualidade. Bebedouros com águas sujas limitam o consumo de água por parte dos animais e os animais entram em emagrecimento progressivo, pois não ingerem a quantidade de matéria seca para o seu desenvolvimento.

Como resolver o problema de limpeza dos bebedouros?

Após pesquisar bastante sobre o assunto, propus para o proprietário da fazenda um Programa de Higiene de bebedouros (PHB), com várias etapas. O mesmo aceitou e colocamos mãos à obra.

Qual a finalidade do PHB?

A finalidade do PHB é manter a saúde dos animais através da diminuição da possibilidade de contaminação de doenças de origem hídrica, mantendo os níveis baixos dos agentes patogênicos nos bebedouros.

É importante que todos na fazenda tenham consciência da importância do PHB e que todos os colaboradores, gerentes, proprietários sejam educados quanto a importância e conhecimento das etapas do PHB, estando cientes das consequências de seu emprego incorreto.

Quando foi elaborado o  Programa de Higiene de Bebedouros pensou-se em propor um programa de fácil execução, com adoção de técnicas simples, utilização de materiais de fácil acesso e o mais importante: seja executado da maneira mais simples possível.

Os detergentes e desinfetantes são de usos específicos, devem ser aplicados de maneira correta, com indicação técnica, ou seja não se deve utilizar detergentes neutros e desinfetantes de uso doméstico, pois não apresentam efetividade na remoção da matéria orgânica.

Os trabalhos para elaboração, testes e execução do Programa de Higiene de Bebedouros ocorreram no período de Janeiro a dezembro de 2018.

Ao concluir este trabalho, verificou-se que água suja com algas pode levar os animais a morte, interfere na sanidade animal e também no consumo limitante da matéria seca.

Demonstrou-se também que há soluções técnicas como o Programa de Higiene de Bebedouros que deve ser executado de acordo com as orientações técnicas adequadas.

Quem desejar conhecer mais sobre o nosso trabalho, visite o site: www.bebedourolimpo.com.br ou através do email: bebedourolimpo@gmail.com.

Fonte: Assessoria
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