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Comparação de distintas fontes comerciais de metionina

Conhecer o valor nutritivo da MHA em relação à DLM é um pré-requisito importante para tomada de decisão sobre qual fonte de metionina utilizar

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Artigo escrito pela equipe técnica da Evonik

A metionina, um dos principais aminoácidos essenciais para manutenção e crescimento, é o primeiro limitante em aves e segundo para suínos, com principal função de participar da síntese proteica, além da fonte de enxofre que pode ser doado para a síntese de outros componentes químicos. Por sua vez, a metionina atua na síntese de cisteína, que é também utilizada para a síntese da proteína corporal, formação da pele, penas, e importante no estresse e ao status inflamatório. Outro aspecto importante da participação da metionina é no ciclo da transmetilação, formação de S-adenosilmetionina, doador de grupo metil para síntese de creatina, fosfotidilcolina e poliamina, e também é percussor para síntese de proteínas que podem ser incorporados em glutationa ou catabolizado a taurina.

Os aminoácidos de maneira geral são encontrados nas formas isoméricas levogiro (L) e dextrogiro (D), todavia apenas os aminoácidos na configuração L são utilizados na síntese proteica. Dependendo da espécie animal, alguns isômeros D-aminoácido podem ser aproveitados com várias eficácias, como D-metionina que é 100% aproveitada pelas aves e suínos. A utilização do isômero D-metionina é através da desaminação oxidativa do isômero e a segunda a transaminação do cetoácido para a configuração da L-metionina.

Existem diferentes produtos disponíveis no mercado capazes de fornecer metionina nas formulações, como a DL-Metionina 99% (DLM 99%) que é uma mistura racêmica entre os isômeros levogiro e dextrogiro; e seus produtos análogos como a metionina hidróxido análoga (MHA) ou ácido 2 hidroxi4metil-tio-butanoico (HMTBa) como também é chamada, em sua forma líquida conhecida como MHA-FA 88%, e a metionina hidróxido análoga cálcica, na forma pó (MHA-Ca 84%). Para formar a MHA-Ca é realizada uma reação da MHA-FA 88% com di-hidróxido de cálcio, permitindo a formação do produto na forma pó. Os análogos diferenciam-se da metionina por apresentarem um grupamento hidroxila (OH) no lugar do grupamento amina (NH2), localizado no carbono alfa da molécula.

A DLM 99% em sua forma, possui 99% de DL-Metionina e 1% de água. No entanto, a MHA-FA apresenta uma fração de 23% de oligômeros (dímeros e trímeros), 65% de monômeros e 12% de água. Já a MHA-Ca, em sua forma pó, apresenta 2% de água, 12 a 14% de cálcio e 84 a 86% de monômeros. Há controvérsias em relação aos componentes descritos da MHA que pode prejudicar a sua biodisponibilidade, onde existe a necessidade da hidrólise dos dímeros e oligômeros para monômeros, forma em que é absorvida de maneira eficiente. Além disso, tal processo é lento em condições fisiológicas, por sua vez a diferença de absorção da MHA tem sido descrita, e sua baixa efetividade pode ser explicada em partes, devido ao aumento da excreção de oligômeros encontrados nas excretas.

Além disso, a molécula de MHA contém um grupamento hidroxila, ao contrário da molécula de DLM que contém um grupo amino (NH2+). Há necessidade da MHA para transformar-se em uma molécula de metionina, ocorre uma reação no fígado através da substituição do grupo hidroxila pelo amino, tornando-se assim a MHA uma molécula ativa para atender as necessidades biológicas. Tal fato, esboça um esforço fisiológico, incluindo enzimas específicas para que MHA torne-se uma molécula de L-metionina. A DLM também necessita de metabolismo celular para transformar seu D-isômero em L-metionina, no qual, ambos os isômeros de metionina não necessitam receber grupos amino.

Dessa maneira, o valor da biodisponibilidade (bio-eficácia) das fontes de metionina é uma informação muito importante para os departamentos de nutrição e compras. Podemos considerar que a biodisponibilidade é um valor relativo que compara o potencial nutricional ou a eficiência de um nutriente com base em um determinado padrão de nutriente. O método dose-resposta é o método tradicionalmente utilizado para definir as exigências dos monogástricos, no qual é baseado na resposta do animal ao aumento na ingestão de um determinado nutriente. A adição de um nutriente limitante na ração, mantendo os demais níveis de outros nutrientes adequados, promove o crescimento do animal até a exigência ser atendida. Conhecer o valor nutritivo da MHA em relação à DLM é um pré-requisito importante para tomada de decisão sobre qual fonte de metionina utilizar, levando em conta o custo na compra de ingredientes para a formulação de dietas e para a produção animal. Os estudos de bio-disponilbilidade das distintas fontes de metionina têm sido realizados durante muitas décadas. Em 2014, uma publicação apresentou um valor médio de bio-eficácia (BE) entre diferentes artigos de 63, 64 e 59% para ganho de peso (GP), conversão alimentar (CA) e rendimento de peito (RP), como mostra na tabela 1.

Entre os anos 2015 e 2016, mais pesquisas foram desenvolvidas na América Latina para comprovar as hipóteses mencionadas nesse artigo como mostra na tabela 2.

No Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) na Argentina, ao avaliar a BE da MHA-Ca, foi adicionado um tratamento com uma DL-Metionina diluída até que a concentração de 65% (DLM65), com resultados encontrados de 73 e 64% aos 28 dias; e 53 e 65% aos 42 dias, respectivamente para MHA e DLM65. A DLM diluída até 65% mostrou um comportamento semelhante a MHA, com valores médios de 63 e 64,5% para as duas fontes testadas. Outros trabalhos, como na Universidade Estadual Paulista (Unesp 2015) com resumo publicado no Poultry Science (New Orleans/EUA 2016), Universidade Federal de Lavras (UFLA 2015) com resumo no Poultry Science no Brasil (Campinas/SP 2016) e Universidade Estadual de Maringá (UEM 2016), apresentaram resultados de BE para MHA conforme relatados na literatura, sustentando a eficiência das dietas com MHA com bio-disponibilidade próxima de 65%. Com base nesses estudos, os valores médios de BE para MHA são de 62 e 66% para conversão alimentar e ganho de peso, respectivamente.

Mais recentemente em 2018 o EFSA (European Food Safety Authority) que é um organismo da União Europeia que visa fornecer à Comissão Europeia e ao público pareceres científicos independentes sobre a segurança alimentar e os riscos possíveis na cadeia alimentar, conduziu uma meta-análise que mostrou que as bioeficácias da MHA foram 71 e 69% dos valores da DL-metionina na base produto para ganho de peso diário (GPD) e conversão alimentar, respectivamente. As principais razões para a baixa bioeficácia são: a microbiota do intestino delgado compete com o animal mais usando MHA do que a DL-metionina; e MHA e seus sais podem conter, além do sal e ácido livres, quantidades de dímeros, trímeros e oligomeros, conhecidos por terem baixa bioeficácia.

Diante do exposto, podemos concluir que o baixo aproveitamento da MHA mencionado por pesquisas, pode ser comprovado com os valores de BE apresentados em estudos recentes, com valores médios próximos de 65%.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Se sentindo em casa

Lar se torna a quarta potência da avicultura brasileira

Com incorporações de mais duas plantas industriais, cooperativa paranaense passa a abater quase 1 milhão de aves por dia, ficando atrás apenas de BRF, JBS e Aurora

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Divulgação/Lar

A Lar Cooperativa Agroindustrial deu passos ousados em 2020. Assumiu duas novas plataformas industriais de abate e processamento de aves, uma em Rolândia, no Noroeste do Paraná, distante a 450 quilômetros de sua sede, que fica em Medianeira, Oeste do Estado, e outra em Marechal Cândido Rondon, a 120 quilômetros de sua sede. Somadas com as indústrias de Matelândia e Cascavel, ambas também no Oeste paranaense, a Lar passa a abater 925 mil frangos por dia, se tornando a quarta maior potência da avicultura brasileira, atrás apenas de BRF, JBS e Aurora. E os planos de expansão não param por aí.

A mais recente aquisição foi o frigorífico de aves da Copagril, cooperativa de Marechal Cândido Rondon que, assim como a Lar, faz parte da Central Frimesa – que reúne ainda C.Vale, Copacol e Primato. As cooperativas produzem suínos e leite que são dirigidos para a Frimesa, que processa e vende para o mundo. Na avicultura é diferente. Cada cooperativa, exceto a Primato, tem seus frigoríficos de aves e produtores rurais integrados. O que a Lar fez agora foi assumir o frigorífico da Copagril, que estava com a capacidade de produção estagnada em 170 mil aves por dia, cinco dias por semana, há vários anos.

Com a demanda reprimida na região de Rondon, ou seja, avicultores querendo ampliar ou entrar na atividade, a Lar observou a oportunidade, diante de possíveis dificuldades na administração do setor avícola da cooperativa rondonense.

A Lar Cooperativa Agroindustrial assumiu as operações da planta em Marechal Rondon em 04 de janeiro. Além disso, a transação de R$ 410 milhões incluiu a compra da fábrica de rações da Copagril, em Entre Rios do Oeste, e toda a frota logística, como caminhões e carros para assistência técnica, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios e contratos de produção avícola com parceiros integrados. A negociação foi finalizada em novembro do ano passado depois de mais de um ano de conversas entre as partes. A aquisição de ativos da Copagril pela Lar foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), conforme publicado no Diário Oficial da União no dia 29 de dezembro de 2020.

A transmissão de comando do setor avícola da Copagril para a Lar contou com a presença dos presidentes da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, e da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, diretores das duas cooperativas, prefeitos e lideranças. O evento foi restrito a poucas pessoas devido às normas de prevenção à Covid-19.

 Em entrevista exclusiva ao jornal O Presente Rural, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, destaca que em pouco mais de 20 anos, a avicultura mudou os rumos da cooperativa e da região Oeste do Paraná, demonstra ousadia para ampliar ainda mais o número de abates neste ano e ultrapassar 1 milhão de abates diários em 2022.

“Desde que assumi a gestão da Lar sempre me preocupei em buscar oportunidades de renda para os pequenos produtores rurais, tendo em vista que sou filho de pequenos produtores, meus irmãos são pequenos produtores, e conheço bem essa luta do pequeno produtor que precisa de renda para ter mais qualidade de vida.

Tentamos novas atividades como ampliar a suinocultura, atividade leiteira, ovos de postura comercial (no passado era um volume muito tímido), e também fomos industrializar mandioca e produzir hortigranjeiros. Quando implantamos o projeto de frangos vimos que a vocação natural do nosso produtor é a agricultura, e a diversificação que eles gostam para ter mais renda não temos dúvida que é a pecuária. Suínos, ovos, leite e frango, sendo que frango de corte foi o que apaixonou a todos, uma atividade de ciclo rápido e que converte ração em carne, proporcionando maior agregação de valor.

Nossa região era exportadora de soja e milho, e hoje é importadora de grãos para produzir mais rações. O que gera muito mais valor para a região, gera mais impostos para o Estado e municípios, além de gerar muito emprego. Na avicultura, para cada emprego gerado em indústria de frango, gera-se outros 17 empregos indiretos. Uma atividade que traz uma riqueza muito grande para a região”, cita o presidente.

Além da aquisição, a Lar vai investir R$ 60 milhões nas plantas industriais de abate e de rações. “Existe aqui um represamento de pessoas que querem produzir mais frango, como também produtores que desejam entrar na atividade e a Lar tem essa capacidade imediata de produzir mais frango sem ampliar. Com alguns investimentos nesta planta nós vamos poder abater mais, aos sábados, e elevar em pelo menos 20% a capacidade do frigorífico. Para isso, Rodrigues diz que deve investir R$ 20 milhões para resolver o problema de escassez de água na indústria. “O projeto para a captação de água está pronto e aprovado pelos órgãos ambientais. Estamos colocando em prática”, destaca. De acordo com Rodrigues, parte do abastecimento de água da indústria era feita por caminhões, com pouca eficiência e altos custos. “Vamos eliminar o problema da falta de água e ampliar a produção”, projeta. “Com isso, vamos gerar mais 400 postos de trabalho”, destaca. Atualmente, a Lar abate 155 mil frangos por dia na planta de Rondon. A redução do abate, de acordo com Rodrigues, é para ajustar-se ao mercado e ter mais lucratividade, mas é momentânea.

Para ampliar a produção em Rondon, até o fim deste ano a Lar vai precisar de 50 novos aviários. “Atualmente estamos abatendo 155 mil aves/dia, uma redução para se obter a melhor rentabilidade da indústria. Temos alguns gargalos pequenos para equacionar e retomar a capacidade. A capacidade plena de abate desta planta é 175 mil aves/dia, o planejamento para 2021 é abater aos sábados no segundo semestre, o que já representará uma ampliação de abate na ordem de 18%, que consequentemente ampliará o número de empregos em aproximadamente 400 novas vagas. Esta planta tem atualmente 386 aviários integrados no sistema. Para atender a demanda deste ano vamos precisar de mais 50 aviários”, menciona o presidente.

Em quatro anos, o abate da planta pode ser duplicado, para quase 350 mil frangos ao dia. “A Lar tem investimentos sendo feitos nas plantas de abate de Matelândia e Cascavel e estudos de ampliar a planta de Marechal Cândido Rondon, onde temos possibilidade de oportunizar mais aviários, possibilitando até 2024 dobrar a integração dentro do projeto se houver produtores interessados na atividade”, acentua o cooperativista.

Rodrigues disse que a intenção é fazer isso no curto prazo. “Se eventualmente houver frango em excesso aqui, no começo podemos abater em Cascavel ou Matelândia até ampliar aqui. É um pouco da história do ovo e da galinha, o que vem primeiro? Não adianta aumentar a capacidade da planta se ainda não tem frango no campo, então a produção de frango é a primeira a começar para a partir de então ampliar a indústria”, pondera.

Fábrica de rações

Outros R$ 40 milhões serão destinados para a fábrica de rações em Entre Rios do Oeste para acabar com o problema da escassez de ração entre produtores. A indústria passou a ser dedicada, ou seja, exclusiva para produzir ração para frango, atendendo os mais modernos princípios de segurança sanitária. Duas peletizadoras serão instaladas para produzir a ração peletizada. Antes da compra, a indústria produzia somente ração farelada. “A ração peletizada dá mais eficiência na conversão alimentar. Vamos colocar duas peletizadoras importadas em Entre Rios do Oeste para no curto prazo termos a farelada e a peletizada também”, detalhou, informando que os equipamentos seriam entregues em Medianeira, onde a empresa investe mais R$ 350 milhões em um complexo (veja mais abaixo), mas haverá remanejamento para Entre Rios do Oeste.

Parte do investimento vai ser para ampliar a capacidade energética da planta. “É algo que já vem sendo trabalhado e nos parece que pelo mês de abril ou maio a subestação estaria reforçada. Aí, cabe à Lar puxar uma linha com maior potência para poder rodar essa indústria. Nossa expectativa é de que em torno de meio ano possamos ter essa indústria em condições de produzir mais ração”, pontua.

Rolândia

Em Rolândia, o arrendamento para operar o complexo industrial da Frango Granjeiro aconteceu em agosto de 2020. O contrato prevê compromisso futuro de compra e incorporação da frota de veículos leves e pesados da empresa. O frigorífico passou a operar com 1,9 mil empregos diretos – 320 funcionários novos, e capacidade de abate em 175 aves/dia. Uma fábrica de rações com capacidade de produzir 19 mil toneladas/mês e uma unidade de recepção e beneficiamento de grãos com capacidade de 16,8 mil toneladas também entraram no negócio.

A Lar assumiu ainda 317 aviários, envolvendo 270 avicultores, em 41 municípios na região Noroeste, e até o fim do ano vai precisar aumentar em 50 aviários para começar, também, a produzir aos sábados. “Em Matelândia abatemos sete dias por semana. Em Cascavel já abatemos em seis dias e queremos chegar ao sétimo. Além de Marechal, também em Rolândia vamos buscar os seis dias e vamos precisar de mais 50 aviários”, destaca o cooperativista.

A localização da indústria é estratégica para a cooperativa, pois está a 15 quilômetros da ferrovia, o que reduz o custo de transporte em direção ao Porto de Paranaguá. A unidade também viabilizou o atendimento mais agudo ao mercado do Norte do Paraná e cidades do interior de São Paulo. Atualmente a Lar tem quase 2,5 mil aviários de corte localizados no Oeste e Noroeste do Paraná para atender suas quatro indústrias.

Cobrança

Na entrevista exclusiva, Rodrigues destacou que a região Oeste precisa cobrar investimentos do setor público, como estradas e acesso à energia. “Queremos ter mais unidades para produzir ovos férteis, serão construídos mais aviários, abatidas mais aves, o que vai gerar mais empregos, aumentar o faturamento e arrecadar mais impostos. Devemos concluir o ano abatendo 980 mil aves/dia, e em 2022 nosso abate deverá superar 1 milhão de aves/dia. Mas para isso é preciso cobrar das autoridades investimentos na região, para que não só a lar, mas toda os setores produtivos se tornem mais competitivos”, acentua. “A Lar deu passos decisivos nos últimos dois anos e isto estava previsto no nosso planejamento estratégico. Nos dois próximos anos o foco estará em extrair o melhor resultado. É claro que, sem perder a qualidade do atendimento aos nossos associados, agora com integrados de frangos de corte ampliados e com uma relação muito próxima com nosso quadro de funcionários e com as lideranças regionais. O Oeste do Paraná precisa ser melhor reconhecido e receber obras estruturantes na região, como por exemplo energia trifásica e rodovias estaduais com acostamento e terceiras pistas. Inclusive em parceria com os prefeitos precisamos sensibilizar o Governo do Estado e a Itaipu Binacional, pois as estradas municipais precisam de mais estrutura em função da produção que está ampliando muito, consequentemente um trânsito de caminhões que está ficando mais intenso. Precisamos também trabalhar com os prefeitos para que eles possam dar um incentivo aos produtores que queiram ampliar as suas atividades pecuárias, não apenas para integrados da Lar, pois todos precisam de estradas”, acentua.

R$ 350 milhões

A Lar também está investindo pesado em Medianeira, onde fica a sua sede. A obra, que iniciou ano passado e termina em 2024, contemplará três modernas indústrias de rações (matrizes/ frangos de corte/premix vitaminados), recepção e secagem de grãos, além de um posto de combustíveis. O projeto está sendo construído às margens da BR-277, em terreno de 26 hectares. Serão mais de 50 mil metros quadrados de área construída. O novo complexo industrial irá gerar 450 empregos diretos e contribuir para o suprimento da expansão pecuária da Lar. Com o investimento, passará das atuais cinco fábricas de rações para oito.

Outras atividades

A Lar também tem várias outras atividades. A produção própria de leitões da Lar começou em 1988, com a criação da primeira Unidade Produtora de Matrizes. Hoje, são 30 mil matrizes que geram cerca de 700 mil leitões por ano. Os animais são destinados para abate na Central Frimesa. O sistema de produção de ovos Lar entrega 27 milhões de ovos por mês ao mercado interno, com a participação de aproximadamente 100 produtores. Já no leite, são mais de 60 mil litros todos os dias, com a industrialização também apoiada na Central Frimesa.

Em Mato Grosso do Sul, a Lar tem mais de 20 unidades de recebimento de grãos. Além disso, atua no Paraguai, recebendo e beneficiando grãos há 25 anos.

09/09/99

“Começamos abatendo 70 mil aves por dia em 09 do 09 (setembro) de 1999. Hoje somos a quarta maior do Brasil, estamos presentes em 81 países”, orgulha-se Irineo da Costa Rodrigues.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Avicultura

Importância e benefícios do uso de probióticos no incubatório

Aplicação no incubatório dos probióticos adequados é simples e promove uma rápida colonização por uma microbiota intestinal saudável

Publicado em

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Fabrizio Matté, Msc e consultor técnico Vetanco Brasil

A complexidade do ecossistema gastrointestinal é extraordinária. A quantidade de células bacterianas presente na microbiota dos animais excede o número total de células somáticas. A interação entre hospedeiro e microrganismo ainda não foi totalmente elucidada, mas as funções da microbiota sobre o trato gastrointestinal (TGI) já são descritas e compreendem: a modulação do sistema imune; a produção de ácidos orgânicos e o aproveitamento de nutrientes; a manutenção da integridade intestinal e o estímulo à renovação dos enterócitos; a adsorção e quebra de toxinas; e a competição e exclusão de patógenos.

Em criações não comerciais ou na natureza, assim que os pintainhos eclodem, eles são expostos a microrganismos naturais das aves adultas e do ambiente. Em contrapartida, em condições comerciais, o contato e a transferência da microbiota da forma natural são mínimos ou inexistentes. Sendo assim, o TGI dos pintainhos recém eclodidos fica praticamente exposto à colonização por microrganismos presentes no incubatório, caixas de transporte e, principalmente, na granja. É importante considerar que o período neonatal é o momento mais importante no desenvolvimento dos sistemas digestório e imune das aves, e este desenvolvimento é influenciado positivamente pela presença de uma microbiota adequada.

A maior parte composição e densidade da microbiota depende das bactérias que as aves recebem no período de eclosão e da sua primeira dieta. As bactérias que colonizam os primeiros dias de vida dos pintinhos crescem muito rápido, e o intestino se torna habitado por 108 e 1011 bactérias por grama de digesta no íleo e ceco respectivamente entre o primeiro e terceiro dia de vida.

Na avicultura industrial, a maioria dos microrganismos presentes nos ambientes, aos quais as aves são expostas no período neonatal, não são os mais adequados para a colonização precoce do TGI. Portanto, é importante tomar medidas para evitar os problemas microbiológicos decorrentes do processo de incubação artificial. Essa lacuna no desenvolvimento e colonização neonatal do TGI gerou grandes oportunidades de pesquisa na área de administração de bactérias benéficas (probióticos), nos primeiros momentos de vida das aves.

Os resultados científicos e experiências de campo mostram que pintainhos e peruzinhos de corte apresentam uma resposta positiva ao tratamento com probióticos logo após a eclosão. Embora a administração de probióticos durante a criação seja eficaz, o intervalo entre eclosão e alojamento é um período delicado e muito importante para maximizar a performance produtiva e sanitária das aves. Esse período de intervalo consiste no manejo e processamento dos pintainhos no incubatório, como triagem, sexagem, vacinação, período na sala de espera e transporte.

Durante todas essas etapas, os pintainhos estão em contato com microrganismos presentes no ambiente e nos fômites. Dessa forma o TGI, que está em fase de estabelecimento da microbiota, fica sujeito à colonização por bactérias patogênicas e/ou indesejáveis, como por exemplo Salmonella spp. O fornecimento de bactérias probióticas identificadas e selecionadas proporciona uma colonização precoce significativa no papo e intestino das aves, quando usado de forma estratégica nos incubatórios.

O desenvolvimento ideal do sistema digestório é dependente de sua colonização por uma população microbiana equilibrada. A administração de probióticos no incubatório acelera o desenvolvimento do trato gastrointestinal, conforme ilustrado nas figuras 1 e 2. As figuras comparam cortes histológicos do íleo de aves com três dias de idade, que receberam ou não um tratamento com probiótico via spray no incubatório. As imagens comprovam o melhor desenvolvimento da mucosa intestinal nas aves tratadas com o probiótico.

Figuras 1 e 2. Cortes histológicos de íleo de aves com 3 dias de idade, demonstrando a diferença no desenvolvimento das vilosidades entre o Grupo Controle e o Grupo Tratado com probiótico via spray no incubatório.

A colonização do TGI por enteropatógenos pode ser reduzida ou até mesmo evitada, e isso é essencial para obter sucesso na produção avícola. A saúde intestinal das aves é de extrema importância para seu desenvolvimento produtivo e sanitário. Os diferentes sorotipos de Salmonela continuam sendo um dos maiores envolvidos na colonização e transmissão bacteriana nos primeiros dias de vida das aves. A Salmonela pode ser transmitida verticalmente pelas matrizes para os pintainhos. Contudo, o controle da transmissão horizontal no incubatório, nas caixas de transporte e nos primeiros dias na granja tem um papel fundamental nos programas de controle de Salmonela e, consequentemente, na segurança alimentar do consumidor.

O gerenciamento dos pontos críticos de controle em toda a cadeia de produção é de altíssima relevância para evitar que haja um aumento na transmissão e contaminação por Salmonela. Algumas intervenções são importantes para maximizar os mecanismos de defesa do organismo de cada ave. É fato comprovado que reforçar a maturidade intestinal e estabelecer uma microbiota equilibrada, são estratégias importantes na melhora dos mecanismos de defesa e saúde intestinal. Desta forma, a utilização de probióticos na fase neonatal, com doses estratégicas durante a vida das aves, são as ferramentas disponíveis mais eficazes para tais objetivos.

É importante ressaltar que, para um probiótico desempenhar sua função adequadamente, é crucial que ele contenha cepas de bactérias vivas capazes de colonizar o TGI da espécie animal em questão. As cepas específicas presentes no probiótico também precisam ser comprovadamente capazes de inibir o crescimento de Salmonela, bem como devem ser administradas na dosagem correta para que os objetivos desejados sejam atingidos. É fundamental ter em mente que a capacidade probiótica de uma bactéria não se dá somente por pertencer a uma determinada espécie (p.ex. Lactobacillus acidophilus), mas sim é especifica às cepas estudadas para cada finalidade. Portanto, a utilização de bactérias não definidas, não especificas para aves de produção ou não selecionadas para um objetivo (tal como controle de Salmonela), produzirá resultados insatisfatórios. Adicionalmente, é importante pontuar que a dosagem e a combinação de bactérias (dentro do mesmo probiótico) devem ser consideradas nos produtos comerciais, uma vez que fatores como estes são frequentemente negligenciados quando o probiótico está sob avaliação. Produtos probióticos compostos por duas ou mais cepas diferentes precisam passar por uma série de avaliações de compatibilidade, tanto in vitro como in vivo. Nem todas as bactérias podem ser combinadas no mesmo produto, com riscos de redução ou eliminação da eficácia.

Existem probióticos desenvolvidos especificamente para aves de produção, esses produtos são extensivamente estudados e avaliados em condições laboratoriais e de campo, com o objetivo de selecionar cepas capazes de colonizar rapidamente o TGI e inibir o crescimento de enteropatógenos, especialmente Salmonella spp.

O Gráfico 1 demonstra a redução significativa de Salmonella Enteritidis em frangos aos cinco dias de idade, que receberam uma aplicação de determinado probiótico no incubatório antes do alojamento.

Gráfico 1 – Salmonella Enteritidis recuperada das tonsilas cecais, 5 dias após o desafio. Asteriscos indicam diferença significativa entre os tratamentos (p < 0.05).

Para evidenciar os benefícios do uso de probióticos no incubatório, uma avaliação de campo foi realizada em uma integradora no sul do Brasil, no primeiro semestre de 2020. Foi mensurado o desempenho produtivo de um grupo de 955.490 pintinhos que receberam uma dose de probiótico constituído por 11 cepas de Lactobacillus, administrado no incubatório.

Os resultados dos lotes com abate aos 46 dias de idade estão apresentados na Tabela 1, onde foram comparados com o grupo controle com 1.426.290 pintinhos alojados e abatidos no mesmo período. Os dados apresentados demonstram um melhor desempenho produtivo nas aves que receberam uma dose do probiótico no incubatório.

Tabela 1 – Médias dos desempenhos produtivos (uma dose de probiótico constituído por 11 cepas de Lactobacillus fornecido no incubatório, com abate das aves aos 46 dias de idade)

Portanto, a aplicação no incubatório dos probióticos adequados é simples e promove uma rápida colonização por uma microbiota intestinal saudável, acelerando a maturação intestinal e inibindo o desenvolvimento de enteropatógenos. Além do que, essa microbiota inicial protetora favorece as condições sanitárias e maximiza a performance zootécnica, resultando em melhores resultados econômicos para as agroindústrias.

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Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Nutrição

Grãos, o novo ouro da nutrição

A nutrição animal responde por cerca de 70% dos custos de produção. Os animais precisam de ração

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Gisele Neri, coordenadora de Produtos – Kemin Saúde e Nutrição Animal – América do Sul

Quem imaginava, ainda que por apenas poucos segundos, pessoas andando pelas ruas com máscaras, cidades decretando lockdown, escolas fechadas, comércios fechados por meses?

E por cima desse cenário, produtores da América do Sul desafiando a matemática dos custos, pagando valores surreais nas principais matérias primas das rações: milho e soja.

Já não é mais novidade, mas é sempre bom registrar: os custos de produção de aves e suínos subiram 36,33% e 40,69% desde o início do ano passado, de acordo com dados da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. Várias são as razões por detrás desse aumento, mas o mais impactante, seguramente, é o alto custo dos grãos e das fontes de energia para a ração.

De janeiro a outubro de 2020, de acordo com dados da Abiove, o Brasil exportou 88% do volume de farelo de soja exportado em 2019; 10% a mais do volume de soja em grãos exportado em 2019 e 3% a mais do volume de óleo de soja exportado em 2019.

Os principais países produtores de grãos da América do Sul estão exportando como nunca, principalmente para a Ásia (praticamente lê-se China quando dizemos Ásia). É bem verdade que para o Brasil e para o Chile o ano foi recorde de exportação de carnes, também para a Ásia.

Mas como manter a produtividade e a lucratividade nesse cenário cheio de oportunidades (elevadas exportações e constante abertura de novos mercados) associadas com os desafios (custos, sanidade)?

A nutrição animal responde por cerca de 70% dos custos de produção. Os animais precisam de ração. Mas será que eles conseguem aproveitar o máximo dos nutrientes ofertados na ração? E a energia? Será que existe uma forma de maximizar o aproveitamento de nutrientes e energia?

Graças à tecnologia e a ciência aplicadas à nutrição animal, podemos dizer com total segurança: sim, existe. Aliás, existe até mais de uma forma de maximização do aproveitamento dos nutrientes da dieta. E nem todas estão estritamente relacionadas à nutrição animal: aditivos, manejo, qualidade da água, redução do estresse, ambiência, sanidade, etc. são tópicos que podem ser trabalhados para que o animal possa aproveitar ao máximo a dieta para conversão em proteínas de origem animal.

Existem aditivos chamados de emulsificantes, enzimas, butiratos, pré e probióticos, microminerais e todos eles podem atuar, em algum nível no aproveitamento de nutrientes da dieta pelo animal. Seja disponibilizando mais nutrientes para os animais (como os emulsificantes e enzimas), ou melhorando a capacidade absortiva no intestino (como os butiratos), ou promovendo a integridade intestinal (como os pré e probióticos) ou ainda, reduzindo os efeitos do estresse (como o cromo).

Neste artigo vamos aprofundar um pouco sobre os emulsificantes. Eles são aditivos capazes de auxiliar no processo de digestão e absorção dos óleos e gorduras, fonte energética das dietas.

Para o máximo aproveitamento das fontes energéticas da dieta é essencial que os óleos e/ou gorduras passem por 3 fases:

  1. Emulsificação – (é daí que vem o termo “emulsificante” que dá nome a esta categoria de produtos no MAPA). A emulsificação é a primeira fase do processo de digestão e absorção de óleos e gorduras. Nesta fase o óleo presente na ração, após a ingestão do animal, quebra-se em gotículas menores e se mistura ao ambiente aquoso do trato gastrointestinal. É essencial que essa emulsão permaneça estável o máximo possível de tempo, ou o aditivo perde sua eficácia e seu maior propósito de existência. Os produtos existentes no mercado apresentam estabilidade de emulsão diferentes. Fique atento no momento de escolher seu produto! Às vezes o barato pode sair caro.
  2. Hidrólise – já com as gotículas de gordura menores, é o momento para a ação da lipase endógena. Ela age quebrando as gotículas de gordura em ácidos graxos livres e monoglicerídeos. Essa é a importância de um bom processo de emulsificação: com gotículas menores de gorduras a superfície de contato entre a gordura e a lipase aumenta, potencializando a ação desta última. Depois da hidrólise há ainda a formação de micelas. Elas tem uma importância ímpar no processo de absorção das gorduras, já que os ácidos graxos não conseguem passar pelas membranas das células intestinais.
  3. Absorção – A absorção dos óleos e gorduras se dá sempre na forma de micela. As micelas são estruturas formadas durante o processo de digestão. São constituídas principalmente por ácidos graxos e monoglicerídeos. Produtos diferentes têm capacidade de formação de micelas de tamanhos diferentes e isso impacta na absorção. Toda a gordura proveniente da dieta, que, por algum motivo, não conseguiu formar uma micela ao longo do processo digestivo, é excretada através das fezes.

Existem dezenas de emulsificantes disponíveis no mercado. Alguns possuem ação temporária apenas na primeira etapa do processo de digestão de óleos e gorduras. Outros possuem uma excelente ação emulsificante, porém são prejudiciais à fase de formação de micelas. Todo aditivo emulsificante cuja fórmula apresente alta concentração de moléculas grandes pode atrapalhar o processo de formação de micelas. Este é o caso, por exemplo, de produtos com altas concentrações de emulsificantes sintéticos em sua fórmula.

Por essas e outras razões é primordial a análise criteriosa dos diferentes produtos disponíveis no momento da tomada de decisão.

Através de uma metodologia específica é possível analisar a estabilidade da emulsão originada pelos diferentes emulsificantes.

A adição de um biossurfactante foi capaz de melhorar a estabilidade da emulsão em 84% comparado ao Controle (sem emulsificante), enquanto a estabilidade da emulsão com lisolectina conseguiu melhorar em 39% quando comparada com o Controle (sem emulsificante), conforme demonstrado na Figura 1.

Já existe no mercado da América do Sul um biossurfactante de 3ª geração, formulado com base nas mais recentes pesquisas e descobertas do mundo. São mais de 3 décadas de pesquisas e mais de uma centena de trabalhos realizados ao redor do globo com diversas espécies animais, com diferentes dietas e distintos desafios para disponibilizar um produto de alto nível de performance como demonstrado a campo. É possível a entrega valor para o cliente, de acordo com sua necessidade específica: seja aumento de performance ou redução do custo da dieta.

O biossurfactante de 3ª geração foi criteriosamente formulado com 3 moléculas principais: lisofosfolipídeos (amplamente utilizado e reconhecido mundialmente como um emulsificante para a nutrição animal), uma pequena porção de emulsificante sintético (para acelerar e otimizar o processo de emulsificação, formando partículas ainda menores de gordura e garantindo estabilidade da emulsão para posterior ação da lipase) e monoglicerídeos (que aceleram o processo de formação de micelas, para maior absorção dos óleos e gorduras oriundos da dieta).

O equilíbrio desses 3 ingredientes principais foi extensivamente estudado e testado para máxima performance do produto em diversas dietas e espécies. Isso resulta em maiores ganhos para o produtor: seja em performance (uso do produto “on top”) ou em redução do custo da dieta (uso do produto com valorização da matriz nutricional).

Existem diversos estudos realizados em múltiplas instituições de pesquisa demonstrando e garantindo os valores da matriz nutricional do biossurfactante.

Nestes estudos foi descoberta a maximização do aproveitamento de outros nutrientes que vão além das porções energéticas da dieta, como os aminoácidos.

Um dos estudos foi conduzido na Univerdidade de Banat, na Romênia, para avaliar os efeitos do biossurfactante em parâmetros de desempenho de frangos de corte.

Neste ensaio 216 frangos de corte machos Ross 308 de 1 dia de idade foram alojados com oito aves por box. As replicatas (box, n = 9) foram alocadas nos tratamentos para uma distribuição homogênea dos tratamentos dentro da sala. Sistema de ventilação dinâmica e de aquecimento proporcionaram a temperatura e a ventilação ideais do aviário. Durante todo o período de teste foi utilizado um esquema de iluminação de 23 horas de luz e 1 hora de escuridão. Ração (farelada) e água potável foi fornecida ad libitum.

Foram comparados os seguintes tratamentos:

CP – Controle Positivo (CP- dieta atendendo 100% dos requerimentos nutricionais dos animais);

CN – Controle Negativo

CP com redução de 60kcal na ração inicial

CP com redução de 80kcal nas rações de crescimento e terminação

T1 – CN + 500g/ton de biossurfactante

Animais recebendo o boissurfactante apresentaram manutenção da performance das aves ainda que com redução do valor energético da ração. O uso do biossurfactante também aumentou o rendimento da carcaça e reduziu a gordura abdominal das aves. Estes resultados demonstraram toda a versatilidade do biossurfactante como ferramenta para nutrição animal. Os dados de desempenho (CA e GP) são apresentados nas Figura 2 e 3.

Os resultados de desempenho de todos os tratamentos para os primeiros 21 dias e durante todo o período experimental (0-42 dias) são mostrados na Tabela 1. A reformulação com biossurfactante proporcionou uma redução do custo da ração com os mesmos resultados do controle positivo.

Nas linhagens de frangos de corte modernas, que são selecionadas para produzir carne magra, desempenhos eficientes estão sempre associados a uma menor deposição de gordura abdominal. Isso foi confirmado pelos resultados deste ensaio, onde a melhora do peso corporal, GP e CA foi associada a manutenção do rendimento de carcaça e da gordura abdominal com redução significativa do rendimento de peito (Tabela 2).

Pesquisas recentes mostraram que alguns biossurfactante melhoram a absorção de diversos nutrientes, independentemente da densidade e composição da dieta. Os dados do presente ensaio estão de acordo com esses achados, considerando que o desempenho e as características de carcaça das aves suplementadas com biossurfactante se igualam ou superam o Controle Positivo na reformulação da dieta.

O ensaio com frangos de corte mostrou vários efeitos benéficos da aplicação do biossurfactante:

  • Conforme esperado, a reformulação da ração com biossurfactante possibilitou a redução da quantidade de óleo adicionado às dietas,
  • A reformulação da ração com biossurfactante resultou em uma redução do custo da ração, ao mesmo tempo em que alcançou desempenho superior ou idêntico às dietas de controle positivo.
  • O biossurfactante exerceu um claro efeito positivo na composição da carcaça, aumentando o rendimento de peito e reduzindo (ainda que numericamente) a gordura abdominal.

Outras notícias você encontra na edição de Avicultura de janeiro/fevereiro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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