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Bem-estar animal: como a tecnologia voltada aos cuidados animais impactará a pecuária brasileira

É fato: práticas mais racionais na rotina de cuidados com os animais, além de reduzirem o estresse, melhoram a produtividade

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Foto: O Presente Rural

Quando falamos sobre inovação pensamos, geralmente, em uma ideia genial que revoluciona toda a maneira de fazer algo. De certa forma essa visão está correta, mas não está completa. As tecnologias das quais usufruímos hoje são possíveis porque muitos investimentos em pesquisa e desenvolvimento foram feitos ao longo dos anos, porque as pessoas começaram a construir alternativas às coisas que as cercavam, e que hoje dão frutos.

O Brasil há muitos anos recebe a alcunha de “o celeiro do mundo” porque aprendeu a valorizar e utilizar seus recursos naturais de forma a se tornar um País extremamente competitivo quando o assunto é a exportação de commodities, por exemplo. Mas ter os recursos apenas não bastam, é preciso geri-los para se tornar indispensável e saber atender a mercados cada vez maiores e mais exigentes, como é o caso da China, por exemplo.

Tomo como outro modelo as mudanças de mentalidade que as pessoas têm apresentado nos últimos anos em relação aos alimentos que consomem: elas têm se voltado às origens, para saber de onde vem o produto, como a cadeia de produção é estruturada e quais as condições que propiciam que aqueles alimentos cheguem às suas mesas.

De acordo com uma pesquisa feita pela Innova Market Insights, consultoria holandesa especializada em estudos no setor de alimentos e bebidas, as pessoas estão cada vez mais exigentes com a transparência de informações em embalagens e rótulos. E por mais que existam diferenças econômicas, sociais e culturais, os brasileiros, dentro de sua realidade, também expressam uma tendência semelhante a essa. Um estudo feito pela IBM em 2019 sobre tendências globais de consumo – que inclui o Brasil – mostra que um terço dos consumidores deixa de comprar produtos mesmo de suas marcas favoritas caso percam a confiança nelas. Os entrevistados afirmaram também que têm priorizado empresas que são transparentes e alinhadas com os propósitos que pregam; eles estão dispostos a pagar mais e até mudar seus hábitos de consumo, pelas marcas que acertam nisso.

Portanto, essa tendência é mundial e deverá ganhar ainda mais espaço ao longo dos próximos anos, e não adiantará lutar contra isso, pois as pessoas têm a tecnologia como aliada nessa mudança de comportamento: mecanismos de buscas, bancos de dados integrados que informam os processos e origens de tudo que é fabricado. Um clique e a informação sobre o alimento está disponível.

Quando olhamos para esse exemplo com cuidado, observamos diversas iniciativas que podem ser definidas como estratégias de promoção do bem-estar animal, como o diagnóstico precoce e a predição de doenças de forma progressiva, que evitam que o animal passe por desgastes provenientes de enfermidades que podem ser prevenidas e, consequentemente, também garantem a maior produtividade, garantindo um retorno do investimento feito pelo produtor.

É fato: práticas mais racionais na rotina de cuidados com os animais, além de reduzirem o estresse, melhoram a produtividade. Por isso, temos visto no campo o crescimento da aliança agropecuária com a tecnologia, como as startups totalmente voltadas para tecnificar o campo e os próprios produtores que têm buscado por ferramentas que possibilitam monitorar até mesmo o humor desses animais – além de condições de abrigo, níveis de alimentação e comportamentos destoantes etc. – o que permite ainda que os pecuaristas possam gerenciar suas produções e fazer projeções de ganhos para saber no que investir para aumentar sua rentabilidade com segurança.

As demandas do mercado também estão mais voltadas a fatores relacionados ao bem-estar animal: compradores de mercados mais exigentes, como os asiáticos, a exemplo de Hong Kong, China, priorizam fornecedores que ofereçam a chamada “grass-fed beef”, a carne produzida sobre pastagens. Esse fator acaba sendo um grande diferencial apresentado pelo agronegócio brasileiro, que é capaz de atender a essas demandas de forma bastante efetiva, pois possui recursos naturais – como pasto, água, grande produção de grãos e um clima favorável para que esses recursos sejam gerenciados ao longo de todo ano, ao contrário de países que precisam enfrentar estações muito frias que tornam a produção muito mais desafiadora. Ótima oportunidade para produtores brasileiros, que, em sua maioria, já fazem isso, trabalham com animais no pasto e, em alguns casos, só precisam aprimorar as técnicas de manejo e manutenção de suas criações.

Como o maior exportador de proteína animal do planeta e com um crescimento do ramo pecuário, entre janeiro e outubro de 2020, de 21,95% e quando comparado ao mesmo período de 2019, de acordo com dados do Cepea Esalq/USP, a pecuária bovina brasileira une a experiência da lida diária do produtor com a modernidade que se apresenta e mostra a sua resiliência. É a isso que se deve o constante crescimento da oferta de soluções que permitem ao produtor ter melhor controle da prevenção de doenças em seus animais e, consequentemente, trazer mais qualidade de vida aos seus animais. Sem dúvidas, esse é um grande avanço para a pecuária, já que contribui e muito para uma melhor gestão de produção e para um manejo mais assertivo e cuidado com os animais. O que antes era visto como a pecuária do futuro, hoje já é a pecuária do presente.

O emprego dessas tecnologias vai ao encontro da visão de saúde única, tão importante para o fortalecimento do nosso mercado. Temos sempre que pensar que, os cuidados com os animais impactam não somente no seu bem-estar, mas em toda a cadeia em que ele está inserido, inclusive na qualidade do alimento que nos é oferecido e na gestão sustentável de produção. Tudo está diretamente conectado, e esse equilíbrio é imprescindível para o avanço da nossa pecuária em todo o mundo.

Esse entendimento não está apenas no tratamento de doenças ou no manejo, mas está em toda interação com animal a fim de proporcionar prevenção para os rebanhos e segurança para o restante da cadeia. Esses itens vão ser cada vez mais decisivos para os clientes, o que certamente levará a mudanças na cadeia produtiva.

Temos de ter em mente que a qualidade do produto começa no nascimento do animal e está atrelado à toda sua condição de vida, passando por todas as fases de criação e transporte.

É no conhecimento que está a chave para que todos os níveis da cadeia de produção estejam cientes do trabalho cuidadoso que é feito ao longo de todo o processo. A democratização da informação é uma das heranças que teremos desse momento que estamos vivendo e a tecnologia é uma das principais aliadas. Já existem soluções inovadoras sendo aplicadas no campo para garantir que as melhores práticas de manejo e sanidade animal sejam cumpridas.

Finalizo essa reflexão reforçando que, prezar pelo bem-estar animal é um caminho que só traz benefícios para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Sabemos que a tecnologia pode ser uma ferramenta importante na pecuária, mas para que ela trabalhe a favor de mudanças positivas nós precisamos garantir que o propósito da companhia acolha e reforce o propósito das pessoas que fazem parte da cadeia produtiva, garantindo uma produção mais eficiente. Nós estamos aqui para ajudar a impulsionar o bem-estar animal, com tecnologia e informação ao mercado. É assim que caminharemos cada vez mais longe.

 

*Henrique Casagrande é diretor da unidade de Ruminantes da MSD Saúde Animal

Fonte: Assessoria

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Manejo alimentar adequado é determinante para crescimento e terminação de suínos

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Divulgação Auster

A fase de crescimento e terminação dos suínos representa o período de maior impacto econômico na produção suinícola, uma vez que concentra a maior parcela do consumo de ração e exerce influência direta sobre a rentabilidade do sistema produtivo. Nessa etapa, os principais indicadores zootécnicos são o consumo médio diário de ração, ganho de peso diário, conversão alimentar e mortalidade. “Esses indicadores de desempenho têm papel fundamental na mensuração dos resultados da atividade, auxiliando na tomada de decisões para melhorar a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema “, afirma Joice Silva, zootecnista da Auster Nutrição Animal.

O manejo nutricional tem papel central na fase de crescimento e terminação. A zootecnista destaca que dietas adequadas impactam diretamente nos indicadores zootécnicos e adequado balanceamento das exigências e das curvas nutricionais conforme a idade, o peso e genética dos animais podem favorecer uma maior deposição de tecido muscular e ainda pode oportunizar que possam alcançar seu pleno potencial produtivo durante essa etapa.

“A qualidade das matérias-primas e o fornecimento da ração também merecem atenção, considerando que falhas de processamento ou restrição de acesso ao alimento podem comprometer significativamente os resultados”, explica Joice.

A zootecnista recomenda atenção à qualidade e à correta regulagem dos comedouros, importantes para obtenção e manutenção de bons indicadores de desempenho. “Comedouros de má qualidade podem demandar mais mão de obra e, quando mal regulados, limitam o acesso à comida ou provocam excesso de desperdício, impactando negativamente os resultados. Regulagens muito fechadas reduzem a disponibilidade de ração na bandeja e aumentam a competição entre os animais, podendo comprometer o GPD dos leitões”, detalha.

Por outro lado, comedouros excessivamente abertos, que disponibilizam ração em excesso, favorecem o desperdício e podem comprometer a conversão alimentar. Além disso, a qualidade estrutural dos equipamentos influencia o comportamento alimentar dos suínos, sendo fundamental garantir fácil acesso à ração e número adequado de bocas de comedouro de acordo com a fase do ciclo e a quantidade de animais por baia. Joice Silva recomenda “monitoramento frequente dos comedouros como parte da rotina operacional da granja”.

Outro ponto essencial é o consumo ideal de água. Animais sem acesso fácil à água ou com consumo inadequado tendem a consumir menos ração, comprometendo o ganho de peso diário e a conversão alimentar. “Além do acesso adequado, a água deve ser limpa, fresca e de qualidade. O indicado é trabalhar com bebedouros com vazão adequada para a fase, em torno de 1,5 a 2 litros por minuto, e quantidade compatível de animais por bebedouro e em temperatura adequada para evitar impactos negativos no consumo”, orienta a zootecnista da Auster.

“O manejo alimentar adequado é fator decisivo para que os animais expressem o máximo potencial genético, garantindo desempenho produtivo consistente e redução de perdas zootécnicas”.

 

Fonte: Ass. de Imprensa
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Inovação genética e governança corporativa pautam debates da Topigs Norsvin sobre o futuro da suinocultura no Sul do país

Encontros no Paraná e em Santa Catarina reuniram produtores e especialistas para promover a troca de conhecimento e potencializar os resultados das granjas multiplicadoras

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Divulgação Topigs Norsvin

A profissionalização da gestão e a incorporação de novas tecnologias ditam o ritmo de evolução das granjas brasileiras. Para debater os atuais gargalos mercadológicos e preparar o setor agropecuário para os próximos anos, a Topigs Norsvin promoveu duas edições estratégicas do Conexão Tecnológica na região Sul do país no início de junho. Os encontros foram realizados em Curitiba, no Paraná, e em Chapecó, em Santa Catarina, reunindo uma ampla comitiva de especialistas, gestores e produtores rurais parceiros.

“Trazer informações atualizadas sobre a gestão, a biosseguridade e as movimentações de mercado é um passo fundamental para garantir a sustentabilidade das operações e a lucratividade do produtor a longo prazo”, destaca o diretor Regional América Central e do Sul na Topigs Norsvin, André Costa.

Governança e renovação de conhecimento no Paraná

A capital paranaense sediou o primeiro evento entre os dias 1 e 2 de junho. O encontro focou na aproximação direta com os parceiros multiplicadores e na renovação do conhecimento técnico e de mercado. A programação abordou temas vitais para o negócio do parceiro multiplicador e englobou debates sobre o planejamento do processo de sucessão nas propriedades rurais, as estratégias de retenção de talentos diante da escassez de mão de obra e os impactos da nova reforma tributária no agronegócio.

Para enriquecer a troca de experiências, a Topigs Norsvin reuniu nomes de peso do setor produtivo nacional. O cenário macroeconômico e as atualizações do mercado de carnes e grãos integraram a pauta com a participação do consultor da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Iuri Pinheiro Machado. O evento também reforçou a atenção com a biosseguridade por meio da presença da auditora Fiscal Federal Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Juliane Galvani, que esclareceu as novas atualizações em sanidade.

O alinhamento interno e o fortalecimento da parceria contaram com a participação da equipe técnica e de coordenação de produção da empresa, marcando o lançamento oficial do Programa Marcas de Valor e apresentando as inovações em torno do reprodutor TN Duroc.

Alinhamento genético e capacitação em Santa Catarina

A rodada de debates avançou para o Estado catarinense no dia 3 de junho. A programação foi realizada na matriz da Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Chapecó. A edição ganhou o formato de Encontro de Multiplicadores GA 2030, em referência à fêmea matriz do sistema desenvolvida com a tecnologia TN70. O diretor agropecuário da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Marcos Antônio Zordan, realizou a abertura das atividades.

“O objetivo central deste encontro foi a capacitação e a atualização técnica de todos os profissionais envolvidos no programa de melhoramento genético. Reunimos os gerentes e os supervisores da Aurora e das cooperativas filiadas para aprimorar a operação de multiplicação dentro de todo o sistema integrado”, explica o consultor Técnico Comercial da Topigs Norsvin, Cleisson Trevisan.

Os representantes da Aurora, Evandro Nottar e Adriano Brambatti, apresentaram as atualizações do programa GA 2030 e os índices de benchmarking. O diretor Técnico da Topigs Norsvin no Brasil, Marcos Lopes, aprofundou a temática para os multiplicadores de Chapecó.

“Implementamos a seleção genômica com muita força desde o ano de 2019 para acelerar o melhoramento genético. Hoje a fêmea GA 2030 demonstra um potencial impressionante ao entregar quantidade e qualidade aliadas. Observamos granjas parceiras chegando a marcas próximas de 300 quilos de leitão desmamado por fêmea ao ano. A genômica também nos auxilia a avaliar características metabólicas e de osteocondrose para assegurar a alta longevidade da fêmea”, avalia Marcos Lopes.

A agenda técnica em solo catarinense complementou a capacitação dos parceiros com diretrizes avançadas sobre biosseguridade e métodos nutricionais para sustentar o potencial da nova fêmea hiperprolífica. A equipe de especialistas da companhia e pesquisadores convidados, como o professor do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV UDESC), José Crestani, analisaram as táticas essenciais de cuidados na maternidade e a prevenção de desafios sanitários.

“A união entre a genética de excelência e a precisão nos processos da granja fortalece os resultados de toda a cadeia. O investimento contínuo em tecnologia e no desenvolvimento dos nossos parceiros cria uma suinocultura sustentável, altamente rentável e pronta para ditar tendências no agronegócio mundial”, conclui o diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, que comandou o encerramento do encontro ao lado do representante da Aurora Coop, Luiz Carlos Giongo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Novos reforços técnicos chegam ao time de Avicultura e Aquicultura da MSD Saúde Animal

Profissionais irão reforçar a equipe técnica, a fim de fortalecer sinergias e maximizar oportunidades, sempre com foco nos clientes.

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Ana Carla assume como coordenadora técnica sênior para Frango de Corte - Fotos: Assessoria

Gleidson Salles é o novo gerente técnico sênior das unidades

As unidades de negócios de Avicultura e Aquicultura da MSD Saúde Animal anunciam a chegada dos médicos-veterinários Gleidson Salles e Ana Carla Rodrigues ao time. Os profissionais irão reforçar a equipe técnica, a fim de fortalecer sinergias e maximizar oportunidades, sempre com foco nos clientes.

Gleidson Salles é o novo gerente técnico sênior das unidades. Com mestrado em Zootecnia e doutorado em Biotecnologia e Biociências, soma experiências em sanidade avícola, acumulando passagens por grandes empresas do setor.

Já Ana Carla assume como coordenadora técnica sênior para Frango de Corte. Mestre em Produção e Sanidade Animal e com 14 anos de experiência na BRF, soma atuações estratégicas em sanidade avícola, incubatório e frango de corte, além de experiência em garantia da qualidade, biosseguridade e indústria.

“Para seguirmos avançando e mantermos a nossa posição de líder no mercado de vacinas no Brasil, é fundamental continuarmos atraindo talentos e desenvolvendo nossas pessoas”, destaca Marília Rangel, diretora da unidade de negócios de Avicultura e Aquicultura na MSD Saúde Animal. “Receber os novos profissionais é uma grande honra e fortalece a execução da nossa estratégia comercial, bem como permite a manutenção do contato próximo com os clientes.”

Fonte: Assessoria MSD Saúde Animal
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