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Suínos / Peixes Saúde Animal

Antimicrobianos, seu uso e desafios

Grandes desafios ainda estarão por vir se não adotarmos o uso criterioso de antimicrobianos nos rebanhos destinados à produção

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Julio Pupa, médico veterinário, doutorado em Alimentação e Negócios, consultor na área de monogástricos

Como médico veterinário e com especialização em nutrição animal, diria que a retirada ou a redução dos antibióticos na criação de suínos, principalmente por meio das rações, poderá ser alcançada com uma dieta balanceada, com um consumo de alimentos eficientes nas fases e categorias da criação. Esta seria uma das soluções mais prudentes junto às outras medidas bem citadas na zootecnia: genética, higidez, instalações e manejo sanitário. O uso de ingredientes de boa qualidade nutricional e livres de contaminantes, juntamente com o uso de aditivos com foco na saúde intestinal, na digestibilidade e na imunidade dos animais é fundamental para manter a granja sustentável e lucrativa no futuro.

Alternativas para a redução do uso de antimicrobianos vêm sendo utilizadas a algum tempo, como o uso dos acidificantes, probióticos, prebióticos, herbais, óleos essenciais, enzimas, adoçantes, adsorventes de micotoxinas e melhorias no programa vacinal.

As várias regiões de produção tecnificada do Brasil possuem altas densidades de granjas e de animais por m², com práticas de mistura de leitões de origens diferentes, além de outras atividades que dificultam a biosseguridade dos lotes e rebanhos. Nesse contexto, temos os desafios das doenças endêmicas – as emergentes e as reemergentes – a serem controladas pelos antimicrobianos. Esse assunto vem levantando debates quanto ao real potencial de risco à saúde humana, onde já ouvimos autoridades no assunto garantirem que na cadeia de produção e no consumo de carne não há como fomentar as bactérias de resistência. Porém, há pesquisas desenvolvidas a partir de técnicas de genomas que afirmam que bactérias intestinais alteraram seus genes funcionais, principalmente por dosagens sub terapêuticas e do uso contínuo de promotores de crescimento.

A resistência a agentes físicos e químicos pelos microrganismos é um fenômeno conhecido desde o início da era microbiana. No entanto, nos tempos atuais, a produção de antibióticos diminuiu de forma bastante considerável, visto que a velocidade com que tem surgido bactérias multirresistentes, capazes de inativar a ação destas substâncias, é superior à velocidade com que eles estão sendo desenvolvidos. E, ao mesmo tempo, a disponibilidade de antimicrobianos no mercado, acompanhada da publicidade, ou mesmo de fontes duvidosas (sejam estas por indicação, ou mesmo a automedicação), acentua o uso abusivo e, assim, acaba por promoverem-se os quadros de resistência.

Há duas formas de resistência, uma natural e a outra adquirida. A primeira, também denominada de resistência intrínseca, é uma propriedade específica que certas espécies possuem mesmo antes da exposição ao antimicrobianos. A segunda ocorre quando cepas resistentes surgem de mutações (alterações na sequência de bases cromossômicas), ou pela transmissão de material genético extra cromossômico de outras bactérias já resistentes. Contudo, apesar desse mecanismo ser inerente à perpetuação de inúmeras espécies, a resistência a drogas específicas era pouco frequente no início do uso dos antimicrobianos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) possui o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Animal – PNCRC baseado no Codex Alimentarius (FAO/OMS) que regulamenta a quantidade de resíduos aceitáveis nos tecidos dos animais, determinando o limite máximo de resíduo (LMR) e os respectivos períodos de carência mínimos que estes antimicrobianos devem respeitar para a sua comercialização e seu uso via rações, água e/ou injetáveis,  como a pratica da metafilaxia.

O fato é que o uso indiscriminado desses antimicrobianos é apenas uma das causas de resistência bacteriana à classe mencionada, pois a medicação ocupa posição de destaque quando aproveitamos prescrições anteriores sem a devida confirmação pelo profissional sanitarista do rebanho.

Se por um lado a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Pecuária e Abastecimento e as próprias enfermidades nos pressionam, não podemos permitir que instruções normativas imponham formas inadequadas de se corrigir e aplicar uma terapia condizente à gravidade do problema, levando em consideração principalmente o tempo que será gasto até que a terapia se inicie.

Dentre o que já foi citado, a biosseguridade é fator primordial, bem como o envolvimento laboratorial prestando apoio aos diagnósticos de campo com o uso correto dos antimicrobianos, respeitando o tempo de terapia para as infecções agudas e crônicas com a dosagem correspondente ao peso e consumo (ração e ou água). Grandes desafios ainda estarão por vir se não adotarmos o uso criterioso de antimicrobianos nos rebanhos destinados à produção.

Precisamos por a campo uma ação mais intensa e um diagnóstico preciso e eficaz para um direcionamento correto do princípio ativo do antimicrobiano a ser utilizado. “Quanto mais rápido, mais completo e correto melhores serão os resultados”.

Resistência a agentes físicos e químicos

A resistência a agentes físicos e químicos pelos microrganismos é um fenômeno conhecido desde o início da era microbiana. No entanto, nos tempos atuais, a produção de antibióticos diminuiu de forma bastante considerável, visto que a velocidade com que tem surgido bactérias multirresistentes, capazes de inativar a ação destas substâncias, é superior à velocidade com que eles estão sendo desenvolvidos. E, ao mesmo tempo, a disponibilidade de antimicrobianos no mercado, acompanhada da publicidade, ou mesmo de fontes duvidosas (sejam estas por indicação, ou mesmo a automedicação), acentua o uso abusivo e, assim, acaba por promoverem-se os quadros de resistência.

Há duas formas de resistência, uma natural e a outra adquirida. A primeira, também denominada de resistência intrínseca, é uma propriedade específica que certas espécies possuem mesmo antes da exposição ao antimicrobianos. A segunda ocorre quando cepas resistentes surgem de mutações (alterações na sequência de bases cromossômicas), ou pela transmissão de material genético extra cromossômico de outras bactérias já resistentes. Contudo, apesar desse mecanismo ser inerente à perpetuação de inúmeras espécies, a resistência a drogas específicas era pouco frequente no início do uso dos antimicrobianos.

O fato é que o uso indiscriminado desses antimicrobianos é apenas uma das causas de resistência bacteriana à classe mencionada, pois a medicação ocupa posição de destaque quando aproveitamos prescrições anteriores sem a devida confirmação pelo profissional sanitarista do rebanho.

Se por um lado a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Pecuária e Abastecimento e as próprias enfermidades nos pressionam, não podemos permitir que instruções normativas imponham formas inadequadas de se corrigir e aplicar uma terapia condizente à gravidade do problema, levando em consideração principalmente o tempo que será gasto até que a terapia se inicie.

Fator principal

Dentre o que já foi citado, a biosseguridade é fator primordial, bem como o envolvimento laboratorial prestando apoio aos diagnósticos de campo com o uso correto dos antimicrobianos, respeitando o tempo de terapia para as infecções agudas e crônicas com a dosagem correspondente ao peso e consumo (ração e ou água). Grandes desafios ainda estarão por vir se não adotarmos o uso criterioso de antimicrobianos nos rebanhos destinados à produção.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Uso de probiótico pode reduzir perdas totais pré-desmame

Aumento de perdas totais de leitões pré-desmama representa um desafio e também uma oportunidade para uma suinocultura globalizada

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Fabio Catunda, gerente global – suínos – da Phileo

Genética, nutrição e sanidade nunca tiveram sob um ritmo de transformação tão acelerado. Estas mudanças estão relacionadas não apenas à avanços de produtividade da indústria como também à globalização de nossa atividade que passa a produzir sob uma demanda de consumidores globais. Para fidelizar consumidores oriundos de diferentes culturas, necessitamos nos diferenciar com valores que vão além de oferecer uma carne suína de excelente sabor e qualidade. Cada vez mais, nossos consumidores começam a participar ativamente sobre a maneira com que os alimentos são produzidos. Neste sentido, valores relacionados ao bem-estar animal, sustentabilidade, uso de produtos alternativos aos antibióticos, emissão de carbono e práticas de manejo começam a influenciar qual carne será preferencialmente consumida. Desta maneira, cabe a nós, envolvidos na cadeia de produção, nos adaptar às demandas dos consumidores.

Manejo de Perdas Totais Pré-Desmama: Desafios e Oportunidades

A genética moderna prevê um aumento ainda maior de número de leitões nascidos, o que pode representar tanto uma oportunidade quanto um desafio da suinocultura moderna. A tendências de aumentos em perdas totais de leitões no período pré-desmama têm chamado a atenção da indústria que está em busca de produtividade com sustentabilidade. Como perdas totais, consideramos as somas de natimortos, mumificados e mortalidade pré-desmame.

Dados recentes relacionados à mortalidade total pré-desmama em países como Dinamarca, Estados Unidos e Canadá demonstram que estas perdas chegam a ser superiores a 20% sobre os nascidos totais. O impacto de leitões leves ao nascer sobre mortalidade pré-desmame e de desempenho destes animais pós-desmama é um assunto bastante conhecido. Em 2015,  um pesquisador comparou o perfil de desempenho de 10 mil leitões nascidos oriundos de  220 granjas. A mortalidade de leitões leves (900g) foi de 36,8% comparados com 10% de mortalidade de leitões com 1,18 kg ao nascer. Como podemos ver na tabela 1, leitões leves apresentam maior mortalidade pré-desmame e pior desempenho durante toda sua vida representados por maior idade ao abate e menor peso final de carcaça.

Estratégias efetivas que visem diminuir altos índices de perdas totais de leitões pré-desmame necessitam de uma visão holística com impacto nas áreas de instalações, genética, ambiência, manejo e nutrição.

Colostro

O principal papel do colostro é fornecer energia e imunidade passiva nas três primeiras horas de vida do leitão.  Um em cada sete leitões que morrem no primeiro dia ao nascer tem causa direta relacionada ao baixo consumo de colostro. O consumo adequado de colostro influencia não apenas de peso a desmame como também índices de mortalidade.

Estima-se que o consumo desejado de colostro por leitão seja 250g. As figuras 2a e 2b demonstram claramente a importância de quantidade de colostro consumido sobre desempenho de leitões aos 42 dias de idade e mortalidade até 24 horas pós-parto.

Melhora de saúde intestinal e qualidade de colostro através do uso de probiótico levedura viva Saccharomyces cerevisiae Sc 47

Probióticos são bactérias, leveduras ou fungos capazes de restringir o crescimento de organismos patogênicos através de diversos modos de ação. Diversos autores relacionam o uso de probióticos com melhora do ambiente microbiano gastrointestinal, aumento da diversidade microbiana e modulação da microbiota. Ainda, segundo os mesmos autores, os probióticos são capazes de produzirem componentes antimicrobianos, como bacteriocinas e ácidos orgânicos atuando também diretamente sobre bactérias patogênicas e aderência competitiva. Estudos mais recentes têm demonstrado como os probióticos interagem com o sistema imunitário intestinal, estimulando resposta imunitária da mucosa intestinal melhorando assim, saúde intestinal e bem-estar animal.

Outros estudiosos demonstraram que os probióticos levedura viva em dietas de gestação e lactação atuam melhorando as propriedades nutricionais e imunológicas do colostro e leite resultando em consequente melhoria de desempenho em maternidade e posterior desempenho de leitões pós desmame.

A relação direta entre melhora de saúde intestinal influenciada pelo uso de levedura viva probiótica Saccharomyces cerevisiae Sc 47 sobre saúde intestinal, aumento de concentração de imunoglobulina G no plasma de porcas e colostro, sua transferência para leitões, além de melhoria de qualidade de leite das porcas. Como consequência temos melhora na composição nutricional do leite e consequente melhoria do desempenho de leitões durante o período de amamentação.

Conclusão

O aumento de perdas totais de leitões pré-desmama representa um desafio e também uma oportunidade para uma suinocultura globalizada que prioriza aumento de produção de maneira sustentável.

O uso de probióticos levedura viva Saccharomyces cerevisiae Sc 47 é ferramenta importante para melhora de saúde intestinal de porcas e leitões, impactando em redução de mortalidade pré-desmama, melhora de peso e qualidade de leitões ao desmame.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Mercado

Embarques de carne suína aumentam 13,2% em novembro

Em receita, o saldo das exportações de novembro totalizou US$ 149,3 milhões

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Arquivo/OP Rural

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e industrializados) alcançaram 66,4 mil toneladas em novembro, volume 13,2% superior às 58,7 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, o saldo das exportações de novembro totalizou US$ 149,3 milhões, número 42,3% maior que o efetivado no mesmo período de 2018, com US$ 104,9 milhões.

Já no acumulado do ano (janeiro a novembro), os embarques de carne suína alcançaram 674,2 mil toneladas, saldo 14,4% superior ao efetivado no mesmo período do ano passado, com 589,2 mil toneladas.

Em receita, o valor total das vendas em 2019 alcançou US$ 1,413 bilhão, número 27,9% acima do registrado no mesmo período de 2018, com US$ 1,105 bilhão.

“O impulso das vendas para a Ásia segue sólido nas exportações do setor. Na comparação entre novembro deste ano e do ano passado, a diferença é positiva em 117%.  No mesmo passo, Hong Kong incrementou suas compras em 25%”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Sanidade

Salmonella na suinocultura: como prevenir-se contra este inimigo?

Além de cuidados com a biosseguridade, a vacinação é uma medida muito eficaz na redução do agente nos suínos

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Luciana Fiorin Hernig, médica veterinária e coordenadora Técnica de Território da Boehringer Ingelheim

A Salmonelose é um tema de extrema importância na saúde pública em todo mundo, pois é uma das principais doenças transmitidas por alimentos, incluindo a carne de frango e de suínos, que pode causar intoxicação alimentar. A avicultura já há alguns anos vem enfrentando fortes exigências em todos os níveis da produção com foco em redução deste agente no produto final, atendendo inclusive exigências do comércio internacional para exportação da carne brasileira.

Na suinocultura a Salmonelose caracteriza-se por quadros que variam de acordo com a suscetibilidade dos animais e a virulência das cepas. A Salmonella é endêmica no Brasil e sua prevalência é alta em suínos, que podem se infectar com vários dos mais de 2500 sorovares já identificados. Essa bactéria é transmitida principalmente pela via fecal-oral e os quadros clínicos mais comuns são enterites agudas ou crônicas, podendo passar despercebidas, e a septicemia, que pode ocorrer em um curto prazo, levando inclusive a alta morbidade e mortalidade. Esses sinais clínicos em suínos são causados majoritariamente pela S. Tiphymurium e S. Choleraesuis (sorovar adaptado ao suíno). Nos últimos anos, a ocorrência de quadros septicêmicos causados por essa bactéria em suínos aumentou no Brasil, principalmente nas fases de creche e crescimento, gerando prejuízos consideráveis.

Além disso, sabe-se que existem suínos que portam a Salmonella nos linfonodos e tonsilas, sem manifestar sinais clínicos, e que em situações de estresse, como o transporte desses animais para o abate, por exemplo, aumentam a excreção desse agente através das fezes, contaminando outros suínos e o ambiente no frigorífico. Este fato associado as exigências do Mapa em relação a identificação deste agente nas carcaças ao abate, com a obrigatoriedade de coleta de amostras para análise laboratorial conduzido por cronograma oficial, tem tornado o controle da Salmonella na suinocultura um tema cada vez mais frequente de discussões. Despertou-se um alerta para necessidade de se agir no intuito de reduzir a prevalência de animais que portem este agente, não só na linha de abate, mas em todos os estágios de produção.

Contudo, manter o rebanho controlado em relação a algumas doenças através do uso massivo de antimicrobianos tem deixado de ser a opção de eleição, à medida que se entende e aceita que o uso exacerbado de algumas moléculas tem contribuído para o aparecimento de resistência na produção animal e em agentes que infectam inclusive humanos. Há ainda estudos mostrando que diferentes cepas de Salmonella encontradas em granjas no Brasil apresentam resistência a mais de uma molécula.

Medicar os suínos com antimicrobianos reduz a presença de sinais clínicos e a mortalidade em casos onde os animais adoecem, porém, esta é uma ação curativa que precisa ser aliada a medidas preventivas mantidas em prática diariamente. Neste caso, a prevenção está diretamente relacionada a redução dos fatores de risco no ambiente, ou seja, a adoção de medidas de biosseguridade. Os postos-chave estão associados aos cuidados para minimizar a transmissão as Salmonella, que pode acontecer de várias formas. Estas podem ser através da entrada de animais portadores no plantel, água e/ou ração contaminadas, falhas no processo de limpeza/desinfecção/vazio sanitário (Figura 4), mistura de leitões de diferentes origens, presença de agentes que carreiam a bactéria, como roedores, pássaros, moscas, pessoas, veículos.

É fundamental também garantir a adoção de um bom manejo de colostro para promover uma maior proteção dos leitões durante a fase de lactação. Mas, com a queda da imunidade materna para Salmonella ao desmame, a vacinação dos leitões torna-se uma ferramenta muito importante como forma de prevenção para as fases seguintes da vida dos suínos. A vacina deve ser capaz de estimular a imunidade celular para auxiliar na eliminação desta bactéria nos órgãos alvos e sua excreção para o ambiente, bem como reduzir a presença desta nos linfonodos e tonsilas. Tendo em vista que trata-se de um agente intracelular facultativo, é importante que a vacina consiga estimular a imunidade celular. A opção de vacina viva atenuada é uma ótima ferramenta neste caso, pois estimula o desenvolvimento de imunidade celular e de mucosa (Imunoglobulina A – IgA).  Existe no mercado a opção de fornecimento da vacina viva por via oral, que não causa reações adversas nos leitões, reduzindo o estresse associado a este manejo nos animais.

O movimento de restrição no uso de antimicrobianos tem levado à busca de alternativas que propiciem a melhora na saúde intestinal dos suínos como o uso de probióticos, prébioticos, óleos essenciais, entre outros, para reduzir os efeitos causados pelo estresse nos animais que leva a um desequilíbrio da microbiota do intestino. Neste sentido, um estudo canadense, ao comparar diferentes estratégias para redução da quantidade de Salmonella carreada pelos suínos, mostrou que o uso de uma vacina viva inativada administrada por via oral para Salmonella foi associada a redução na presença de S. Typhimurium no íleo e nos linfonodos mesentéricos. Assim mostrando que a vacinação pode contribuir não apenas com a diminuição nos casos clínicos causados pelo agente, mas também ser benéfica quando a preocupação são os animais que carreiam o agente sem manifestar a doença e contaminam o frigorífico. Outro estudo mostrou ainda que o uso de vacina oral para Lawsonia intracellularis culminou com a redução na excreção de Salmonella Typhimurium em suínos co-infectados com estas bactérias.

Considerando, portanto, que a Salmonella é um agente relevante quando se trata de saúde pública e tem gerado prejuízos nas granjas com quadros não apenas de enterocolites, mas também septicêmicos, é imprescindível que se conheça as estratégias de prevenção a serem adotadas. Além de cuidados com a biosseguridade, a vacinação é uma medida muito eficaz na redução do agente nos suínos, promovendo a imunidade nos animais e, consequentemente, minimizando a excreção deste para o ambiente.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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