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Suínos e Peixes – Maio

Guilherme Augusto Vieira

A boa gestão dos insumos agropecuários é uma ótima ferramenta de controle na administração rural

A gestão inadequada dos insumos nas propriedades agropecuárias leva ao desperdício de materiais, estoques desregulados, produtos com prazos de validade vencidos ou até mesmo ausência de medicamentos no momento de emergência que pode comprometer a v

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Guilherme Augusto Vieira[1]

Caro Leitor,

Infelizmente, em grande parte das empresas rurais que trabalham com a produção pecuária ( corte e leite) e demais produções animais ( aves, suínos, piscicultura) nos vários não se observa uma previsão anual, um planejamento de compras, escolha de fornecedores, manutenção de estoques e outros requisitos para um bom funcionamento da fazenda, ou seja, não se vê uma boa gestão e administração de materiais , que em produção animal denominamos de insumos.

 A gestão inadequada dos insumos nas propriedades agropecuárias leva ao desperdício de materiais, estoques desregulados, produtos com prazos de validade vencidos ou até mesmo ausência de medicamentos no momento de emergência que pode comprometer a vida dos animais levando a graves prejuízos financeiros.

Embora essa realidade esteja mudando com o advento da profissionalização das produções pecuárias, observado principalmente na avicultura, suinocultura, bovinocultura de corte (genética, intensiva) e alguns produtores de leite, o que se nota é uma gestão amadora na compra dos insumos para a produção pecuária, principalmente os medicamentos e demais produtos agropecuários.

A atividade de gestão de insumos, conhecida em Administração, como Administração de Materiais (gestão de compras e suprimentos) , tem o objetivo de determinar quando (momento de realização de compras) e quanto ( quantidade) adquirir os insumos, reposição de estoques, o preço pago pelos insumos além de cuidar da relação com os fornecedores.

Ao implantar a gestão de insumos em sua empresa rural ( fazenda,, granja ou haras), o produtor deve fazer um inventário dos insumos presentes na  e implementar o controle de estoques.

A organização é a principal função do controle de estoques, pois evita o acúmulo de produtos ou a falta deles na farmácia. Garante também o controle financeiro e a distribuição melhor do espaço presente na fazenda.

O controle físico e financeiro de estoque tem como objetivo básico informar a quantidade disponível de cada item existente na Fazenda, seja medicamento, seja carrapaticida ou equipamentos. Quanto essa quantidade de produtos significa em valores monetários e o quanto impacta no custo de produção da propriedade. Por fim deve-se elaborar a ficha de controle de estoques.

A próxima etapa do processo é elaborar a atividade de compras dos insumos.

As atividades agrícolas e pecuárias são realizadas de acordo com um ciclo anual. O ciclo anual está diretamente ligado ao ciclo biológico e ao fator clima, conseqüentemente tem se a safra e a entressafra.

Ao se delinear a programação de compras na propriedade agropecuária deve-se fazer  de acordo a programação de atividades que serão realizadas ao longo do ano pecuário ou ciclo de produção. Esta programação de atividades é fundamental para o manejo, aplicação de vacinas, vermífugos, reforma e implantação de pastagens  e demais aspectos operacionais na propriedade.

Ao adotar esta prática, o empresário rural evitará desperdícios e compras desnecessárias. Também, caso tenha sua programação anual, poderá comprar seus insumos  com antecedência e conseguir melhores preços.

A outra etapa a ser implementada é a escolha de fornecedores. Este aspecto é de suma importância para o fornecimento de produtos e medicamentos veterinários. Deve-se estabelecer uma relação de confiança entre produtor e fornecedor.

Muitas vezes esta relação já existe, principalmente quando o proprietário não mora na fazenda e o funcionário precisa de um determinado produto e o ‘patrão’ paga no final do mês.

Um dos principais critérios que deve ser priorizado é a localização geográfica e também o pronto atendimento ás necessidades. Não se deve esquecer que em produções pecuárias pode surgir um surto de uma determinada doença, não se ter o medicamento em estoque compromete a saúde do rebanho, e um fornecedor localizado estrategicamente vai lhe beneficiar nesta questão

Diante do que foi apresentado, a Qualyagro – Farmácia na Fazenda elaborou a Planilha de Gestão de Insumos da Produção Pecuária.

A planilha foi elaborada, em uma base anual, com controles mensais e diários, fundamentando-se na quantidade de animais presentes na produção, no planejamento, inventário dos insumos, controle de estoques, compras e reposição de estoques, contato com fornecedores, orçamento.

A planilha tem a finalidade de auxiliar o empresário rural no controle dos insumos e dos custos da sua produção.

 

Caso deseje conhecer a nossa planilha, envie-nos um email para contato@farmacianafazenda.com.br ou visite nosso site: http://farmacianafazenda.com.br/planilhas/

Lembre-se sempre ter um controle das compras e do estoque dos insumos exprime cuidar do seu dinheiro.

 


[1] Médico Veterinário, Doutor em História das Ciências, Professor da UNIME/UNIFACS, Colunista do Presente Rural, Proprietário da Qualygaro – Farmácia na Fazenda Consultorias & Treinamento, contato@farmacianafzenda.com.br

Fonte: Guilherme Vieira

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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Ingestão de água com algas pode levar animais a morte

Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados

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Artigo escrito por Guilherme Vieira, médico veterinário e professor universitário

Se a sua fazenda apresenta problema da água que os animais bebem estar com algas, seus animais correm sérios riscos de ficarem doentes e até mesmo ir a óbito. Estas algas, dentre os grupos de algas que se desenvolvem nos bebedouros, estão as Cianobactérias, que é um grupo de algas cianofíceas.

Algumas florações de cianobactérias provocam alterações no gosto e no sabor da água, redução no oxigênio dissolvido, além da liberação de toxinas prejudiciais à saúde do homem e dos animais. Há diversos registros de morte por envenenamento de bovinos, equinos, suínos, ovelhas, cães, peixes e invertebrados.

As toxinas das cianobactérias são conhecidas como cianotoxinas. As cianotoxinas produzidas ficam contidas dentro das células de cianobactérias em crescimento ativo, são liberadas para a água quando as células envelhecem, morrem ou rompem, tornando-se toxinas dissolvidas na água.

Um dos gêneros mais comuns de incidência nas florações algais é o gênero Microystis que sintetiza uma hepatotoxina chamada Microcistina, que pode permanecer na água por mais de 03 semanas (JACINAVICIUS, 2015)

Mas porque ocorre o aparecimento de algas no interior dos bebedouros dos bovinos?

O aumento da “população” de algas nos ambientes aquáticos deve-se a ocorrência da Eutrofização, que vem a ser um enriquecimento artificial causado pelo aumento das concentrações de nutrientes na água, principalmente por compostos nitrogenados e fosfatados, resultando num aumento dos processos naturais da produção biológica (Veiga,2011 apud Silva,2011).

A eutrofização natural ocorre em águas provenientes do escoamento superficial e também dos rios das bacias de drenagem que arrastam a matéria orgânica para dentro destes ecossistemas. Daí conclui-se que a captação de água dos rios são armazenadas e distribuídas aos bebedouros encontra-se rica em matéria orgânica , fato este que propicia ao aparecimento das algas.

Além disso, segundo levantamentos e pesquisas relatadas por Vieira (2019), na maioria das vezes não uma limpeza e higiene dos bebedouros nas fazendas, não ocorre tratamento das águas ,  propiciando o desenvolvimento das algas e bactérias nos bebedouros.

Vale ressaltar, que depois que publiquei este relato de caso no meu site, recebi várias comunicações de bebedouros sujos com algas em todo o Brasil, mortes de animais e outras conversações sobre o assunto, mas nada que pudesse comprovar os fatos.

Outra questão importante é quanto a ingestão da água de qualidade. Bebedouros com águas sujas limitam o consumo de água por parte dos animais e os animais entram em emagrecimento progressivo, pois não ingerem a quantidade de matéria seca para o seu desenvolvimento.

Como resolver o problema de limpeza dos bebedouros?

Após pesquisar bastante sobre o assunto, propus para o proprietário da fazenda um Programa de Higiene de bebedouros (PHB), com várias etapas. O mesmo aceitou e colocamos mãos à obra.

Qual a finalidade do PHB?

A finalidade do PHB é manter a saúde dos animais através da diminuição da possibilidade de contaminação de doenças de origem hídrica, mantendo os níveis baixos dos agentes patogênicos nos bebedouros.

É importante que todos na fazenda tenham consciência da importância do PHB e que todos os colaboradores, gerentes, proprietários sejam educados quanto a importância e conhecimento das etapas do PHB, estando cientes das consequências de seu emprego incorreto.

Quando foi elaborado o  Programa de Higiene de Bebedouros pensou-se em propor um programa de fácil execução, com adoção de técnicas simples, utilização de materiais de fácil acesso e o mais importante: seja executado da maneira mais simples possível.

Os detergentes e desinfetantes são de usos específicos, devem ser aplicados de maneira correta, com indicação técnica, ou seja não se deve utilizar detergentes neutros e desinfetantes de uso doméstico, pois não apresentam efetividade na remoção da matéria orgânica.

Os trabalhos para elaboração, testes e execução do Programa de Higiene de Bebedouros ocorreram no período de Janeiro a dezembro de 2018.

Ao concluir este trabalho, verificou-se que água suja com algas pode levar os animais a morte, interfere na sanidade animal e também no consumo limitante da matéria seca.

Demonstrou-se também que há soluções técnicas como o Programa de Higiene de Bebedouros que deve ser executado de acordo com as orientações técnicas adequadas.

Quem desejar conhecer mais sobre o nosso trabalho, visite o site: www.bebedourolimpo.com.br ou através do email: bebedourolimpo@gmail.com.

Fonte: Assessoria
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Colunistas Opinião

Planejamento é o melhor negócio do semiconfinamento

Importância do planejamento reside em sua habilidade de indicar um procedimento racional para atingir o fim visado

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Foto: O Presente Rural

Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário (guilherme@farmacianafazenda.com.br)

Ao analisar o perfil da produção animal brasileira, observa-se que a grande maioria dos pecuaristas não adota as funções gerenciais sistematizadas nos processos de gestão em suas produções, principalmente no que tange o Planejamento da Produção, principalmente na compra dos animais, dos medicamentos veterinários e insumos (sal mineral, sementes, vacinas).

Para se introduzir o planejamento em sua fazenda, deve-se ter objetivos, metas, uma previsão anual da produção, planejamento de compras de insumos, escolha de fornecedores, manutenção de estoques e outros requisitos para a boa execução do processo produtivo.

Planejamento pode ser definido como um processo consciente e sistemático de tomada de decisões sobre objetivos e atividades que uma pessoa, um grupo ou uma unidade de trabalho buscará no futuro. Em suma, planejar é decidir no presente as ações que serão executadas no futuro, buscando realizar finalidades pré-estabelecidas (Batalha & Souza Filho ,2005)

A importância do planejamento reside em sua habilidade de indicar um procedimento racional para atingir o fim visado.

O planejamento da produção do semiconfinamento é a função administrativa que tem por objetivo fazer os planos que orientarão a produção e servirão de guia para o seu controle;

É elaborado por uma unidade de produção, aliando-se os recursos internos da empresa a fatores externos, tais como políticos institucionais e mercadológicos.

Depois de realizado o planejamento, parte-se para a elaboração dos planos de ações, com estabelecimentos de metas e prazos. Logo após vem a etapa de implementação (tomada de decisão), nos quais devem estar inclusos os materiais para efetivar os planos.

Eis algumas vantagens de se implementar o planejamento do semiconfinamento em sua fazenda:

  • Evita perdas e desperdícios nas compras de insumos para a produção;
  • Você acaba conhecendo o seu negócio
  • Melhora a programação da produção pecuária;
  • Enfrenta de forma racional a velocidade de reação às mudanças de mercado (aumento de preços, ausência de produtos, variações dos preços da @ do boi);
  • Perspectiva de onde quer chegar e atingir os objetivos
  • Crescimento estruturado e acompanhamento dos resultados
  • Controle econômico e financeiro do seu negócio

Um fator importante a ser considerado ao elaborar o planejamento do seu semiconfinamento: A gestão por índices técnicos e resultados, pois facilitará o controle e os ajustes dos lotes. Muitos outros fatores deverão ser levados em conta como orçamento, disponibilidade de fatores da produção (terra, capital e mão de obra) e principalmente conhecimento sobre o processo produtivo.

Ao finalizar este texto sobre o Planejamento do Semiconfinamento, observamos que a principal função do planejamento é organizar os fatores de produção (terra, animais e mão de obra) e as tecnologias utilizadas (no caso o semiconfinamento) para obter uma maior lucratividade para o pecuarista.

Um outro fator demonstrado que a utilização da gestão por índices técnicos é altamente eficiente pois nos oferece parâmetros para que possamos controlar todas as operações e fazer a gestão da produção.

Deseja saber mais sobre Planejamento do semiconfinamento, marque uma reunião online: guilherme@farmacianafazenda.com.br ou Whatsapp (71) 9-8101-4194.

Fonte: Assessoria
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Guilherme Augusto Vieira Opinião

Gestão profissional do semiconfinamento garante produção eficiente e lucrativa

Modelos de semiconfinamento permitem terminar os animais tanto no período das águas quanto no período da seca

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Semiconfinamento

Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário

Atualmente a pecuária de corte busca reduzir o tempo de produção dos animais visando a redução no tempo de abate. Este processo denomina-se intensificação dos sistemas de produção.

Um dos sistemas de produção intensificada é o semiconfinamento, que vem a ser o fornecimento de concentrado aos animais presentes em pastagens diferenciadas.

Os modelos de semiconfinamento presentes em algumas propriedades do Brasil permitem terminar os animais tanto no período das águas quanto no período da seca.

O semiconfinamento apresenta algumas vantagens em relação ao confinamento, que utiliza currais de engorda com piso cimentado, cochos cobertos e equipamentos mais sofisticados, a se destacar:

  • Animais apresentam-se em bom estado de bem estar animal, pois consomem volumosos em pastagens abertas;
  • Baixo custo operacional
  • Baixo investimento em instalações e equipamentos (cochos, cercas, bebedouros) , uma pá carregadeira e um vagão misturador simples;

Atualmente como é realizado a produção intensiva de semiconfinamento no Brasil?

Ao visitar várias propriedades verifico que o modelo de semiconfinamento existente no Brasil consiste em o proprietário “separar” uma área de pastagens na fazenda, selecionar animais de 14 a 15 @s e engordá-los até atingir 18-19 @s, colocar uns cochos (tambores de plásticos) nestes pastos, e fornecer “comida” para os bichos, sempre com a “consultoria” das empresas de nutrição.

Dá resultado? Sim claro, senão o pessoal não colocaria lotes e mais lotes ao longo dos anos nas fazendas.

Tem modelo de gestão?  Sim, claro que tem gestão, senão as fazendas já teriam fechado e não estariam ativas.

Mas eu pergunto? Será que a maioria das fazendas estabeleceu objetivos e metas para sua produção intensiva? Qual o planejamento da produção? Quantas doses de endectocidas são gastos por lotes de produção? Quais os fornecedores de milho? Quais os períodos que organizarei as pastagens diferidas?

Estas e outras questões são respondidas pelas informações geradas durante o processo produtivo.

Mas o que vem a ser Gestão? Como deve ser realizada a gestão profissional do semiconfinamento?

A moderna gestão rural (Garcia da Silva, 2013) é definida como a maneira mais eficiente de utilizar os recursos conforme os objetivos do seu proprietário.

Para se ter uma boa gestão da fazenda e do semiconfinamento, deve-se estabelecer os objetivos e metas, índices zootécnicos e parâmetros indicativos.

Também deve-se verificar o atendimento das metas estabelecidas ( através das ferramentas de controle), organizar ações corretivas no insucesso, por exemplo:

  • Lote 3 no pasto x deveria ganhar 1,100 kg de peso por dia e ao final do período produtivo observou-se que ganhou apenas 850 gramas ao dia. Quais os fatores que contribuíram para o insucesso? O problema está na formulação da ração ou no fornecimento da ração? Foram realizadas quantas pesagens ao longo do período produtivo? Que medidas de ajustes terei que tomar para o próximo lote? Tem comparativo com outros lotes?

Observe o Leitor que são questões importantes que se a propriedade não tiver um controle das atividades e um eficiente sistema de informações certamente não irá saber se está tendo lucro ou prejuízo no semiconfinamento.

Para elaborar um modelo de gestão profissional no semiconfinamento deve-se primeiramente estabelecer objetivos e metas;

Depois fazer um estudo técnico da produção: instalações, equipamentos, manejo nutricional, sanitário, escolha dos animais, para depois fazer o estudo econômico.

Por fim implementar as ferramentas de gestão integradas, que são constituídas de:

A gestão econômica é composta: finanças, custos e orçamento da produção

A gestão administrativa é composta de: planejamento e ferramentas de controle;

A gestão técnica é constituída de: sistemas de produção, índices técnicos e os diversos tipos de manejos.

Vale ressaltar que os três processos de gestão estão totalmente interligados.

Como se nota , fazer uma gestão profissional do semiconfinamento requer pessoal capacitado, sistemas de produção ajustados , além de um bom sistema de informações visando a tomada de decisões.

Fonte: Guilherme Augusto Vieira - guilherme@farmacianafazenda.com.br
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