Conectado com
VOZ DO COOP

Notícias

5º Simpósio Pós-Colheita aponta os principais problemas relacionados às micotoxinas na armazenagem de grãos

Evento será realizado entre os dias 20 e 22 de setembro, em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. As inscrições se encerram na próxima sexta-feira (15).

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A redução das perdas na pós-colheita passa pela adoção de boas práticas agrícolas e de controle dos agentes contaminantes, os quais provocam danos aos grãos. As micotoxinas, por exemplo, são substâncias tóxicas produzidas por fungos que contaminam os cereais e podem causar sérios danos à saúde e ao desempenho dos animais.

O 5º Simpósio de Pós-Colheita de Grãos do Mato Grosso do Sul, que acontece entre os dias 20 e 22 de setembro, em Maracaju (MS), reservou um painel exclusivo para abordar especificamente o tema “Contaminantes na armazenagem de grãos”, que terá a moderação de  Egon Luiz Syperreck, da Copagril.

Para compor o painel, o evento convidou a  professora da Esalq-USP, doutora Maria Antonia Calori Domingues,  que vai proferir a palestra “Danos e problemas das micotoxinas na produção de rações”.

De acordo com ela, as micotoxinas são um problema sério na produção de rações, pois podem afetar a saúde e o desempenho dos animais. “Elas são produzidas por fungos que se desenvolvem em condições favoráveis de temperatura, umidade e oxigênio, principalmente em grãos, frutas e seus derivados”, diz a especialista.

Para evitar o aparecimento de micotoxinas nas rações, é fundamental controlar a qualidade da matéria prima utilizada, verificando sua procedência, seu teor de umidade e sua contaminação por fungos. Além disso, é preciso armazenar rações em locais secos, ventilados e limpos, evitando o contato com insetos e roedores.

Entre as principais  micotoxinas que causam prejuízos econômicos e sanitários, a especialista destaca as aflatoxinas, as fumonisinas, a zearalenona, a ocratoxina A e os tricotecenos. Para identificá-las é preciso fazer análises laboratoriais dos produtos, usando kits específicos ou técnicas cromatográficas. “No entanto, antes de enviar as amostras para o laboratório, é necessário coletar uma quantidade representativa do lote de matéria prima e prepará-la adequadamente, moendo e homogeneizando o material”, explica Maria Antonia.

Segundo a especialista, os efeitos das micotoxinas podem causar diversos danos aos animais, dependendo do tipo, da dose e da espécie afetada. “De modo geral, elas podem comprometer o sistema imunológico, causar alterações no fígado, nos rins, nos pulmões e no trato digestivo, reduzir o consumo de ração e o ganho de peso, diminuir a produção de leite e ovos, interferir na reprodução e na fertilidade e até provocar a morte”, ressalta.

A segunda palestra neste painel será sobre  “Boas práticas na armazenagem para redução de micotoxinas”, com o gerente da Copagril, Adilson Eger, da unidade de Marechal Cândido Rondon (PR).  Também da Copagril, Claudete Maria Besen Benitez, vai abordar as “Boas práticas na fábrica de rações”.

A programação do 5º Simpósio de Pós-Colheita de Grãos do Mato Grosso do Sul está pautada nos principais desafios relacionados ao setor de pós-colheita, como a logística de transporte dos grãos, armazenagem, secagem, beneficiamento, classificação, conservação e comercialização dos grãos.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui até sexta-feira (15). Após essa data, as inscrições poderão ser realizadas somente no local do evento, caso haja disponibilidade de vagas.

O simpósio é promovido pela Associação Brasileira de Pós Colheita (Abrapos) e conta com a realização da Coamo e apoio das cooperativas Copagril, Copasul, C.Vale, Cooperalfa, Cocamar, Cotriguaçu e Lar, além da Universidade UFGD, Conab e da Embrapa.

Fonte: Assessoria Abrapos

Colunistas

O Brasil da insegurança jurídica

Invasões, seja por demarcações injustas ou por atos de grupos como o MST, desencadeiam um efeito dominó de consequências prejudiciais.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Enfrentamos um momento crucial em que a segurança jurídica no meio rural tornou-se vital para a sustentabilidade de nosso país. O risco iminente de demarcações indevidas de terras produtivas e invasões, promovidas por diferentes frentes, ameaça não apenas os produtores rurais, mas reverbera negativamente em toda a sociedade.

Ao permitir demarcações em áreas que têm sido fonte de sustento para gerações de agricultores, corremos o sério risco de desmantelar não apenas propriedades, mas o cerne da produção de alimentos que sustenta nossa nação. A história e os esforços incansáveis dos produtores, que adquiriram legalmente essas terras, estão em perigo.

Invasões, seja por demarcações injustas ou por atos de grupos como o MST, desencadeiam um efeito dominó de consequências prejudiciais. Afetam a produção agrícola, ameaçam o abastecimento de alimentos e geram instabilidade econômica em um momento em que precisamos mais do que nunca de segurança e tranquilidade.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editor-chefe do Jornal O Presente Rural, jornalista Giuliano De Luca
Continue Lendo

Colunistas

Agricultura digital promove uma revolução tecnológica nos campos

Com o avanço contínuo da tecnologia e a crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade, é apenas uma questão de tempo antes que a agricultura digital se torne a norma em todo o mundo.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Agricultura digital, também conhecida como agri-tech ou agtech, tem emergido como uma revolução nos campos agrícolas, impulsionada pela aplicação de tecnologia e ferramentas digitais. Este avanço abrange uma ampla gama de tecnologias, desde automação até biotecnologia, monitoramento de informações e análise de dados. A crescente demanda por alimentos e a ameaça das mudanças climáticas têm impulsionado a adoção dessas tecnologias nos últimos anos, e os resultados são notáveis.

De acordo com o relatório “Feeding the Economy” de 2023, a agricultura digital está transformando as indústrias agrícola e de cultivo nos Estados Unidos. Os números são impressionantes: mais de 8,6 bilhões de dólares em atividade econômica, o que representa quase 20% do total do país, e o apoio direto a quase 23 milhões de empregos. Esses dados refletem não apenas um avanço econômico, mas também uma mudança fundamental na forma como a agricultura é conduzida.

Uma das grandes vantagens da agricultura digital é sua capacidade de melhorar a eficiência e aumentar a produtividade. Tecnologias como monitoramento de precisão, automação de equipamentos e estufas inteligentes estão possibilitando aos agricultores otimizar seus processos de produção. Imagens de satélite e drones, juntamente com sensores IoT, permitem o monitoramento preciso da saúde das culturas e das condições do solo, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e uma melhor previsão de padrões climáticos. Além disso, a automatização de equipamentos, como tratores autônomos e robôs agrícolas, reduz a dependência de mão de obra humana e aumenta a eficiência operacional.

A sustentabilidade também é um aspecto crucial da agricultura digital. Práticas agrícolas de precisão possibilitadas por essas tecnologias permitem aos agricultores implementar métodos sustentáveis que reduzem suas pegadas de carbono, enquanto aumentam os lucros. Com uma população global prevista para chegar a quase 10 bilhões até 2050, de acordo com as Perspectivas da População Mundial de 2022 da ONU, a agricultura digital se torna não apenas uma opção viável, mas uma necessidade urgente para atender às crescentes demandas alimentares.

Além dos benefícios econômicos e ambientais, a agricultura digital também promove uma maior transparência e conscientização na cadeia de suprimentos alimentar. A gestão eficiente da cadeia de suprimentos, com tecnologias como blockchain e análise de big data, permite uma rastreabilidade eficaz dos alimentos, garantindo a origem e a qualidade dos produtos alimentícios desde a fazenda até o consumidor final.

No entanto, apesar de todos esses benefícios, a agricultura digital enfrenta desafios significativos. Os altos custos iniciais e de manutenção, a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e a falta de padronização são apenas alguns dos obstáculos que os agricultores enfrentam ao adotar essas tecnologias. Superar esses desafios é essencial para aproveitar todo o potencial da agricultura digital e garantir um futuro sustentável para a produção de alimentos.

Com o avanço contínuo da tecnologia e a crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade, é apenas uma questão de tempo antes que a agricultura digital se torne a norma em todo o mundo. Os agricultores que abraçarem essas tecnologias estarão à frente de uma nova era na produção de alimentos, impulsionando a inovação e garantindo um futuro próspero para a agricultura.

Fonte: Por Ricardo Martins, especialista em comunicação e tecnologia
Continue Lendo

Notícias

Déficit na balança comercial de produtos da piscicultura alcança US$ 914 milhões em 2023

Maior déficit foi registrado no 4º trimestre, totalizando US$ 678 milhões negativos.

Publicado em

em

Foto: Rodrigo Félix Leal

Em 2023, o déficit da balança comercial de produtos da piscicultura atingiu US$ 914 milhões. O maior déficit foi registrado no 4º trimestre, totalizando US$ 678 milhões negativos.

Destaque para o aumento das importações de salmão, que cresceram 4% em valor e 14% em peso, consolidando a espécie como o principal peixe de cultivo importado pelo Brasil no ano passado, alcançando US$ 837 milhões, equivalendo a 89% do total.

O pangasius se manteve na segunda posição, com US$ 97 milhões, seguido por curimatás, com US$ 1,7 milhões, e trutas, com US$ 1,1 milhões.

Por sua vez, a importação de 25 toneladas de tilápia, totalizando US$ 118 mil, na forma de filé congelado, proveniente do Vietnã e destinado ao Estado de São Paulo, fez com que a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) questionasse os ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre os  riscos sanitários associados ao produto, levando a suspensão, no início de 2024, das importações de tilápia do Vietnã.

Fonte: Com assessoria Peixe BR
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.