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Suplementos granulados em dieta bovina sofrem menos perdas

Resultados indicam que a suplementação aglomerada oferece menor empedramento e perdas nas chuvas, em até 16%, quando comparada ao material em pó

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Durante os dois últimos períodos de chuvas, pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (MS) testaram alternativas para diminuir as perdas na suplementação mineral bovina. Os resultados indicam que a suplementação aglomerada, em mínimos grânulos, oferece menor empedramento e perdas nas chuvas, em até 16%, quando comparada ao material em pó, comercializado pela maioria das empresas de nutrição animal.

“As perdas com vento e chuvas são grandes, considerando que a maior parte dos cochos no Brasil são descobertos”, conta o nutricionista da Embrapa Rodrigo da Costa Gomes. O especialista explica que essas perdas provocam um desbalanço de elementos da dieta, pois o suplemento é formado por uma mistura de vários elementos minerais como cálcio, fósforo, sódio, enxofre, manganês, zinco, cobre, selênio e outros. “A suplementação tem um custo ao produtor. Se essa tecnologia reduzir perdas, o produtor ganha”, revela Gomes.

Os estudos mostram também ganhos de peso semelhantes entre os animais que receberam o suplemento em pó ou aglomerado. Dessa forma, o benefício da versão granulada vem com o menor uso de suplemento mineral, o que pode gerar economia. Gomes acredita que o custo da suplementação seja de aproximadamente R$ 27 por animal, considerando um período de seis meses com consumo diário de 80 gramas por dia. O uso de suplemento aglomerado é capaz de gerar economia de até R$ 4,86 por cabeça por ano.

A quantidade de suplemento utilizado foi maior para o pó quando comparado ao aglomerado, enquanto que o peso ganho foi o mesmo nos dois tratamentos. A quantidade maior gasta pelo pó se deve, principalmente, por se perder na chuva ao se carregar o suplemento para fora do cocho.

Aglomerado x Pó

Entre 2016 e 2018, os experimentos foram executados em 55 hectares da Embrapa, divididos em 12 piquetes de braquiarião, subdivididos em seis com tratamento mineral em pó, e seis com aglomerado. Em cochos bombonas (descobertos), machos e fêmeas, cruzados e das raças Caracu e Senepol, foram distribuídos, uniformemente, em todos os tratamentos.

A fim de conhecer as perdas ocorridas durante as chuvas, os cochos contavam com orifícios milimétricos e, abaixo deles, filtros para retenção da fração sólida, escoada durante as águas. As sobras além de pesadas seguiam para análise química. No segundo ano, também se coletou a água escoada para estudo.

Os cientistas ainda testaram a hipótese de que o suplemento granulado empedra menos. Com um equipamento chamado penetrômetro, mediu-se a força para furar a massa, algo semelhante a testar a dureza de uma fruta. “O foco era o comportamento de empedramento desse suplemento e constatamos que o pó empedra mais com o passar dos dias no cocho”, declara o pesquisador, revelando que por meio da análise do filtro nos cochos, foram detectadas perdas de elementos fundamentais na alimentação dos animais, como o fósforo. “Esse nutriente é importante no metabolismo animal e impacta em seu ganho de peso”, detalha o cientista.

O médico-veterinário Márcio Bonin, de uma empresa parceira da Embrapa na pesquisa, reforça que o empedramento traz problemas. “Os animais não consomem, de forma adequada, o material ‘lavado’ e empedrado, não obtendo o suficiente para melhor desempenho e, por consequência, não têm uma performance adequada”, afirma ele explicando que, para o produtor, as perdas significam a compra de mais suplemento para obter igual resultado.

A força para penetrar a massa do suplemento em pó foi mais que o dobro da necessária para o aglomerado. A velocidade com que esse empedramento acontece é igualmente maior no produto em pó. Isso sugere que o consumo pelos bovinos sofre alterações com o empedramento e é mais evidente no produto em pó. Assim, o rebanho consumirá minerais em níveis menores do que os necessários.

Por dentro da dieta

A suplementação mineral complementa a dieta animal na época de chuvas, quando há abundância de pasto. Entretanto, apesar de uma significativa melhora na composição da forragem, como proteína, carboidratos e fibras, não há, na mesma proporção, melhorias na composição mineral. O pesquisador da Embrapa Luiz Orcírio Oliveira revela que o potencial de ganho de peso proporcionado pela vantagem dos componentes orgânicos corre o risco de ser  limitado pela ausência ou deficiência de minerais.

Para a produção de animais jovens e precoces, a suplementação é essencial, na seca e nas águas, segundo Oliveira. “Dados que acompanhamos em diversas propriedades na região de Cerrado, em pastagens de Brachiaria brizantha, dividindo o ano em dois períodos (seca e águas), mostraram que com apenas suplementação de mineral nas águas e proteicos na seca, os ganhos médios em cada período são de até 200 gramas na seca, e 600 nas águas. Isso corresponde a um ganho médio anual de 400 gramas e em tais condições é difícil terminar um animal em 24 meses. É importante estabelecer um plano nutricional para o rebanho”, frisa Oliveira.

Geralmente, a suplementação para bovinos nas pastagens brasileiras exige os seguintes ingredientes e sua matéria-prima:

  • Cálcio – Carbonato de cálcio;
  • Fósforo – Fosfato bicálcico;
  • Sódio – Sal branco;
  • Enxofre – Flor de enxofre;
  • Magnésio – Óxido ou sulfato de magnésio;
  • Manganês – Sulfato de manganês;
  • Ferro – Sulfato de ferro;
  • Zinco – Óxido ou sulfato de zinco;
  • Cobre – Óxido ou sulfato de cobre;
  • Iodo – Iodato de cálcio ou de potássio;
  • Cobalto – Sulfato de cobalto;
  • Selênio – Selenito ou selenato de sódio.

“Em determinadas situações outros minerais são necessários, como, por exemplo, o potássio em casos de déficit em dietas para vacas de leite, ou o cromo no estresse da desmama para bezerros. Já há áreas com excesso de certos minerais, como ferro e manganês, em algumas regiões do Pantanal”, pondera Oliveira, que recomenda o suporte de um técnico nutricionista – zootecnista, veterinário ou agrônomo – na elaboração do plano nutricional, em qualquer época do ano.

A sugestão deve-se ao fato de que, apesar dos avanços no número de animais suplementados, há uma parcela considerável com suplementação inadequada ou até mesmo sem complemento. Para os pesquisadores, não suplementar resulta em prejuízos e aumento do custo final do boi.

Mais Precoce

Gomes coordena o arranjo + Precoce, conjunto de projetos de pesquisa no qual o experimento se insere. Executado desde 2014 pelos pesquisadores da Embrapa Gado de Corte e Embrapa Pantanal, a proposta busca alinhar-se aos problemas enfrentados pela cadeia do novilho precoce. Um dos resultados disponíveis, até o momento, é a prática IATF + Cio, que adota o uso de bastões marcadores para auxiliar a identificação de cio e a aplicação de hormônio (GnRH), no momento da inseminação artificial por tempo fixo (IATF).

A iniciativa tem como instituições parceiras a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual de Londrina (UEL); a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO); e a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce (ASPNP).

Em futuro próximo, a equipe disponibilizará uma plataforma web com os dados de vários sistemas de produção do novilho precoce, permitindo ao usuário simular qual será o retorno econômico desses sistemas em sua própria realidade.

Fonte: Embrapa Gado de Corte

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Bovinos / Grãos / Máquinas Produção

Expert desvenda passado e projeta futuro da soja: é para animar agricultor

Engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol, especialista na oleaginosa, fala um pouco sobre o passado, presente e futuro da soja

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Arquivo/OP Rural

 O engenheiro agrônomo pesquisador da Embrapa Amélio Dall’Agnol é uma das figuras mais importantes quando o assunto é soja. Com Décio Gazzoni, é coautor do livro lançado em 2018, A Saga da Soja – de 1050 a.C. a 2050 d.C., que registra desde a domesticação da oleaginosa na antiga China até tornar-se o quarto principal grão produzido no mundo. Em entrevista exclusiva, Dall’Agnol faz uma avaliação do passado recente da soja e conta o que esperar do futuro desse importante grão.

O primeiro registro de soja no Brasil é de 1882, mesma data em que foi introduzida na Argentina. O cultivo nos dois países ocorreu de forma tímida e restrita entre os anos de 1940 e 1960. A partir daí a soja caiu nas graças do mundo. De 1960 até 2018 a produção global cresceu cerca de 1.300%. Atualmente os Estados Unidos lideram, individualmente, a produção mundial, porém o bloco constituído pelos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) detém mais de 50% da produção mundial desde 2010, tornando-se o grande formador de preços e modulador da oferta.

Dall’Agnol destaca três pontos principais: a soja foi a principal responsável pelo desenvolvimento do Centro-Oeste do Brasil, o mercado para o produtor será cada vez mais promissor pelo crescimento da economia mundial, a busca por variedades resistentes à ferrugem asiática como obsessão de pesquisadores.

“O futuro da soja no Brasil e no mundo é muito positivo. Ao mesmo tempo em que estamos aumentando a produção, principalmente Brasil e Estados Unidos, que são os dois maiores produtores, a demanda está crescendo na mesma velocidade. Muito produtor poderia estar preocupado pelo fato de estar se produzindo muito e que daqui a pouco está sobrando soja e o preço vai cair. Eu posso assegurar que isso não vai acontecer porque a economia mundial está crescendo muito. Com o crescimento da economia, as populações, principalmente as dos países em desenvolvimento, vão receber mais dinheiro, a renda per capita vai crescer e com renda maior o que a população faz; deixa de comer tanto arroz e feijão e começa a comer mais carne e outras proteínas animais, que são feitas a partir da proteína da soja. O futuro é positivo, não precisamos nos preocupar em acontecer uma superprodução (global) e uma super queda nos preços”, cita o pesquisador.

Pesquisas e futuro

As correntes de pesquisa, aponta Dall’Agnol, estão voltadas não somente para a produtividade, mas para a resistência a doenças e a tolerância a falta de água e ataque de insetos. “A pesquisa está buscando a soja tolerante à falta de água. Nunca vai existir soja resistente, mas que tenha uma certa tolerância, por exemplo, de 20 dias sem chuva, sem afetar a produtividade. Nós estamos buscando isso. É possível que algum dia nós ou alguma outra empresa multinacional consiga fornecer uma variedade comercial, produtiva e que aguente longos períodos com falta de chuva”, destaca.

Ele conta que a Embrapa sempre buscou variedades altamente produtivas, mas que tenham resistência às principais doenças. Agora, pesquisadores estão debruçados na possibilidade de criar uma variedade resistente à ferrugem asiática, mas que o trabalho tem sido difícil. “Nós estamos doidamente atrás de uma variedade resistente à ferrugem asiática, que é nossa principal doença. Lá atrás, quando apareceram outras doenças, como o Cancro da haste, a mancha olho-de-rã, a pesquisa foi rápida para encontrar variedades imunes a essas doenças. De um ano para outro se substituiu todas as variedades suscetíveis e se eliminou o problema através do plantio de variedades resistentes. Com a ferrugem asiática não está sendo possível, até agora, porque não há uma planta antiga, originária da China, por exemplo, que tenha um gene que confere resistência total à doença. O que temos são genes que chamamos genes menores, que, quando juntados em cinco, seis, dez, e incorporados em uma variedade, eles fornecem bastante tolerância à ferrugem, mas não essa tal de resistência que nós conseguimos, por exemplo, como Cancro da haste, que se eliminou completamente o problema”, orienta o pesquisador.

Uma novidade que tem chamado a atenção, cita Dall’Agnoll, é a variedade que a Embrapa produziu, “sem querer”, que tem certa tolerância a percevejos. “Não temos uma variedade totalmente resistente (a percevejos), mas essa variedade 1003 tem uma boa tolerância ao ataque de percevejos. Está sendo dada como uma variedade que tem potencial de resistir ao ataque de percevejos melhor que outras. Não que o percevejo não ataque de jeito nenhum, que ela seja imune ao ataque, mas ela tem essa característica que, aliás, surgiu por acaso. Nós (pesquisadores) não estávamos buscando essa característica nela. Depois de pronta, se percebeu que ela tem certa tolerância ao ataque de percevejos”, cita. “Ela deve ser menos gostosa pro percevejo que vai sugar a vagem (risos)”, sugestiona.

O especialista explica que a variedade pode ser melhorada. “Esse é um gene. Vamos tentar achar mais genes similares para juntar e, quem sabe chegamos a uma planta que não é atacada pelo percevejo, como ocorre com a soja intacta com relação às principais lagartas. Poderíamos ter uma soja que não seja atacada pelos percevejos ou pela maioria dos percevejos. Temos a 1003 com uma certa tolerância, devemos implementar essa tolerância em maior quantidade para evitar, se não todos os percevejos, mas a maioria deles”, comenta.

“Não existe mais variedade ruim hoje em dia”

“Uma boa variedade não significa nada se o produtor não tiver os outros fatores de produção em condições ideais”, dispara o pesquisador. Em sua opinião, além da água, que “é o principal fator de produção, é preciso ter um solo bem manejado, com muita matéria orgânica. “Para ter boa quantidade de água e preciso o solo bem manejado, no plantio direto, com muita matéria orgânica, que segura água – a matéria orgânica é uma esponja. As vezes você vê em uma propriedade a soja toda verde e na outra secando. Você vai observar e é o solo. O solo que está rico em matéria orgânica segurou mais água, conseguiu alimentar a planta com água por muito mais tempo,

Para Dall’Agnoll, hoje as tecnologias disponíveis no mercado em variedades são de excelente qualidade. “Você vai ter 50 variedades, até mais. Todas são ótimas. Não existe mais variedade ruim hoje em dia. Nenhuma empresa que desenvolve variedades consegue colocar no mercado se não tiver alta qualidade”, garante o pesquisador, que pondera: “Existem variedades adaptadas para determinadas regiões. Em Palotina (PR), por exemplo, algumas variedades podem não se dar tão bem quanto aqui na região de Cascavel ou Guarapuava (mais alta em relação ao nível do mar). Temos variedades para baixas altitudes e para altitudes mais elevadas. O produtor deve se informar para saber qual é ideal para a sua área. As demandas de cada variedade têm muito a ver com o clima onde ela é cultivada”, pontua.

Vantagem da soja em relação a outros grãos

Além de o consumo ser cada vez maior de soja no mundo, o que deve tranquilizar os produtores por muitos anos, a soja, na opinião de Dall’Agnol, tem uma ligeira vantagem sobre outros grãos. A sua produção se concentra em três países, enquanto milho, feijão e trigo, por exemplo, são produzidos em todo o planeta.

“Espero que em 2019 o mercado da soja continue bom. As outras culturas, como trigo, feijão, milho, são muito mais traiçoeiras do que a soja. A soja tem um preço sempre apetitoso, por assim dizer. Porque acontece isso? No mundo do milho, do trigo, há centenas de países produtores. No mundo da soja, três países produzem mais de 70% da soja do mundo, que são Estados Unidos, Brasil e Argentina. Todos os países do mundo são consumidores de soja, mas só três são grandes produtores, de forma que a soja sempre tem bom preço”, sugere.

Esses três grandes produtores conseguem controlar o mercado, na visão do pesquisador, o que não acontece com milho e trigo, que flutua muito de uma ano para outro. “Estava vendo um técnico falar que a saca do feijão estava cerca de R$ 400, mas ano passado estava R$ 70. Uma diferença brutal de preço de um ano para outro ou até de um mês pra outro. Com a soja isso dificilmente acontece”, comenta.

O fim da anchova decretou o sucesso da soja

Ele lembra, no entanto, que isso aconteceu com o grão, justamente impulsionando a produção brasileira. Foi na época em que as rações animais, que até então eram ricas em proteína de peixe, ganharam a proteína de soja em sua composição. “Em 1973 e 1975 aconteceu (desajustes de preços) com a soja também. De um mês para outro foi de US$ 200 para US$ 1000 a tonelada. Mas isso foi um momento totalmente fora da curva. Naquela época as rações animais dependiam muito da farinha de peixe, e a farinha de peixe proveniente da anchova, que era muito pescada na costa do Peru e do Equador. De repente a anchova sumiu do mapa. E aí onde fomos buscar matéria-prima rica em proteína para poder fazer a ração para alimentar o porco, a galinha, o boi? A opção foi a soja”, pontua.

Naquela época a soja caiu nas graças principalmente do Brasil e nunca mais deixou de ganhar destaque, sendo inclusive responsável por emigração e criação de uma nova fronteira agropecuária no país. “Em 1960 produzíamos 200 mil toneladas. Em 1979 já eram 15 milhões. Houve uma verdadeira explosão do cultivo no Sul do Brasil. Aquela explosão dos preços fez com que centenas de produtores do Sul se mudassem para o Centro-Oeste, porque lá a terra era barata, abundante, plana, chove melhor do que no Sul, pelo menos na primavera, verão e um pouco do outono. Houve essa mudança que fez com que o Centro-Oeste, que era uma região que não valia nada, se tornasse hoje o maior centro produtor de grãos, fibras e carne do Brasil”, explica.

“Existia uma expressão na época que dizia: Cerrado eu não quero nem dado nem herdado. Isso porque era difícil de acessar, as pessoas não queriam nem pagar o imposto da terra. Mas daí se construiu a capital do Brasil bem no meio do Cerrado. A partir daí se construiu rodovias para o Sul, Norte, Leste e Oeste, a partir Brasília, que possibilitou acessar as terras do Cerrado. Então foram desenvolvidas sojas adaptadas, a chamada soja tropical, que se desenvolve bem em baixas latitudes”, recorda.

“Na década de 1970 todo mundo abandonou o milho, o feijão, para plantar soja. O milho, hoje, se planta depois que colher a soja. Isso fez com que a soja fosse plantada cada vez mais cedo, usando variedades cada vez mais precoces, que possibilitam o plantio do milho depois da soja”, assegura.

A soja e a carne

A soja, definitivamente, tomou os campos brasileiros desde então. “A mudança que nós fizemos (para o Centro-Oeste), a soja foi o motor desse desenvolvimento. Foi ela que impulsionou, que deixou todo mundo doido, porque era uma cultura pouco tradicional e em uma década ela passou de uma lavoura marginal para a principal cultura do Brasil. Hoje não só é a principal em quantidade de grãos produzidos, é a principal em termos de ganho em exportações. Hoje o principal produto exportado pelo Brasil, que no ano passado rendeu US$ 40 bilhões, é o complexo soja – grão, farelo e óleo”, argumenta.

Dall’Agnol reitera que a produção será cada vez maior. “Como (Brasil) temos grande quantidade de soja e milho, somos grandes produtores de carne, e a carne está sendo demandada cada vez em maior quantidade, razão pela qual a soja também está sendo cada vez mais demandada”, destaca o pesquisador da Embrapa.

Ele explica que a população está comendo mais carne, o que reflete na produção maior de soja, basicamente porque a economia mundial está em crescimento. “O mundo está comendo cada vez mais carne porque o mundo está ficando mais rico. Dessa forma a gente consegue prever que o mercado da soja permanecerá positivo. Poderá oscilar ocasionalmente, ele não vai ser sempre ótimo, sempre lá em cima, mesmo porque se a soja for de R$ 70 a 120, não vai ser só o Brasil que vai ficar doido em plantar soja, todo mundo vai querer, mas o mercado é muito positivo”, destaca o cientista.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Paraná

Cigarrinha do milho coloca em risco produtividade da safrinha

Áreas pontuais no Oeste do Paraná têm apresentado plantas avermelhadas e amareladas, grãos com mal desenvolvimento e tombamento de plantas

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Leme Comunicação

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo, de Sete Lagoas (MG), estiveram na última quinta-feira (11) em áreas na região de Porto Mendes, distrito de Marechal Cândido Rondon, PR, para coletar amostras de milho que manifestaram enfezamento na lavoura.

Incomum na região, os milhos secos, avermelhados e com folhas amareladas chamaram a atenção de técnicos e engenheiros agrônomos, que buscaram junto ao órgão informações para atestar se as lavouras estão sofrendo problemas de enfezamento. “Ainda estamos levantando diversas informações. Vemos lavouras em regiões diferentes onde um mesmo híbrido apresenta enfezamento e, na outra região não, então percebemos que está variando de acordo com a lavoura e também com o híbrido”, informa o responsável pelo Setor Agronômico da Copagril, engenheiro agrônomo Paulo Brunetto.

De acordo com a Embrapa, os enfezamentos são causados por molicutes (espiroplasma e fitoplasma), microrganismos semelhantes a bactérias. O espiroplasma é responsável pela doença denominada enfezamento-pálido e o fitoplasma pelo enfezamento-vermelho. “Vimos que há enfezamento presente nas lavouras que entramos. Com as amostras de colmo coletadas, vamos tentar detectar quais as espécies de fungo que estão presentes, porque quando ocorre o enfezamento da planta, há o favorecimento para a presença de outros patógenos, a planta fica enfraquecida, como se fosse uma pessoa com imunidade baixa”, explica a fitopatologista da Embrapa Milho e Sorgo, Dagma Dionísia da Silva.

A pesquisadora destaca que também foram coletadas amostras de folhas das plantas, das quais serão isolados os patógenos que causam o enfezamento. “Vamos tentar verificar se há presença de espiroplasma e fitoplasma nas folhas que apresentam os sintomas típicos para ter uma confirmação mais exata”, salienta.

Ela acredita que em cerca de 30 dias os resultados laboratoriais devam ser concluídos.

Manifestação

Os sintomas dos enfezamentos manifestam-se caracteristicamente e em maior intensidade na fase de produção das plantas de milho. “As principais características são o secamento rápido das folhas da planta, a proliferação das espigas, com quatro a cinco em uma mesma planta, e vermelhidão ou amarelamento das folhas. Tudo isso acontece na fase reprodutiva, que é quando ocorre a emissão da espiga”, informa Brunetto.

Os molicutes afetam o desenvolvimento, a nutrição e a fisiologia das plantas infectadas e, em consequência, a produção de grãos. As plantas infectadas com esses patógenos têm internódios mais curtos, menos raízes e produzem menos grãos comparado às plantas sadias. A amplitude desses efeitos e a intensidade dos sintomas dependem do nível de resistência da cultivar de milho e são, aparentemente, proporcionais à multiplicação dos molicutes nos tecidos da planta. “Os agentes causais dos enfezamentos são transmitidos de uma planta de milho doente para uma planta de milho sadia pela cigarrinha do milho (Dalbulus maidis)”, menciona o engenheiro agrônomo da Agrícola Horizonte, Cristiano da Cunha. “Fazendo uma analogia, essa cigarrinha está para o milho como o Aedes aegypti está para o ser humano, então ao passo que é preciso do mosquito infectado para transmitir a dengue para o ser humano, é preciso da cigarrinha infectada para transmitir a doença para o milho”, explica.

Sem solução

O grande problema da doença, na visão de Cunha, está no fato de ela ser transmitida pela cigarrinha quando o milho está entre duas e dez folhas, ou seja, as lavouras que estão agora apresentando os sintomas de enfezamento já foram infectadas pela cigarrinha há várias semanas. “A planta vai ser infectada e não vai mostrar nenhum sintoma. Depois o milho vai florescer e somente quando começar o enchimento de grãos na espiga, muitas vezes já passado o milho verde, que os problemas vão começar a ser visíveis e infelizmente não há mais o que ser feito”, ressalta o engenheiro agrônomo.

O tombamento da lavoura acontece, segundo o profissional, porque o enfezamento causa uma interrupção no floema da planta, ou seja, os nutrientes que vão da raiz para o ápice da planta por meio do floema deixam de ser enviados. “A partir dessa interrupção, ocorre um acúmulo de açúcar, onde cria-se um ambiente favorável para o desenvolvimento de fungos, causando o apodrecimento do milho naquele ponto e chega a um momento que ele tomba”, expõe.

Nessas circunstâncias, muitas vezes o enchimento do grão ainda não foi completo e as espigas estão mal formadas, podendo causar um grande prejuízo ao produtor. “Como até então não tínhamos problemas mais sérios na região, tínhamos a cigarrinha como uma praga terciária e não dávamos olhos para este problema”, comenta Cunha.

Para todas as lavouras que estão no campo na região hoje, se estiverem infectadas pela cigarrinha, a infecção já aconteceu e a planta mostrará os sintomas daqui para frente. “Todas as áreas que apareceram problemas mais graves, a maioria foi semeada em dezembro ou início de janeiro”, relata. “Não sabemos se as áreas plantadas por volta de 15 de janeiro e início de fevereiro em diante vão apresentar problemas ou não e também não há como saber se a planta está ou não contaminada”, complementa.

Em caso de o milho já ter tombado, indica o engenheiro agrônomo, dependendo da fase em que está, o produtor pode até tentar colher depois, porém, com menor produtividade. “Se for um milho mais atrasado, o recomendado é que ele tire isso da lavoura como forragem ou faça silagem para o gado, a fim de aproveitar de alguma forma”, orienta.

Já que o problema aconteceu em uma região onde a ocorrência não é comum, a pesquisadora da Embrapa Soja diz que a primeira recomendação aos produtores é que façam a escolha de um material para o próximo plantio com nível de resistência melhor aos enfezamentos, já que não há nenhum tipo de controle para o patógeno. “Consideramos que estamos entrando em um período de safrinha, também é importante que os produtores atentem-se para o período de controle da cigarrinha, que deve acontecer nos períodos iniciais, com tratamento de sementes por meio de produtos registrados no Ministério da Agricultura, temos inclusive produtos biológicos registrados, fazendo a pulverização nos primeiros 30 dias porque, depois disso, não adianta mais”, frisa Dagma.

A pesquisadora salienta, ainda, que quanto mais cedo as plantas são infectadas pela cigarrinha, piores são os sintomas. “A planta pode ficar com os entrenós mais curtos, o crescimento fica abaixo do que deveria, vai comprometer o colmo, a sanidade dos grãos e a qualidade”, alerta.

Ponte verde

A presença da cigarrinha do milho na lavoura não significa, necessariamente, que haverá enfezamento do milho. “Anos atrás a cigarrinha foi vista, mas não se observavam os sintomas do enfezamento, o inóculo há dois, três anos não existia, mas hoje ele pode estar presente e a cigarrinha acabou sendo o vetor desse inóculo”, enfatiza Brunetto.

Ele considera que se a análise final da Embrapa comprovar que o enfezamento do milho ocorreu por conta da cigarrinha e quais os patógenos presentes nas plantas, as equipes técnicas terão que se preparar para a próxima safrinha, em 2020. “Será necessário um trabalho mais eficiente a fim de fazer o controle da cigarrinha, que é o vetor da doença”, declara.

Tanto Brunetto quanto Cunha comentam que um dos grandes problemas que dificultam o controle da cigarrinha é a ponte verde, ou seja, o fato de o ano todo ter milho na região. “O milho de verão é plantado no fim de agosto, início de setembro e colhido em fevereiro, mas o milho safrinha já foi plantado em janeiro e segue na lavoura até praticamente julho. Além disso, há áreas em beira de propriedade ou terrenos próximos à cidade com milho plantado”, expõe Cunha. “Pelo hospedeiro da cigarrinha ser o próprio milho, há uma grande dificuldade no controle porque temos milho na região o ano todo, mas será necessário um trabalho para evitar essa ponte verde a fim de que o inseto não se multiplique”, completa.

Fonte: O Presente
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Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinocultura de corte

Tecnologias ajudam a produzir mais e avaliar melhor as carcaças

Adotando as tecnologias que existem hoje no mercado o produtor consegue ter uma boa e rentável produção

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Arquivo/OP Rural

Produzir uma carne de alta qualidade, que atenda às exigências do frigorífico e do mercado, e ainda ter um bom custo benefício pode ser uma tarefa desafiadora para alguns pecuaristas. Porém, adotando as tecnologias que existem hoje no mercado o produtor consegue ter uma boa e rentável produção. Para o zootecnista e professor da Universidade Federal de Viçosa, doutor Mario Chizzotti, falar em eficiência na produção de carne ainda é desafiador.

Segundo ele, de uma forma geral, o produtor está habituado a buscar sistemas mais eficientes para a produção de carne. “Vamos sempre pensar em uma melhoria na eficiência. Mas essa eficiência precisa ter uma vantagem econômica”, diz. O profissional afirma que se essa vantagem econômica não se expressar na nova tecnologia que está sendo usada, para a busca de eficiência ela está fadada ao fracasso. “Em termos de produção de animais, temos que mudar um pouco esse paradigma. Ainda estamos muito focados em produzir boi, ganho de peso, X quilos de carcaça ou tantas arrobas, quando na verdade deveríamos estar preocupados em produzir carne”, afirma.

De acordo com Chizzotti, uma das formas de buscar aumento de eficiência no sistema de produção é simplesmente produzir mais carne por animal. “É um desafio, como vamos conseguir isso? Primeiro temos que seguir uma métrica confiável de conseguirmos estimar quanto que se tira de carne ou estimar o produto de carcaça de um animal, para posteriormente conseguir passar esse informação a quem está produzindo esse animal, de forma a identificar aos produtores as estratégias que eles estão adotando que irão alavancar o que é preciso para gerar mais carne por carcaça”, menciona.

Dentro desse contexto, a tipificação das carcaças a nível de frigorífico é fundamental, informa o profissional. “Mas hoje isso ainda é algo pouco explorado, tendo em vista a importância nesse processo de aumento da eficiência de produção”, diz. Chizzotti explica que uma das formas de avançar nesse sistema, e que já é adotada, são as tecnologias desenvolvidas ainda na década de 60 a 70, que é para fazer tipificação. “Entretanto, a maioria dos sistemas de tipificação, principalmente esses voltados à musculosidade, e adotados atualmente no Brasil, são extremamente subjetivos”, comenta.

O profissional explica que esta avaliação é feita atualmente visualmente, e, dessa forma, causa um grande problema para o frigorífico e ao produtor. “Essa parte do sistema de tipificação hoje, que usamos, devemos abolir isso de musculosidade na avaliação, tamanha a dificuldade de conseguirmos segregar uma carcaça com mais músculo que outra. Nesse sentindo, devemos tentar avançar em pesquisas, no sentindo de tornar essa tipificação mais objetiva”, informa. Para isso, continua, é necessário adotar as novas tecnologias, que estão cada vez mais baratas e disponíveis. “Se quisermos avançar em termos de receita, devemos utilizar estas tecnologias que permitirão que valorizemos aquelas carcaças que trazem mais rendimento de cortes nobres e com isso conseguimos avançar na avaliação de carcaça”, sugere. Em consequência disso, é possível remunerar melhor essa carcaça e assim o produtor será incentivado a buscar uma carcaça de melhor qualidade.

Tecnologia que pode ser usada, citada por Chizzotti, são as que utilizam imagens. “No início usávamos fotos normais. Hoje em dia usamos o infravermelho, e ainda existe o infravermelho ativo, onde chegamos a uma resolução de carcaça muito maior, onde conseguimos determinar o volume de cada região e músculo, e dessa forma fazer o computador informar para nós se essa carcaça é inferior ou superior”, diz.

Esta tecnologia por imagem é considerada de um custo mais baixo. Porém, segundo o profissional, existem outros disponíveis que podem ser com um custo um pouco mais elevado. “Por exemplo, o raio X, que consegue medir com exatidão a quantidade de osso e músculo que tem na carcaça. Todo mundo já usou ou vai usar um dia um aparelho de visualização óssea. O objetivo com ele é escolher carcaças superiores em produzir mais carne por animal”, afirma.

Variedade no peso

Um ponto essencial que o produtor deve entender é que a eficiência ao longo do crescimento do animal também é variável. “O animal é mais eficiente em determinado período da vida e menos quando se aproxima do seu peso adulto”, diz. Ele comenta que atualmente é utilizada uma técnica muito antiga, mas que é o que a ausência de uma tecnologia adequada permite utilizar, que é a melhor forma de avaliar o quanto o animal ganha peso.

“Todo mundo fala que o animal ganha um ou dois quilos por dia. Estamos transformando algo que não é linear em linear. Um quilo por dia significa que hoje ele tem 200 kg, amanhã tem 201 e depois são 202 quilos. Todo dia ele cresce um quilo”, conta. Porém, o profissional alerta que isso não é compatível com a realidade. “E por que fazemos um quilo por dia? Porque na verdade temos duas pesagens, uma no início e uma no final”, diz.

Segundo Chizzotti, esta atitude implica diretamente na eficiência que é vista por animal. “Isso porque à medida que esse animal cresce, ele vai ganhando cada dia menos peso, porém, vai comendo cada vez mais. Ele vai se tornando cada dia menos rentável”, afirma. O profissional reitera que saber essa informação pode ajudar o pecuarista a fazer a avaliação da situação de mercado que trata do ponto de maior eficiência econômica.

Além disso, saindo das pesagens tradicionais, há disponível comercialmente balanças de pesagem autônoma, onde o animal ao beber água ou passar por um determinado piquete tem a massa mensurada e com isso, o produtor consegue acompanhar o ganho de peso do animal, explica Chizzotti. “Têm alguns animais que crescem muito rápido comendo muito e ganhando peso. Mas têm outros que crescem mais devagar e chegam ao mesmo ponto de peso de abate. Porém, esse animal ganhou peso mais devagar, demorou mais para chegar ao ponto e assim ele vai ficar mais dias dentro do sistema”, comenta.

Embora novos, esses sistemas têm um preço um pouco mais elevado, diz o profissional. “Mas eles tendem a baratear, dependendo do volume de produção e certamente serão muito mais empregados do que são atualmente”, diz.

Chizzotti comenta ainda que existe, atualmente, outra forma de pesar animais com o uso de câmeras. “As câmeras conseguem identificar um animal no ponto, a partir de imagem conseguimos chegar nessa área de controle do peso do animal”, diz. Com esta técnica, é possível assim também detectar o peso do animal não somente por balança, mas também por câmera. “Esta já é uma tecnologia muito empregada em suinocultura, bovinocultura de leite e também já está com protótipos comerciais para gado de corte”, informa.

Seleção de animais faz diferença

O profissional diz que as tecnologias acessíveis permitem fazer a medida dos animais para chegar a uma composição corporal ideal, e assim permite chegar a uma seleção genética. “Com esse monitoramento conseguimos, por exemplo, em um confinamento em que o ganho médio diário foi de dois quilos/dia, durante o período, esses dois quilos é a média entre ganho inicial e final. Isso porque a taxa de ganho de peso é decrescente à medida que o animal chega no final do confinamento”, comenta.

Chizzotti confirma que o fator econômico é muito mais preponderante na tomada de decisão do pecuarista do que o biológico – quando o animal vai para o abate. “Mas o biológico nos ajuda a entender o processo da produção de carne, a eficiência da produção animal é paulatinamente decrescente à medida que o animal avança em termos de peso adulto”, comenta. Ele reitera que é preciso que o pecuarista deve achar um ponto para se beneficiar do sistema que utiliza. O profissional reforça que com mais eficiência é possível produzir carne com menos insumos. “E a demanda mundial cresce muito por esse tipo de produto”, afirma.

Além disso, é necessário observar que o animal tem uma fase de crescimento muito rápida que desde a medida que ele começa a depositar gordura na carcaça, que é a fase de acabamento, é uma fase cara e importante que o pecuarista deve se atentar. “O animal deve obrigatoriamente passar por esse período de eficiência, mas tem que ser melhor e o mais curto possível, para que então consigamos uma melhor eficiência econômica do sistema como um todo”, observa Chizzotti.

Utilizando as ferramentas e sensores corretos, afirma o profissional, é possível o pecuarista entender que tipo de animal ele quer, qual a genética para ter esse resultado, ajudando assim a selecionar um animal superior, usando as tecnologias disponíveis. “O caminho mais fácil tem sido selecionar animais que realizam menos proteólise, ou que degradem menos, sintetizando a mesma coisa. Esse animal que vai produzir mais carne e que a genômica tem a capacidade de identificar as diferenças genéticas entre eles para saber estas características”, afirma.

O profissional esclarece que é importante o pecuarista se atentar se ele quer selecionar um animal para qualidade ou para eficiência. “Cabe ao produtor saber que tipo de carne ele está produzindo, para então buscar a melhor genética que vai atender a isso. Se ele quer aumentar a eficiência ou, eventualmente, perder alguma coisa em eficiência, mas aumentar na qualidade do produto com preço diferenciado”, aponta.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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