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Sucessão familiar bem-sucedida é resultado de planejamento e dedicação das gerações envolvidas

Empresa do setor de agronegócios, a Beckhauser passou pelo processo e, hoje, colhe os resultados positivos de uma gestão pensada em conjunto

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José Carlos e Mariana Beckheuser - Divulgação

Sucessão familiar é um dos temas mais discutidos em diversos setores e no agronegócio não é diferente. Dados da 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, divulgados no último dia 25 de maio, mostram que o assunto “sucessão familiar” ocupa a 12ª posição no ranking dos principais desafios do setor.

A transição de gestão nem sempre é tranquila e o índice de empresas que não conseguem realizá-la com sucesso é alto: segundo pesquisa da consultoria PwC, 75% das empresas familiares acabam fechando na passagem para a segunda geração. Mas, com planejamento, antecedência e dedicação, a sucessão familiar pode ser bem-sucedida.

É o que mostra o processo vivenciado na Beckhauser, empresa cuja missão é desenvolver e industrializar tecnologia para uma pecuária sustentável e contribuir para nutrir o mundo promovendo bem-estar animal e humano. Hoje sediada em Maringá (PR), a companhia passou recentemente pela sucessão na presidência, do fundador José Carlos Beckheuser (65) para sua filha, Mariana Soletti Beckheuser (40).

Início de tudo

Na sua trajetória, que se confunde com a da empresa, José Carlos também já vivenciou uma ruptura por uma sucessão que não foi realizada. A operação iniciada pelos seus pais, após a separação do casal, no final da década de 70, entrou em uma situação financeira difícil e acabou não se sustentando.

Os irmãos José Carlos e Antônio Beckheuser, porém, acompanhados pelos hoje sócios Celso Ottersbach e Claudete Soletti Beckheuser, acreditando no conhecimento adquirido e no seu potencial de trabalho, encararam o desafio e empreenderam um recomeço, com a fundação da empresa atual.

Esses quatro sócios Pioneiros – como são chamados hoje na Beckhauser (nomenclatura emprestada de consultoria com base antroposófica, que apoiou o processo sucessório da empresa), estruturaram a fabricação em formato de linha de produção, iniciaram a abertura de parcerias comerciais e, na década de 90, empreenderam uma mudança no conceito de contenção bovina no Brasil, marco da veia inovadora que até hoje acompanha a Beckhauser.

“Aprendi a prestar atenção a medidas ajudando meu pai, que era carpinteiro, nas obras, quando ia levar a marmita dele para o almoço. Ele ensinava a afiar o serrote apenas ouvindo o som. Era muito rígido, nunca nos permitiu brincar, mas esses ensinamentos foram muito valiosos para tudo que fizemos”, conta José Carlos.

Como começa a sucessão

Para Mariana, a sucessão começa exatamente no período da infância, com os filhos convivendo com o negócio da família. “Meu pai sempre foi muito entusiasmado com as coisas e movido pela busca de criar soluções para ajudar a melhorar a agropecuária. Sempre viveu o negócio. E a gente conviveu com isso, andando junto em fazendas, feiras agropecuárias, etc. Criança aprende brincando e pelo exemplo, assim fomos pegando gosto pela atividade”, pontua.

Na sua avaliação, o principal desafio do(a) sucessor(a) é encontrar o equilíbrio entre honrar e cuidar do legado e, ao mesmo tempo, trazer o novo, olhando para o futuro, sem cometer o erro de querer repetir a mesma história. “É preciso existir essa sensibilidade ao integrar a história com as novas ideias, novas visões e novos processos”, acredita.

“Os sucessores nunca vão conseguir repetir o feito dos pioneiros, que desbravaram o caminho. Por exemplo, eu nunca vou ser tão brilhante como o José Carlos, em enxergar uma solução técnica. É preciso entender qual o valor que temos a agregar, qual a nossa contribuição para o negócio. Tudo isso é um processo de descoberta e de aprendizado para as duas gerações”, avalia.

Olhar a longo prazo

A presidente lembra que recebeu esse novo papel junto com a missão importante da mudança do parque fabril de Paranavaí para Maringá, ambas no Paraná. Ela explica que as inovações no processo fabril foram uma transformação marcante, com um conceito de fábrica enxuta, mais sustentável e com tecnologia de última geração para atender o crescimento da companhia.

Para um projeto tão grande, “saber buscar ajuda é muito importante”, recomenda Mariana. A empresa procurou aconselhamento externo com consultores para alinhamento societário, planejamento estratégico e financeiro. Ela destaca, neste processo, alguns pontos que considera fundamentais: “é preciso estabelecer uma governança mais clara, definindo papeis, rituais e espaços de diálogo entre os sócios e também dos sócios com a operação; estruturação financeira e controladoria, trazendo mecanismos que permitam aos pioneiros acompanhar evolução do negócio, sem estar no dia a dia; alinhamento da estratégia de marketing e comercial; além do investimento na preparação das pessoas da equipe para construir esse novo futuro”.

Para o pioneiro José Carlos, o principal recado aos pais que se encontram na fase de sucessão familiar é não ficar assustado e transferir a confiança. “Essa é a grandeza da transição”, finaliza.

Fonte: Ass. de imprensa
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Empresas Equipe Vetanco

Setor de Qualidade da Vetanco recebe reforço

Karina já atuou na área de qualidade em empresas de nutrição animal

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Karina Pereira da Silva / Divulgação

A Vetanco Brasil anuncia reforço no Setor de Qualidade com a contratação da analista de Qualidade Karina Pereira da Silva.

A profissional tem Ensino Técnico em Química pela Diocesano La Salle – São Carlos/SP e está cursando Tecnologia em Processos Gerenciais.

Já atuou na área de qualidade em empresas de nutrição animal e de produtos terapêuticos para uso veterinário, onde participou com a implantação e elaboração de manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF); de indicadores de qualidade, controle e acompanhamento de programação de produção, treinamento e capacitação de colaboradores, desenvolveu e avaliou processos de trabalho, equipamentos e ferramentas com o objetivo de melhorar a produtividade e a qualidade, entre outras atividades.

Karina iniciou na Vetanco do Brasil no mês de abril.

Fonte: Assessoria
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Empresas Quimtia

Descubra 3 estratégias para escolher o premix ideal para sua ração

Personalização, certificação e controle de qualidade são vitais para produto de alta qualidade

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Divulgação

As rações comerciais destinadas a animais de produção são compostas basicamente por milho e soja. Mas será que apenas esses dois ingredientes são suficientes para garantir uma boa nutrição? A resposta é não! Apesar de se tratarem de fontes essenciais e acessíveis de proteína e carboidrato, esses ingredientes precisam ser acrescidos de outros nutrientes complementares.

A mestre em zootecnista da Quimtia, Lidiane Domingues, explica que vitaminas e minerais são de suma importância para estruturar uma dieta balanceada. “Esses ingredientes farão com que o animal expresse todo seu potencial genético e ainda direcione os nutrientes para aumentar seu desempenho e produção, seja de ovos, carne ou leite”, explica.

A Instrução Normativa 15/2009 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) descreve o premix como a pré-mistura de aditivos e veículo ou excipiente que facilita a dispersão em grandes misturas e que não pode ser fornecida diretamente aos animais. Por ter uma porcentagem baixa de inclusão na ração animal – de 0,5 a 10kg/tonelada –, ainda é preciso manter alguns cuidados no momento da escolha do premix.

Lidiane conta que “o fornecimento do premix ideal vai garantir que o animal não apresente problemas metabólicos e evita quadros clínicos graves por deficiência ou excesso de alguns nutrientes”. Este cuidado aliado a escolha de um bom fornecedor, minimiza as chances de um produto chegar ao campo com problemas de mistura ou presença de contaminantes no processo. Conheça três dicas para escolher o premix ideal:

Personalização

Cada espécie exige um perfil e nível de nutrientes diferenciados. Por isso, é necessário dar preferência a premixes personalizados, especificados de acordo com cada fase da vida do animal. “Para uma ave em fase de produção de ovos, a exigência de Cálcio pode chegar a ser duas a quatro vezes maior do que para uma ave da mesma categoria em sua fase inicial. Esses pontos devem ser observados com atenção”, salienta a especialista

Certificação

Como o premix é basicamente uma pré-mistura de aditivos em baixas concentrações é imprescindível que o fabricante garanta que o processo de mistura seja eficiente, e esse controle acontece por meio da escolha de fornecedores com testes validados de mistura. Essa avaliação pode ser feita com base em testes de Microtracer e outros que buscam medir a qualidade da mistura durante o processo de produção. Uma boa mistura no premix evita que o animal tenha perdas por ingestão excessiva ou pela deficiência de algum componente essencial para seu desempenho.

Controle de qualidade

Um bom controle de qualidade no processo de fabricação dos premixes também é fundamental. A mestre expõe que “para o produto ter sucesso no campo é preciso se atentar a sua qualidade desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final”. Isso pode ser conferido pelas certificações de qualidade e processos de rastreabilidade que a fabricante oferece.

Fonte: Ass. de imprensa
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Empresas Avicultura

Aliado estratégico para a plataforma Nutron Poultry

Com mais de 30 anos de atuação profissional na área, Ishi é médico veterinário, formado pela Universidade Federal do Paraná

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Mark Ishi - Foto: Divulgação

A Cargill Nutrição Animal está em constante busca para proporcionar o melhor para os clientes e ajudá-los a desenvolver e prosperar em seus negócios. Com esse intuito, traz um importante reforço para o time da plataforma Nutron Poultry.

Mark Ishi, um profissional muito experiente, grande conhecedor do mercado e de toda cadeia de produção de frango, atuará como consultor com foco em nutrição, manejo e sanidade, sendo um aliado estratégico para dar suporte aos clientes no estado de São Paulo.

 

Alinhado aos valores da Nutron

Com mais de 30 anos de atuação profissional na área, Ishi é médico veterinário, formado pela Universidade Federal do Paraná. Já trabalhou como gerente técnico de frangos de corte na Frango Sertanejo, sendo responsável pelo planejamento de estratégias para produção com foco em rentabilidade.

Também foi gerente técnico na Granja Walkyria e, por 22 anos, médico veterinário na Fatec Indústria de Nutrição e Saúde Animal.

Atuou também por quase 7 anos como gerente da plataforma de tecnologia e inovação na Trouw Nutrition, elaborando e monitorando estratégias nutricionais e de manejo para melhorar o desempenho zootécnico e financeiro de empresas parceiras, além de desenvolver a plataforma Tecnologia & Inovação em frangos de corte.

Nosso novo consultor chega alinhado aos nossos valores, pois compartilha do mesmo objetivo da Nutron, que é estar sempre presente nos clientes.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral

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