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José Luiz Tejon Megido Opinião

Quem será o melhor ministro do agro brasileiro?

São muitos nomes, mas quem seria o melhor ministro do agro para os desafios globais que enfrentaremos?

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e presidente da TCA International 

O Brasil é um país privilegiado. Temos pessoas de elevadíssima competência e acima de tudo, com qualidades fundamentais de liderança. Um sábio como Alysson Paolinelli, uma mulher de qualidade como Ana Amélia. Uma experiência de cadeias produtivas e visão estratégica internacional como Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da ABAG.

Um saber técnico especial como de Ivan Wedekin, que recebe no próximo dia 7 de novembro a medalha Ruy Miller Paiva do IEA. Um doutor professor agrônomo do ano, fundador do Pensa na Universidade de São Paulo, como Décio Zylbersztajn. Conhecedores profundos como Pedro de Camargo, Francisco Turra, Eumar Novacki, atual secretário executivo do ministério. O próprio ministro Roberto Rodrigues, com bagagem mundial, e competência em negociação, a deputada Teresa Cristina.

São muitos nomes, mas quem seria o melhor ministro do agro para os desafios globais que enfrentaremos? Precisa ter uma fortíssima legitimidade de representação que fale em nome da imensa maioria dos produtores rurais do país, incluindo a agricultura familiar. Precisa saber de verdade o que é uma agroindústria, a relação com o comércio varejista.

Precisa conhecer a difícil gestão da logística e da infraestrutura brasileira e dos mercados. Tem que ser um símbolo de uma liderança moderna e de fortes raízes democráticas, mas que sabe fazer acontecer.

Precisa dominar os fundamentos dos mercados futuros, dos bancos, serviços, viver mesmo cadeias produtivas. A segurança alimentar e a inovação com sustentabilidade intensiva. E idealmente pertencer a uma gigantesca rede mundial de relacionamentos que aumentarão exponencialmente.

Esse ser humano com essa bagagem existe? Sim. E onde está, onde atua?

Está no cooperativismo brasileiro. As cooperativas do Brasil lideradas por brasileiros com essa formação e bagagem superaram as incertezas do tempo, reúnem mais de um milhão de produtores rurais de todos os tamanhos movimentando mais de R$150 bilhões de reais, que significa quase 50% de tudo o que produzimos no país, e o que quer dizer: é o maior negócio dentro do agronegócio.

Muitos me perguntam: “Tejon, quem você indicaria?” A resposta final para mim, é esta: temos excelentes pessoas preparadas, e você deve ter aí uma lista ótima com os seus nomes. Porém, eu agora indico um líder cooperativista, capacidades como Galassini, da Coamo, Lanznaster, do sistema Aurora, Lang, da C.Vale, Mânica, da Cotrijal, Chavaglia, da Comigo, Jaime Basso, do Sicredi, Márcio Freitas, da OCB, dentre tantos e ótimos nomes de líderes do cooperativismo brasileiro.

São incontáveis, muitos: Baggio, da Bom Jesus, Dilvo, da Coopavel; Zé Vicente, da Coopercitrus, Carlos Alberto, da Cooxupé, Coopeavi – Espírito Santo, Luiz Lourenço, da Cocamar, e grandes brasileiros; me perdoem os não mencionados, pois precisaria de um jornal exclusivo só para registrar todos. Brasileiros íntegros com legítima experiência democrática e de liderança para realizar, com todos, e não apenas com alguns.

Para a melhor imagem e representação do agro brasileiro no mundo, eu indico um líder cooperativista que tenha liderado e provado a possibilidade da superação humana ao lado de milhões de produtores e suas famílias nos últimos 30 anos deste país. Este líder sabe fazer acontecer com todos, e não somente com alguns. E sabe dirigir um negócio gigantesco no porte de uma multinacional, uma grande cooperativa. Um grande ministério. Para ministro um líder cooperativista.

Fonte: Assessoria

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José Luiz Tejon Megido Opinião

Copo cheio ou copo vazio, quem fala em nome do agro do Brasil?

Quem fala ou deveria representar a voz crível do Brasil?

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Diferentes estudos apontam que não mais de 10% das propriedades agrícolas brasileiras atuam com ilegalidades ambientais. Estudo recém publicado na revista Science apontou que 2% das propriedades nos biomas do Cerrado e amazônico significam 62% do desmate ilegal.

Então, nessa guerra planetária com Covid-19, crise sanitária, e acirramento das questões ambientais, deixamos aqui a pergunta: no Brasil, copo cheio, 90% ou copo vazio,10%. Quem fala ou deveria representar a voz crível do Brasil?

Spoke person como dizem os americanos, uma representação com credibilidade para dizer ao mundo o que estamos fazendo e como vamos fazer para cuidar dos nossos 2% que desmatam ilegalmente e assegurar aos clientes do planeta inteiro que desde já os nossos 90% são sustentáveis e seguem a legislação mais rigorosa do mundo inteiro na questão florestal, o Código Florestal.

Mas aí vai a pergunta das perguntas: quem? Dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és, ou para onde vais. O assunto de uma minoria ilegal é antigo e letal. Agora não dá para contemporizar, os 90 % limpos do copo precisam atuar. O assunto é sério sim. Um comitê de esclarecimento e de imagem do agro nacional deveria ser criado reunindo a Embrapa, governo e representantes da sociedade civil organizada, sob coordenação da ministra Tereza Cristina.

Vamos passar nossa imagem a limpo! Copo cheio ou copo vazio, quem fala em nome do agro do Brasil? Temos um copo cheio de saúde para dar e vender. Então é justiça em cima dos 2% ilegais. E liderança de credibilidade com comunicação.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Agronegócio atenção, temos problemas

Grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Em paralelo a pandemia da Covid-19, em que as perspectivas apontam para o Brasil ter a retomada mais lenta, comparado com outros 90% dos países, teremos a crise da saúde ambiental. Acompanhamos as redes sociais do agro brasileiras e também as manifestações da mídia internacional. No The Economist uma matéria tratava de “how big beef and soya firms can stop deforestation”, sobre como as grandes corporações da carne e da soja podem parar com o desmatamento.

Agora, surgem abaixo assinados de consumidores europeus para não comprar do Brasil. E mesmo na China, o maior cliente do país, a mídia começa a trazer notícias negativas sobre a soja brasileira, como ocorreu no South China Morning Post, um jornal do Jack Ma, dono do big negócio de ecommerce Ali Baba.

Isso tudo fica agravado pelo corte e mudança de diálogo do Brasil com a China, o que preocupa a liderança das organizações privadas brasileiras, responsáveis pela agroindustrialização, logística e comércio internacional.

Assim como os astronautas da Apollo 13, em abril de 1970, que mandaram a mensagem para a Nasa na terra: “Houston we have had a problem”. Neste pós-Covid-19, que se inicia com a nova safra 2020 a ser colhida em 2021, podemos dizer: “agronegócio, nós temos um problema”.

Ações existem, como “Seja Legal com a Amazônia”; pecuarista legal não desmata quem desmata é o ilegal; temos a coalizão clima, floresta e agricultura; e mesmo o Conselho da Amazônia sob comando do vice-presidente Hamilton Mourão. Além de diversos movimentos como pecuária sustentável da Amazônia; núcleos de bem-estar animal; sustentabilidade e responsabilidade social; sem citar o código florestal, carecendo agora da implementação do PRA – Programa de Regularização Ambiental.

O grande drama é que não estamos conseguindo criar uma contenção no lado negativo da nossa imagem mundial. E, ao mesmo tempo, não estamos conseguindo eficácia na aplicação da lei, nos casos dos crimes ambientais. Precisamos de uma organização da comunicação brasileira do agronegócio numa coalizão das lideranças público e privadas, e precisamos parar com os auto-detratores e auto-predadores, numa Torre de Babel onde várias línguas se misturam e ninguém se acerta com ninguém.

E perante tudo isso, para não ficarmos na 171ª posição no mundo dos países mais lentos para a retomada econômica, nossa dependência do novo agronegócio é vital.

A Hora do Agronegócio, hora de uma equipe de crise público privada para dominar o tamanho do problema. Na percepção e na realidade.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Saúde virou sinônimo de agronegócio

Nesta crise, novamente, do bom cooperativismo sairão as rotas da vitória sobre a Covid-19 e o novo planeta Terra

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A sociedade vai exigir confiança total nos alimentos. A originação passará a ter gigantesca importância no processo decisório dos consumidores finais e das redes supermercadistas. Dessa forma, a confiança de origem é item sagrado, no pós-Covid-19, mais do que já vinha sendo anteriormente.

O cooperativismo irá se expandir, tanto numa intercooperação nacional e internacional das cooperativas, quanto na busca pelo seu modelo em países emergentes. Dentro do Brasil iremos ver o desenvolvimento do cooperativismo também em áreas onde a pobreza precisa ser enfrentada, e em uma convocação imensa para o cooperativismo de crédito em todo o Norte e Nordeste.

A reinicialização econômica e a intensidade da luta antidesigualdade irá obrigar o capital mundial a investir no desenvolvimento internacional. O empreendedorismo significará o caminho obrigatório das sociedades humanas. Contudo, o empreendedorismo sem o cooperativismo fica um funil de boca larga, porém com boca estreitíssima de saída. Somente com o cooperativismo podemos alargar o sucesso para a grande maioria dos empreendedores.

Nunca tantos deveram tanto a tão poucos – seus fundadores. Nesta crise, novamente, do bom cooperativismo sairão as rotas da vitória sobre a Covid-19 e o novo planeta Terra.

Fonte: Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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