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Quando é viável investir no etanol de milho?

Viabilidade de um empreendimento para produção de etanol de milho depende, fundamentalmente, da competitividade deste insumo

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Artigo escrito por Robinson Cannaval Jr, sócio fundador e diretor do Grupo Innovatech, engenheiro Florestal, com especialização em Gestão estratégica de Negócios e MBAs em Finanças e Valuation

A produção de etanol de milho é um mercado novo, que está crescendo rapidamente. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dos 30,3 bilhões de litros de etanol que serão produzidos nesta safra, 1,4 bilhão virá do milho – e isso é inédito no país. Apesar de ainda representar um percentual baixo, na comparação com o total produzido (4,62%), a extração de etanol a partir do milho é vista de forma positiva pelo potencial de crescimento em termos de mercado, por apresentar-se como mais uma opção de escoamento da produção brasileira, que é uma das maiores do mundo.

Até o final da próxima década, a expectativa é de que a produção nacional de etanol de milho chegue a 20 bilhões de litros anuais. Nesse cenário, o Mato Grosso vem se tornando um polo de produção, já concentrando grande parte da produção atual e também dos projetos de expansão de capacidade, principalmente em virtude do volume de sua oferta de grãos, do baixo consumo local e da grande distância para escoamento da produção. Isso porque esses fatores fazem com que o preço do grão no Mato Grosso seja estruturalmente mais baixo do que no restante do país, fazendo com que o etanol se configure como uma forma de agregar valor ao milho.

Estados do Centro-Oeste seguem na mesma toada que o Mato Grosso, mas é importante ressaltar, entretanto, que nem todas as regiões do país terão condições de se beneficiar desse tipo de produção, uma vez que a produção de etanol de milho não é competitiva em todas as situações.

A viabilidade de um empreendimento para a produção de etanol de milho depende, fundamentalmente, da competitividade deste insumo (preço de mercado do milho), pois em praças onde existe excesso estrutural de oferta e preços baixos de milho, a produção de etanol se torna viável como uma alternativa de agregar de valor ao grão.

Ou fator preponderante é a atratividade do mercado para comercialização do DDG (Dried distillers grains –grãos secos de destilaria), já que o processo de produção de etanol de milho resulta também na produção de DDG, produto que pode ser usado como substituto de outras fontes proteicas de alimentação animal. O DDG não pode ser entendido como um subproduto do etanol, mas sim como um coproduto: sem ele, o milho dificilmente seria competitivo em relação à cana. A existência de um mercado local para o DDG pode aumentar bastante a atratividade do empreendimento.

Como outra vantagem, vale destacar que a produção de etanol a partir do milho pode se dar durante o ano todo, em função da armazenagem dos grãos – o que não é possível com a cana.

Estados com grandes áreas plantadas tanto de cana quanto de milho, com grandes distâncias para o transporte do grão e mercado consumidor de DDG são, por sua vez, bons candidatos à adoção de tecnologias flex, com a instalação de usinas que podem destilar etanol também a partir do milho, na entressafra da cana-de-açúcar.

Desta maneira, para analisar estrategicamente o potencial para investimentos em etanol de milho é preciso levar em consideração se existe oferta excedente estrutural do grão na região, seu custo e a viabilidade de escoamento do coproduto gerado na produção.

Fonte: Assessoria
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1 Comentário

1 Comentário

  1. Tohoru furukawa

    25 de junho de 2019 em 01:14

    O comentarista poderia ser mais preciso e completo
    Média de litros por ton de milho bem como demais produtos.
    Fazer comparativo de ponto de equilíbrio como segredo de etanol é X e preço milho Y demais subprodutos Z mais custos processamento e impostos W
    Indústrias de álcool e açúcar acordaram tarde ao invés de ficar impedindo com taxa de importação do álcool americano deveria ter estudado e investido no álcool de milho pois és 500 milhões é um investimento baixo comparando com usina e plantio da cana
    TORO

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Notícias Boa notícia

Com boa fluidez de negócios e oferta ajustada, preço do suíno sobe

Mercado brasileiro apresentou preços firmes no decorrer da semana, tanto para quilo vivo quanto para cortes vendidos no atacado

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne suína apresentou preços firmes no decorrer da semana, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos relataram boa fluidez nos negócios, aliado a um quadro de disponibilidade doméstica ajustada, o que favoreceu um reajuste nas cotações. “As indústrias estão demandando mais animais para atender a demanda das festividades de final de ano e a procura externa está elevada, puxada pelas compras da China”, comenta.

Maia afirma que é esperado um aquecimento na procura pela carne suína neste último bimestre, avaliando também o forte movimento de alta no preço da carne bovina em todo o país, o que deve levar uma parcela dos consumidores a migrarem para proteínas mais acessíveis, como a carne suína e a de frango.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil passou de R$ 4,67 para R$ 4,73, alta de 1,39%. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 8,36, alta de 2,45% frente aos R$ 8,16 praticados na semana passada. A carcaça registrou um valor médio de R$ 7,82, aumento de 1,38% frente à semana passada, de R$ 7,71.

A habilitação de novas plantas pela China, segundo Maia, traz ainda mais otimismo ao mercado, com possibilidade de um bom incremento dos embarques brasileiros no decorrer dos próximos meses.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 34,7 milhões em novembro (6 dias úteis), com média diária de US$ 5,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 14,7 mil toneladas, com média diária de 2,5 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.356,80.

Em relação a outubro, houve baixa de 3,6% na receita média diária, perda de 3,3% no volume diário e recuo de 0,3% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve aumento de 22,5% no valor médio diário exportado, perda de 3,8% na quantidade média diária e elevação de 27,3% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo ao longo da semana passou de R$ 101 para R$ 103. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 3,95. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 4,85 para R$ 4,95. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração continuou em R$ 4. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 4,95 para R$ 5,10. No Paraná o quilo vivo permaneceu em R$ 5 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 3,90.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração avançou de R$ 3,90 para R$ 4, enquanto em Campo Grande o preço aumentou de R$ 4 para R$ 4,10. Em Goiânia, o preço avançou de R$ 5,35 para R$ 5,40. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 5,40 para R$ 5,50. No mercado independente mineiro, o preço também passou de R$ 5,40 para R$ 5,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 4,20 para R$ 4,35. Já na integração do estado a cotação aumentou de R$ 3,85 para R$ 3,90.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Mercado de frango mantém valorização no atacado, refletindo demanda

Avicultura de corte manteve um cenário positivo para os preços no atacado nesta semana mais curta

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Arquivo/OP Rural

A avicultura de corte manteve um cenário positivo para os preços no atacado nesta semana mais curta, por conta do feriado, refletindo o indicativo de demanda aquecida, em meio ao forte avanço nos preços do boi gordo e da carne bovina.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, seguem as preocupações em torno do descolamento dos preços do milho, que acarretam um aumento dos custos de produção, o que reduz a margem operacional da atividade.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,35 para R$ 5,50, o quilo da coxa subiu de R$ 5,70 para R$ 5,90 e quilo da asa de R$ 9,20 para R$ 9,30. Na distribuição, o quilo do peito aumentou de R$ 5,55 para R$ 5,60, o quilo da coxa passou de R$ 5,80 para R$ 6,10 e o quilo da asa de R$ 9,30 para R$ 9,40.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de algumas mudanças ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito subiu de R$ 5,45 para R$ 5,60, o quilo da coxa subiu de R$ 5,82 para R$ 6,02 e o quilo da asa de R$ 9,28 para R$ 9,38. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 5,65 para R$ 5,70, o quilo da coxa passou de R$ 5,92 para R$ 6,22 e o quilo da asa de R$ 9,38 para R$ 9,48.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 134,5 milhões em novembro (6 dias úteis), com média diária de US$ 22,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 82,5 mil toneladas, com média diária de 13,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.630,70.

Na comparação com outubro, houve alta de 4,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 1,3% na quantidade média diária exportada e alta de 2,8% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve baixa de 3,5% no valor médio diário, perda de 7,3% na quantidade média diária e ganho de 4,1% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

Na integração catarinense a cotação do frango recuou de R$ 2,53 para R$ 2,49. No oeste do Paraná o preço subiu de R$ 3,05 para R$ 3,16. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango baixou de R$ 3,35 para R$ 3,25. Em Goiás o quilo vivo caiu de R$ 3,35 para R$ 3,25. No Distrito Federal o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,40 para R$ 3,30.

Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,20. No Ceará a cotação do quilo vivo se manteve em R$ 4,20 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,40.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Preços do trigo sobem no Paraná e Conab atualiza safra brasileira

Produção brasileira de trigo em 2019 deverá ficar em 5,278 milhões de toneladas

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Divulgação/SECS

A produção brasileira de trigo em 2019 deverá ficar em 5,278 milhões de toneladas, segundo o segundo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), recuando 2,87% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,428 milhões de toneladas. Em outubro, a previsão era de safra de 5,149 milhões de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 2,040 milhões de hectares, com perda de 0,1% sobre o ano anterior, de 2,042 milhões de hectares. A produtividade está projetada em 2.586 quilos por hectare, 2,7% abaixo do ano anterior, quando o rendimento ficou em 2.657 quilos por hectare.

O Paraná deverá ter safra de 2,532 milhões de toneladas, com queda de 20,5% sobre o ano anterior. No Rio Grande do Sul, a produção deverá subir 17,9% para 2,207 milhão de toneladas.

Paraná

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, no Paraná, os preços subiram e ficam por volta de R$ 900 a tonelada, chegando a estarem mais altos em regiões mais ao norte do estado. “As quebras indicadas reduzem o potencial produtivo do estado e assim elevam a necessidade de buscar alternativas para o abastecimento da indústria paranaense”, observou.

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita do trigo no Paraná atinge 95% da área, estimada em 1,023 milhão de hectares, contra 1,102 milhão de hectares em 2018, queda de 7%.

As lavouras estão em boas condições (86%) e condições médias (14%), divididas entre as fases de frutificação (5%) e maturação (95%).

O Deral estima a safra 2019 de trigo do Paraná em 2,177 milhões de toneladas, 22% abaixo das 2,808 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 2.236 quilos por hectare, abaixo dos 2.567 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

Fonte: Agência SAFRAS
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