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Qualidade da casca e enriquecimento mineral com uso de superdosing de fitase para poedeiras

Escolher uma fitase de alta atratividade para com seu substrato gerará uma vantagem competitiva para o nutricionista

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Alexandre Barbosa de Brito, DSc., gerente técnico para América Latina da ABVista

O ácido fítico (também conhecido como fitato) é uma forma utilizada pelas plantas para armazenamento de fósforo, sendo este uma fonte de energia para o processo de germinação. No entanto, esta associação impede que o fósforo seja utilizado como fonte nutricional para animais monogástricos.

Além disso, o fitato é um forte quelante de minerais essenciais como o cálcio, magnésio, ferro e zinco, e por conta disso pode contribuir para deficiência desses minerais, além de aminoácidos, em animais cuja dieta depende de alimentos ricos em ácido fítico na fonte nutricional, como aves de corte, poedeiras e matrizes pesadas.

O fitato é um anel de seis carbonos ligados com seis moléculas de fósforo. Por isso normalmente chamamos esta combinação de IP6. A ação sobre o IP6 e em seus ésteres seguintes (IP5 => IP4 => IP3 => IP2 => IP1) são provenientes exclusivamente pela ação das enzimas fitases, sendo que fitases distintas podem possuir diferentes atratividades para com seu substrato.

Desta forma, o uso desta enzima pode gerar vantagens na absorção de minerais e aminoácidos para resultar em melhora produtiva dos animais.

Diferenças entre Fitases:

Todas as fitases comercialmente utilizadas, fazem o mesmo papel no organismo biológico: retirar fósforo do anel de fitato convertendo em seus esteres menores: IP5 => IP4 => IP3 => IP2 => IP1. Porém cada enzima possui atratividade para com seu substrato de forma distinta, isso foi comprovado na avaliação realizada por pesquisadores onde os valores de cinética enzimática foram avaliados, sendo que os sete provedores de fitases analisados tiverem dados de cinética enzimática (Km, Kcat, Sustentabilidade a performance gástrica, etc.) distintos.

Escolher uma fitase de alta atratividade para com seu substrato gerará uma vantagem competitiva para o nutricionista, pois será mais eficiência em um menor volume de fitase adicionada.

Fitase rendimento zootécnico e o aporte de minerais e outros nutrientes

A redução dos ésteres de fitato, em especial para um nível inferior ao IP4, favorece muito a absorção de macro e micro minerais, além de melhora do aporte de aminoácidos por redução de suas perdas endógenas, em especial quando utilizado em doses mais elevadas – Superdosing.

Esta condição é evidenciada em trabalho em que os autores descrevem a melhora de performance de poedeiras que consumiram fitase nas doses de 0, 150, 300 ou 1200 FTU/kg. Após 28 dias de adaptação, excreta das aves foram coletadas, além de ossos da tíbia. A taxa média de postura das galinhas que consumiram 1200 FTU/kg de fitase foi de 94,7%, significativamente maior (P<0,05) que dos demais tratamento, além de uma melhora na taxa de cinza da tíbia (P<0,05). Desta forma, fitase em superdosing melhorou a utilização de fósforo, performance e parâmetro ósseo das poedeiras.

Porém para a melhoria de performance, nas avaliações com aves de postura, sugere-se o uso de uma matriz nutricional que aborda níveis além dos dados somente de minerais. Este ítem é algo importante, em especial quando utiliza-se fitases em níveis mais elevados.

Conclusão

  1. Fitato é um poderoso fator antinutricional.
  2. Uma fitase com alta atratividade para o seu substrato é uma ferramenta importante para reduzir seus efeitos:
    1. Melhoria da solubilidade mineral;
    2. Redução de perdas endógenas de Aas.
  1. Isto é ainda mais visível em doses acima de 1.000 FTU/kg, mas ajustes no uso de uma matriz completa devem ser algo a considerar.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de agosto/setembro de 2019.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas

Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

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Foto: Divulgação

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.

Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.

Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.

Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.

Fonte: Assessoria Conbrasfran
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Avicultura

Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026

Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.

No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.

No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.

A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.

O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura

Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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