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VOZ DO COOP

Sem categoria Bovinos e bufálos

Prorrogado prazo da tomada de subsídios sobre rastreabilidade na cadeia produtiva

Ampliação do prazo visa aumentar as contribuições e sugestões da sociedade e ouvir as partes interessadas previamente a intenção de regular um tema dessa relevância e complexidade, em muito poderá contribuir com a melhoria da qualidade da norma e no aperfeiçoamento dos controles afetos a ele.

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Foto: Everton Queiroz

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou o prazo para participação na Tomada Pública de Subsídios (TPS) sobre a proposta de regulamentação de controles aplicados à rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos no Brasil. O novo prazo para as contribuições vai até 24 de março de 2023.

A rastreabilidade é um tema indispensável para pecuária nacional, na medida em que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e o Codex Alimentarius a atestam como uma ferramenta essencial para demonstrar a higidez e a segurança do sistema aplicado à criação dos rebanhos comerciais e dos processos industriais, por meio dos quais se obtém as carnes e produtos derivados.

A ampliação do prazo visa aumentar as contribuições e sugestões da sociedade e ouvir as partes interessadas previamente a intenção de regular um tema dessa relevância e complexidade, em muito poderá contribuir com a melhoria da qualidade da norma e no aperfeiçoamento dos controles afetos a ele.

“O uso de mecanismos de participação social, permite a promoção da transparência e o aumento do grau de confiança mútua entre os privados e o setor público, ampliando a possibilidade de mediação de conflitos de maneira preventiva, além de resultar na melhoria da qualidade na norma”, destaca o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende.

O formulário para participação encontra-se no sistema Sisman da Secretaria de Defesa Agropecuária. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá fazer cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso – Solicita, por meio do link sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita.

Fonte: Assessoria Mapa

Notícias

Valorizações do suíno vivo elevam poder de compra

Segundo pesquisadores do Cepea, frigoríficos têm intensificado as compras de novos lotes de suínos para abate neste mês, diante das demandas doméstica e externa por carne suína aquecidas. 

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Foto: Julio Cavalheiro

Diante das fortes valorizações do suíno vivo neste início de julho, o poder de compra do produtor paulista frente aos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) vem crescendo no comparativo com o mês anterior, conforme apontam levantamentos do Cepea.

Em relação ao cereal, que apresenta preços em queda no mesmo período, o suinocultor registra o melhor desempenho desde novembro de 2020, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de junho/24).

As cotações do derivado da oleaginosa, por sua vez, subiram ligeiramente de junho para esta parcial de julho.

Segundo pesquisadores do Cepea, frigoríficos têm intensificado as compras de novos lotes de suínos para abate neste mês, diante das demandas doméstica e externa por carne suína aquecidas.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Empresas

Equipe da Agroceres PIC tem 10 trabalhos científicos selecionados para apresentação no IPVS 2024

Ao todo são 23 trabalhos selecionados nas últimas edições do Congresso, marca que evidencia o protagonismo da Agroceres PIC na produção científica na suinocultura.

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Foto: Divulgação

Esta é a sexta edição consecutiva que a equipe da Agroceres PIC tem trabalhos selecionados pelo Comitê Científico do IPVS. Ao todo são 23 trabalhos selecionados nas últimas edições do Congresso, marca que evidencia o protagonismo da Agroceres PIC na produção científica na suinocultura.

As equipes de Serviços Técnicos, Boas Práticas e Bem-estar Animal e Serviços Veterinários da Agroceres PIC tiveram 10 trabalhos científicos selecionados para apresentação oral e em pôsteres no International Pig Veterinary Society Congress 2024 (IPVS). Um dos mais tradicionais e importantes eventos da suinocultura mundial, o IPVS é célebre por reunir a elite da comunidade científica suinícola internacional para debates acerca dos principais desafios produtivos e sanitários do setor.

Nos seus 55 anos de realização, o Congresso IPVS foi responsável por apresentar inúmeros avanços e soluções tecnológicas que melhoraram a produção comercial de suínos, tornando-a mais produtiva, robusta, econômica e sustentável.

Esta é a sexta edição consecutiva que a equipe da Agroceres PIC tem trabalhos selecionados pelo Comitê Científico do IPVS. Ao todo são 23 estudos selecionados nas últimas edições do Congresso, marca que reafirma a relevância da produção científica da equipe da Agroceres PIC.

Descobertas científicas

Dos estudos científicos selecionados para esta edição do evento, um é da área de Produção, dois da de Sanidade, três da de Reprodução e quatro da área de Bem-estar animal.

“O Congresso IPVS tem um papel muito importante para o desenvolvimento técnico-científico do setor suinícola. Ter 10 trabalhos selecionados é uma distinção muito importante para nós e demonstra o valor científico dos estudos realizados por nossa equipe”, comenta Amanda Pimenta Siqueira, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC. “Esse reconhecimento reafirma nosso compromisso contínuo com a pesquisa de ponta e com o desenvolvimento de soluções que contribuam para o avanço da produção de suínos”, completa.

Neste ano, o IPVS acontece em Leipzig, na Alemanha, entre os dias 04 e 07 de junho.

 

Fonte: Assessoria Agroceres Pic
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Avicultura Avicultura

Estudo encontra 100% de resistência bacteriana para formaldeído e 50% para amônia quaternária

Em uma ampla avaliação realizada com amostras de campo, foi evidenciado a alta prevalência de APEC resistentes aos antimicrobianos e aos desinfetantes

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Arquivo / OP Rural - shutterstock

Artigo escrito por Gleidson Salles, Médico-veterinário, gerente de produto da Zoetis, e Giulia Pilati, pesquisadora pós-graduanda da Universidade Federal de Santa Cararina*

A colibacilose aviária, uma doença naturalmente oportunista com manifestação local ou sistêmica, é causada pela Escherichia coli patogênica aviária (APEC). A doença está distribuída em todo o mundo e tem um grande impacto econômico, especialmente na indústria de frangos de corte, devido à mortalidade, morbidade, falta de uniformidade no rebanho, redução da produção e aumento da condenação no abate.

O agente é responsável por causar diversas condições clínicas em aves, como aerossaculite, celulite, coligranuloma, colisepticemia, pericardite, peritonite, pleuropneumonia, pneumonia, onfalite, salpingite, síndrome da cabeça inchada (LM), panoftalmia, osteomielite e sinovite.

Os antimicrobianos mais comumente usados no tratamento da colibacilose aviária são β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas), fluorquinolonas, lincosamidas, macrolídeos, quinolonas, sulfonamidas e tetraciclinas. Atualmente, muitos dos antimicrobianos utilizados na produção avícola também são utilizados na medicina humana. Isto levantou preocupações sobre a potencial transferência de genes de resistência a antibióticos entre animais e humanos.

Além de serem utilizados no tratamento e profilaxia de infecções humanas e animais, os antibióticos são amplamente utilizados como agentes metafiláticos e promotores de crescimento na produção animal. Tais práticas, no entanto, aumentam a pressão seletiva e podem favorecer o desenvolvimento de resistência antimicrobiana.

O desenvolvimento da resistência antimicrobiana é um processo complexo. A resistência pode ser classificada como inerente ou adquirida. A resistência inerente é a capacidade natural de algumas bactérias de resistir a certos antibióticos devido a propriedades intrínsecas, como a estrutura da parede celular ou vias metabólicas. A resistência adquirida, por outro lado, é o resultado de alterações genéticas nas bactérias, como mutações ou transferência de genes de resistência de outras bactérias.

Nesse contexto, realizamos um estudo que avaliou 100 lotes de carcaças de frango ( Gallus gallus domesticus ), coletados no Brasil, com o objetivo de investigar o genoma completo de isolados de Escherichia coli patogênica aviária (APEC) de fêmures de frangos de corte brasileiros ( Gallus gallus domesticus ), a fim de investigar a presença de genes de resistência antimicrobiana associados a bacteriófagos.

Um total de 63 isolados característicos de Escherichia coli foram obtidos de fêmures. Todos os isolados foram confirmados como Escherichia coli por meio de sequenciamento. Dos 63 isolados, 58 (92%) tinham entre 3 e 5 dos genes considerados preditores mínimos e poderiam ser caracterizados como Escherichia coli patogênica aviária (APEC). Destes, 40 (63,4%) apresentaram os cinco genes, outros 14 (22,2%) apresentaram quatro genes. Quatro deles (6,3%) apresentaram três genes e outros quatro, (6,3%) apresentaram entre um gene e dois genes.

Na figura 1 é possível avaliar os perfis de resistência de diferentes classes de antimicrobianos e desinfetantes frente as APEC’s encontradas no estudo. A presença ou ausência de genes de resistência a antibióticos e desinfetantes foi avaliada em isolados de E. coli submetidos para sequenciamento. Cada linha no conjunto de dados corresponde a uma amostra única, enquanto as colunas representam os genes de resistência identificados e os antibióticos ou classes de antibióticos correspondentes.

Neste estudo, genes de resistência previstos contra β-lactâmicos foram encontrados em 63,49% dos isolados contendo um ou mais genes. 49,2% dos isolados abrigavam pelo menos um gene de resistência à tetraciclina. Um dos aminoglicosídeos mais comumente utilizados na medicina veterinária é a gentamicina. No presente estudo, 78,1% dos isolados APEC abrigavam um ou mais genes de resistência aos aminoglicosídeos. 74,6% dos isolados continham genes de resistência previstos contra sulfonamidas.

Além das classes dos antimicrobianos, foram avaliados alguns desinfetantes comumente utilizados na avicultura, como é o caso do formaldeído e amônia quaternária, onde 100% das amostras com presença de APEC’s apresentaram resistência para formol e 50% para amônia quaternária, evidenciando a capacidade das APEC’s resistirem ao uso desses produtos.

Esses resultados evidenciam uma alarmante situação quando olhamos para os perfis de resistência antimicrobiana e aos desinfetantes. Novas abordagens se fazem necessárias para prevenção de colibacilose aviária.

O estudo na integra pode ser solicitado ao autor: gleidson.sales@zoetis.com

Fonte: Assessorio com autores
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