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VOZ DO COOPERATIVISMO

Bovinos / Grãos / Máquinas

Preços dos lácteos se mantêm em alta, enquanto importações aumentam disponibilidade interna

Até maio foram internalizados cerca de 851 milhões de litros de leite-equivalente. A relação de troca leite/mistura segue favorável para o pecuarista, ficando melhor que as observadas em 2021 e 2022.

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Foto: JM Alvarenga

A entressafra e os baixos estoques deram suporte aos preços dos lácteos no atacado e para o produtor até abril. O preço do leite ao produtor subiu 3,6% no quarto mês do ano, repercutindo ainda a entressafra e estoques industriais baixos. O preço médio nacional ficou em R$ 2,91 por litro, acumulando alta de 14,5% nos últimos 12 meses. Essa é análise dos agentes do Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite na edição de junho do Boletim Indicadores Leite e Derivados.

No entanto, as elevadas importações têm aumentado a disponibilidade interna. Até maio foram internalizados cerca de 851 milhões de litros de leite-equivalente.

A relação de troca leite/mistura segue favorável para o pecuarista, ficando melhor que as observadas em 2021 e 2022.

Foram necessários 33,8 litros de leite para aquisição de 60 kg de mistura, contra 44,3 litros observados em abril do ano passado.

No varejo, o preço da cesta de lácteos subiu 1,5% em maio deste ano.

Em 12 meses o aumento atingiu 12,6%, muito superior à inflação brasileira, medida pelo IPCA, que registrou 3,9%.

A maior alta mensal foi do leite UHT (2,4%) e a maior queda do leite condensado (-1,4%).

Fonte: Embrapa Gado de Leite
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Bovinos / Grãos / Máquinas Agromensal Cepea

Preços do boi gordo ainda operam em patamares abaixo dos verificados em 2022

Esse cenário se deve sobretudo à maior oferta de animais para abate e ao crescimento na produção de carne neste ano. 

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do boi gordo vêm oscilando ao longo de 2023, mas ainda operam em patamares abaixo dos verificados no ano anterior. Analisando-se a série mensal de 2023, todas as médias estão inferiores às verificadas nos respectivos meses de2022,sendo a queda mais intensa, de26%, a registrada em setembro(contra setembro/22), em termos reais (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI).

Esse cenário se deve sobretudo à maior oferta de animais para abate e ao crescimento na produção de carne neste ano.  De acordo com dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção de carne em2023 (de janeiro a setembro), inclusive, atingiu recorde. Foram produzidas 6,39 milhões de toneladas na parcial deste ano, 8,37% a mais que no mesmo período de 2022 e4,5% acima do recorde anterior, registrado em 2019.

Os dados do IBGE evidenciam uma virada de ciclo produtivo em 2023, com mais animais prontos para o abate. No acumulado de 2023 (até setembro), o volume de bovinos abatidos avançou10,24% frente ao mesmo período do ano passado, somando24,42 milhões de cabeças, ainda conforme dados do Instituto. A produtividade média(carne produzida por animal) de2023 está em 262quilogramas, apenas 1,71% abaixo da ano passado, que, vale lembrar, foi recorde, segundo dados do IBGE.

Os menores patamares da arroba bovina em 2023 tendem a desestimular novos investimentos por parte de pecuaristas, além de resultar em abate de animais mais leves, como vacas adultas, contexto que traz reflexos para o ciclo produtivo dos próximos anos. Em novembro, contudo, a oferta de animais prontos para abate diminuiu, devido ao menor número de animais confinados entre novembro e dezembro. Do lado da demanda, as festas de final de ano tendem a elevar o consumo de carne. Além disso, os embarques em ritmo intenso também podem reforçar possíveis altas nos preços.

China

Destino de mais de50% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil neste ano (até outubro), a China se sustenta como protagonista do setor pecuário de corte nacional, trazendo impactos sobre os preços de comercialização do animal para abate. De janeiroaoutubrode2023, o volume de carne bovina exportado ao país asiático recuou7,42% frente ao mesmo período do ano passado–vale lembrar que os envios à China estiveram suspensos entre fevereiro e março–, mas ainda supera em35,26% a quantidade escoada nos 10 primeiros meses de 2021, de acordo com dados da Secex. Em2023 (até outubro), foram969,06 milhões de toneladas embarcadas à China, representando 52,55% do volume escoado a todos os destinos nesse período, que foi de1,844 milhão.

A forte demanda chinesa ao longo dos últimos anos continua sendo positiva para a cadeia pecuária brasileira. Além de estimular a implementação de tecnologias no campo, a procura aquecida da China ajuda a sustentar os valores de negociação do boi gordo, já que a demanda doméstica segue em ritmo lento.

Fonte: Assessoria Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Leveduras vivas ajudam as vacas a mitigar o estresse por calor

Mais e mais novas instalações e melhorias no ambiente têm sido utilizadas para ajudar a manter a produção de leite com menores perdas nesta estação do ano tão desafiadora.

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Foto: Shutterstock

O período de verão na maior parte do Brasil traz, além das altas temperaturas, a alta umidade relativa do ar. Estas duas variáveis acabam interferindo de forma significativa na habilidade de troca de calor pelos animais com o ambiente. Sempre se menciona o impacto negativo da temperatura sobre a produção animal, notadamente na produção leiteira, mas não se deve deixar de considerar que há impacto também da alta umidade nesta produção.

Pela própria origem dos animais de produção leiteira europeias, verifica-se que vieram de regiões frias, tais como a raça Holandesa (Holstein-Friesian), a Jersey e as demais raças cuja zona de conforto térmico gira em torno de – 5 a + 20°C. Espera-se perdas econômicas quando os animais estão fora desta zona de temperatura termoneutra que podem ser: redução da ingestão de matéria seca, menores produções de leite e alteração em sua composição em sólidos, acidose ruminal, aumento do estresse oxidativo e desencadeamento de doenças, queda nos índices reprodutivos, etc. Também vale deixar claro que o estresse térmico não se restringe aos animais leiteiros, animais de corte também são afetados.

O primeiro ajuste de manejo a auxiliar os animais a combaterem o estresse térmico é fornecer água a vontade e de qualidade e com fácil acesso. Basta considerar que algumas vacas, dependendo do estádio de lactação, produção de leite e temperatura ambiental, podem consumir diariamente até 150 L de água.

Mais e mais novas instalações e melhorias no ambiente têm sido utilizadas para ajudar a manter a produção de leite com menores perdas nesta estação do ano tão desafiadora.

Há cinco maneiras pelas quais as vacas trocam calor com o ambiente: convecção, condução, radiação (estas três primeiras de são resfriamento não-evaporativo), além de transpiração e respiração (que são, por sua vez, chamadas de resfriamento evaporativo). O que é interessante destacar é que as três primeiras formas só ocorrem quando há uma boa diferença entre a temperatura ambiental e o corpo do animal. A partir de uma determinada temperatura ambiental (aprox. 20°C), a troca de calor passa a ser muito dependente do resfriamento evaporativo, ou seja, respiração e transpiração, diminuindo muito a participação percentual da troca pelos métodos não-evaporativos.

Em relação aos fatores ambientais, como mencionado, a alta temperatura, aliada à alta umidade afetam negativamente a produção de leite, tanto que pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, estabeleceram estudos que avaliaram o quanto o índice de temperatura e umidade (ITU ou THI, em inglês) afeta a produção de leite. As faixas de ITU avaliadas estão no Figura 1.

Já na Tabela 1 evidencia-se que na faixa de ITU entre 68 e 71, há perda de cerca de 280 mL de leite para cada hora em que a vaca permanecer nesta condição e isso pode chegar a algo como 320 mL de leite perdido por hora na faixa em que o ITU está entre 80 e 89.

Exemplo

Apenas para exemplificar uma avaliação feita em uma fazenda em Santa Rosa (RS), o período de verão teve a seguinte distribuição média dos ITU ao longo do dia, durante 4 meses, que gerou perdas calculadas potenciais de mais de 6 kg/vaca/dia, considerando as faixas de ITU da figura 2.

Há também aditivos sendo utilizados para mitigar o estresse térmico por meio da nutrição de bovinos. Entre eles está ranqueado a levedura viva, que atua para melhorar o rúmen, o órgão que sofre impacto direto quando o animal passa pelo estresse por calor.
Em trabalho recentemente, os pesquisadores da Universidade da Flórida liderados pelo Prof. Dr. José Santos, demonstraram que a levedura viva tem efeito benéfico sobre as vacas nestas condições desafiadoras daquele estado norte-americano e, de maneira similar, nos países em que o verão é quente e úmido, como no Brasil.

A levedura viva Saccharomyces cerevisiae de identidade CNCM I-1077 usada na dose convencional e no dobro da dose para esta condição de estresse térmico foi muito efetiva para as vacas do ensaio.

Em termos de produção de leite corrigido para energia, conforme pode ser notado na figura 3, a levedura da cepa I-1077 aumentou 1 kg de leite se usada na dose padrão e 2 kg quando usada no dobro da dose.

As doses de levedura melhoraram a eficiência alimentar em 90 e 130 g/kg de matéria seca ingerida na dose menor e maior, respectivamente. Também houve maior produção de todos os sólidos avaliados: gordura, proteína e lactose, melhoria na digestibilidade aparente dos nutrientes, melhor comportamento ingestivo, melhores parâmetros ruminais e menor resposta inflamatória das vacas suplementadas.

Em vista do exposto, além das medidas de manejo convencionais para suportar o estresse térmico, ajustes nutricionais e uso de aditivos como a levedura viva CNCM I-1077 foi muito importante para conseguir mitigar esse efeito em vacas em lactação.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: jmoro@lallemand.com.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na Nutrição e Saúde Animal clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Por: Lucas Mari, médico-veterinário, mestre e doutor em Ciência Animal e Pastagens Gerente de Suporte Técnico para América do Sul – Lallemand Animal Nutrition
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Tecnologias de avaliação genética agregam valor aos bovinos

Uma das tecnologias mais eficientes que se pode utilizar para acelerar o progresso genético do rebanho é um programa de acasalamentos dirigidos.

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Foto: Shutterstock

O cenário atual da pecuária não permite erros no planejamento estratégico. Estamos trabalhando com uma margem menor de lucro e grandes variações no principal produto comercializado, a arroba, que tem prejudicado o mercado. Diante disso, o criador está em busca de ferramentas e tecnologias que o ajudem a tomar decisões objetivas e precisas, que permitam maximizar seus lucros. E o melhoramento genético é uma dessas ferramentas.

O principal produto dentro de um programa de melhoramento genético é a avaliação genética dos animais, que é apresentada ao público em forma de uma ferramenta chamada DEP (Diferença Esperada na Progênie). A DEP prediz a habilidade de transmissão genética de um animal avaliado como progenitor, ou seja, nada mais é do que a diferença esperada na progênie de um animal em relação à média da população para cada característica avaliada.

Existem DEPs para características de crescimento, habilidade maternal, reprodução, fertilidade, qualidade de carne e carcaça, eficiência alimentar e avaliação morfológica, conforme cada programa de melhoramento genético. Além das DEPs, os programas de melhoramento também desenvolvem índices de seleção para facilitar a identificação de animais superiores, os quais agregam várias características de interesse econômico em um só valor.

Os índices disponíveis no mercado podem ser empíricos ou bioeconômicos, sendo que este último leva em consideração vários ponderadores na pecuária atual, como valor da arroba, insumos, câmbio, produtividade, entre outros. No entanto, as avaliações genéticas (DEPs) por si só não promovem o progresso genético e o consequente aumento da produtividade. O melhoramento genético só ocorrerá quando os resultados gerados na avaliação genética forem aplicados na seleção do rebanho.

Exemplo prático

A DEP deve ser interpretada de maneira comparativa dentro de uma base de dados e nunca em valores absolutos. Um exemplo prático é a comparação de um touro A com DEP de peso a desmama (P210) de 17 kg e um touro B com 5,8 kg de peso a desmama. A diferença de 11,2 kg entre eles significa que é esperado que as progênies do touro A produzam, em média, 11,2 kg a mais de peso na desmama que as progênies do touro B, sob as mesmas condições de criação. Essa diferença traz um lucro de R$ 109,10 por bezerro desmamado somente por ter selecionado um touro superior como reprodutor (touro A) para essa característica, considerando valor de R$ 9,74/kg de bezerro desmamado em 23/10/2023 (Scot Consultoria).

Outras ferramentas

Outras ferramentas e tecnologias que podem auxiliar o criador na busca do progresso genético de seus animais são os gráficos de evolução genética, que ajudam a comparar o desempenho do rebanho de várias fazendas, safra a safra, para todas as características avaliadas. Uma outra tecnologia muito importante na seleção e multiplicação de animais jovens, e consequente incremento no ganho genético, é a genômica, que aumenta a acurácia das informações, trazendo maior confiabilidade para o criador na tomada de decisões.

Uma ferramenta adicional para agregar valor aos animais é o CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), que certifica os melhores animais de cada safra nos rebanhos P.O. e comercial.
Além das tecnologias já mencionadas, uma das mais eficientes que se pode utilizar para acelerar o progresso genético do rebanho é um programa de acasalamentos dirigidos, através do qual é possível obter a projeção genética das progênies considerando a maximização das DEPs, o que garante a variabilidade genética e o controle da consanguinidade.

Alexsandro Patrício Silva Santos – Foto: Divulgação/ANPC

Existem ganhos genéticos por correlações das características, porém a seleção direta para a característica de interesse da fazenda é a melhor maneira de obter resultados rápidos. A cada safra, a evolução genética do rebanho nacional é evidente, por consequência do uso das avaliações genéticas/genômica, que aceleram o ganho genético do rebanho com alta confiabilidade das informações, e da FIV, na reprodução dos animais jovens.

É preciso mensurar

Sem mensurar, não é possível gerar ponderadores para as fazendas, e sem valores, não é possível selecionar de maneira eficiente. Por isso, as tecnologias e ferramentas em genética são fundamentais para qualquer seleção de gado P.O. ou comercial e consequente aumento da produtividade e lucratividade dos rebanhos.

 

Fonte: Por: Alexsandro Patrício Silva Santos, zootecnista técnico comercial da ANCP
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Evonik 04/2023

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