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Pioneirismo brasileiro em rastreabilidade é arma para alimento seguro!

Cadeia produtiva de carne bovina vai usar um dos maiores bancos de informação e identificação individual de bovinos do mundo para aumentar as exportações para mercados exigentes e oferecer mais qualidade à proteína comercializada dentro do país

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A Certificação mira a fazenda, a indústria, a cadeia e o consumidor final. - Fotos: Divulgação

É uma nova fase no processo de modernização da Pecuária do Brasil. Que acompanha a chegada das vacinas contra a Covid-19 em diversos países do planeta e o controle mínimo da pandemia. Depois de o Brasil bater novo recorde de vendas internacionais de carne bovina em 2020, com mais de dois milhões de toneladas, em 2021 pode avançar ainda mais nos negócios com os importadores e no próprio mercado interno. Usando duas importantes armas. A primeira é o arsenal imenso de dados coletados nas duas últimas décadas pelo Sistema de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (SISBOV), criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como ferramenta de controle sanitário e fiscalização das propriedades rurais que cumprem protocolos internacionais e exportam a mercados mundiais mais exigentes, como a União Europeia.

Um sistema de rastreamento individual dos animais que vigora há vinte anos, com milhões de cabeças de gado registradas, do nascimento ao abate. Um banco de dados sem comparação entre os maiores países produtores e exportadores do planeta. Uma certificação que, atualmente, permite ao pecuarista receber até R$ 4 a mais por arroba comercializada, levando mais lucro para toda a cadeia, premiando o produtor, valorizando os negócios dos frigoríficos, obtendo proteína de qualidade para comercialização e ganhando a confiança dos consumidores internacionais.

Outra ferramenta é uma data histórica para a pecuária brasileira, a carne bovina e a comercialização de alimento de qualidade nas fazendas do país. Em fevereiro, o MAPA finalizou o processo de transição da gestão do SISBOV para a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), que já vinha atuando desde 2009 na gestão de protocolos no país. “O Brasil é pioneiro em rastreabilidade, possui um dos maiores bancos de informação de bovinos do mundo, mas ainda não explora devidamente esta rica fonte de dados. Precisamos usá-los de forma global, e para o produtor também, que está na lida, no dia a dia, para ele ter mais ganhos, maior competitividade e mudar efetivamente o seu negócio”, explica o Vice-Presidente da Associação Brasileira de Empresas de Certificação (ABCAR), Aécio Flores, entidade criada no início de 2019 e que congrega 90% das empresas do setor, incluindo os produtos orgânicos, e a maioria dos fabricantes de equipamentos e acessórios. A associação também tem vaga garantida na Câmara Temática da Agricultura Orgânica, na Câmara Setorial da Carne Bovina, e representa os pecuaristas clientes junto às outras entidades, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e o próprio MAPA. “É uma nova sistemática em processos de certificação. Uma visão construída e sedimentada ao longo desses últimos dez anos. O Governo Federal segue como o responsável perante os outros países, mas cada vez menos na operação propriamente dita. São quase vinte anos com a cadeia produtiva exportando carne bovina de qualidade para a Europa. Trabalho de pecuaristas, certificadoras, fabricantes de equipamentos, o MAPA, agentes particulares e várias entidades de classe. O Ministério tem o objetivo final de apenas emitir o certificado internacional, que é competência da autoridade governamental. É uma dinâmica melhor, mais rápida. O protocolo conduzido pela classe produtiva e pelas empresas que fizeram história na Certificação Europa vai chegar a uma aplicabilidade mais eficiente na fazenda, auxiliando ainda as empresas e a indústria do setor. E também poderemos atuar no sentido de criar novos protocolos. Estamos vivendo uma nova realidade”, analisa o Médico Veterinário, Presidente da ABCAR e um dos pioneiros da criação do SISBOV, Luis Henrique Witzler.

As empresas certificadoras têm aproximadamente dois mil clientes que exportam carnes para a Europa, o continente mais rigoroso na compra de carne bovina, com rastreabilidade dos rebanhos no período de confinamento (100 dias) e a partir da desmama (Cota Hilton). No Sisbov, são 120 mil toneladas por ano. Na Cota Hilton, mais exigente, não consegue ocupar totalmente o limite de comercializar 65 mil toneladas anuais. “A certificação é um procedimento importante para acessar qualquer mercado. É um procedimento sem igual no mundo. Não é amostragem. Todos os animais são rastreados. E ainda possibilita às fazendas ganhos paralelos na gestão do negócio, comercialização dos animais, nos preços mínimos maiores, controles sobre ração, nas dietas, na armazenagem, seleção dos animais e nos custos gerais”, acrescenta Aécio Flores, um administrador de empresas, gaúcho de Esteio, dono da Planejar, que atua há trinta anos, no Brasil inteiro, no segmento de Certificação. “Comecei a trabalhar em 1994, criando soluções e sistemas para a Agropecuária, sobre controle de custos de produção. Com a chegada do Sisbov, desenvolvemos habilidades para a certificação de bovinos e propriedades dentro do programa do Ministério. Era uma época em que ninguém se preocupava com números na fazenda. E sempre entendi que uma boa informação poderia ajudar o pecuarista a comprar e vender bem seus animais. A gestão ainda é fraca na cadeia bovina brasileira inteira, porém está em pleno andamento um processo de modernização. Hoje, a cadeia tem o controle. Temos um volume pequeno de comercialização com a Europa, que exige rastreabilidade e paga bem pela carne bovina. Mas poderia ser bem maior pela nossa capacidade de produção e excelência de animais. Precisamos entender que o que fazemos é bom, valorizar nosso trabalho, expandir o número de fazendas que utilizam o sistema. O processo da rastreabilidade e da certificação é para dar segurança a todos os elos da cadeia. Todos ficam seguros. E os frigoríficos conseguem atingir os mercados mundiais que pagam mais. É questão de atender a demanda. E a exigência sanitária de produtos alimentares não é o futuro. É o presente. O mundo exige cada vez mais segurança sobre o que consome. O próprio brasileiro persegue mais segurança. Todos querem saber onde está o animal, se é bem tratado, se tem problema de zoonose, se tem controle”, acrescenta.

Para auxiliar a pecuária brasileira moderna e o sistema de informação do segmento, a ABCAR projeta para 2021 um período de subir degraus, vencer os desafios, juntar empresas similares de atuação, mostrar que a rastreabilidade não onera o produtor. “Temos assentos nas câmaras que são fundamentais para a tomada de decisões nas áreas de carne bovina e orgânicos. Queremos valorizar o mercado e trazer benefícios para o produtor que nos contrata porque ele é quem tem o nosso serviço, é o maior beneficiado do processo. A ABCAR está ao lado da CNA e do pecuarista para uma parceria mais estruturada. Conversamos bastante e costuramos uma parceria positiva para todos os elos da cadeia produtiva. É um novo momento, um avanço para o setor, que assume os reais benefícios e custos da operação. Com informação, transparência e união. Um passo importante na modernização da Pecuária do Brasil”, concluiu.

Fonte: Assessoria

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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