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Notícias Pecuária

Oferta restrita eleva preços do boi no Brasil

No geral, os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição das escalas de abate

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico do boi gordo foi pautado pela restrição de oferta na semana. No geral, os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição das escalas de abate, posicionadas entre dois e três dias úteis.

“Talvez haja algum avanço da oferta de animais de pasto no final do mês. No entanto, por se tratar de rebanho extensivo, tem grande peso a decisão de venda dos pecuaristas, que ainda possuem boas condições de retenção neste momento”, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Apesar do recuo do câmbio, os frigoríficos habilitados a exportar para a China não mudaram seu comportamento, com muitos negócios acima da referência média. A demanda doméstica permanece como contraponto. As medidas de restrição da mobilidade mais severas em São Paulo remetem a limitações do funcionamento de bares, restaurantes e de outros estabelecimentos, o que certamente impacta na demanda.

O mercado atacadista teve preços firmes ao longo da semana. O ambiente de negócios sugere por um menor espaço para reajustes no curto prazo, em linha com as medidas mais restritivas para conter o coronavírus em São Paulo.

Corte traseiro ainda é precificado a R$ 20, por quilo. Corte dianteiro permanece precificado a R$ 16,10, por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 15,70, por quilo.

Projeções

O mercado brasileiro do boi gordo vai apresentando preços recordes em 2021. A oferta restrita garante as altas no mercado de carne bovina, e o cenário deve se manter ao longo do ano. As amplas exportações, com a “lacuna” de oferta chinesa trazendo amplas compras de carnes brasileiras pela China, são destaque. A avaliação é do consultor de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, que fez palestra durante o último dia da SAFRAS Agri Week, evento totalmente on line que ocorreu de 09 a 11 de março.

Os preços da arroba do boi gordo chegaram a R$ 315,00 em São Paulo, patamar recorde. Iglesias destacou que o cenário econômico complicado no Brasil em meio à pandemia do coronavírus leva o consumidor médio a preferir as proteínas mais acessíveis, como a carne de frango. Assim, o setor carnes deve manter o foco nas exportações, tendo em vista que os frigoríficos não conseguem repassar ao consumidor final todo o custo com o boi gordo tão caro.

Diante de um cenário de oferta restrita, Iglesias salientou que o ano é de retenção de fêmeas, de recomposição dos rebanhos, em função da curva de preços. “A oferta não vai melhorar ainda em 2021”, afirmou o consultor. Com a oferta restrita, as importações têm crescido pois não há matéria-prima. “Diversas unidades (frigoríficas) estão paralisando suas atividades”, comentou.

A estimativa é de que as exportações de carne bovina do Brasil em equivalente carcaça em 2021 cheguem ao recorde de 3,0 milhões de toneladas, com aumento de 1,5% contra 2020 (2,955 milhões de toneladas).

Iglesias observou que as exportações para a China mudaram o patamar de preços no mercado brasileiro. Em 2020, a China comprou cerca de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, 43,2% de toda carne bovina exportada pelo país no período. Houve um crescimento em 2020 nas exportações para a China de 76% no comparativo com 2019.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias

BRF planeja aumentar em 300% espaços diferenciados em redes varejistas por todo o Brasil

Companhia já implementou modelo Store in Store em importantes redes como Pão de Açúcar, Extra e BIG

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A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, pretende ampliar em 300% sua presença com espaços diferenciados de venda dentro de redes varejistas do País. O modelo Store in Store, uma opção que reúne os principais produtos das marcas Sadia, Perdigão e Qualy em um único lugar dentro dos supermercados, oferece aos clientes praticidade ao organizar os itens por ocasiões de consumo – como café da manhã, churrasco, feijoada e pratos congelados, por exemplo. O conceito, que já está em operação no Pão de Açúcar, Extra, Makro, Big e G.Barbosa, deve alcançar 400 espaços de venda ainda este ano.

O Store in Store fechou 2020 com mais de 100 espaços instalados. Nesta modalidade de vendas, o varejista cede umlocal dentro do seu estabelecimento comercial para a BRF promover uma experiência de compra diferenciada, transmitindo a mensagem “tudo o que o consumidor precisa em um só lugar”. Com esse formato, a BRF leva para os varejistas uma modalidade inovadora, que permite que os consumidores tenham uma nova experiência de varejo totalmente B2B2C.

O conceito traz para o mundo físico o que o cliente já encontra no canal online Mercato em Casa e expande o modelo da loja própria Mercato Sadia. Nos dois locais de compra, os produtos estão organizados para facilitar a compra por ocasião de consumo e proporciona uma melhor experiência para os consumidores.

“Oferecer alimentos com qualidade, sabor e ainda mais praticidade, onde e como o consumidor quiser, é um dos nossos compromissos: colocar o consumidor sempre no centro das decisões. O Store in Store nos possibilita atingir esta meta. Por meio deste modelo, a BRF busca o acesso direto com o consumidor pelo varejo”,diz Manoel Martins, Diretor Comercial do Mercado Brasil da BRF. “O modelo foi tão bem recebido pelo mercado que planejamos, para este ano, abrir 300 novos espaçosem todo o Brasil”, finaliza o executivo.

A estratégia de expansão do Store in Store está alinhada com a Visão 2030, plano de crescimento da Companhia anunciado no final de 2020 que visa consolidar a liderança da BRF como uma empresa global de alimentos de alto valor agregado, com marcas reconhecidas e produtos de alta qualidade.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

JBS adquire empresa europeia e expande sua plataforma global de alimentos plant-based

Compra da Vivera, terceira maior produtora de proteína plant-based da Europa, impulsiona a JBS no mercado de proteína vegetal

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A JBS, maior empresa de proteína e segunda maior indústria de alimentos do mundo, celebrou acordo para a compra da empresa Vivera, terceira maior produtora de plant-based na Europa, por um enterprise value (valor de empresa) de 341 milhões de euros. A Vivera desenvolve e produz um diversificado e inovador portfólio de produtos plant-based substitutos de carne para grandes varejistas em mais de 25 países europeus, com presença relevante na Holanda, no Reino Unido e na Alemanha. A transação inclui três unidades fabris e um centro de pesquisa e desenvolvimento localizados na Holanda.

A aquisição da Vivera fortalece e impulsiona a plataforma global de produtos plant-based da JBS. A tendência global é de forte crescimento no consumo desse segmento. A operação vai ampliar o portfólio da JBS com uma marca consolidada na preferência dos consumidores, reforçando o foco da Companhia em produtos de valor agregado.

A Vivera, atualmente a maior companhia independente de plant-based da Europa, se soma às iniciativas da Seara, no Brasil, onde a Linha Incrível detém a liderança em hambúrgueres vegetais, e da Planterra, que conta com a marca OZO nos Estados Unidos.

“É um passo importante para o fortalecimento da nossa plataforma global de proteína vegetal. A Vivera traz musculatura para a JBS no setor de plant-based com conhecimento tecnológico e capacidade de inovação”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Para fomentar seu espírito empreendedor, a JBS vai manter a Vivera como uma unidade de negócios autônoma, mantendo sua atual liderança.

“Juntar forças com a JBS nos dá acesso a recursos significativos e capacidades para acelerar nossa atual trajetória de forte crescimento”, diz Willem van Weede, CEO da Vivera.

A transação, que foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da JBS, está sujeita à validação das autoridades antitruste.

Fonte: Assessoria
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Notícias Soja

Indicador Paraná atinge recorde nominal

Preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa

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Danilo Estevão/Embrapa

Os preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa. Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mostra preferência em comercializar a soja em detrimento do milho, o que eleva a liquidez no mercado da oleaginosa.

Diante disso, mesmo sendo período de finalização de colheita no Paraná, o Indicador CEPEA/ESALQ da soja atingiu R$ 172,66/saca de 60 kg no último dia 14, recorde nominal da série do Cepea, iniciada em julho de 1997. Já outra parcela de vendedores não mostra interesse em fechar negócios para entrega no curto prazo, atentos à maior paridade de exportação para embarques nos próximos meses.

Fonte: Cepea
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