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O primeiro passo para garantir uma boa silagem

No Brasil, o milho é a cultura mais utilizada para confecção de silagens, cujas plantas apresentam características de composição ideais para uma boa silagem, possibilitando a fermentação microbiana desejável a um custo de produção relativamente

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*Por Marcos Palhares

O principal alimento para ruminantes no Brasil é a forragem, sendo o capim a pastagem mais utilizada pelos agricultores. Entretanto elas sofrem com a sazonalidade de sua produção devido à fatores planta-solo-clima e, desse modo, a oferta de alimento concentra-se em períodos mais favoráveis ao desenvolvimento das plantas, ou seja, na primavera e verão. Como consequência, o déficit de alimento nas estações seguintes é grande e, para que os animais mantenham bons índices de desempenho, é preciso manter a quantidade e qualidade da forragem ofertada durante todo o ano e a adoção de estratégias para conservação de forragens pode suprir essa demanda.

No Brasil, o milho é a cultura mais utilizada para confecção de silagens, cujas plantas apresentam características de composição ideais para uma boa silagem, possibilitando a fermentação microbiana desejável a um custo de produção relativamente baixo. Apesar do processo de ensilagem ser conhecido e difundido no mercado, grande parte dos produtores rurais ainda têm dificuldades ou realizam de forma inadequada as etapas de produção (colheita, armazenamento e utilização do produto final), implicando em perdas que podem representar até 70% do custo total.

Segundo o Anuário do Leite 2018, publicado pela Embrapa Gado de Leite, a produção atual brasileira passa de 35 bilhões de litros de leite ao ano e segue a mesma tendência mundial, que é de crescimento da produção e da produtividade, com redução do número de fazendas produtoras e aumento da quantidade de animais em produção. Entretanto, ainda há muito espaço para que a produtividade do país se expanda.

Se considerarmos a produtividade animal como um indicador de desenvolvimento da atividade leiteira, podemos ver no anuário que os norte-americanos, com 9.900 kg de leite por vaca/ano, apresentam o maior índice entre os países classificados como grandes produtores. Esse número está muito acima do Brasil, que apresenta índices de produtividade animal inferiores a 3 mil kg/vaca/ano, junto com Turquia, Paquistão, Uzbequistão e Índia.

Com alimentos de qualidade, que atendam às exigências dos animais de forma mais correta, é possível conseguir excelentes resultados e atingir novos índices de produção. Produzir boa silagem é garantir um produto de alta qualidade, aumentando significativamente o desempenho dos animais, principalmente o gado leiteiro. Já a ensilagem de baixa qualidade reduz essa produtividade e aumenta os custos do pecuarista com a alimentação suplementar.

Os híbridos específicos para silagem apresentam características que se somam àquelas já existentes para produção de grãos e o pecuarista precisa estar atento. Além da alta produção de grãos e matéria seca por área plantada, ambos de extrema importância para a silagem, o milho precisa trazer ainda outros atributos, como fibras e amido de alta digestibilidade, grãos profundos que facilitam seu processamento durante a colheita, sabugos finos, colmos grossos, boa tolerância ao tombamento de plantas e doenças foliares, ciclo de enchimento de grãos longo, boa estabilidade de produção ao longo dos anos e, finalmente, como resultado do conjunto dessas características, alta conversão alimentar (Kg leite/Kg de matéria seca). Produtor de leite planta milho para "colher" leite.

Já o processo de ensilagem do milho é uma corrida contra o tempo, pois o milho permanece no ponto ideal de colheita por um pequeno espaço de tempo e a operação é feita no ponto correto de maturação do grão. A colheita exige um bom planejamento para evitar sua antecipação ou atraso, devendo ser feita no momento em que a forragem se encontra com a máxima produção de matéria seca, somada à máxima qualidade nutricional, ou seja, quando a matéria seca e a umidade também estiverem em seu nível ideal, respectivamente, entre 32 a 37% e 63 a 68%.

A colheita da planta inteira de milho para silagem é mais comum, embora existam outras modalidades que chegam a considerar apenas a espiga com palha. Entretanto, a decisão da altura de corte depende da necessidade de cada propriedade, uma vez que cortes em alturas mais elevadas sacrifica a produtividade em prol de uma melhor qualidade. A altura mais utilizada está entre 20 e 30 centímetros do solo – evite altura menores de 20 centímetros por causa do risco de contaminação com a terra. Já a altura de corte entre 40 e 60 centímetros melhora o valor nutritivo e a digestibilidade da silagem, uma vez que a parte mais nutritiva da planta está no terço superior da planta. Para vacas de alta produtividade, redução do teor de fibra e aumento da digestibilidade resulta em maior consumo de silagem, o que pode ocasionar economia na inclusão de concentrado na dieta total.

Um ponto muito importante dessa cultura é a adubação. Além da adubação tradicional, as lavouras visando silagem de alta qualidade devem sempre receber manejo com fungicidas e adubação foliar baseada em análises. Apesar disso, no final do dia, o produtor de silagem precisa ter os mesmos cuidados de uma produção de grãos e investir em insumos de qualidade. Por fim, é de suma importância utilizar as Melhores Práticas Agronômicas, além do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Refúgio. Com elas, é possível alcançar excelentes resultados de produtividade, preservando os benefícios das tecnologias Bt (Bacillus thuringiensis).

O pecuarista de sucesso precisa ser, afinal, um bom agricultor. As decisões são complexas e exigem planejamento, pois algumas demandam tempo como: escolha da área de plantio e dimensionamento de silos para armazenamento, correção do pH e preparo do solo, escolha do material a ser plantado, compra de insumos e manutenção do maquinário. A produção de silagem de milho é um conjunto de processos, onde o cultivo do milho visando alta produtividade de grãos representa o início das operações. Desta forma, é fundamental que os produtores de leite invistam em capacitação técnica, para melhorarem seu conhecimento do processo de ensilagem e das tecnologias atualmente disponíveis para essa finalidade.

 

* Marcos Palhares é especialista agrônomo de desenvolvimento de tecnologias para culturas tropicais

Fonte: Ass. de Imprensa

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Olmix lança novo produto no Simpósio Goiano de Avicultura

A Associação Goiana de Avicultura realiza nos dias 6 e 7 de junho a 14ª edição de seu Simpósio de Avicultura (Castro’s Park Hotel, Goiânia, GO).

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O Grupo Olmix, especialista em soluções naturais à base de algas para a nutrição de vegetais, animais e humanos é um dos patrocinadores do evento e prepara o lançamento do MFeed+, produto para monogástricos.

A empresa já tem 24 anos de história no mundo, mas ela é relativamente nova no Brasil, “Estamos trabalhando aqui somente há 4 anos e no estado de Goiás começamos somente neste ano de 2019. Portanto, queremos aproveitar o Simpósio Goiano para mostrar nossa marca e produtos para que os clientes conheçam”, afirma André Palm, Gerente de Território Centro-Oeste Brasil. Ele conta que o foco da participação da empresa será divulgar o MFeed+ em conversas diretas com clientes e empresas.

O Olmix leva para o evento também Rodrigo Riera, representante pela MasterVet, distribuidora e parceira em Goiás e que atende toda a avicultura do estado.

Os dois dias de evento do Simpósio Goiano concentram palestras sobre frangos de corte e poedeiras e contarão com nomes de peso entre seus palestrantes.

Para o gerente André Palm, o Simpósio Goiano vem crescendo e se destacando a cada ano. “É um evento com boas palestras e sem dúvida nenhuma uma grande oportunidade de fazer contatos e aproximação com clientes e empresas”, diz ele.

As empresas patrocinadoras do Simpósio Goiano de Avicultura até o momento são: Agroceres, Aviagen, Biocamp, Biogenic, Btech, Boehringer, BRF, Ceva, Cobb, DSM, Evonik, Hipra, Huvepharma, Kemin, Nutriad/Adisseo, Nutrial, NutriQuest Technofeed, Nutron, Olmix, Okamoto, Phibro, Pif-Paf, Planalto, Poli-Nutri, Sanphar, Sauvet, São Salvador Alimentos, Vetanco, Vaccinar e Yes. O evento também conta com o apoio do CRMV-GO, da Fundepec-Goiás, do Sebrae, do Sistema FAEG e do Instituto Ovos Brasil.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Pegasus Science é Inteligência em Micotoxinas

Com o uso da tecnologia NIR, a Pegasus Science disponibiliza resultados interpretados que subsidiam a tomada de decisão em tempo real

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Equipe da Pegasus Science no SBSA & Poultry Fair 2019: Denize Tyska, Diretora de Pesquisa & Desenvolvimento, e Adriano Mallmann, Diretor Técnico - Foto: Divulgação

A Pegasus Science é uma empresa de análises micotoxicológicas online que tem como alicerce uma vasta experiência na área da micotoxicologia. A empresa modernizou os processos analíticos através da implantação de uma tecnologia para diagnóstico ultrarrápida, de baixo custo e segura que permite o controle e o gerenciamento do histórico das micotoxinas na nutrição humana e animal. Com o uso da tecnologia NIR, a Pegasus Science disponibiliza resultados interpretados que subsidiam a tomada de decisão em tempo real. Assim concretiza-se a sua missão: aplicar Inteligência em Micotoxinas para garantir a Saúde Pública e o crescimento do agronegócio.

Nossa equipe controla e gerencia o histórico das micotoxinas através de sistema disponível 24h, 7 dias por semana: a Plataforma Olimpo. Todas as informações necessárias para realizar o gerenciamento, como laudos analíticos e estatísticas gerais e da Empresa, são apresentadas ao cliente. E o principal: a avaliação do Risco Micotoxinas, baseado em complexos parâmetros que podem interferir no desempenho dos animais e implicar em perdas econômicas.

A Pegasus Science realiza a predição de aflatoxina B1, fumonisinas B1 e B2, deoxinivalenol e zearalenona, que são as micotoxinas de maior prevalência nos principais ingredientes de rações para animais e alimentação humana: milho, trigo e cevada. As equações de predição são elaboradas pela empresa utilizando como método de referência a técnica atualmente mais sensível para de análise de micotoxinas, Cromatografia Líquida Acoplada à Espectrometria de Massas, com um banco de dados contendo milhares de amostras que representam a realidade em nível de campo.

A Pegasus Science oferece, assim, um sistema ultrarrápido, transparente e econômico, representando um novo patamar operacional na mitigação desse recorrente desafio na produção de proteína animal. A Empresa tem apresentado sua expertise em análises micotoxicológicas via NIR à comunidade global do agronegócio através de participações em importantes eventos, como a International Production & Processing Expo (IPPE 2019), em Atlanta (EUA), e o Simpósio Brasil Sul de Avicultura e Brasil Sul Poultry Fair (SBSA & Poultry Fair 2019), em Chapecó.

Fonte: Assessoria
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Vetoquinol finaliza aquisição da Clarion Biociências no Brasil

A Vetoquinol confirma a conclusão da aquisição da Clarion Biociências, laboratório veterinário brasileiro, com sede em Goiás. Nova empresa posiciona-se entre as 15 maiores do mercado brasileiro, com faturamento de R$ 84 milhões por ano.

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Matthieu Frechin-CEO da Vetoquinol e Jorge Espanha-Presidente da Vetoquinol no Brasil

Fundada em 1998, a Clarion Biociências desenvolve, fabrica e distribui medicamentos veterinários e não medicinais voltados, principalmente, para a pecuária. Graças à localização geográfica no coração da bovinocultura brasileira, o laboratório possui sólida participação no segmento de bovinos (que representa mais da metade do mercado de saúde animal do país), em particular com produtos contra parasitas internos e externos (Contratack ®, Novatack®, Eprino, Fiprotack® e Altis).

A Clarion Biociências emprega atualmente cerca de 200 pessoas, incluindo força de vendas com 70 profissionais. A companhia registra crescimento sólido há mais de três anos, impulsionado pelo lançamento de produtos diferenciados e pela atuação de sua equipe de campo. A expectativa é de vendas com sólido crescimento este ano novamente.

Com essa aquisição, o Grupo Vetoquinol fortalece significativamente sua presença no Brasil, o terceiro maior mercado de saúde animal do mundo. A Vetoquinol entrou no mercado nacional em 2011. Desde então, o grupo tem se concentrado no desenvolvimento dos produtos da linha Essenciais para bovinos de corte e leite, suínos e animais de companhia. A Clarion Biociências possui forte pipeline de produtos para lançamento nos mercados de bovinos e animais de companhia. Alguns produtos para suínos também serão lançados – atualmente, a Clarion Biociências não atua nessa atividade. Espera-se que todos esses projetos, inclusive os investimentos programados pela Vetoquinol, gerem sinergias comerciais substanciais.

A aquisição pela Vetoquinol de participação acionária de 90% na Clarion Biociências é feita com recursos próprios. Por questões de confidencialidade entre as parte, os valores do negócio não serão divulgados.

“Estamos muito satisfeitos em ter fechado essa aquisição e receber a equipe da Clarion Biociências, inclusive o seu diretor geral Gladstone Souza, que permanece na empresa”, disse o CEO da Vetoquinol, Matthieu Frechin. “Procuramos fortalecer nossos negócios neste mercado estratégico, onde nossa presença tem sido pouco representativa até agora. O Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo. Além disso, o mercado de animais de companhia está crescendo em ritmo acelerado. O potencial de crescimento oferecido pelos produtos já existentes e futuros da Clarion Biociências e as sinergias esperadas com os produtos Vetoquinol – linha Essenciais marcam um passo importante para a evolução do grupo nos próximos anos”, reforçou Frechin.

Com a aquisição da Clarion Biociências, a Vetoquinol posiciona-se entre as 15 maiores indústrias de produtos para saúde animal do Brasil, com mais de 275 colaboradores e faturamento anual de R$ 84 milhões. A companhia tem duas fábricas (uma em São Paulo e outra em Goiânia) e um centro de excelência em desenvolvimento regional de produtos e formulações.

O diretor presidente da Vetoquinol no Brasil é Jorge Espanha, profissional com mais de duas décadas de experiências no mercado veterinário e cargos de liderança em grandes empresas.

Fonte: Ass. de Imprensa
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