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Avicultura Nutrição

Nutrição de precisão na produção de aves

Apesar de toda a evolução, a produção avícola é muito competitiva e possui uma estreita margem de lucro

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Nayara Tavares Ferreira, gerente Técnica Avicultura Polinutri

Nas granjas, os avanços tecnológicos em genética, manejo e ambiência, com investimentos em tecnologias de automatização; controle das condições sanitárias; aperfeiçoamento de pessoal; e constante melhoria das dietas e insumos (Oliveira e Nääs, 2012), garantem desempenhos produtivos que colocaram o Brasil como player produtor e exportador mundial de carne de frango e ovos.

Apesar de toda a evolução, a produção avícola é muito competitiva e possui uma estreita margem de lucro. No sistema industrial de produção de aves, independentemente da região ou sistema de criação, o custo de alimentação representa aproximadamente 70% dos custos totais. Assim, formulações voltadas à nutrição de precisão que busque o ajuste mais preciso entre as exigências de nutrientes e o fornecido na dieta aos animais, podem contribuir para aumentar a margem de lucro e diminuir a excreção de nutrientes ao ambiente.

A nutrição animal atual

Por muito tempo as pesquisas em alimentação e nutrição foram focadas em estudar principalmente três aspectos: a composição nutricional e a digestibilidade dos ingredientes; a exigências nutricionais dos animais; e a resposta animal em relação à retenção e excreção de nutrientes (Whittemore, 2001). As exigências de um nutriente podem ser definidas como a quantidade de nutrientes necessária para atingir objetivos específicos de produção como maximizar o ganho de peso, produção de ovos e melhorar a conversão alimentar (Fuller, 2004).

Com base nesses aspectos, na criação industrial, os programas nutricionais são estabelecidos pelo balanço entre a quantidade de nutrientes dos ingredientes e as exigências nutricionais dos animais (Patience et al., 1995), e as dietas são fornecidas através de alimentação por fases, ou seja, fornece aos animais um número sucessivo de dietas com o objetivo de atender as exigências em função da idade ou peso vivo.

Variáveis como uniformidade do lote, estado sanitário, sexo, fatores climáticos interferem na tomada de decisão em relação aos níveis nutricionais que serão utilizados em cada fase. Sabe-se que os procedimentos técnicos e administrativos são baseados na média do lote, pois não é prático, econômico e viável manejar e alimentar aves individualmente. Assim, o nutricionista deve estabelecer se os níveis utilizados nas dietas serão para atender o indivíduo médio da população (B), ou se utilizará níveis para mínimo custo, formulando com níveis menores e nivelando a dieta para os indivíduos menos exigentes (C) ou o oposto, níveis para atingir a máxima resposta (A) (Figura 1).

Entretanto, a intensificação da indústria tem levado os nutricionistas a desenvolverem estratégias nutricionais onde outros objetivos de produção além da máxima resposta também devem ser otimizados. Nesse sentido, existe uma pressão para realização de pesquisas direcionadas para uma nutrição mais precisa (“Nutrição de Precisão”), com o objetivo de estimar o potencial nutritivo dos ingredientes e as exigências nutricionais com melhor acurácia em relação ao estado fisiológico do animal em condições de produção (Remus, 2015).

Contextualização da nutrição de precisão

Apesar de toda a evolução no sistema avícola, é amplamente discutido a necessidade de duplicar a produção de proteína animal para atender a demanda por alimento até o ano de 2050 (Tilman et al., 2002). Para tanto, estima-se que 70% deste adicional de produção dependerá de novas tecnologias ou de sistemas inovadores (Simmons, 2011).

Dentre essas tecnologias, a nutrição de precisão é uma das alternativas para atender a demanda nutricional visando a disponibilidade dos nutrientes para que possa atender às exigências, respeitando a viabilidade econômica do processo e a sustentabilidade do meio ambiente. Ou seja, técnicas de alimentação que permitem fornecer um alimento que atenda às exigências nutricionais em quantidade e no momento adequado.

A nutrição de precisão é um conceito agrícola que considera aspectos de variabilidade inter e intra indivíduos (Wathes et al., 2008). Esta variabilidade resulta das diferenças entre os animais no que se refere à genética, idade e peso. Além dessa variação intrínseca ao animal existe também a variação extrínseca, que se refere a fatores externos que influenciam o desempenho dos animais e as exigências nutricionais. Cada animal reage de diferente maneira a esses efeitos o que pode aumentar a variabilidade entre os animais (Wellock et al., 2004).

A nutrição de precisão visa, portanto, considerar esses aspectos e vem ao encontro de estudos que demonstraram a importância de considerar a variabilidade entre e intra animais na avaliação da resposta biológica e nos programas nutricionais (Knap, 2000, Pomar et al., 2003, citados por Hauschild et al., 2010).

Aplicação do conceito na prática

Existe uma grande pressão para que o sistema de produção avícola fique mais eficiente e ambientalmente mais sustentável. Nesse sentido, na prática, a aplicação da Nutrição de Precisão visa manter ótimas respostas de desempenho e reduzir o excesso de nutrientes nas dietas formuladas. No entanto, essa é uma tarefa complexa, uma vez que o excesso de nutrientes garante que todos os animais expressem a máxima resposta em populações heterogêneas.

Assim, novas práticas preocupadas com a sustentabilidade agrícola e também dos ecossistemas são essenciais para garantir que a demanda por alimento seja suprida sem comprometer a integridade ambiental das regiões produtoras. Para o sucesso dessa operação, é necessário a integração de sistemas, que permitem mensurar consumo, peso vivo, produção de ovos, temperatura, etc…, em tempo real de uma população aves (Figura 2).

Com os avanços tecnológicos, boa parte dos processos da produção animal podem ser submetidos a automação, possibilitando através de sistemas integrados de equipamentos realizar a alimentação, monitoria e controle do ambiente. Os sistemas integrados apresentam inúmeros potenciais benefícios, pois não representam apenas uma forma de combinar esses vários subsistemas, mas também um mecanismo de delegar controles automáticos sobre eles (Pomar et al., 2009).

Além desses sistemas permitirem o fornecimento de uma nutrição adequada, também podem melhorar aspectos relacionados à sanidade, bem-estar e ambiente dos animais. Entretanto, no que se refere a nutrição, a eficiência desses sistemas está relacionada a uma determinação precisa do valor nutritivo dos alimentos e das exigências nutricionais dos animais, para que as dietas formuladas possam ser ajustadas de forma concomitante com o aporte de nutrientes e às exigências dos animais.

Esse ajuste concomitante do aporte de nutrientes requer o conhecimento das exigências nutricionais de uma população em função da sua variabilidade animal, atual estado e da evolução do consumo e crescimento no tempo (Pomar et al., 2009). Uma vez que o requerimento nutricional muda com o crescimento e o consumo de ração, assim, conhecer essas variáveis permite o correto fornecimento de nutrientes, corrigindo a concentração dos nutrientes pelo consumo de ração.

Um fator importante que deve ser levado em consideração na definição do consumo é o conceito da ingestão voluntária de alimento. Pois, para expressar o potencial genético a ave tentará consumir a quantidade de alimento que supre suas exigências, ou seja, o consumo de alimento é regulado pela quantidade de dieta para satisfazer o requerimento do nutriente mais limitante entre energia e aminoácidos, em circunstâncias não limitantes (Ferguson, 2006). Porém, deve ser levado em consideração as restrições da capacidade física do trato digestivo, instalações e os fatores ambientais que interferem no consumo.

Para o sistema funcionar com precisão no ajuste do aporte nutricional, de acordo com o desempenho das aves, visando a menor excreção de nutrientes e a viabilidade econômica, melhorias em manejo, controle do estado sanitário, e consequentemente, uniformidade do lote são necessários.

Modelos matemáticos são ferramentas que nos ajudam a entender a importância dos diferentes fatores que afetam e controlam o consumo de ração, desempenhando um papel vital no avanço da nossa compreensão do controle da ingestão de alimentos (Forbes, 2007), e na integralização dos sistemas.

Nutrição de precisão Vs. Excreção de nutrientes

Outros aspectos além dos econômicos devem ser destacados nos atuais programas alimentares e nutricionais, como a qualidade da carne, o bem-estar animal e o cuidado ambiental, exigências essas cada vez maior pelo mercado consumidor (Scramim e Batalha, 2004).

Em relação a questão ambiental, embora não existam dados concretos do impacto da excreção de nutrientes no solo, principalmente o N e P, causados pela avicultura, sabe-se que há índices alarmantes em algumas regiões do Brasil (Lovatto et al., 2005). Assim, a tendência é que os programas atuais foquem cada vez mais na nutrição de precisão, visando além dos fatores já citados, como a melhoria nas respostas zootécnicas com garantia de qualidade do produto, também na redução da excreção de elementos poluidores.

Os programas de alimentação mais utilizados na produção de frangos de corte são os que utilizam três a cinco dietas ao longo do ciclo de produção. Esses programas atendem as exigências médias diárias dos nutrientes na fase em questão, ou seja, as aves recebem nutrientes com nível sub ótimos no início de cada fase e no final recebem em excesso (Buteri et al., 2009).

Uma solução para esse problema é a adoção de maior número de dietas ao longo do ciclo produtivo, visando atender com mais precisão as exigências dos animais. Esse procedimento possibilita melhor aproveitamento dos nutrientes, menor custo com os ingredientes da ração e redução da excreção de nutrientes, em especial o nitrogênio que é considerado um dos principais poluentes nos dias atuais.

Para alcançar esses resultados é necessário ajustar a oferta de nutrientes dos alimentos às exigências dos animais. Algumas biotecnologias, como os aminoácidos industriais, as enzimas e até o melhoramento genético vegetal têm contribuído na elaboração de dietas nutricionalmente mais disponíveis e eficientes (Pomar et al., 2008, citado por Hauchild, 2010), além disso, a avicultura brasileira dispõe de ingredientes de excelente qualidade nutricional e de digestibilidade (milho e soja) para elaboração das dietas.

Nesse sentido, pode-se concluir que o maior avanço está relacionado com uma melhor compreensão dos mecanismos que determinam o crescimento e utilização dos nutrientes pelos animais. Com a relevância desses aspectos produtores e nutricionistas estão reavaliando os programas nutricionais atuais, para uma nutrição mais precisa reduzindo custos e excreção de nutrientes, mantendo ou melhorando o desempenho zootécnico e garantindo a qualidade do produto final.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Saúde Animal

A importância da limpeza de tubulação na manutenção da qualidade microbiológica da água

Uso da água de qualidade duvidosa pode interferir nos índices zootécnicos e na disseminação de enfermidades

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito pela Equipe técnica da Theseo

A água é o nutriente essencial mais importante na produção animal, exercendo papel fundamental na digestão, absorção e transporte de nutrientes, excreção de metabólitos, regulação da temperatura corporal, além de inúmeras outras funções indispensáveis à saúde e aos índices produtivos dos animais.

A qualidade da água é de fundamental importância porque, além de servir como nutriente essencial às aves, também é utilizada na higienização das instalações, na melhoria das condições térmicas e ambientais dentro das instalações e como veículo de vacinas, medicamentos e nutrientes, devendo a água possuir condições físicas, químicas e microbiológicas adequadas. No entanto, a sua importância ainda é subestimada e na maioria das vezes esquecida pelos produtores e técnicos.

O uso da água de qualidade duvidosa pode interferir nos índices zootécnicos e na disseminação de enfermidades, provocando graves prejuízos econômicos, além de carrear agentes patogênicos de doenças de interesse em saúde pública.

Biofilmes e qualidade microbiológica da água

Com o uso intensivo e contínuo das instalações, pode ocorrer acúmulo de matéria orgânica, resíduos minerais e sujidades dentro das linhas de fornecimento de água, gerando um ambiente favorável para os microrganismos se desenvolverem ou manterem-se viáveis formando o biofilme. Os biofilmes são geralmente constituídos por diferentes espécies de microrganismos e formam-se sobre uma grande variedade de superfícies não estéreis que estejam expostas à água ou outros líquidos também não estéreis. Muitos trabalhos de pesquisa mostram que microrganismos aderidos a biofilmes podem tornar-se de duas a 3 mil vezes mais resistentes à ação dos mais diversos desinfetantes utilizados na desinfecção de superfícies e de líquidos. Esta maior resistência se dá exatamente pela presença da matriz polissacarídica (ou glicocálice) que envolve o agrupamento microbiano do biofilme. Além disso, bactérias presentes nos biofilmes são mais refratárias a antibióticos e são parcialmente imunes à ação de células fagocitárias. As bactérias mais comuns em biofilmes superficiais são: Salmonella spp., Pseudomonas, Staphylococcus, E. coli. e Yersinia enterocolitica.

A utilização de acidificantes e promotores que contenham vitaminas, açúcares e minerais, também pode criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do biofilme em sistemas fechados de distribuição de água. Além do acúmulo de matéria orgânica, em locais onde a água apresenta altas concentrações de sais, pode haver deposição de resíduos minerais nas tubulações. Essa deposição resulta em incrustações na tubulação, que fornecem substrato ideal à formação do biofilme, podendo também reduzir o fluxo de água e danificar ou prejudicar o funcionamento de niples e chupetas, além de poderem interferir na eficácia de medicamentos e vacinas administrados via água de bebida.

Limpeza de tubulação

Pesquisadores entendem que a contaminação da água pode ocorrer após sua chegada na granja, caso caixas d’água e canos estejam contaminados. A qualidade da água pode ser perdida quando há acúmulo de resíduos minerais e microrganismos presentes nas tubulações.

Sendo assim, a adoção de programas regulares de limpeza e desinfecção das linhas de distribuição de água é medida fundamental, recomendando-se que seja realizada a cada saída de lote.

Utilizar somente solução hiperclorada para a limpeza das tubulações não é uma boa opção porque isto não representa um limpador efetivo, além de poder danificar os reguladores de pressão de água e bebedouros. A utilização de alto fluxo e alta pressão de água nos sistemas também não é suficiente para remover biofilmes já estabelecidos.

Para remoção eficaz de biofilmes e incrustações na tubulação deve-se empregar tratamentos químicos com detergentes alcalinos clorados combinados com a aplicação de detergentes ácidos, além de sanitizantes oxidantes com ação biocida, como o ácido peracético, já que estes apresentam maior poder de penetração no biofilme.

Na escolha do produto é imprescindível optar por aqueles que garantam a remoção completa do biofilme, pois uma remoção incompleta irá permitir um rápido regresso ao seu estado de equilíbrio, causando um novo aumento nas contagens totais após uma desinfecção. É importante também optar por produtos que solubilizem as sujidades, evitando a liberação de “placas”, pois estas podem obstruir niples, chupetas e danificar os sistemas de regulação de pressão. Outra recomendação importante é que os detergentes utilizados para este fim sejam, de preferência, não espumantes, visando facilitar e garantir a remoção total do produto no enxague, evitando que haja resíduos no final do processo.

Conclusão

A manutenção do fornecimento de água de boa qualidade para as granjas é de fundamental importância para o programa de sanidade animal. Incondicionalmente, a manutenção da qualidade da água depende, entre outros fatores igualmente importantes, de uma eficaz limpeza e sanitização do sistema de distribuição de água nas instalações, garantindo a mitigação de riscos, além da biosseguridade e produtividade nos sistemas de criação.

Outras notícias você encontra ma edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mercado

Exportações de carne de frango acumulam alta de 2% de janeiro a novembro

Receita cambial alcançou US$ 6,358 bilhões, 6,1% acima do realizado no mesmo período de 2018

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Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e industrializados) alcançaram 332 mil toneladas em novembro, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 321,9 mil toneladas.

A receita cambial das vendas de novembro alcançou US$ 537,5 milhões, 2,1% acima do registrado no décimo primeiro mês de 2018, com US$ 526,7 milhões.

No ano, as exportações de carne de frango acumulam alta de 2%, com total de 3,822 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e novembro de 2019, contra 3,748 milhões de toneladas efetivadas no mesmo período do ano passado.

Com isto, a receita cambial alcançou US$ 6,358 bilhões, 6,1% acima do realizado no mesmo período de 2018, com US$ 5,990.

“Assim como nas vendas de carne suína, o quadro sanitário da Ásia também tem gerado impactos significativos nas exportações de carne de frango.  Em novembro, a elevação dos embarques para a China foi 61% maior, na comparação com o ano anterior.  Mesmo com novos players no mercado, a demanda chinesa continuará a ser um dos motores do mercado internacional do próximo ano”, analisa Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Nutrição

A importância da suplementação de microminerais orgânicos em galinhas poedeiras

Uso de fontes orgânicas é uma ferramenta eficaz para apoiar o crescimento ideal e a produção de ovos das aves

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mónica Florez, Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsges. mbH Lohne (Oldenburg) – Alemanha

A carne de frango e os ovos representam uma importante fonte de proteína animal na América Latina. Embora o ovo seja considerado uma fonte de proteína econômica, devemos ter em mente que as cepas de animais de alto desempenho são muito sensíveis à concentração e qualidade de cada nutriente dietético. Os microminerais fazem parte dos nutrientes que afetam a produtividade, a saúde e a reprodução.

Os microminerais intervêm no metabolismo dos animais como catalisadores e são agentes presentes em várias reações metabólicas. Elas são, portanto, essenciais para o crescimento, desenvolvimento, suporte do sistema imunológico e produção em outros processos.

Nas galinhas poedeiras existem outros fatores que afetam a saúde, a produtividade e a persistência na postura, que por sua vez afetam diretamente a rentabilidade das granjas avícolas. Dentro desta ligação, os microminerais são de vital importância, pois estão envolvidos na formação da casca do ovo e, consequentemente, na sua qualidade e estabilidade. Por exemplo, o manganês e o zinco são cofatores de enzimas envolvidas na síntese de mucopolissacarídeos e carbonatos, dois componentes ativos da casca que são essenciais para sua formação e qualidade. O cobre, por sua vez, atua na maturação das hemácias no sangue e induz uma resposta da glândula hipófise, e sua deficiência diminui o número e a sensibilidade dos receptores GnRH e, portanto, a reprodução. Em criadores, os microminerais influenciam o desenvolvimento da progênie, influenciando o desenvolvimento embrionário, a porcentagem de nascimentos e a formação óssea.

Minerais orgânicos

As fontes orgânicas são cada vez mais utilizadas na produção de aves de capoeira, no entanto, estas fontes podem diferir na sua eficácia; dependendo da ligação utilizada, do processo de fabrico e da relação metal-metal: ligação e do grau de quelação.

Vários estudos têm demonstrado que os compostos quelatados de Zn, Mn, Cu e Fe têm maior biodisponibilidade do que as fontes inorgânicas, como sulfatos ou sais de óxido. Como é sabido, esta maior disponibilidade influencia positivamente o desempenho do animal e permite reduzir a excreção de minerais para o ambiente.

Efeitos nas galinhas poedeiras

Vários estudos científicos e de campo demonstraram a melhoria dos parâmetros de produção das galinhas poedeiras. Este teste de campo foi realizado numa exploração comercial na Bulgária, com 52.733 galinhas entre 19 e 55 semanas de idade. O objetivo foi comparar o efeito dos minerais orgânicos (na suplementação superior de uma pré-mistura mineral orgânica com glicinatos; Cu 10, Zn 30 e Mn 30 mg /kg) com um grupo-controle (53.121 animais, dados históricos da fazenda e fornecimento de uma pré-mistura inorgânica; Cu 8, Zn 60 e Mn 100 mg /kg) sobre o peso vivo em 49 semanas, número de ovos quebrados e rachados (total e com 55 semanas de idade) e mortalidade.

Conclusão

Tendo em mente a importância dos microminerais em múltiplos parâmetros fisiológicos e produtivos, o uso de fontes orgânicas é uma ferramenta eficaz para apoiar o crescimento ideal e a produção de ovos das aves, especialmente em momentos críticos de aumento das necessidades.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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