Conectado com
OP INSTAGRAM

Notícias

Na busca do leite ideal, cooperativas empregam genética avançada no oeste de SC

O objetivo é auxiliar o modelo de seleção genética existente até então, o chamado teste de progênie

Publicado em

em

A base produtiva da pecuária que a Cooperativa Central Aurora Alimentos mantém no grande oeste catarinense – formada por moderna indústria, 13 cooperativas agropecuárias, 6800 produtores rurais e 1,5 milhão de litros/dia industrializados – adotou uma inovação mundial: o levantamento genético através da técnica de genotipagem do gado leiteiro. Até o fim de 2016, os investimentos totais atingirão cerca de R$ 2 milhões de reais, recursos aportados pelos parceiros do projeto: Sebrae, Coopercentral Aurora Alimentos e cooperativas agropecuárias filiadas.

O diretor agropecuário Marcos Antônio Zordan e o gerente de lácteos e coordenador do projeto Selvino Giesel explicam que essa tecnologia foi desenvolvida por cientistas de vários países com apoio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Universidades do Canadá e EUA. O objetivo é auxiliar o modelo de seleção genética existente até então, o chamado teste de progênie.

Para esse teste foi coletado material (geralmente pelos, pele, sangue ou outra parte do animal que contenha células) para análise. Após tratado, esse material foi encaminhado para o laboratório especializado, nos Estados Unidos, onde fez-se a leitura do DNA. Isso permitiu um comparativo com os Bancos de Dados Genômicos do Departamento de Agricultura dos EUA.

A meta da Aurora é utilizar essa ferramenta para um levantamento em todas as 13 cooperativas filiadas. Para isso, coletou-se amostragem de 2.500 animais de vários produtores, inicialmente das raças Jersey e Holandesa, para identificar e aferir a situação do patrimônio genético da região, seus pontos fortes e fracos. 

A recém-concluída genotipagem permite analisar as deficiências detectadas e as "correções" que terão que ser implementadas. O levantamento foi analisado e discutido com todos os técnicos das filiadas para a padronização do conhecimento. Essas informações e conclusões também foram levadas aos produtores que forneceram animais para a coleta de amostras para que conhecessem os resultados da genotipagem de suas propriedades.

Essa análise do DNA permitiu conhecer 94 características do genoma dos animais, proporcionando estabelecer o mapa genético do rebanho. Incluiu informações de produção(volume de leite, volume de sólidos, proteína e suas variáveis, gordura etc), saúde (vida produtiva, fertilidade da fêmea, células somáticas e genes deletérios) e conformação (sistema mamário, composto corporal, composto de patas e pernas e estrutura).

Com base na definição do padrão genético do rebanho foi desenvolvido o MGA (Modelo Genético Aurora). Agora será possível orientar os produtores sobre quais os touros recomendados para corrigir, nas novas gerações, os problemas detectados. "Todo esse esforço busca obter os animais ideais para a produção de leite de qualidade, atendendo os padrões exigidos pela Instrução Normativa 62 (IN-62)", resume Zordan.

 "Agora sabemos qual é o caminho a seguir em termos de melhoramento genético, dando prioridade aos quesitos mais importantes a serem corrigidos, principalmente eliminação de doenças ligadas aos genes, sólidos do leite, composto de úbere e pernas e patas", assinala Giesel.

Para atingir os níveis de correção indicados pelo estudo já está à disposição dos produtores de leite das cooperativas filiadas (com custos subsidiados) as doses de sêmen, tanto convencional como ultrassexado, dentro dos padrões do MGA. Os resultados esperados pelo projeto incluem a obtenção de animais melhores para a produção de sólidos, mais longevos, mais saudáveis, livres de doenças ligadas genéticas que proporcionem melhor rendimento para a indústria e maior  remuneração aos produtores em face do pagamento pelo critério de qualidade.

Pioneirismo

O projeto desenvolvido na Coopercentral Aurora Alimentos, nessa amplitude e dimensão, é pioneiro no Brasil e na América do Sul, pois se trata de levantamento de vários criadores com um número relativamente grande de animais observados (2.500 amostras), em único processo de seleção, desenvolvido através de um modelo de animal específico (MGA) em um sistema cooperativo, buscando a correção das necessidades da indústria e o atendimento à legislação (IN-62), dando condições para os produtores fornecem um leite que lhes permita receber mais por qualidade.

Atualmente, a utilização da leitura do DNA no apoio a melhoria genética na bovinocultura de leite ocorre em associações de criadores e fazendas particulares em países desenvolvidos, como EUA, Canadá, Alemanha,  França e, de maneira tímida, em algumas associações de criadores no Brasil. 

– "Os resultados nos levaram a tomar medidas urgentes no sentido de alertar e orientar nossos técnicos e produtores para uma nova fase no melhoramento genético. Esta nova ferramenta nos traz mais conhecimento. Abandonamos o antigo modelo, onde se orientava a inseminação artificial e outras metodologias, usando touros com provas em teste de progênie e características visuais. Agora, o que importa é o que realmente está no seu DNA, evitando a transmissão de algumas doenças ligadas aos genes e tendo mais segurança na produção e composição do leite. Isso é possível pelas informações que a nova tecnologia proporciona".

Embriões

A instalação de uma Central de Transferência de Embriões é uma das ações previstas no projeto de melhoramento genético bovino da Aurora. A criação de um centro de doadoras para a transferência de embriões empregará animais da região que atendem aos padrões desejados e detectados neste levantamento. Ainda não estão definidos o local onde será instalada, a capacidade de atendimento, quanto custará e quem a financiará.

A futura construção desse centro permitirá oferecer essa ferramenta aos produtores associados das cooperativas do Sistema Aurora. Zordan e Giesel assinalam que os resultados esperados de todos esses esforços e investimentos levam, ao produtor do Sistema Aurora, informações para que possa tomar as melhores decisões no uso da genética, atender a legislação, maximizar seus ganhos e produzir um leite de melhor qualidade, com mais sólidos, com animais mais saudáveis e com maior longevidade. Por outro lado, a indústria obterá melhor rendimento.  

Qualidade, sempre

A qualidade do leite depende de higiene, sistema de resfriamento, manejo do rebanho, nutrição e dos componentes que formam o alimento e, estes, são influenciados por vários fatores, especialmente a genética. A genotipagem fornece informações e avaliações para corrigir problemas e evitar que afetem a saúde do rebanho e a qualidade do produto.  

O programa de melhoria genética da Cooperativa Central Aurora Alimentos teve início em julho de 2014 com a formação de um Conselho Gestor, constituído por técnicos de todas as cooperativas filiadas, parceria com Sebrae e empresas do ramo de genética e laboratório. A meta inicial do projeto era a coleta de 2.500 amostras em mais de 200 propriedades do Sistema Aurora.  

O estímulo para a adoção dessa tecnologia foi a constatação de que muitas propriedades apresentavam dificuldades para atender as exigências da IN-62, mesmo com assistência técnica, aperfeiçoamento do manejo, nutrição e outras modalidades de apoio e assistência. "Percebemos que muitos problemas estavam relacionados à genética. Por isto, este primeiro levantamento foi feito, e as informações que temos nos leva a continuar com a compilação de dados e principalmente informar e orientar o nosso produtor a corrigir os problemas detectados", expõe Giesel.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dez − um =

Notícias Mercado

Preços do boi gordo seguem firmes apesar de avanço nos níveis de oferta

Mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo se mantiveram firmes apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, mas não houve grande aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira, o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, disse ele.

A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção.

Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina, o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de agulha. “Somado a isso, precisa ser citado o bom desempenho das exportações, com o câmbio oferecendo elevada competitividade à carne bovina brasileira. A China segue como relevante diferencial, absorvendo bons volumes de carne brasileira”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram na semana. “A nova rodada do auxílio emergencial cumpre um papel relevante, fomentando o consumo de produtos básicos. A principal concorrente para a carne bovina ainda é a carne de frango, a mais acessível dentre as proteínas de origem animal, que conta com a predileção do consumidor médio em um momento de dificuldades macroeconômicas“, assinalou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 15 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 318,00 a arroba, contra R$ 320,00 a arroba na comparação com 08 de abril (-0,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 313,00 a arroba, estável.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 300,00 (+1,67%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 307,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (+0,65%).

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Suinocultura

Mercado suíno sinaliza demanda aquecida e preços sobem

Demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril

Publicado em

em

Divulgação

A suinocultura brasileira registrou mais uma semana de avanço nos preços, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril.

Segundo ele, além da entrada dos salários na economia, a nova rodada do auxílio emergencial motivou o consumo de produtos básicos. “Contudo, a pandemia ainda é um ponto de cautela, considerando que atividades demandantes seguem impactadas, funcionando com capacidades reduzidas em grande parte do país”, alerta.

Maia avalia que o produtor segue preocupado com o custo de produção, que permanece em tendência de alta, mantendo as margens da atividade pressionadas apesar do avanço recente do quilo vivo. “O milho apresentou mais uma semana de firmeza no país diante da restrição de oferta, com produtores preocupados com o clima para a safrinha”, comenta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 13,63%, de R$ 5,85 para R$ 6,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 4,21% ao longo da semana, de R$ 11,87 para R$ 12,37. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,44, avanço de 16,13% frente ao fechamento à semana anterior, quando era cotada a R$ 8,99.

Maia afirma que as exportações apresentam um ritmo forte, puxado pelas compras da China, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica e contribui para a recuperação dos preços da carne suína.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 73,752 milhões em abril (6 dias úteis), com média diária de US$ 12,292 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 29,166 mil toneladas, com média diária de 4,861 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.528,70.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 59,67% no valor médio diário da exportação, ganho de 54,56% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,31% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 135,00 para R$ 153,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,60. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,20 para R$ 7,40.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,80 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve alta de R$ 5,65 para R$ 6,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 4,80 para R$ 5,90, enquanto na integração o preço seguiu em R$ 5,40. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,40 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,10 para R$ 8,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo seguiu em R$ 5,40.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado

Preços do trigo caem na Argentina, mas dólar segue encarecendo importações

Indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo

Publicado em

em

Divulgação

A indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo. Com a baixa oferta do produto nacional, a saída é buscar trigo no mercado externo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercados, Jonathan Pinheiro, ainda que os preços na Argentina venham caindo ao longo das últimas semanas, o dólar segue valorizado em relação ao real, o que aumenta os custos de importação.

Mercado internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), referência na formação de preços no marcado internacional, os preços vão acumulando, na semana, valorização de aproximadamente 2%.

Os preços fecharam a segunda-feira em forte baixa, pressionados pela expectativa de safra cheia na Rússia. Na terça-feira, a previsão de clima adverso nos Estados Unidos e na Europa favoreceu ganhos. Na quarta-feira, a forte alta foi determinada por sinais de aquecimento da demanda global. Já na quinta-feira, o clima adverso nos Estados Unidos voltou a sustentar a valorização. A sessão desta sexta-feira já é marcada por volatilidade e, apesar da influência do clima sobre os preços, um movimento de correção deve pesar negativamente.

Taxas na Rússia

Alguns grandes exportadores da Rússia suspenderam as compras de trigo, devido à sua incapacidade de trabalharem com as altas tarifas de exportação. Segundo um jornal russo, a Louis Dreyfus, a KZP, a Bunge e a Sierentz Global Merchants deixaram o mercado. Além disso, já se fala que a Cargill e a Gemcorp também suspenderam as compras de trigo.

Segundo uma fonte do jornal, as empresas não querem se arriscar com as taxas. Outra fonte disse que ninguém quer comprar trigo sob as taxas atuais. Produtores e traders esperam o cancelamento das tarifas para voltarem a comercializar o grão. Especialistas acreditam que a movimentação deva voltar ao normal a partir de 2 de julho, quando entrar em vigor um novo mecanismo de taxação.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
Dia Estadual do Porco – ACSURS

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.