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Leite: Perspectivas e mercado internacional

O setor leiteiro acredita que as incertezas do mercado serão reduzidas quando a região Sul ingressar no mercado internacional

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A expectativa de normalização dos fornecedores e compradores de leite, depois dos estragos registrados com a greve dos caminhoneiros deixa o setor animado com os resultados para o segundo semestre. O setor leiteiro acredita que as incertezas do mercado serão reduzidas quando a região Sul ingressar no mercado internacional. Seja pela qualidade do rebanho ou por abrigar grandes indústrias que permitam a exportação de produtos lácteos para inúmeros países, a perspectivas são positivas. Mas o mercado tem muito a fazer.

As diretrizes desse plano de crescimento, tecnificação e preparação serão discutidas no painel que abre o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite de 06 a 08 de novembro em Chapecó.  Debates no coração da bacia leiteira que mais cresce na Região Sul. Hoje, Santa Catarina é o quarto produtor nacional, com  3,059 bilhões de litros ao ano. O ponto positivo é que praticamente todos os estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais. O oeste catarinense responde por 75% da produção. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 9 milhões de litros/dia, mas a capacidade industrial está estruturada para processar até 10 milhões de litros de leite/dia.

Seguindo a tradição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que há duas décadas reúne profissionais e especialistas em Chapecó, e do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, que chegou a décima primeira edição ente ano, o Nucleovet foca energias no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite. O evento técnico que acontece em paralelo com a feira de negócios Milk Fair, reúne a cada ano mais e mais empresas e público, e já ocupa o posto de maior evento técnico anual de Bovinocultura de Leite da Região Sul, com mais de 600 participantes na última edição em 2017.

A oitava edição que será realizada de 06 a 08 de novembro no Centro de Cultura e Eventos Plinio Arlindo De Nês já tem entre as empresas confirmadas gigantes como Bayer, Cargill, Biorigin, Alltech, MSD, Phileo, Neovia/Wisium, DNA, Evonik, Imeve, Oligobasics, Safeeds, MTS Distribuidora, Multirural, Valle, Bentonita entre outras empresas em fechamento para Milk Fair.

Em entrevista, o presidente do NUCLEOVET, Rodrigo Toledo, comenta a evolução dos eventos e o compromisso de transformar Chapecó em um polo na difusão de tecnologia na produção leiteira.

 

Qual o foco do NUCLEOVET em promover os simpósios técnicos anuais?

Rodrigo Toledo – O objetivo do Nucleovet é além de promover a integração dos Médicos Veterinários e Zootecnistas, promover também a formação continuada para esses profissionais. Esse processo ganhou força há 20 anos quando foi realizado o primeiro Simpósio Brasil Sul de Avicultura, hoje consolidado como o principal evento técnico da Avicultura Latino americana. O mesmo aconteceu com a suinocultura, na qual o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, hoje na sua 11ª edição, também se consolidou como o maior evento técnico de suinocultura da América Latina. Agora é a vez do leite como atividade em desenvolvimento.

 

O SBSBL chega a oitava edição já consolidado como um dos principais fóruns de discussão da cadeia?

Rodrigo Toledo – O Nucleovet promoveu no ano de 2003 o primeiro Simpósio Brasil Sul de Bovinos de Leite, evento que ocorreu também nos anos de 2006, 2008, 2013 e 2014. A partir de 2015 o evento anual ganhou uma feira de negócios, a Milk Fair e entrou definitivamente para o calendário do setor. Atento ao aumento da atividade leiteira no estado, que cresceu cerca de 82% nos últimos 10 anos, sendo cerca de 70% desse aumento no oeste do estado, com a consequente instalação de novos laticínios e mesmo o aumento da capacidade de processamento das indústrias que já atuavam no setor, o NUCLEOVET vem investindo cada vez  mais em programação rica e palestrantes de renome internacional, reconhecidos como autoridades em suas áreas.

 

O oeste catarinense vem se transformando em um polo produtivo importante em qualidade e quantidade, isso se traduz em oportunidades?

Rodrigo Toledo – Esse aumento na produção tornou o oeste catarinense um polo nacional da produção leiteira e, como consequência, um polo de profissionais do setor na região. Atento a isso e mobilizando esses profissionais, o Nucleovet decidiu por tornar o evento anual a partir de 2016 dando ao SBSBL o formato já consagrado dos eventos de avicultura e suinocultura com o objetivo de tornar Chapecó também um polo na difusão de tecnologia na produção leiteira, como acontece com avicultura e suinocultura.

 

 

Fonte: Ass. de Imprensa

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Notícias Sanidade

ABPA e DIPOA promovem encontro sobre inspeção

Será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA/MAPA) realizam ao longo desta semana um encontro conjunto para tratar sobre temas do sistema de inspeção do setor de proteína animal. A programação do evento, iniciada na segunda-feira (18), segue até sexta-feira (22), em São Paulo, SP.

Na ocasião, será apresentado o sistema de treinamento na inspeção ante e post mortem de aves e suínos. Além disso, também serão discutidas as ações e procedimentos de verificação oficial dos controles em estabelecimentos produtores de carne e suínos. Participam do encontro técnicos das agroindústrias produtoras e exportadoras e auditores fiscais do Ministério da Agricultura.

“Este é um trabalho que tem como princípio o fortalecimento do trabalho pela qualidade e a reconstrução da imagem do setor produtivo, seguindo todos os parâmetros legais em uma parceria do setor público e da iniciativa privada.  Esperamos realizar, em breve, novos eventos com o mesmo objetivo”, ressalta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Leiteiro

Estoques reduzidos e menor produção elevam preço do UHT

Altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios

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O preço do leite UHT negociado no atacado do Estado de São Paulo subiu 0,24% entre as duas últimas semanas, fechando com média de R$ 2,4357/litro no período entre 11 e 15 de fevereiro. Conforme colaboradores do Cepea, as altas estiveram atreladas aos estoques, que continuam controlados, e à redução da produção por parte de alguns laticínios.

Apesar da valorização, as negociações entre laticínios e atacados permaneceram baixas. Já o queijo muçarela se desvalorizou 0,83% na mesma comparação, fechando com média de R$ 17,2862/kg entre 11 e 15 de fevereiro. Quanto à liquidez no mercado deste derivado, permaneceu estável no período.

Fonte: Cepea
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Notícias No Paraná

Trigo pode ser boa alternativa ao produtor na 2ª safra

Como o clima está favorável, os preços e custos de produção irão balizar tomada de decisão dos agricultores

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Divulgação/SECS

Com o avanço da colheita dos grãos de verão no Paraná, triticultores do Estado já planejam a divisão das áreas de semeio na segunda safra. Como o clima está favorável ao desenvolvimento tanto do trigo quanto do milho, os preços e custos de produção é que irão balizar a tomada de decisão dos agricultores por um ou outro.

Segundo dados da equipe de custos agrícolas do Cepea, em Cascavel, PR, o custo operacional de produção do milho 2ª safra foi calculado em R$ 2.822,54/hectare, contra R$ 1.901,03/ha para o trigo. A produtividade média das últimas três safras foi de 93 sacas/ha para o milho e de 49 sc/ha para o trigo, de acordo com dados do Deral/Seab.

Considerando-se os valores médios de venda em janeiro/19, as receitas geradas seriam de R$ 2.724,08/ha para o milho e de R$ 2.343,38/ha para o trigo. Portanto, a receita obtida com a cultura do trigo foi suficiente para saldar os custos operacionais e gerar margem positiva ao produtor, de R$ 442,35/ha. Já a receita obtida com o milho 2ª safra não foi suficiente para cobrir o total de desembolsos, resultando em margem negativa ao produtor, de R$ 98,46/ha.

Fonte: Cepea
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