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Bovinos / Grãos / Máquinas

Indústria alimentícia eleva demanda por óleo de soja e preço do derivado sobe

Óleo de soja é a principal matéria-prima na produção de biodiesel no País, representando cerca de 70% do total

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços do óleo de soja subiram no mercado doméstico. Segundo pesquisadores deste Centro, o impulso vem da maior demanda, sobretudo de indústrias do setor alimentício.

Representantes destas fábricas pretendem garantir volumes para médio prazo, atentos às expectativas de aumento na produção de biodiesel no Brasil.

Ressalta-se que o óleo de soja é a principal matéria-prima na produção de biodiesel no País, representando cerca de 70% do total.

Atualmente, a mistura do biodiesel ao óleo diesel é de 14% (B14) no Brasil, mas há um projeto para que chegue a 25%.

Fonte: Assessoria Cepea

Bovinos / Grãos / Máquinas Nutrição animal

Vantagens do uso de lecitina integral de soja na alimentação de ruminantes

A intensificação da pecuária atualmente é primordial para garantir rentabilidade do segmento, a qual pode ser assegurada por melhor desempenho produtivo e melhor eficiência alimentar.

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Foto: Shutterstock

A intensificação da pecuária atualmente é primordial para garantir rentabilidade do segmento, a qual pode ser assegurada por melhor desempenho produtivo e melhor eficiência alimentar. A bovinocultura de corte também almeja a obtenção de carcaças com melhores acabamentos, que podem agregar valor no momento de sua comercialização. Além disso, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a saúde e o bem-estar. Estratégias como a modificação do perfil de ácidos graxos dos produtos oriundos de ruminantes como a carne e o leite têm sido adotadas para obter uma menor proporção de ácidos graxos saturados, os quais geralmente estão associados ao risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Uma forma de alcançar estes objetivos é utilizar dietas com maior densidade energética.

O uso de lipídeos na nutrição animal tem passado por inovações e vem sendo bastante discutido nos últimos anos. Em fazendas leiteiras, por exemplo, é possível aumentar a densidade energética das dietas, melhorar a fertilidade e reduzir o estresse térmico quando incluímos fontes de gorduras na alimentação das vacas.

No Brasil cresce a oferta de ingredientes com alto teor de lipídeos, como DDG, caroço de algodão, gérmen de milho gordo, entre outros. Lembrando que o uso de gorduras protegidas também vem aumentando na alimentação de bovinos. As dietas ricas em energia oriundas de lipídeos são metabolicamente mais seguras, pois diminuem os riscos de acidose ruminal e também reduzem a produção e emissão de metano.

Limitações e alternativas

No entanto, por questões fisiológicas, existem limitações na inclusão de lipídios, por apresentar toxicidade aos microrganismos ruminais e reduzir a digestão de fibras. E mesmo após chegar ao intestino é pouco absorvido, já que os ruminantes não produzem sais biliares, fosfolipídeos e lipase pancreática de forma eficiente para emulsificar e absorver a gordura, sendo eliminada nas fezes sem aproveitamento.

Uma alternativa é realizar o fornecimento de lecitina de soja integral como emulsificante para promover a incorporação de ácidos graxos e aumento de sua absorção no intestino delgado devido a sua capacidade de passar pelo rúmen e também aumentar a digestibilidade das gorduras, ações que permitem a utilização de níveis mais elevados de gordura na dieta sem causar danos à fermentação ruminal.

Pesquisa

Um experimento realizado no Confinamento do Núcleo de Produção Animal (NUPRAN) no Setor de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Estadual do Centro-Oeste, no Paraná, utilizando dietas com teor de extrato etéreo (EE) de 4,97% da matéria seca, concluiu que a administração de lecitina integral de soja melhorou a digestibilidade da fração etérea e fibrosa da ração, com dose de 10 g animal/dia e garantiu maior média de ganho de peso diário e animais com maior peso vivo no abate (figura 1).

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura de leite e na produção de grãos acesse a versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Márcia Skorei, médica-veterinária e coordenadora técnica de Ruminantes na Sanex.
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Práticas de manejo de pastagem permitem aumento na produção de carne

Estudo revela baixo uso de técnicas adequadas de manejo entre pecuaristas

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Foto: Gisele Rosso

O aumento da produtividade na pecuária de corte está relacionado com as condições das pastagens. A adoção de práticas de manejo pelos pecuaristas, tanto do pasto quanto do pastejo, reflete na produção de carne bovina a um baixo custo e com preservação ambiental. No entanto, um estudo mostrou que o uso dessas técnicas em uma amostra de produtores ainda é baixo.

A Embrapa apresenta a publicação “Uso das práticas de manejo de forrageiras e de pastejo na bovinocultura de corte”. O estudo buscou identificar a situação da adoção de 20 práticas de manejo de pastagem e de pastejo empregadas em fazendas de corte no Brasil. Os dados analisados são provenientes de respostas voluntárias de usuários da plataforma digital app Pasto Certo, da Embrapa, entre dezembro de 2019 a maio de 2023.

O conjunto de técnicas adequadas diz respeito a práticas como manejo rotacionado de pastejo, que aparece como a mais utilizada pelos pecuaristas, com 64% de adoção entre os respondentes do estudo; controle de invasoras (48%), análise de solo (47%), correção de solo com calcário (44%), pastejo contínuo (44%), adubação de pastagens (40%) e diferimento de pastagem (34%).

Já os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta estão entre as práticas que apresentaram menor uso. Apenas 2% dos participantes da pesquisa utilizam esse modelo de tecnologia, que além de contribuir para diversificação da renda, tem benefícios ambientais, sociais e econômicos.

De acordo com uma das autoras, a pesquisadora Claudia De Mori, os resultados sugerem que o uso desses manejos está aquém para obtenção de produção satisfatória de pasto em quantidade e qualidade para uma pecuária eficiente. Além disso, a adoção por região ou por perfil de sistema é bastante variada.

A atividade pecuária está em praticamente todo o território nacional e é muito heterogênea. “Existe potencial para melhorias no desempenho da pecuária de corte nacional e o manejo de alimentação é um dos principais pilares para atingir os níveis de produção desejados em cada situação”, explica a pesquisadora Patrícia Menezes Santos.

A adoção desses manejos permite aos pecuaristas aumentar a produtividade da atividade, manter a longevidade das pastagens e otimizar o uso de recursos, aumentando a rentabilidade e reduzindo a pressão para abertura de novas áreas. “As práticas de adubação e correção dos solos, com base em análises, possibilitam às plantas expressarem produções mais próximas do seu potencial produtivo, resultando em produtividades mais elevadas em termos de ganho de peso na produção animal. Na pecuária, essas práticas, aliadas a um manejo de pastagem adequado, permitem maior longevidade das pastagens e aumento na produção de carne por hectare. Ainda, tais práticas, aplicadas conjuntamente com técnicas de conservação do solo e da água, são essenciais para evitar a perda de fertilidade e estrutura de solo, erosão, assoreamento de rios e escassez de água em quantidade e qualidade para plantas e animais”, reforça Patrícia.

No estudo também foi observada a  distinção do uso dessas técnicas por região/bioma em relação a análise do solo, correção com calcário, adubação de pastagem, pastejo rotacionado, diferimento de pastagem, dentre outras. Ainda, foi constatada uma  associação entre o comportamento de adoção de práticas e perfil de sistemas de produção. Por exemplo, propriedades que englobam as fases mais ao final do processo de produção (recria e/ou engorda) são mais propícias à adoção de tecnologia, em oposição às propriedades de cria. Ainda, há relação entre o tamanho da propriedade e a aplicação de algumas práticas, dentre elas a de acompanhamento/ controle de taxa de lotação das pastagens.

Detalhes das práticas de manejo e de como estão sendo adotadas pelos pecuaristas estão na publicação (link) organizada pela Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Gado de Corte e Embrapa Pantanal.

Pastagens no Brasil

No país, as pastagens constituem o principal uso da terra, ocupando cerca de 163,9 milhões de hectares, segundo informações do MapBiomas, em 2022.

A capacidade produtiva da pastagem pode ser comprometida pela incidência de pragas e doenças, por condições climáticas extremas, pelo superpastejo e por outros fatores que favorecem a perda de vigor das forrageiras e, como consequência o aparecimento de áreas de solo descoberto (sem vegetação) ou a proliferação de plantas daninhas.

Já existem tecnologias disponíveis para o pecuarista melhorar a produtividade do pasto e a maior eficiência do pastejo. A Embrapa desenvolve soluções em todos os biomas brasileiros, contribui para aprimorar os métodos de diagnóstico de degradação, disponibiliza boas práticas para manejo sustentável e recuperação de pastagem e oferece alternativas de capins mais produtivos e adequados a diferentes condições. Além disso, promove capacitações para técnicos e produtores rurais.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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Inscrições abertas para as raças Devon e Bravon na Expointer 2024

Criador deve ficar atento para as datas diferentes de animais com argolas e rústicos.

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Foto: AT Stefani

Estão abertas as inscrições para os animais das raças Devon e Bravon que participarão da 47ª Expointer, que ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Os criadores devem ficar atentos aos prazos.

Os exemplares de argola devem ser inscritos no site da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, na área restrita do criador, até 24 de julho. A taxa de adesão é isenta, devido a um acordo firmado entre a Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon (ABCDB) e a ANC.

Os proprietários de rústicos devem inscrever seus animais diretamente na secretaria da ABCDB, pelo e-mail devon.brasil.org@gmail.com ou WhatsApp (53) 3227-8556, entre os dias 22 de julho e 06 de agosto.

A vice-presidente da ABCDB, Simone Bianchini, informa que uma variada programação técnica e social e está sendo organizada e fala da expectativa da entidade para a feira deste ano. “Desde a organização do estande e dos julgamentos, passando pela escolha do jurado e até os eventos paralelos, participar de uma Expointer envolve muito trabalho – e de muitas pessoas. Na outra ponta, o do criador começa muito antes, com o preparo dos animais”, salienta.

Simone lembra que a sede da Associação no Parque Assis Brasil também foi atingida pela enchente e demandou algumas melhorias. “Parece que o tempo passa rápido demais, mas final de agosto tudo sempre está pronto e vale muito a pena. A feira é uma reunião muito importante de criadores, cabanheiros e amigos que foram unidos pelo Devon e pelo Bravon”, enaltece.

Fonte: Assessoria ABCDB
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SIAVS 2024 E

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