Empresas Procedimentos técnicos
Importância dos programas de biosseguridade para um uso prudente de antibióticos na suinocultura
A biosseguridade é um aspecto crítico para a manutenção da saúde e produtividade dos rebanhos suínos. Com a redução do uso de antibióticos, a prevenção da introdução e disseminação de doenças torna-se ainda mais importante

Ricardo Hummes Rauber, doutor em ciências veterinárias pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, consultor em saúde animal da Vetinova e parceiro da ICC.
Biosseguridade é um conjunto de procedimentos técnicos – conceituais, operacionais e estruturais – que visam prevenir ou controlar a contaminação dos rebanhos por agentes de doenças infecciosas que possam ter impacto na produtividade dos animais (foco em Saúde Animal) e na saúde dos consumidores (foco em Saúde Pública).
Do ponto de vista teórico, este conjunto de procedimentos engloba nove componentes, que são definidos a seguir:
Isolamento: O primeiro passo de um programa de biosseguridade é evitar que patógenos externos entrem na granja. Isso pode ser alcançado por meio do isolamento físico da propriedade, que inclui o uso de cercas, muros e/ou outras barreiras físicas para impedir a entrada de pessoas, veículos e animais selvagens não autorizados, e do isolamento virtual, que inclui os procedimentos adotados para o efetivo acesso às granjas e barracões.
Controle de tráfego: As granjas devem limitar o acesso apenas a pessoas e veículos autorizados. Um plano de controle de tráfego deve estar em vigor para limitar o número de pessoas e veículos que entram na granja e garantir que eles sigam os protocolos de biosseguridade adequados antes e durante o acesso.
Limpeza e desinfecção: A limpeza e desinfecção adequadas são essenciais para evitar a propagação de doenças. A limpeza deve ser feita para remover material orgânico e a desinfecção deve ser feita para eliminar quaisquer patógenos remanescentes. Todos os equipamentos e materiais devem ser limpos e desinfetados após a utilização e todas as superfícies do barracão devem ser cuidadosamente limpas e desinfetadas.
Quarentena, medicação e vacinação: Todos os animais que forem introduzidos no lote devem permanecer em quarentena por um período para monitorar sinais de doença. Quando couber, lotes ou animais doentes devem ser medicados o mais rapidamente possível. A vacinação deve ser considerada como uma medida preventiva contra doenças conhecidas na região.
Monitoria: A monitoria regular do rebanho é necessária para detectar a presença e a evolução de doenças. Isso pode incluir o monitoramento de animais em busca de sinais clínicos, a realização de testes laboratoriais e necropsias, além do uso de animais sentinelas para detectar a presença de doenças.
Erradicação: Se uma doença for detectada, os animais afetados devem ser removidos do lote e tratados ou eutanasiados. A área deve ser limpa e desinfetada minuciosamente e os animais restantes devem ser monitorados quanto a sinais de doença. Em geral, quando aplicável, a erradicação considera a eliminação da totalidade dos animais que compõe o lote afetado.
Auditoria: Devem ser realizadas auditorias regulares para garantir que as medidas de biosseguridade são seguidas e para identificar pontos de melhoria.
Educação Continuada: A educação e o treinamento adequados de todo o pessoal são essenciais para um programa de biosseguridade bem-sucedido. Isso inclui treinamento sobre protocolos de biosseguridade, detecção de doenças e resposta a emergências.
Plano de contingência: Deve existir um plano de contingência para delinear as medidas a tomar em caso de surto de doenças. Esse plano deve incluir protocolos para isolar os lotes afetados, limpar e desinfetar a área e comunicar com as autoridades reguladoras e outras partes interessadas.
Os pontos acima descritos são teóricos e podem ter aplicabilidade limitada no sistema produtivo da suinocultura atual, como é o caso da erradicação que somente se aplica efetivamente a enfermidades que, atualmente, são exóticas no Brasil. No entanto, do ponto de vista prático, a maioria deles é aplicável na atual realidade da suinocultura na mesma medida em que é importante para a manutenção da saúde dos animais.
Em geral, uma abordagem superficial do conceito de isolamento remete a um isolamento geográfico da granja, com distâncias consideráveis de qualquer outro tipo de unidade de produção ou criação animal, incluindo um cinturão verde de algumas centenas de metros no perímetro da granja. No entanto, esta realidade, se alguma vez já foi comum, atualmente é cada vez mais rara e uma abordagem mais aprofundada deste conceito traz à luz uma série de procedimentos que devem ser adotados para um pleno atendimento do que se espera em termos de isolamento da granja, barracão ou dos animais.
Limitar o acesso às instalações de produção suína apenas a pessoal autorizado é uma medida essencial de biosseguridade. Permitir a entrada de pessoas ou veículos não autorizados nas instalações aumenta o risco de introdução de patógenos que podem infectar os animais. Pessoas e veículos podem trazer patógenos de outros locais, e equipamentos também podem servir como carreadores de agentes causadores de doenças. Por isso, devem ser estabelecidos protocolos rígidos para a circulação de pessoas, animais e equipamentos dentro e fora da granja, que incluem a instalação de telas anti-pássaros nos barracões, cercas perimetrais nas granjas ou núcleos e instalações para execução de procedimentos de barreira sanitária, do ponto de vista estrutural, além da implantação de procedimentos como banho, troca de roupas e calçados, desinfecção de materiais e veículos, registro de acesso de pessoas e veículos, controle de roedores e outras pragas, entre outros.
A desinfecção de veículos e equipamentos é um passo importante na prevenção da disseminação de patógenos. Os veículos que entram na granja devem ser limpos e desinfectados cuidadosamente antes da entrada e da saída. Os visitantes e funcionários devem usar roupas exclusivas para cada granja. Essas medidas ajudam a minimizar o risco de transmissão de doenças de fontes externas.
Manter as instalações e equipamentos limpos é crucial para evitar a propagação de doenças. Um ambiente limpo ajuda a reduzir o risco de exposição a patógenos causadores de doenças. A limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos devem ser realizadas regularmente e de acordo com protocolos rígidos. Para o efetivo cumprimento dos protocolos de limpeza e desinfecção, a prática de alojamentos todos-dentro-todos-fora é essencial e se refere a uma prática de manejo higiênico-sanitário rigorosa, na qual todos os animais de um determinado compartimento, setor ou instalação entram ao mesmo tempo e são removidos juntos, sem que haja mistura com outros animais em fases diferentes de crescimento, idades ou condições sanitárias distintas. Isso é essencial para assegurar que a área possa ser completamente limpa e desinfetada antes da introdução de novos animais.
A prática do todos-dentro-todos-fora permite que cada compartimento funcione como uma unidade de biosseguridade independente. Isso significa que, mesmo dentro de uma única granja ou instalação, diferentes compartimentos podem operar de maneira isolada uns dos outros em termos de controle sanitário, facilitando o manejo de doenças e prevenindo a disseminação de agentes infecciosos entre os compartimentos. Esta estratégia é particularmente útil em granjas de reprodução, nas quais, na prática e mesmo considerando cada barracão de forma independente, não é possível o efetivo esvaziamento. Assim, de forma compartimentada ou setorizada, é possível atender um mínimo de condições para um efetivo cumprimento dos procedimentos de limpeza e desinfecção. A segregação da granja ou instalação em compartimentos nos quais o conceito todos-dentro-todos-fora é aplicado, portanto, oferece uma estratégia eficaz para o manejo sanitário, promovendo um ambiente mais controlado e seguro para o crescimento e desenvolvimento dos animais, além de contribuir significativamente para a prevenção de doenças e para a produção eficiente e sustentável.
É importante reforçar que, para granjas de creche e crescimento/terminação, é possível estabelecer uma logística de recebimento e expedição de animais de forma a proporcionar a efetiva aplicação do conceito todos-dentro-todos-fora, favorecendo outro aspecto importante de biosseguridade e programas sanitários para granjas de suínos que é a uniformidade de idades dos animais nestas granjas. Em outras palavras, para estas granjas não é recomendável a segmentação dentro da própria unidade epidemiológica, sob pena de comprometer os resultados sanitários e zootécnicos.
O monitoramento regular da saúde dos animais é essencial para a detecção precoce de doenças. Lotes de animais que apresentem sinais de doença devem ser isolados, diagnosticados e ter implantados protocolos adequados de tratativas para evitar a propagação da doença. O monitoramento pode ser feito através de observação clínica dos suínos em busca de sinais de doenças, como letargia, perda de apetite ou desconforto respiratório, através de avaliações de necropsia ou pela coleta e análise de amostras, como sangue, fezes, saliva ou outros materiais. Variações no consumo de água também podem ser um indicativo de alterações de saúde no lote.
A vacinação é uma ferramenta eficaz para prevenir a propagação de certas doenças nas populações de suínos. Os programas de vacinação devem ser desenhados e implantados pelo Médico Veterinário responsável pelo controle sanitário do plantel, que levará em consideração a categoria animal (reprodução ou corte), as condições das granjas, os desafios da região, as variações sazonais, entre outros fatores. Nesse contexto, destacam-se alguns pontos cruciais relacionados à vacinação:
Definição das doenças para as quais serão utilizadas vacinas:
1.1. Prevalência do Agente Infeccioso: A prevalência de certos patógenos na região ou na unidade produtiva específica deve guiar a seleção das vacinas. É imperativo entender quais doenças são mais comuns e quais representam riscos significativos para os animais.
1.2. Importância Epidemiológica: Doenças com alta transmissibilidade e que podem causar surtos graves merecem atenção especial. A vacinação, nesses casos, atua como uma barreira de proteção, minimizando a disseminação de agentes infecciosos.
1.3. Impacto na Fase de Produção: O estágio de produção dos animais influencia o programa de vacinação. As matrizes, por exemplo, necessitam de um protocolo de vacinação que considere sua função reprodutiva, enquanto os suínos de corte requerem proteção contra doenças que afetam seu crescimento e desenvolvimento.
Definição do Programa de Vacinação:
2.1. Tipos de Vacinas: Existem diferentes tipos de vacinas disponíveis, incluindo vacinas vivas atenuadas, inativadas e subunidades. A escolha depende da doença-alvo, da idade dos suínos e dos objetivos específicos da prevenção.
2.2. Idade para Vacinação: A idade ideal para a vacinação varia conforme a doença em questão e a dinâmica imunológica dos animais.
2.3. Número de Doses: Algumas vacinas requerem doses múltiplas para garantir imunidade adequada.
2.4. Via de Aplicação: As vacinas podem ser administradas de diferentes formas, como injeções subcutâneas, intradérmicas ou intramusculares, via oral ou por sprays.
2.5. Anticorpos Maternos: Considerar a presença de anticorpos maternos é crucial, pois podem interferir na eficácia da vacinação em leitões.
Cuidados com Vacinas e Vacinações:
3.1. Condições de Transporte e Armazenamento: As vacinas devem ser transportadas e armazenadas em temperaturas adequadas para preservar sua eficácia.
3.2. Manutenção de Equipamentos: Equipamentos de vacinação devem ser limpos, desinfetados e bem mantidos.
3.3. Tamanho da Agulha: A agulha deve ser de tamanho apropriado para o tipo e idade dos suínos, sendo trocada frequentemente para evitar contaminação e danos aos tecidos.
A vacinação é um processo que exige planejamento detalhado e execução cuidadosa. Identificar as doenças relevantes, definir um programa de vacinação adequado e tomar precauções durante o manuseio e aplicação das vacinas são etapas indispensáveis para garantir o sucesso da imunização dos suínos e, consequentemente, promover a saúde e produtividade do rebanho.
Além de um programa vacinal bem desenhado e executado, é necessário dispensar atenção aos programas preventivos adotados com foco em saúde intestinal, que devem ser elaborados de acordo com a necessidade de cada plantel, especialmente nos sistemas de produção livres de antibióticos promotores de crescimento (AGP-Free) e podem incluir estratégias mais amplas do que simplesmente o controle de patógenos como a modulação da microbiota intestinal e um suporte ao sistema imunológico em geral. Atenção especial deve ser dada aos programas de saúde intestinal das fêmeas suínas pois esta não só é crucial para nutrição e bem-estar da própria fêmea, mas também influencia diretamente a qualidade do colostro e o desenvolvimento subsequente dos leitões. Um programa preventivo para saúde intestinal bem desenhado é fundamental, envolvendo possivelmente o uso de probióticos, prebióticos, fitogênicos e ácidos orgânicos entre outras estratégias via alimentação, juntamente com práticas de manejo adequadas. Essas medidas são vitais para promover uma microbiota intestinal saudável nas porcas, resultando em colostro rico em anticorpos e nutrientes essenciais, proporcionando aos leitões um início de vida robusto e protegido contra infecções.
Estratégias preventivas de saúde intestinal são essenciais, especialmente em sistemas de produção livres de antibióticos promotores de crescimento (AGP-Free), onde a saúde intestinal sustentável é central para o sucesso produtivo. Investir em um programa cuidadoso não apenas eleva o status sanitário de porcas e leitões, mas também impulsiona a produtividade e a sustentabilidade do rebanho suíno como um todo.
A qualidade da água fornecida aos animais tem papel fundamental na sua saúde. Cabe ressaltar que a água é um importante nutriente para os animais e deve-se observar tanto a sua qualidade microbiológica quanto físico-química. Em linhas gerais, a qualidade microbiológica é garantida através da cloração compulsória, com níveis em torno de 3 ppm de cloro livre no ponto de consumo de água mais distante do ponto de cloração. Já no que diz respeito à qualidade físico-química, tanto a dureza quanto o pH da água devem ser observados e, sempre que possível, corrigidos. Lembrando que águas com pH levemente ácido (entre 5,0 e 6,5) são ideais, do ponto de vista de saúde animal, pois favorecem a apresentação do cloro na forma de ácido hipocloroso que é a forma ativa contra microrganismos. Além da qualidade da água em si, é preciso garantir a limpeza e desinfecção adequada de todo o sistema de fornecimento de água aos animais, incluindo o reservatório e as tubulações.
O treinamento adequado do pessoal é essencial para a manutenção de um programa robusto de biosseguridade. Os funcionários devem ser educados sobre a importância das medidas de biosseguridade, bem como sobre como implementá-las e segui-las. Treinamentos regulares podem ajudar a reforçar a importância dessas medidas e garantir que todo o pessoal esteja ciente dos mais recentes protocolos de biosseguridade. O treinamento adequado também reduz a probabilidade de erro humano, o que pode levar à introdução de agentes causadores de doenças no rebanho.
O sucesso de um programa de biosseguridade passa, necessariamente, pelas pessoas envolvidas com o processo produtivo. Neste sentido, torna-se essencial não só treinar adequada e constantemente as equipes como, também, ouvi-las sobre o que tem a dizer a respeito do programa já implantado e as possíveis melhorias no sentido de atender às premissas teóricas de um programa e torná-lo exequível do ponto de vista operacional.
A biosseguridade é um aspecto crítico para a manutenção da saúde e produtividade dos rebanhos suínos. Com a redução do uso de antibióticos, a prevenção da introdução e disseminação de doenças torna-se ainda mais importante. Cabe ressaltar que um programa de biosseguridade deve ser elaborado e implantado conforme as características do sistema produtivo a que se propõe, atendendo às particularidades específicas das granjas, categorias animais, situação geográfica, desafios, entre outros critérios. Além disso, o programa de biosseguridade não é estático, passando por constante aperfeiçoamento ao longo do tempo e acompanhando a evolução de outros aspectos relacionados à produção animal como padrões de manejo e nutrição.

Empresas Produção agropecuária
Sicoob reúne lideranças do cooperativismo para debater o futuro do agronegócio
17º Workshop Produtor Rural, promovido pelo Sicoob, reuniu especialistas e autoridades para discutir crédito rural, seguro, sustentabilidade e os desafios da Safra 2026/2027

O Sicoob reafirmou o compromisso de disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 2026/2027 durante o 17º Workshop Produtor Rural, realizado nos dias 14 e 15 de julho, em Brasília. O encontro também celebrou os melhores resultados da história da instituição no agronegócio, com R$ 59,5 bilhões liberados em financiamentos ao produtor rural na safra 2025/2026 — maior volume já registrado pelo sistema — e uma carteira agro que alcançou R$ 95 bilhões.
O evento, que é um dos principais fóruns de discussão do cooperativismo financeiro voltado ao agronegócio, reuniu dirigentes de cooperativas, especialistas e representantes do governo federal. Ao longo de dois dias, os participantes debateram a evolução do seguro rural, os desafios regulatórios, a segurança jurídica, a sustentabilidade e as perspectivas do Plano Safra, além de compartilhar estratégias para ampliar a competitividade das cooperativas e fortalecer o atendimento aos produtores rurais.
“Esse encontro visa valorizar o produtor rural e celebrar nossos resultados. Mais do que reconhecer conquistas, este é um momento para fortalecer nossa atuação e reafirmar o compromisso permanente do Sicoob com o desenvolvimento do agronegócio”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo Sicoob (CCS), Miguel Ferreira.
O executivo ressaltou ainda a dimensão da atuação do Sicoob no campo. Atualmente, a instituição reúne mais de 10 milhões de cooperados e, desses, mais de 600 mil são produtores rurais.
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a importância das políticas públicas para o financiamento da produção agropecuária e reconheceu o trabalho realizado pelas equipes técnicas responsáveis pela construção do Plano Safra. Segundo ele, preservar instrumentos públicos de apoio ao crédito rural é fundamental para garantir o desenvolvimento do setor.
O dirigente também fez uma reflexão sobre os desafios do cooperativismo diante do crescimento desse ecossistema. “O cooperativismo evoluiu, tornou-se mais sólido e profissional, e os números demonstram isso. Mas nosso diferencial é a nossa essência, de trabalhar com propósito, com o coração. Vamos fazer o melhor ano rural, com criatividade, focado nos resultados, mas sem esquecer nossa razão maior que é o cooperado”, disse. O dirigente ainda ressaltou que o tratamento tributário conferido às cooperativas pela Constituição Federal representa uma responsabilidade adicional para que o modelo continue gerando benefícios concretos aos cooperados e às comunidades.
Crescimento sustentável
O diretor de Desenvolvimento Comercial do Sicoob, Marcelo Carneiro, destacou que a carteira agro do Sicoob cresceu cerca de 70 vezes em 17 anos. O aumento da carteira agro, segundo ele, acompanha a evolução dos próprios cooperados. “A expansão do crédito e das soluções para o agronegócio somente é possível porque o sistema mantém o produtor rural no centro da estratégia de negócios. Quando o cooperado prospera, toda a comunidade cresce junto”.
Carneiro ressaltou que o próximo passo é ampliar a presença do Sicoob em toda a cadeia do agronegócio, oferecendo soluções cada vez mais completas para fortalecer a competitividade das cooperativas e dos cooperados.
Integração para fortalecer o crédito rural
Um dos destaques da programação foi o painel sobre o Plano Safra 2026/2027, que reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Banco Central.
O debate reforçou a importância da atuação integrada entre governo, instituições financeiras e cooperativas para garantir a continuidade das políticas públicas de financiamento, ampliar o acesso dos produtores ao crédito e assegurar a sustentabilidade do financiamento ao agronegócio.
Durante o encontro, representantes do governo destacaram o diálogo permanente com o cooperativismo na construção do Plano Safra e ressaltaram o papel das cooperativas financeiras na interiorização dos recursos e no fortalecimento da produção rural em todas as regiões do país.
Segurança jurídica, sustentabilidade e seguro rural
A programação também dedicou espaço aos temas considerados estratégicos para a expansão sustentável do crédito rural. Os participantes discutiram a evolução do mercado de seguro rural, os desafios regulatórios e a necessidade de modernização do ambiente de negócios para ampliar a proteção aos produtores e reduzir riscos das operações.A segurança jurídica e a sustentabilidade foram destacadas como pilares estratégicos para a expansão da carteira agro do Sicoob e para o cumprimento da meta de R$ 70 bilhões em crédito rural na Safra 2026/2027. Para Bruno Rodrigues, gerente Jurídico do Sicoob, a atuação integrada entre as áreas jurídica, comercial e de monitoramento fortalece a gestão de riscos, aumenta a eficiência operacional, amplia a capacidade de atendimento das cooperativas e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Parceria estratégica
Outro destaque do workshop foi o fortalecimento da parceria entre o Sicoob e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que completa 27 anos. O gerente de Fomento e Relacionamento com Instituições Financeiras do banco, Cláudio Rabelo, destacou que o cooperativismo financeiro se consolidou como parceiro estratégico do BNDES na democratização do acesso ao crédito rural e no desenvolvimento regional. Atualmente, as cooperativas respondem por 31% do volume financeiro e 72% do número de operações realizadas pela instituição em todo o país. “Foi a aproximação com o cooperativismo que fez com que a gente pudesse melhorar nossos serviços e produtos”.Na última safra, o sistema liberou R$ 4,7 bilhões em operações do BNDES Rural, crescimento de 33% em relação ao ciclo anterior. Ao todo, foram realizadas cerca de 33 mil operações, que somaram mais de R$ 10 bilhões em aprovações.
Empresas
Marcos Teo encerra ciclo profissional na Kemin após uma década de contribuições para a operação na América do Sul
Executivo liderou a área de monogástricos, acompanhou a expansão da operação regional e deixa o cargo após mais de dez anos na companhia.

Após uma trajetória marcada pelo desenvolvimento de equipes, fortalecimento dos negócios e atuação na Kemin na América do Sul, o diretor Comercial para a linha de Monogástricos, Marcos Teo, encerrou sua carreira executiva na companhia e iniciou seu processo de aposentadoria.
Com mais de uma década de atuação na Kemin, Teo deixa um legado de dedicação e de contribuição para o fortalecimento da operação. Durante sua atuação, a operação da América do Sul expandiu-se para mais de três vezes seu tamanho original. Paralelamente, a unidade de monogástricos, liderada por Teo, alcançou um crescimento de aproximadamente 2,5 vezes em faturamento, refletindo a expansão consistente da unidade.
Ao ingressar na empresa como gerente de Serviços Técnicos para Monogástricos na América do Sul, aceitou o desafio de retornar a uma posição de perfil técnico, mesmo após anos ocupando cargos executivos. Ao longo de sua trajetória, assumiu novas responsabilidades, tornando-se gerente Regional de Vendas em 2017, diretor Adjunto de Vendas em 2018 e, a partir de 2019, diretor Comercial da área.
Entre as principais iniciativas lideradas por Teo estão o fortalecimento técnico da equipe comercial, ampliando a capacidade consultiva junto aos clientes; a criação de novas frentes estratégicas de atuação, como o desenvolvimento do negócio de grãos; e a consolidação do relacionamento com importantes empresas do setor, contribuindo para a expansão do portfólio e para o fortalecimento da atuação da companhia.
“Tenho muito orgulho da trajetória construída ao longo desses anos na Kemin. Mais do que os resultados alcançados, levo comigo a satisfação de ter trabalhado ao lado de pessoas extraordinárias e de contribuir para o desenvolvimento de uma equipe preparada para os desafios do futuro. A empresa continuará sua história porque conta com profissionais altamente capacitados e comprometidos”, afirma Marcos Teo.
Para a Kemin, a trajetória do executivo representa um importante capítulo na consolidação da companhia na América do Sul.
“Marcos Teo deixa um legado que vai muito além dos resultados. Sua liderança foi determinante para o fortalecimento da operação na região, para o desenvolvimento de pessoas e para a construção de uma cultura voltada à inovação, proximidade com os clientes e crescimento sustentável. Agradecemos profundamente por sua dedicação ao longo dessa jornada e desejamos muito sucesso nesta nova etapa de sua vida”, destaca Rubens Castro, presidente da Kemin Agrifoods Latam.
A Kemin informa que o processo de sucessão para a posição está em andamento e que, em breve, anunciará o novo responsável pela liderança da área de Monogástricos na América do Sul.
Empresas Soluções inovadoras
Vaxxinova participa do SIMPOP 2026 e reforça compromisso com o futuro da piscicultura brasileira
A empresa é uma das patrocinadoras do evento dedicado à discussão de tendências, ao compartilhamento de experiências e à apresentação de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da aquicultura brasileira.

A Unidade de Aquacultura da Vaxxinova é patrocinadora do Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná (SIMPOP) 2026, que será realizado nos dias 29 e 30 de julho, no Yara Country Clube, em Toledo (PR). O evento reúne produtores, cooperativas, empresas, profissionais técnicos e pesquisadores para discutir tendências, compartilhar experiências e apresentar tecnologias voltadas ao desenvolvimento da aquicultura brasileira.
Reconhecido como um dos principais encontros técnicos da piscicultura paranaense, o SIMPOP reúne importantes representantes da cadeia produtiva em um ambiente voltado ao conhecimento e à inovação. A programação busca estimular o debate sobre os desafios do setor e incentivar a adoção de soluções que contribuam para o crescimento sustentável da atividade.

Rodrigo Pedralli, gerente de negócios da Unidade Aqua da Vaxxinova.
“A participação da Vaxxinova no SIMPOP reforça nosso compromisso em estar ao lado dos produtores e de toda a cadeia aquícola, apoiando iniciativas que promovam conhecimento, inovação e desenvolvimento para a piscicultura brasileira. A troca de experiências é fundamental para impulsionar a evolução do setor”, afirma Rodrigo Pedralli, gerente de negócios da Unidade Aqua da Vaxxinova.
O crescimento da piscicultura em diferentes regiões do país tem ampliado a demanda por tecnologias capazes de aumentar a eficiência produtiva e fortalecer a sanidade dos cultivos. Nesse contexto, eventos técnicos desempenham um papel importante ao aproximar a pesquisa científica, a indústria e os profissionais que atuam diretamente no campo.
Para a Vaxxinova, incentivar espaços de atualização técnica e networking contribui para acelerar a disseminação de boas práticas e de soluções inovadoras para a aquicultura. “A empresa mantém investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, buscando oferecer ferramentas que auxiliem os produtores a enfrentar os desafios sanitários e produtivos da atividade”, destaca Rodrigo Pedralli.
Segundo Maisa Selingardi, gerente técnica de Aqua, a piscicultura brasileira vive um momento de forte expansão, o que torna ainda mais importante o investimento em conhecimento, tecnologia e integração entre todos os elos da cadeia produtiva. “Apoiar o SIMPOP é contribuir para o fortalecimento do setor, incentivando a disseminação de informações, a troca de experiências e o acesso dos produtores a soluções que promovam um crescimento cada vez mais sustentável e eficiente”, completa.
Serviço
Evento: SIMPOP 2026 – Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná
Data: 29 e 30 de julho de 2026
Local: Yara Country Clube – Av. Maripá, s/n – Jardim Recanto – Toledo (PR) – CEP 85904-460



