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Empresas Procedimentos técnicos

Importância dos programas de biosseguridade para um uso prudente de antibióticos na suinocultura

A biosseguridade é um aspecto crítico para a manutenção da saúde e produtividade dos rebanhos suínos. Com a redução do uso de antibióticos, a prevenção da introdução e disseminação de doenças torna-se ainda mais importante

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Ricardo Hummes Rauber, doutor em ciências veterinárias pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, consultor em saúde animal da Vetinova e parceiro da ICC.

Biosseguridade é um conjunto de procedimentos técnicos – conceituais, operacionais e estruturais – que visam prevenir ou controlar a contaminação dos rebanhos por agentes de doenças infecciosas que possam ter impacto na produtividade dos animais (foco em Saúde Animal) e na saúde dos consumidores (foco em Saúde Pública).

Do ponto de vista teórico, este conjunto de procedimentos engloba nove componentes, que são definidos a seguir:

Isolamento: O primeiro passo de um programa de biosseguridade é evitar que patógenos externos entrem na granja. Isso pode ser alcançado por meio do isolamento físico da propriedade, que inclui o uso de cercas, muros e/ou outras barreiras físicas para impedir a entrada de pessoas, veículos e animais selvagens não autorizados, e do isolamento virtual, que inclui os procedimentos adotados para o efetivo acesso às granjas e barracões.
Controle de tráfego: As granjas devem limitar o acesso apenas a pessoas e veículos autorizados. Um plano de controle de tráfego deve estar em vigor para limitar o número de pessoas e veículos que entram na granja e garantir que eles sigam os protocolos de biosseguridade adequados antes e durante o acesso.
Limpeza e desinfecção: A limpeza e desinfecção adequadas são essenciais para evitar a propagação de doenças. A limpeza deve ser feita para remover material orgânico e a desinfecção deve ser feita para eliminar quaisquer patógenos remanescentes. Todos os equipamentos e materiais devem ser limpos e desinfetados após a utilização e todas as superfícies do barracão devem ser cuidadosamente limpas e desinfetadas.
Quarentena, medicação e vacinação: Todos os animais que forem introduzidos no lote devem permanecer em quarentena por um período para monitorar sinais de doença. Quando couber, lotes ou animais doentes devem ser medicados o mais rapidamente possível. A vacinação deve ser considerada como uma medida preventiva contra doenças conhecidas na região.
Monitoria: A monitoria regular do rebanho é necessária para detectar a presença e a evolução de doenças. Isso pode incluir o monitoramento de animais em busca de sinais clínicos, a realização de testes laboratoriais e necropsias, além do uso de animais sentinelas para detectar a presença de doenças.
Erradicação: Se uma doença for detectada, os animais afetados devem ser removidos do lote e tratados ou eutanasiados. A área deve ser limpa e desinfetada minuciosamente e os animais restantes devem ser monitorados quanto a sinais de doença. Em geral, quando aplicável, a erradicação considera a eliminação da totalidade dos animais que compõe o lote afetado.
Auditoria: Devem ser realizadas auditorias regulares para garantir que as medidas de biosseguridade são seguidas e para identificar pontos de melhoria.
Educação Continuada: A educação e o treinamento adequados de todo o pessoal são essenciais para um programa de biosseguridade bem-sucedido. Isso inclui treinamento sobre protocolos de biosseguridade, detecção de doenças e resposta a emergências.
Plano de contingência: Deve existir um plano de contingência para delinear as medidas a tomar em caso de surto de doenças. Esse plano deve incluir protocolos para isolar os lotes afetados, limpar e desinfetar a área e comunicar com as autoridades reguladoras e outras partes interessadas.

Os pontos acima descritos são teóricos e podem ter aplicabilidade limitada no sistema produtivo da suinocultura atual, como é o caso da erradicação que somente se aplica efetivamente a enfermidades que, atualmente, são exóticas no Brasil. No entanto, do ponto de vista prático, a maioria deles é aplicável na atual realidade da suinocultura na mesma medida em que é importante para a manutenção da saúde dos animais.

Em geral, uma abordagem superficial do conceito de isolamento remete a um isolamento geográfico da granja, com distâncias consideráveis de qualquer outro tipo de unidade de produção ou criação animal, incluindo um cinturão verde de algumas centenas de metros no perímetro da granja. No entanto, esta realidade, se alguma vez já foi comum, atualmente é cada vez mais rara e uma abordagem mais aprofundada deste conceito traz à luz uma série de procedimentos que devem ser adotados para um pleno atendimento do que se espera em termos de isolamento da granja, barracão ou dos animais.

Limitar o acesso às instalações de produção suína apenas a pessoal autorizado é uma medida essencial de biosseguridade. Permitir a entrada de pessoas ou veículos não autorizados nas instalações aumenta o risco de introdução de patógenos que podem infectar os animais. Pessoas e veículos podem trazer patógenos de outros locais, e equipamentos também podem servir como carreadores de agentes causadores de doenças. Por isso, devem ser estabelecidos protocolos rígidos para a circulação de pessoas, animais e equipamentos dentro e fora da granja, que incluem a instalação de telas anti-pássaros nos barracões, cercas perimetrais nas granjas ou núcleos e instalações para execução de procedimentos de barreira sanitária, do ponto de vista estrutural, além da implantação de procedimentos como banho, troca de roupas e calçados, desinfecção de materiais e veículos, registro de acesso de pessoas e veículos, controle de roedores e outras pragas, entre outros.

A desinfecção de veículos e equipamentos é um passo importante na prevenção da disseminação de patógenos. Os veículos que entram na granja devem ser limpos e desinfectados cuidadosamente antes da entrada e da saída. Os visitantes e funcionários devem usar roupas exclusivas para cada granja. Essas medidas ajudam a minimizar o risco de transmissão de doenças de fontes externas.

Manter as instalações e equipamentos limpos é crucial para evitar a propagação de doenças. Um ambiente limpo ajuda a reduzir o risco de exposição a patógenos causadores de doenças. A limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos devem ser realizadas regularmente e de acordo com protocolos rígidos. Para o efetivo cumprimento dos protocolos de limpeza e desinfecção, a prática de alojamentos todos-dentro-todos-fora é essencial e se refere a uma prática de manejo higiênico-sanitário rigorosa, na qual todos os animais de um determinado compartimento, setor ou instalação entram ao mesmo tempo e são removidos juntos, sem que haja mistura com outros animais em fases diferentes de crescimento, idades ou condições sanitárias distintas. Isso é essencial para assegurar que a área possa ser completamente limpa e desinfetada antes da introdução de novos animais.

A prática do todos-dentro-todos-fora permite que cada compartimento funcione como uma unidade de biosseguridade independente. Isso significa que, mesmo dentro de uma única granja ou instalação, diferentes compartimentos podem operar de maneira isolada uns dos outros em termos de controle sanitário, facilitando o manejo de doenças e prevenindo a disseminação de agentes infecciosos entre os compartimentos. Esta estratégia é particularmente útil em granjas de reprodução, nas quais, na prática e mesmo considerando cada barracão de forma independente, não é possível o efetivo esvaziamento. Assim, de forma compartimentada ou setorizada, é possível atender um mínimo de condições para um efetivo cumprimento dos procedimentos de limpeza e desinfecção. A segregação da granja ou instalação em compartimentos nos quais o conceito todos-dentro-todos-fora é aplicado, portanto, oferece uma estratégia eficaz para o manejo sanitário, promovendo um ambiente mais controlado e seguro para o crescimento e desenvolvimento dos animais, além de contribuir significativamente para a prevenção de doenças e para a produção eficiente e sustentável.

É importante reforçar que, para granjas de creche e crescimento/terminação, é possível estabelecer uma logística de recebimento e expedição de animais de forma a proporcionar a efetiva aplicação do conceito todos-dentro-todos-fora, favorecendo outro aspecto importante de biosseguridade e programas sanitários para granjas de suínos que é a uniformidade de idades dos animais nestas granjas. Em outras palavras, para estas granjas não é recomendável a segmentação dentro da própria unidade epidemiológica, sob pena de comprometer os resultados sanitários e zootécnicos.

O monitoramento regular da saúde dos animais é essencial para a detecção precoce de doenças. Lotes de animais que apresentem sinais de doença devem ser isolados, diagnosticados e ter implantados protocolos adequados de tratativas para evitar a propagação da doença. O monitoramento pode ser feito através de observação clínica dos suínos em busca de sinais de doenças, como letargia, perda de apetite ou desconforto respiratório, através de avaliações de necropsia ou pela coleta e análise de amostras, como sangue, fezes, saliva ou outros materiais. Variações no consumo de água também podem ser um indicativo de alterações de saúde no lote.

A vacinação é uma ferramenta eficaz para prevenir a propagação de certas doenças nas populações de suínos. Os programas de vacinação devem ser desenhados e implantados pelo Médico Veterinário responsável pelo controle sanitário do plantel, que levará em consideração a categoria animal (reprodução ou corte), as condições das granjas, os desafios da região, as variações sazonais, entre outros fatores. Nesse contexto, destacam-se alguns pontos cruciais relacionados à vacinação:

Definição das doenças para as quais serão utilizadas vacinas:

1.1.       Prevalência do Agente Infeccioso: A prevalência de certos patógenos na região ou na unidade produtiva específica deve guiar a seleção das vacinas. É imperativo entender quais doenças são mais comuns e quais representam riscos significativos para os animais.

1.2.       Importância Epidemiológica: Doenças com alta transmissibilidade e que podem causar surtos graves merecem atenção especial. A vacinação, nesses casos, atua como uma barreira de proteção, minimizando a disseminação de agentes infecciosos.

1.3.       Impacto na Fase de Produção: O estágio de produção dos animais influencia o programa de vacinação. As matrizes, por exemplo, necessitam de um protocolo de vacinação que considere sua função reprodutiva, enquanto os suínos de corte requerem proteção contra doenças que afetam seu crescimento e desenvolvimento.

Definição do Programa de Vacinação:

2.1.       Tipos de Vacinas: Existem diferentes tipos de vacinas disponíveis, incluindo vacinas vivas atenuadas, inativadas e subunidades. A escolha depende da doença-alvo, da idade dos suínos e dos objetivos específicos da prevenção.

2.2.       Idade para Vacinação: A idade ideal para a vacinação varia conforme a doença em questão e a dinâmica imunológica dos animais.

2.3.       Número de Doses: Algumas vacinas requerem doses múltiplas para garantir imunidade adequada.

2.4.       Via de Aplicação: As vacinas podem ser administradas de diferentes formas, como injeções subcutâneas, intradérmicas ou intramusculares, via oral ou por sprays.

2.5.       Anticorpos Maternos: Considerar a presença de anticorpos maternos é crucial, pois podem interferir na eficácia da vacinação em leitões.

Cuidados com Vacinas e Vacinações:

3.1.       Condições de Transporte e Armazenamento: As vacinas devem ser transportadas e armazenadas em temperaturas adequadas para preservar sua eficácia.

3.2.       Manutenção de Equipamentos: Equipamentos de vacinação devem ser limpos, desinfetados e bem mantidos.

3.3.       Tamanho da Agulha: A agulha deve ser de tamanho apropriado para o tipo e idade dos suínos, sendo trocada frequentemente para evitar contaminação e danos aos tecidos.

A vacinação é um processo que exige planejamento detalhado e execução cuidadosa. Identificar as doenças relevantes, definir um programa de vacinação adequado e tomar precauções durante o manuseio e aplicação das vacinas são etapas indispensáveis para garantir o sucesso da imunização dos suínos e, consequentemente, promover a saúde e produtividade do rebanho.

Além de um programa vacinal bem desenhado e executado, é necessário dispensar atenção aos programas preventivos adotados com foco em saúde intestinal, que devem ser elaborados de acordo com a necessidade de cada plantel, especialmente nos sistemas de produção livres de antibióticos promotores de crescimento (AGP-Free) e podem incluir estratégias mais amplas do que simplesmente o controle de patógenos como a modulação da microbiota intestinal e um suporte ao sistema imunológico em geral. Atenção especial deve ser dada aos programas de saúde intestinal das fêmeas suínas pois esta não só é crucial para nutrição e bem-estar da própria fêmea, mas também influencia diretamente a qualidade do colostro e o desenvolvimento subsequente dos leitões. Um programa preventivo para saúde intestinal bem desenhado é fundamental, envolvendo possivelmente o uso de probióticos, prebióticos, fitogênicos e ácidos orgânicos entre outras estratégias via alimentação, juntamente com práticas de manejo adequadas. Essas medidas são vitais para promover uma microbiota intestinal saudável nas porcas, resultando em colostro rico em anticorpos e nutrientes essenciais, proporcionando aos leitões um início de vida robusto e protegido contra infecções.

Estratégias preventivas de saúde intestinal são essenciais, especialmente em sistemas de produção livres de antibióticos promotores de crescimento (AGP-Free), onde a saúde intestinal sustentável é central para o sucesso produtivo. Investir em um programa cuidadoso não apenas eleva o status sanitário de porcas e leitões, mas também impulsiona a produtividade e a sustentabilidade do rebanho suíno como um todo.

A qualidade da água fornecida aos animais tem papel fundamental na sua saúde. Cabe ressaltar que a água é um importante nutriente para os animais e deve-se observar tanto a sua qualidade microbiológica quanto físico-química. Em linhas gerais, a qualidade microbiológica é garantida através da cloração compulsória, com níveis em torno de 3 ppm de cloro livre no ponto de consumo de água mais distante do ponto de cloração. Já no que diz respeito à qualidade físico-química, tanto a dureza quanto o pH da água devem ser observados e, sempre que possível, corrigidos. Lembrando que águas com pH levemente ácido (entre 5,0 e 6,5) são ideais, do ponto de vista de saúde animal, pois favorecem a apresentação do cloro na forma de ácido hipocloroso que é a forma ativa contra microrganismos. Além da qualidade da água em si, é preciso garantir a limpeza e desinfecção adequada de todo o sistema de fornecimento de água aos animais, incluindo o reservatório e as tubulações.

O treinamento adequado do pessoal é essencial para a manutenção de um programa robusto de biosseguridade. Os funcionários devem ser educados sobre a importância das medidas de biosseguridade, bem como sobre como implementá-las e segui-las. Treinamentos regulares podem ajudar a reforçar a importância dessas medidas e garantir que todo o pessoal esteja ciente dos mais recentes protocolos de biosseguridade. O treinamento adequado também reduz a probabilidade de erro humano, o que pode levar à introdução de agentes causadores de doenças no rebanho.

O sucesso de um programa de biosseguridade passa, necessariamente, pelas pessoas envolvidas com o processo produtivo. Neste sentido, torna-se essencial não só treinar adequada e constantemente as equipes como, também, ouvi-las sobre o que tem a dizer a respeito do programa já implantado e as possíveis melhorias no sentido de atender às premissas teóricas de um programa e torná-lo exequível do ponto de vista operacional.

A biosseguridade é um aspecto crítico para a manutenção da saúde e produtividade dos rebanhos suínos. Com a redução do uso de antibióticos, a prevenção da introdução e disseminação de doenças torna-se ainda mais importante. Cabe ressaltar que um programa de biosseguridade deve ser elaborado e implantado conforme as características do sistema produtivo a que se propõe, atendendo às particularidades específicas das granjas, categorias animais, situação geográfica, desafios, entre outros critérios. Além disso, o programa de biosseguridade não é estático, passando por constante aperfeiçoamento ao longo do tempo e acompanhando a evolução de outros aspectos relacionados à produção animal como padrões de manejo e nutrição.

Fonte: Assessoria

Empresas Reforço de equipe

Agrifirm fortalece sua estrutura de Supply Chain e Operações na América Latina com nova liderança

Renato Borges Pinheiro é o novo Gerente de Integrated Supply Chain e Operações da multinacional holandesa

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Renato Borges Pinheiro / Divulgação Agrifirm

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM.

Para reforçar mais uma vez a sua equipe de liderança regional, a Agrifirm LATAM anuncia Renato Borges Pinheiro como Gerente de Integrated Supply Chain e Operações. “A visão da Agrifirm é de uma empresa comprometida com a excelência no atendimento ao cliente, e as áreas de suporte que compõem a cadeia de Supply são fundamentais para a garantia da satisfação. A chegada do Renato traz um grande reforço a esta área e mostra na prática que estamos todos comprometidos com a entrega”, destaca Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM.

Com 33 anos de experiência nas áreas, Renato Borges Pinheiro terá uma participação ativa e contribuirá para processos ainda mais eficientes e estratégicos em toda a cadeia de suprimentos e operações, possibilitando assim tanto a prosperidade dos negócios de cada um dos clientes atendidos e das operações da multinacional em toda a região.

Graduado em Zootecnia pela FAZU (Uberaba/MG), com especialização em Agronegócios na UFLA e MBA em Negócios na FGV, o gestor traz consigo sua bagagem em posições de liderança em diferentes categorias e modelos de negócios no Brasil, América Latina e Caribe, aliada ao seu foco em eficiência operacional, inovação e transformação digital e liderança. Uma trajetória que inclui agregação de valor a toda a cadeia, envolvendo processos de sourcing, procurement, planejamento de demanda, capacidade, produção, processos de exportação, importação, logística e atendimento ao cliente.

“Chego entusiasmado em integrar o time Agrifirm. Espero colaborar tendo como missão a agregação de valor por meio de estratégias alinhadas que possibilitem ainda mais eficiência e agilidade operacional de forma perceptível que elevem a satisfação dos nossos clientes, contribuindo assim para uma cadeia de suprimentos inovadora”, afirma Renato Borges Pinheiro.

Renato é também reconhecido por seu trabalho no desenvolvimento, execução e gestão de processos e projetos transformacionais, sempre com foco na garantia de suprimentos, melhoria contínua e satisfação dos clientes. Sua chegada reforça ainda mais o compromisso da Agrifirm com a excelência e a melhoria contínua.

Rodrigo Miguel, CEO da Agrifirm LATAM conclui: “Melhoria contínua é a chave para sermos a prova de futuro! Este é um momento muito importante para nosso time de operações que festeja a nova liderança com a certeza de que seguimos cada vez mais próximos e relevantes para os nossos clientes.”

Fonte: Assessoria
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Empresas Comunidades, Animais e Planeta

Destaques do relatório de sustentabilidade da Zoetis

Em 2023, mais de 30% do consumo total de eletricidade da empresa, líder mundial em saúde animal, foi fornecido por fontes renováveis, aproximando a companhia de seu objetivo de usar eletricidade 100% renovável até 2030

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Divulgação Zoetis

A Zoetis, líder mundial em saúde animal, publicou seu relatório de sustentabilidade de 2023, denominado “Avanço da Sustentabilidade na Saúde Animal para um Futuro Melhor”, para destacar o progresso da empresa no avanço rumo as suas aspirações de sustentabilidade de longo prazo.

O relatório mostra as ações realizadas em três pilares: Comunidades, Animais e Planeta. Incluídos no relatório estão o Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e o Índice ESG da empresa, que fornecem indicadores de desempenho relevantes, incluindo aqueles identificados pelo SASB para a indústria de saúde, biotecnologia e farmacêutica. Este índice também inclui o compromisso da Zoetis em divulgar o progresso alinhado com o Grupo de Trabalho sobre Divulgação Financeira Relacionada ao Clima (TCFD), além de um link para o Questionário de Mudanças Climáticas do Carbon Disclosure Program – CDP 2023.

“Nossas aspirações de sustentabilidade são uma extensão do nosso propósito na Zoetis, e continuamos a fazer progressos significativos ao incorporar a estratégia de sustentabilidade em nossos negócios, na medida que construímos um futuro mais saudável para nossas comunidades, animais e o planeta que compartilhamos”, disse Jeannette Ferran Astorga, vice-presidente executiva de assuntos corporativos, comunicações e sustentabilidade da Zoetis e presidente da Fundação Zoetis. “A saúde animal emergiu como uma solução climática clara com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura a identificar medidas – incluindo genética, vacinações e melhor acesso a cuidados veterinários – que podem, em última análise, melhorar a saúde e a produtividade dos animais e reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa do gado.”

Alguns destaques do relatório:

  • Mais de 30% do consumo total de eletricidade da empresa foi fornecido por fontes renováveis, o que inclui painéis solares instalados no local em sete instalações – levando a Zoetis em direção ao seu objetivo de usar eletricidade 100% renovável até 2030
  • Substituição de plástico por papelão para embalagens de vacinas antirrábicas, reduzindo o uso de plástico PVC em oito toneladas métricas e as embalagens em geral em cerca de 2,5 toneladas métricas anuais
  • Através de doações de 8,3 milhões de dólares, a Fundação Zoetis apoiou 28 iniciativas que impactaram 19 países para promover oportunidades para veterinários e criadores de gado através de iniciativas de educação, bem-estar e meios de subsistência
  • A empresa lançou no mercado diagnósticos, vacinas e parasiticidas inovadores para apoiar as metas de saúde animal e produtividade dos produtores pecuários
  • O aumento do trabalho voluntário relatado por colegas em 81%, para 16.611 horas

Animais – Inovação em Saúde Animal

Em 2023, a companhia iniciou um projeto com a Dairy Management Incorporated (DMI) e a equipe de modelagem Ruminant Farm Systems (RuFaS) para aumentar o desenvolvimento e os testes do modelo de emissões na fazenda RuFaS. A Zoetis contribui com dados de saúde animal e genética para o projeto, bem como experiência em pesquisa de apoio para permitir a modelagem abrangente das pegadas de carbono das fazendas leiteiras. O trabalho continua em 2024 e representa uma oportunidade para compreender as alavancas que podem melhorar a eficiência e o impacto ambiental da produção de leite. No âmbito da iniciativa de Produtividade Pecuária Africana e Avanço da Saúde (A.L.P.H.A.), em 2023, com o apoio contínuo da Fundação Bill & Melinda Gates (BMGF), a Zoetis lançou uma nova iniciativa de cinco anos que visa aumentar o acesso a um portfólio alargado de produtos e serviços veterinários, incluindo diagnósticos, e melhorar a escala das redes de distribuição para os criadores de gado na África Subsariana.  Até o fim de 2023, a Zoetis treinou mais de 35 mil agricultores, profissionais veterinários, distribuidores e pessoal de laboratório, e tratou 12,7 milhões de vacas e 260 milhões de galinhas na região – superando as metas em 27% e 30%, respectivamente.

 Planeta – o impulso para proteger nosso planeta

Focada nas emissões de Escopo 1 e 2 de suas operações de fabricação, distribuição e pesquisa e desenvolvimento (P&D), escritórios e frota de veículos, a Zoetis continua a progredir em direção à neutralidade de carbono em suas próprias operações até 2030:

  • Expandir seu portfólio de energia renovável, que inclui programas de serviços públicos, sete painéis solares fotovoltaicos instalados nos principais locais de fabricação e P&D, e agora dois contratos virtuais de compra de energia (VPPAs) que deverão entrar em operação nos próximos dois anos,
  • Reportar 32,6% de eletricidade renovável fornecida até ao final de 2023, alinhado com o seu compromisso RE100. Mais de um terço das unidades de produção da empresa operam com eletricidade 100% renovável,
  • Concluir 38 projetos de eficiência energética e outros projetos de redução de carbono em locais importantes em 2023, e
  • Aumentar os veículos híbridos e elétricos para representar 12,1% e 3,1%, respetivamente, da sua frota total de veículos.

Coletivamente, esses investimentos, combinados com as mudanças operacionais realizadas desde 2021, reduziram as emissões de Escopo 1 e 2 da empresa em 18,9%.

Como parte da sua estratégia de embalagem, a Zoetis continuou a tomar medidas substanciais para melhorar o impacto ambiental dos seus produtos nas formas mais importantes para os clientes e para a empresa. Em uma de suas principais unidades de fabricação, em Lincoln, Nebraska, EUA, as embalagens plásticas foram substituídas por caixas de papelão para embalagens de vacinas contra a raiva distribuídas no mercado estadunidense, reduzindo o uso de plástico PVC em cerca de oito toneladas métricas e as embalagens em geral em cerca de 2,5 toneladas métricas anualmente.

Comunidades – Cuidado e Colaboração

A Zoetis investiu US$ 7 milhões em comunidades por meio de iniciativas de doações corporativas em 2023. Isso incluiu a parceria com a Adopt a Pet para melhorar o acesso a recursos para animais de estimação, abrigos, resgates e equipes de saúde veterinária nos Estados Unidos; uma iniciativa na Indonésia para vacinar cães e gatos contra raiva e esforços de socorro ao terremoto para apoiar o resgate e cuidado de cavalos em Marrocos. No total, os programas comunitários da empresa alcançaram aproximadamente 202 mil donos de animais de estimação necessitados e aproximadamente 91 mil animais afetados pelo desastre. Por seu lado, a Fundação Zoetis distribuiu 8,3 milhões de dólares  apoiando 28 iniciativas em 19 países em 2023, incluindo doações de 3 milhões de dólares a organizações que concederam bolsas de estudo a mais de 500 estudantes de veterinária. Isto eleva o apoio cumulativo da Fundação para 14,9 milhões de dólares do seu compromisso de 35 milhões de dólares em subvenções de 2021 até ao final de 2025.

Fonte: Assessoria
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Empresas

Topigs Norsvin inaugura a Delta Noruega, seu novo centro de pesquisa e avaliação de reprodutores com capacidade para avaliar 5 mil animais por ano

Nova infraestrutura impulsionará programa genético com maior disponibilidade de animais de altíssimo valor genético

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Adauto Canedo, diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin; Marcos Lopes, Diretor Técnico da Topigs Norsvin; e André Costa, diretor regional América Central e do Sul da Topigs Norsvin.

A Topigs Norsvin, empresa especializada em genética suína, inaugurou oficialmente, em 14 de junho, a Delta Noruega, seu novo Centro de Pesquisa e avaliação de reprodutores de alto padrão genético. A inauguração da Delta Noruega finaliza o plano estratégico da Topigs Norsvin, desenhado há oito anos, para melhorar sua estrutura de desenvolvimento genético e produção.

Outros passos importantes na estratégia da empresa incluíram a centralização do núcleo de melhoramento genético da linha Z no Canadá, e a construção do centro de avaliação de reproduções e pesquisa Delta Canadá, assim como a granja núcleo Innova no Canadá e a granja núcleo INOVARE no Brasil.

As inovações e uma infraestrutura projetada para a captura de dados em grande escala na Delta Noruega irão impulsionar significativamente o programa genético da Topigs Norsvin. Por exemplo, a tecnologia de câmeras e sensores para observar os suínos permitirá a seleção de novas características que melhoram o bem-estar animal e o comportamento social.

A Delta Noruega irá testar 5 mil machos TN Duroc e Norsvin Landrace por ano. Número que representa um acréscimo de 2 mil animais a atual estação de testes, que será convertida em uma unidade para alojar suínos destinados à exportação. A maior capacidade da estação de testes permitirá uma maior disponibilidade de animais com altíssimo valor genético para atender à crescente demanda pela genética Topigs Norsvin em todo o mundo.

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