Suínos
Player global da carne de suína, Aurora Coop projeta expansão nas próximas décadas
Composta por 14 cooperativas singulares, a estrutura do segmento de suínos da cooperativa conta atualmente com 3.625 produtores rurais integrados no campo, responsáveis pelo alojamento de 300 mil matrizes produtivas. As Unidades Disseminadoras de Genes (UDGs) abrigam 1.147 machos reprodutores, que garantem o fornecimento de 1,7 milhão de doses de sêmen por ano.

Do sonho de fundar uma cooperativa para industrializar a produção de suínos no Oeste catarinense nasceu a Aurora Coop, que após cinco décadas se tornou a cooperativa que mais produz suínos do Brasil e o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes no país, atrás apenas das empresas privadas JBS e BRF.
Composta por 14 cooperativas singulares, a estrutura do segmento de suínos da cooperativa conta atualmente com 3.625 produtores rurais integrados no campo, responsáveis pelo alojamento de 300 mil matrizes produtivas. As Unidades Disseminadoras de Genes (UDGs) abrigam 1.147 machos reprodutores, que garantem o fornecimento de 1,7 milhão de doses de sêmen por ano.
Nas oito unidades industriais de suínos, localizadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, foram abatidos 7,376 milhões de suínos em 2023, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. A produção de carne suína in natura evoluiu 2,9%, atingindo 705,9 mil toneladas, enquanto a industrialização de carnes suínas cresceu 6%, totalizando 428,4 mil toneladas.
A Aurora Coop se firmou como a maior exportadora de carne suína do país, respondendo por quase ¼ das exportações brasileiras do setor. São mais de 80 destinos que são comercializados os produtos da cooperativa, entre os principais estão China, Cingapura, Ásia, Américas, Japão, África, Rússia, Eurásia, Europa, Hong Kong, Coreia do Sul e Canadá. “Graças ao trabalho de um grande time em cooperação, conseguimos atender os mercados mais exigentes e agregar valor a todo o sistema. Os resultados obtidos são distribuídos de maneira equitativa entre produtores, cooperativas filiadas e a própria Aurora Coop” afirma o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural.
O início de tudo

Presidente da Aurora Coop, Neivor Canton: “Estamos avançando cada vez mais na produção de alta performance, qualidade de carne, sanidade dos rebanhos, segurança alimentar, sustentabilidade e produção eficaz e respeito ao meio ambiente”.
A história da Aurora Coop começou em 1969 e é um exemplo claro de como a união de esforços e a cooperação podem revolucionar o setor agroindustrial. “A Aurora Coop iniciou suas atividades no setor para dar amparo industrial e agregar valor à produção de suínos dos produtores associados das cooperativas filiadas. Na época, a venda do suíno vivo representava baixos ganhos, além de expor os produtores à sazonalidade e especulação dos atravessadores. Com essa necessidade, a Aurora Coop foi fundada e iniciou seus abates na cidade catarinense de Chapecó” relembra Canton.
Na época, a produção de suínos era tradicional, com pequenas criações em ciclo completo e baixa tecnologia empregada, predominando o “suíno tipo banha”. A ampliação da produção e o crescimento gradativo dos abates ao longo dos anos marcaram o desenvolvimento da suinocultura na Aurora Coop. “Um dos principais marcos foi o melhoramento genético, que passou de suínos ‘tipo banha’ para os suínos ‘tipo carne’, resultando em maior rendimento de carcaça e produção de carne mais magra e saudável, elevando a eficiência na produção” ressalta.
Com o passar das décadas, grandes transformações foram feitas na produção. Foi implantando o sistema de integração, com produtores tendo papéis definidos. Foi organizada a produção de leitoas de genética melhorada e reprodutores machos para atender o campo. “Adotamos melhorias substanciais na nutrição: no início eram concentrados e, depois, com advento dos núcleos vitamínicos minerais, produzimos diferentes rações para as distintas fases de criação, realçando ainda mais o potencial genético dos animais e a produção precoce”, descreve.
Mais tarde surgiram as grandes transformações das instalações, equipamentos mais avançados, fábricas de rações modernas, preocupação com ambiência e bem-estar animal, modernos veículos de transportes com carrocerias bem construídas para proporcionar conforto aos animais durante o transporte, seja dos leitões para recria, terminação ou mesmo para abate. “Nas plantas industriais muita coisa evoluiu e mudou para melhor, com equipamentos mais avançados, melhorando o aproveitamento da produção, proporcionando melhorias nos processos e com resultado final cada vez melhor em qualidade, produtividade, segurança alimentar e eficácia produtiva” salienta Canton.
Desafios do setor
Canton destacou que os maiores desafios enfrentados pela Aurora Coop foram, sem dúvida, a evolução da produção para atender as crescentes demandas do mercado interno e externo. Hoje, a Aurora Coop está presente em dezenas de países com rigorosas exigências de qualidade, sanidade, padrão documental e segurança. “Esse trabalho constante em busca de maior eficiência e qualidade colocou a Aurora Coop em uma posição de destaque na exportação brasileira de carne suína, fornecendo para mercados exigentes como Japão, Estados Unidos, Canadá, México, China, Singapura, entre outros” enaltece o presidente.
Ao longo dos anos, a atividade suinícola passou por transformações significativas e esta evolução contínua exigiu, e ainda exige, grandes investimentos, disposição para inovação e foco em resultados para cumprir as exigências do mercado global. “A Aurora Coop superou esses desafios e se posicionou como um exemplo de excelência e compromisso com a qualidade, contribuindo para o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional de carne suína” salienta Canton.
Força da cooperação
A Aurora Coop, em estreita colaboração com suas 14 cooperativas, se destaca pela robustez e eficiência no fortalecimento da produção e comercialização de suínos. Todo sistema de produção da cooperativa é formado por mais de 100 mil famílias, desde o campo até chegar ao consumidor final.
No campo as famílias cooperadas cuidam das criações, em suas diferentes fases de produção para garantir uma produção eficaz e de alta qualidade. “O cuidado, atenção, empenho e zelo de quem também é dono do negócio, pois associado de fato é dono, fazem com que os resultados sejam muito mais consistentes e sempre buscando a melhoria contínua” afirma Canton.
Para dar suporte a essa rede de produção, a Aurora Coop conta com equipes técnicas especializadas, compostas por técnicos agropecuários, médicos-veterinários, zootecnistas, agrônomos e outros profissionais. Essas equipes realizam um trabalho de extensão rural, levando tecnologia moderna, inovações e boas práticas às famílias cooperadas. “O sucesso do nosso sistema vai além da soma dos esforços individuais; é a multiplicação dos resultados graças ao alinhamento e à cooperação de todos,” ressalta o presidente.
Crescimento constante no mercado externo
A Aurora Coop vem obtendo avanços constantes no mercado externo, se consolidando como um dos principais players no cenário global. Em 2023, a cooperativa alcançou 65,5% de suas receitas no mercado interno, totalizando R$ 14,6 bilhões, enquanto o mercado externo respondeu por 34,5% das receitas, com R$ 7,5 bilhões.

Nos últimos 10 anos, a Aurora Coop experimentou um crescimento impressionante de mais de 700% em sua presença no mercado mundial. Em 2013, as exportações representavam apenas 18,6% da receita operacional bruta, contribuindo com R$ 1,055 bilhão para o caixa da empresa. Já em 2023, as vendas externas corresponderam a um terço das receitas totais.
Para atender à demanda internacional, a Aurora Coop destinou 36,3% dos volumes produzidos ao mercado externo, o que equivale a 678,5 mil toneladas. Este crescimento robusto reflete a capacidade da cooperativa de adaptar-se às exigências dos mercados globais e de manter um alto padrão de qualidade em seus produtos.
Estrutura da Aurora Coop
Com uma força de trabalho de aproximadamente 44.336 empregados diretos, a cooperativa garante a produção de alimentos de alta qualidade e fomenta o desenvolvimento econômico e social das regiões em que atua. As 14 cooperativas agropecuárias filiadas – Cooperalfa, Caslo, Coopervil, Colacer, Copérdia, Cooperitaipu, Cooasgo, Auriverde, Cooper A1, Copercampos, Cocari, Frísia, Castrolanda e Capal – englobam juntas cerca de 85.600 famílias rurais, que são a base produtiva que alimenta a vasta operação industrial da Aurora Coop.
A cooperativa possui um parque industrial que inclui além das plantas frigoríficas de suínos, nove indústrias de processamento de aves, processando 1,6 milhão de aves diariamente, uma planta industrial de lácteos, com processamento de 1,5 milhão de litros de leite por dia, além de 10 unidades de rações e armazenamento, nove incubatórios e granjas, 27 unidades comerciais e 12 distribuidores regionais. Essa infraestrutura robusta permite à cooperativa oferecer um mix de mais de 850 itens, abrangendo produtos à base de carne, leite, massas e vegetais, que chegam tanto ao mercado interno quanto externo.
Em 2023, a Aurora Coop registrou uma receita operacional bruta de R$ 21,7 bilhões. Desse montante, o mercado interno foi responsável por 65,5% da receita operacional bruta e absorveu 63,7% da produção. O mercado externo, por sua vez, contribuiu com 34,5% das receitas, com a marca sendo comercializada para mais de 80 países, o que representa 36,6% da produção total. Os números de produção são igualmente relevantes: foram abatidas 7,3 milhões de cabeças de suínos, 320,8 milhões de cabeças de aves e processados 472,3 milhões de litros de leite ao longo do ano.
A Aurora Coop também é um exemplo de como o cooperativismo pode promover a sustentabilidade e a responsabilidade social. O modelo cooperativo permite que milhares de pequenos produtores se integrem a uma cadeia produtiva de alto valor, garantindo não apenas a viabilidade econômica, mas também a preservação das tradições rurais e a promoção do desenvolvimento sustentável. As 14 cooperativas filiadas são a base desse modelo de sucesso, garantindo que a produção seja realizada de maneira ética e sustentável, respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.
Com uma base sólida construída ao longo de cinco décadas, a Aurora Coop continua a investir em tecnologia, inovação e expansão de suas operações, buscando sempre a excelência na produção e a satisfação de seus consumidores.
O percurso da Aurora Coop na suinocultura é um exemplo de como a inovação e o investimento contínuo podem transformar uma atividade tradicional em um modelo de eficiência e sustentabilidade. Cada etapa dessa trajetória reflete o compromisso da cooperativa com a excelência, desde as pequenas criações iniciais até a moderna e complexa cadeia produtiva atual, que não apenas sustenta milhares de famílias no campo, mas também coloca a Aurora Coop como uma gigante do setor de carnes do Brasil.
Objetivos em vista
Visando manter a posição de terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro do segmento da proteína animal, a Aurora Coop investiu R$ 2,7 bilhões no último triênio para a modernização e ampliação das unidades fabris e a aquisição de novas plantas industriais.
O plano de investimentos da Aurora Coop permitiu inversões de R$ 1,021 bilhão em 2021, R$ 793,6 milhões em 2022 e de R$ 973,9 milhões em 2023 com a criação de cerca de cinco mil novos postos de trabalho. “Com isso, a cooperativa busca a diversificação de seu portfólio, acompanhando as tendências de consumo, consolidando-se como player global, adotando a filosofia da inovação contínua e gerando valor para cooperados, colaboradores, clientes e consumidores em uma gestão sustentável da cadeia produtiva” sustenta Canton.
Para 2024, uma ampla gama de ações estão sendo desenvolvidas, entre elas o presidente cita a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste, MS, o atendimento à rampa de crescimento de abate do Frigorífico Aurora Guatambu, SC, cuja ampliação foi concluída, a reavaliação do mix produzido em cada planta industrial com foco em otimização e maximização de resultados e a otimização das linhas do recém-adquirido Frigorífico Aurora Castro, PR. “Simultaneamente vai entrar em produção a Unidade Industrial Aurora Chapecó II para a produção de empanados, peito cozido e peito desfiado”, aponta Canton, enfatizado que essas ações sustentam um plano arrojado de crescimento no mercado interno e externo nas próximas décadas. “Estamos avançando cada vez mais na produção de alta performance, qualidade de carne, sanidade dos rebanhos, segurança alimentar, sustentabilidade e produção eficaz e respeito ao meio ambiente”.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor cooperativista, acesse a versão digital de especial cooperativismo, clique aqui. Boa leitura!

Suínos
Semana Nacional da Carne Suína amplia oferta de cortes e aposta em experiência de compra
Além de promoções, supermercados investem em ações educativas, receitas e comunicação voltada a diferentes ocasiões de consumo.

A Semana Nacional da Carne Suína segue mobilizando redes de varejo de todas as regiões do país com campanhas que vão muito além das ofertas. As ações desenvolvidas pelo Pão de Açúcar, Extra Mercado, Carrefour, Bretas, Prezunic, GBarbosa, Swift, Amigão, Boa, Compre Mais, Paraná Supermercados, Avenida, Confiança, Jaú Serve, Proença, Shibata, Pague Menos, Mix Mateus, Mateus Supermercados, Camino, Super Pão e Dom Olívio demonstram um esforço conjunto para dar protagonismo à carne suína e estimular novas ocasiões de consumo.

Foto: Divulgação/ABCS
Um dos principais destaques desta edição é a transformação dos espaços de venda. As redes investiram em materiais de ponto de venda e ambientação temática, criando verdadeiros festivais da carne suína dentro das lojas, e o enxoval está sendo utilizado para aumentar a visibilidade da categoria e conduzir o consumidor até os produtos.
As campanhas também mostram uma evolução importante na forma de comunicar a carne suína. Além de focar em preço, as redes passaram a trabalhar conceitos relacionados a sabor, versatilidade, rendimento e economia com forte presença visual em loja, materiais promocionais, tabloides exclusivos e mensagens destacando que a carne suína rende mais proteína, sabor e economia, reforçando atributos que dialogam diretamente com as necessidades do consumidor.
Outro aspecto valorizado foi o sortimento de diferentes cortes. As campanhas apresentam a carne suína de forma

Foto: Divulgação/ABCS
ampla, destacando produtos para diversas ocasiões de consumo. Cortes para o dia a dia, churrasco, refeições especiais e preparações rápidas ganharam espaço nas comunicações, ajudando a mostrar que a proteína está presente em muito mais momentos do que tradicionalmente se imagina.
Algumas redes trabalham uma comunicação focada em ocasiões de consumo, apresentando a carne suína como uma opção para o dia a dia, final de semana, churrasco, receitas especiais e preparações práticas.
A estratégia reforça a versatilidade da proteína e ajuda o consumidor a identificar facilmente como utilizar cada corte em diferentes momentos. Além disso, as redes participantes reforçaram seus estoques e aumentaram a variedade de produtos disponíveis, oferecendo desde cortes tradicionais até opções premium, produtos temperados, congelados, porcionados e itens voltados ao churrasco. Essa estratégia amplia as possibilidades de escolha e estimula a experimentação por parte dos consumidores.
As ações educativas também merecem destaque. Diversas redes incluíram conteúdos sobre cortes suínos, rendimento, preparo e benefícios nutricionais com mapa dos cortes, receitas, sugestões de preparo para air fryer e informações sobre características nutricionais da carne suína, contribuindo para ampliar o conhecimento do consumidor e desmistificar conceitos antigos sobre a proteína.

Foto: Divulgação/ABCS
No ambiente digital, a campanha ganhou força por meio de publicações nas redes sociais, vídeos, receitas, conteúdos com influenciadores e divulgação nos aplicativos das redes. Muitas redes integraram a comunicação online e offline, levando para os canais digitais as mesmas mensagens presentes nas lojas.
Receitas, dicas de preparo, sugestões de harmonização e informações nutricionais ajudaram a manter o tema presente durante todo o período da ação. Fique de olho nos perfis das redes participantes para conhecer essa comunicação!

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros” – Foto: Divulgação/ABCS
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as ações desenvolvidas pelas redes varejistas mostram que a carne suína vem ampliando seu espaço no mercado brasileiro não apenas pelo preço, mas também pela variedade de cortes e pelas diferentes possibilidades de consumo. “A carne suína é uma proteína moderna, versátil e adequada para diferentes perfis de consumo. Ao combinar ofertas, informação, experiência de compra e conteúdo educativo, as redes contribuem para fortalecer a categoria e ampliar sua presença na mesa dos brasileiros”, afirma.
A Semana Nacional da Carne Suína segue até sexta-feira (19) e reúne supermercados de diversas regiões do país. Além das promoções, a campanha tem apostado em ambientação temática nas lojas, ampliação do sortimento, divulgação de receitas e informações sobre cortes, rendimento e preparo dos produtos.
A iniciativa busca aproximar o consumidor da proteína e estimular novas ocasiões de consumo, em um momento em que a carne suína registra crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações e ganha participação cada vez maior na alimentação dos brasileiros.
Suínos
O desafio da sucessão no agronegócio será debatido durante 18º SBSS
Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

A formação de lideranças, a retenção de talentos e o preparo das novas gerações para os desafios do agronegócio estarão em debate durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra “Capital Humano e Sucessão: preparando a próxima geração e as equipes de alta performance” será ministrada por Rogério Facin, no dia 13 de agosto, às 10h35, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Foto: Shutterstock
Em um cenário marcado pela transformação do mercado de trabalho, pela busca por profissionais qualificados e pelos desafios relacionados à sucessão nas empresas, o desenvolvimento de pessoas tornou-se um dos principais fatores para a sustentabilidade e a competitividade das organizações. A palestra trará reflexões sobre a preparação de equipes de alta performance e a construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.
Rogério Facin é graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) e possui MBA em Gestão de Pessoas. É cofundador da Go Winners, empresa especializada no desenvolvimento comportamental de jovens e na facilitação de sua inserção no mercado de trabalho, e da Indicação Consultoria, organização voltada à gestão de capital humano, desenvolvimento comportamental e projetos de remuneração, com forte atuação no agronegócio.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacional do setor de máquinas e equipamentos, além de ter atuado como coordenador do Grupo Regional de Remuneração DEASA e professor universitário na área de Gestão de Pessoas. Sua experiência une a visão corporativa à prática do desenvolvimento humano dentro das organizações.
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que os desafios relacionados às pessoas estão entre os temas de destaque para o futuro da produção animal. “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem. Hoje, um dos grandes desafios das empresas é formar lideranças, desenvolver equipes e preparar as novas gerações para assumir posições estratégicas. Por isso, esse tema ocupa espaço de destaque na programação do SBSS”, afirma.
Para o presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca, discutir capital humano é tão importante quanto

Presidente da Comissão Científica do SBSS, Lucas Piroca: “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos” – Foto: Kroma Fotografiais
abordar temas técnicos ligados à produção. “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos. A sucessão, a formação de lideranças e a gestão de pessoas são assuntos cada vez mais presentes na rotina do setor e precisam ser debatidos com profundidade”, ressalta.
Participação
As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologia e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Suínos
Consumo de carne suína atinge 20 kg por habitante no Brasil
Marca histórica foi alcançada em 2025 e reflete a expansão do consumo doméstico em paralelo ao crescimento das exportações, que levaram o Brasil ao posto de terceiro maior exportador mundial da proteína.

A carne suína alcançou um patamar inédito na mesa dos brasileiros. Em 2025, o consumo per capita chegou a 20 quilos por habitante ao ano, maior nível já registrado no país e um indicativo de que a proteína ganhou espaço definitivo na alimentação das famílias.

Foto: Divulgação/HB Audiovisual
O dado, divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), coincide com outro marco importante para a cadeia produtiva. Após a consolidação dos números internacionais no início de 2026, o Brasil ultrapassou o Canadá e passou a ocupar a posição de terceiro maior exportador mundial de carne suína.
A combinação de um mercado interno mais robusto com exportações em ritmo recorde tem alterado o perfil do setor, que hoje depende menos de oscilações externas e conta com uma base doméstica mais sólida para sustentar seu crescimento.
Mudança de hábito impulsiona consumo
O consumo médio de 20 quilos por pessoa representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro. Historicamente, a carne suína ocupava espaço secundário em comparação com outras proteínas, mas, nos últimos anos, passou a ser incorporada com maior frequência ao cardápio das famílias.
Segundo a ABCS, a marca simboliza uma transformação cultural, na qual a carne suína deixa de ser um produto

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes: “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção” – Foto: Divulgação/ABCS
consumido ocasionalmente para se tornar uma opção cotidiana.
Para o presidente da entidade, Marcelo Lopes, o resultado reflete um trabalho de longo prazo realizado em diferentes frentes da cadeia produtiva. “Seja no mercado interno ou externo, o que vemos é a validação do que nós produtores temos feito dia após dia na nossa produção, investindo em inteligência, sanidade, produtividade, tecnologia, genética e bem-estar”, afirma.
Ele acrescenta que houve também uma mudança na forma como a proteína passou a ser percebida pelos consumidores. “Isso reforça o trabalho que a ABCS tem feito para transformar a percepção da carne suína, para que ela se destaque lá fora e também dentro de casa”, diz.
Brasil supera Canadá e assume terceira posição
O fortalecimento do mercado interno ocorre em um momento de expansão das exportações. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil encerrou 2025 com embarques recordes de 1,51 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock
O volume foi suficiente para superar o Canadá, que exportou cerca de 1,45 milhão de toneladas no mesmo período. A diferença de aproximadamente 50 mil toneladas garantiu ao Brasil a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos.
O resultado é atribuído a uma combinação de fatores, entre eles a diversificação dos mercados compradores, a competitividade dos custos de produção e o rigor sanitário, considerado um dos principais diferenciais da suinocultura brasileira.
Mercado interno reduz dependência externa
O novo cenário é visto pelo setor como um fator de equilíbrio para a cadeia produtiva. Com um mercado doméstico maior e mais consolidado, a suinocultura tende a ficar menos vulnerável a oscilações nas exportações, mudanças cambiais ou restrições comerciais impostas por países importadores.
Ao mesmo tempo, a demanda interna oferece maior previsibilidade para investimentos em tecnologia, genética e

Foto: Divulgação/Pexels
ampliação da produção.
Esse movimento reforça uma característica cada vez mais presente na suinocultura brasileira: a capacidade de crescer simultaneamente dentro e fora do país.
Se no exterior o Brasil ganha espaço entre os maiores exportadores do mundo, no mercado doméstico a marca de 20 quilos por habitante indica que a carne suína conquistou um espaço que parecia improvável há poucas décadas: o de proteína presente de forma permanente na rotina alimentar dos brasileiros.



