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Suínos

Impactos negativos das micotoxinas na produção de suínos e as novas tecnologias

Alguns fatores como variação climática, aprimoramento de softwares para melhor interpretação, metodologias para identificação do perfil das micotoxinas e mudanças relacionadas à segurança alimentar fizeram com que aumentasse a consciência do risco das micotoxinas para a saúde e desempenho dos animais.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos presentes em alimentos contaminados. Em suínos, a exposição a micotoxinas pode ter efeitos adversos significativos na saúde, no desempenho e na produção dos animais. Podem ser encontradas em diferentes alimentos, como grãos (milho, trigo, cevada), farelos e silagens. Os principais tipos de micotoxinas que afetam os suínos incluem aflatoxinas, deoxinivalenol (DON), zearalenona, ocratoxina A, fumonisinas e toxina T-2.

Alguns fatores como variação climática, aprimoramento de softwares para melhor interpretação, metodologias para identificação do perfil das micotoxinas e mudanças relacionadas à segurança alimentar fizeram com que aumentasse a consciência do risco das micotoxinas para a saúde e desempenho dos animais. Em um relatório de 2023 com amostras de milho na América Latina, foram estudadas as contaminações por micotoxinas na matéria prima milho utilizada na nutrição animal, sendo que a maior parte das 12.443 amostras estavam contaminadas por micotoxinas. Nesse estudo 92,3% dos espectros preditos para Fumonisinas (FUMO), Aflatoxina (AFLA), Zearalenona (ZEA) e Deoxinovalenol (DON) apresentaram contaminação com pelo menos uma micotoxina conforme demonstrado nas figuras 1 e 2.

Outro estudo também relata a micotoxina Fumonisina sendo a de maior incidência em anos anteriores, e que cada vez mais sua presença esta associada a presença das demais micotoxinas, indicando aumento de policontaminação ao logo dos anos. A policontaminação em grãos por micotoxinas está associada ao fato de que um único gênero de fungo poder contaminar culturas alimentares em qualquer estágio, desde o desenvolvimento da planta no campo até o grão no silo.

Imunosupressão é aumentado com sinergismo 

Aflatoxinas são produzidas por fungos do gênero Aspergillus e são extremamente tóxicas. Elas podem causar problemas no fígado, redução do crescimento, imunossupressão e até a morte dos suínos. A ocratoxina A é produzida por fungos do gênero Aspergillus e Penicillium e pode afetar principalmente os rins dos suínos, resultando em danos aos órgãos, redução do crescimento e supressão do sistema imunológico.

Zearalenona é outra micotoxina produzida por fungos do gênero Fusarium e pode afetar o sistema reprodutivo dos suínos, levando a problemas como infertilidade, aborto e distúrbios no ciclo estral. Os tricotecenos são produzidos por fungos do gênero Fusarium e podem causar distúrbios gastrointestinais, problemas reprodutivos, supressão do sistema imunológico e redução do desempenho produtivo dos suínos. Por fim, As fumonisinas são produzidas por fungos do gênero Fusarium e podem causar distúrbios do sistema nervoso, redução do ganho de peso e problemas renais em suínos, além também de supressão do sistema imunológico.

Os impactos negativos das micotoxinas na produção animal é tema de diversas pesquisas há décadas, bem como os efeitos sinérgicos que trazem ainda mais prejuízos ao setor. Um exemplo disso é a interação entre a Fumonisina e a DON. Diversos autores relatam este fato, sendo que as fumonisinas impedem a renovação das células epiteliais que podem ser danificadas pela DON, a qual promove redução da área de superfície de absorção e regulação negativa da expressão gênica de transportadores de nutrientes, levando a uma redução na absorção de nutrientes, aumento na permeabilidade das células intestinais e redução da produção de muco, facilitando assim translocação e passagem da microbiota do intestino para o lúmen intestinal.

Há inúmeras publicações para suínos onde são relatadas co-infecções relacionadas com micotoxinas, como por exemplo tanto a DON como a Fumonisina relacionadas à Salmonela typhimurium, Escherichia coli, Clostridium, Bordetella e Pasteurella, PCV2, Brachyspira hyodysentariae, PRRSV entre outros.

Em estudo examinou o efeito da exposição alimentar a Fumonisinna na colonização intestinal por patógenos Escherichia coli associada à infecção extraintestinal, onde encontraram que a micotoxina Fumonisina B1 aumenta a colonização intestinal por Escherichia coli patogênica em suínos.

Em outros dois estudos, foi investigado o impacto de DON e FB1 na microflora intestinal. Dieta contaminada com estas micotoxinas transitoriamente afetou o equilíbrio da microbiota digestiva durante as primeiras quatro semanas de exposição, conforme perfis da microbiota fecal; uma co-infecção com S. typhimurium amplificou este fenômeno e alterou o perfil da microbiota.

Novas tecnologias, materiais modificados

Além da prevenção, a estratégia mais comum para reduzir a exposição dos animais às micotoxinas é diminuir sua biodisponibilidade, incorporando adsorventes de micotoxinas na dieta, visando uma redução da absorção e distribuição das toxinas para o sangue e órgãos-alvo.

Novas tecnologias atualmente disponíveis permitem a modificação de materiais que podem ser utilizados para nutrição animal e adsorção de micotoxinas simples e complexas (FUMO e DON) – imagem 1. Algumas tecnologias específicas, baseadas em extratos de esmectita e algas, podem modificar a estrutura das argilas, aumentando o espaço interlaminar, modificando a capacidade de adsorção, e assim ligar moléculas complexas como desoxinivalenol e fumonisinas e uma grande variedade de micotoxinas. Esses tipos de modificações permitem que 100% da superfície da argila seja acessível, aumentando sua capacidade de adsorção ao mesmo tempo que reduz o tempo necessário para adsorver as micotoxinas.

Imagem 1

Conclusão

Divulgação/Olmix

A presença de micotoxinas pode levar ao aumento de desafios sanitários, bem como a redução no aproveitamento ótimo da nutrição, sendo essencial adotar mecanismos para a proteção dos animais e segurança das dietas. Os métodos existentes para reduzir as contaminações por micotoxinas são através do manejo e tratamento das matérias primas, bem como utilizando um adsorvente de micotoxinas na ração.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: [email protected].

 

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor suinícola acesse gratuitamente a edição digital de Suínos. Boa leitura!

Fonte: Por Franciele Clenice Navarini Giacobbo, zootecnista, doutora em Produção e Nutrição de Monogástricos, zootecnista na Olmix

Suínos

Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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Foto: Shutterstock

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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