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Grandes Campeões mostram o melhor da pecuária gaúcha na Expointer

Julgamento da raça que fez sua estreia nesta 44ª edição da feira

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Grande Campeão Braford - Foto: imagens/ABHB

Dia de sol no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Dia também do nascimento do primeiro terneiro da Expointer, o Capitão Vet, da raça Simental Fleckvieh, uma homenagem ao dia do médico veterinário. E dia do julgamento da raça que fez sua estreia nesta 44ª edição da feira.

Para o comissário do Parque, médico veterinário Paulo de Souza Coelho, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) “os julgamentos estão transcorrendo dentro do esperado. Estamos tendo oportunidade de vislumbrar ótimos animais, com boa qualidade genética, grandes campeões que estão surgindo, inclusive de outros estados, como é o caso de Santa Catarina”. É um momento importante de troca e de qualificação para expositores, técnicos de associações e criadores, afirma.

Os grandes campeões

Os grandes campeões da raça Murray Grey, que participa pela primeira vez da Expointer com nove animais, foram conhecidos na manhã de quinta-feira na pista central do Parque.

Grande Campeão da raça Murray Grey – Foto: Imagens/Assoc Bras Criadores Murray Grey

O touro Mister James Bond 007 levou o título de Grande Campeão. O reprodutor, de 1180 quilos, nascido no Uruguai e importado para o Brasil, pertence à Cabanha Guarita, de Luiz Carlos Ardenghy Sobrinho, de Palmeira das Missões. A fêmea Grande Campeã é Silver 014, tatuagem 25, 720kg e também pertence ao criatório de Palmeira das Missões, que foi pioneiro da raça no Brasil, em 2013.

“Todos os animais são selecionados e muito bem trabalhados, mereceram a premiação. Além disso, são muito bonitos, foi justamente a cor clara do pelo que me chamou a atenção, quando eu vi de longe, na Argentina. Sou um admirador deles”, comemora Ardenghy, que investe na multiplicação do rebanho da propriedade, no Noroeste gaúcho.

Grande Campeão Ultrablack – Foto: Eduardo Rocha/Associação Brasileira de Angus

Outra raça que faz estreia na Expointer no julgamento dos animais de argola é o Ultrablack. A Fazenda Quatro Linhas, de Guaíba, levou para casa os grandes títulos da exposição. A propriedade, comandada por Luiz Antonio Venker Menezes, conquistou o grande campeonato nos machos com o reprodutor 4 Linhas 23 e os títulos de grande campeã com a matriz 4 Linhas 04 Palestra e de reservada de grande campeã com o animal 4 Linhas Dama 33.

“A conquista no Ultrablack tem um gostinho especial, porque a gente está começando junto com a raça. Ter esse resultado na primeira exposição para nós é muito importante”, afirmou Álvaro Dumoncel, da Quatro Linhas.

A raça Charolesa tem a maior representação entre os bovinos de corte na Expointer – Foto: Fernando Dias/Seapdr

A raça Charolês, que aumentou 24,19% sua participação em relação a 2019, com 77 animais, já tem os seus campeões. O touro Pelican é o grande campeão e a vaca JB Odile, é a grande campeã, ambos da cabanha Charolês Figueira, de Arambaré.

“Julgamentos encerrados com muitos criadores acompanhando e animais uniformes, com excelente padrão, destacando-se a Suprema Grande Campeã. E nós tivemos neste ano muitas consultas e interesse para agendar visitas e compra de animais nas propriedades. A Expointer é uma vitrine’, afirma o Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, Cesar Adams Cezar.

A raça Braford participa da Expointer com um animal a menos do que o Charolês, 76 exemplares.

O prêmio de Grande Campeão Braford foi o exemplar TEH0412, da Cabanha Vacacaí, de São Gabriel, que é tri campeã da Expointer na raça Braford. “Para mim é muito gratificante e emocionante, por todo o ano complicado que vivemos. Eu sigo os passos do meu pai e tenho um amor por isso por tudo que ele me passou”, conta Raul Southal, proprietário da Cabanha.E a grande Campeã foi para Carcavio 38, TE56, da Estância Carcavio de Livramento.

“A Expointer foi muito promissora e atingimos o ponto em que a gente gostaria. Um expressivo número de animais inscritos, qualidade tanto das raças Hereford quanto Braford em evolução, moderados em seus tamanhos, animais muito produtivos, adequados aos ambientes de produção, com muito manto carniceiro. O que dá uma tranquilidade de que os produtores estão no caminho certo”, avalia Eduardo Soares, Presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).

Com a reabertura do trânsito de animais com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina voltou à Expointer e arrematou os grandes campeonatos da raça Angus. A Cabanha Floripana, de Urupema (SC), está levando para casa os títulos de grande campeão com o touro sênior Floripana 398 Bismarck e de grande campeã com a vaquilhona Floripana Florença TEI409 Bismarck TEI.

A cabanha foi a única propriedade de Santa Catarina com animais Angus no Parque Assis Brasil. “Depois desse tempo, quando não se podia vir com animais e retornar ao nosso Estado, conseguimos esse êxito que é fruto de um grande trabalho nosso”, afirmou o criador Oreste Melo Júnior.

Nascimento na Expointer

Na raça Simental-Fleckvieh, com 70 animais, a maior participação entre os bovinos mistos, os prêmios de grande campeão e campeã e os reservados, foram para a Fazenda Santa Terezinha, de Jaquirana.

Terneiro Capitão Vet, da raça Simental Fleckvieh, é o primeiro nascido na Expointer deste ano – Foto: Fernando Dias/Seapdr

E hoje, a surpresa. O nascimento do primeiro terneiro da Expointer, Capitão Vet, às 8h45min, da raça Simental-Fleckvieh. O nome é uma homenagem da Fazenda Terezinha, de Jaquirana, a todos os médicos veterinários. A mãe é a FST Audrey Over A4, de 30 meses, Campeã Vaca Jovem da Exposição.

“É uma lembrança e uma homenagem da Fazenda Santa Terezinha a todos os médicos-veterinários que são fundamentais na promoção e na preservação da saúde dos animais, além de assegurar a produtividade dos rebanhos”, afirma Eduardo Borges de Assis, Presidente da Associação de Criadores da Raça Simental-Fleckvieh.

A Fazenda Santa Terezinha conquistou os grandes prêmios da raça, de grande campeão e reservado e de grande campeã e reservada também.

Prêmio do concurso leiteiro da raça holandesa vai para produtor da serra – Foto: Divulgação/Gadolando

Os julgamentos da raça holandesa ocorreram no Parque de Exposições durante todo o dia de quinta-feira (09). Entre os bovinos de leite, é a que tem maior número de animais na feira, com 140 animais inscritos.

Entre os resultados já conhecidos, o do vencedor do concurso Leiteiro da raça holandesa, organizado pela Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando). Neste ano, o produtor de leite Evandro Cichelero de Carlos Barbosa, conquistou dois prêmios. Na categoria Jovem, com a vaca Granja Cichelero 546 Finder, com uma produção de 69,66 litros de leite; e na Adulta, com a vaca Carlos Barbosa Cichelero 383 José, que alcançou a marca de 83,68 litros de leite.

Para ver todos os grandes campeões da 44ª Expointer, acesse aqui: https://expointer.rs.gov.br/relatorios-da-expointer.

Fonte: Ascom SEAPDR

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja

Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

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Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja

O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.

Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.

Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock

padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.

O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.

Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.

Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.

Fonte: O Presente Rural
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens

Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

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Foto: Divulgação

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias

A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.

Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.

Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.

Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

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tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.

Efeitos diferentes dentro do Brasil

Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.

Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.

Oferta maior e preços menores

No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.

Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.

Fonte: O Presente Rural
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros

Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

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O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak

A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.

Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.

Anistia a multas

Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.

O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação

das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.

Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik

Frete mínimo  
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.

Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.

A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

Foto: Divulgação

A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.

Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.

Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.

Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.

A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.

As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.

Fonte: Agência Senado
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