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Gabriel Garcia Cid é eleito novo presidente da ABCZ
A chapa ‘ABCZ Mais Forte’ foi eleita com 58,6 % dos votos dos associados. A nova diretoria, composta por presidente, vices e conselheiros, ficará à frente da entidade pelos próximos três anos (2023-2025).

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) terá nova diretoria a partir de 1º de janeiro de 2023. A chapa ‘ABCZ Mais Forte’, encabeçada por Gabriel Garcia Cid, foi eleita na quarta-feira (30), com 58,6 % dos votos dos associados.
Ao todo, foram contabilizados 3.243 votos. A chapa ‘ABCZ Mais Forte’ recebeu 1.900 votos. A nova diretoria, composta por presidente, vices e conselheiros, ficará à frente da entidade pelos próximos três anos (2023-2025).
Pela primeira vez, a eleição e a apuração dos votos tiveram cobertura e transmissão ao vivo pela ABCZ TV, que atingiu quase nove mil visualizações simultâneas no YouTube.
“Em primeiro lugar quero agradecer a Deus por esta vitória e todo o nosso time de diretores, conselheiros e toda a equipe que esteve conosco e que acreditou na nossa proposta. O que deixo hoje de mensagem é aquilo que prometi durante toda a campanha: Cuidar do maior patrimônio da ABCZ que são os funcionários, criadores e todos os envolvidos neste processo”, diz Gabriel Garcia Cid.
Integram a diretoria do presidente Gabriel Garcia Cid, o 1º vice-presidente Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, o 2º vice-presidente Antônio José Prata Carvalho e o 3ª vice-presidente Ana Claudia Mendes Souza, além dos diretores Ângelo Mário de Souza Prata Tibery, Arnaldo Prata Filho, Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro, Carlos Henrique de Mendonça Pereira, Gilberto Machado Barata de Oliveira, Luiz Antônio Felippe, Márcio Diniz Junior, Maurício Bahia Odebrecht, Roberto Alves Mendes, Rodrigo Rezende Simões, Romildo Antônio da Costa, Sérgio Junqueira Germano e Torres Lincoln Prata Cunha Filho.
Já o Conselho Consultivo é composto pelos seguintes membros:
Acre
Francisco de Salles Ribeiro do Valle Filho
Marcelo Lemos de Sousa
Pedro Nogueira Teixeira da Rocha
Alagoas
Alexandre Gondim da Rosa Oiticica
Everaldo Pinheiro Tenório
Marcelo Montenegro Loureiro
Amapá
José Rodolfo de Souza Machado Borges
Marco Antônio de Araújo Fireman
Roberval Cordeiro Silva
Amazonas
Aciole Castelo Branco Maues
Angelus Cruz Figueira
Nilton Costa Lins Junior
Bahia
Miguel Pinto de Santana Filho
Paulo Roberto Gomes Mesquita
Paulo Sérgio Wildberger Lisboa
Ceará
Candice Macedo Rangel Trajano
Fábio Pinheiro Cardoso
José Kleber Calou Filho
Distrito Federal
Gil Pereira
Ibaneis Rocha Barros Junior
Leizer Divino de Castro Valadão
Espírito Santo
Beraldo Barcelos Hentzy
Carlos Fernando Fontenelle Dumans
Victor Paulo Silva Miranda
Goiás
Heuler Abreu Cruvinel
Luiz Eduardo Branquinho
Ulisses Rodrigues da Cunha Guimarães
Maranhão
Alexandre Vinicius Dourado de Oliveira
Cláudio Donisete Azevedo
Samir Saldanha Nicolau
Mato Grosso
Mário Roberto Candia de Figueiredo
Massahiro Ono
Olímpio Risso de Brito
Mato Grosso do Sul
José Olavo Borges Mendes Junior
Leda Garcia de Souza
Marcos de Rezende Andrade
Minas Gerais
André Gonçalves Ferreira
Richard Hebach L’Abbate
Rodrigo Pinto Canabrava
Pará
Adalton Pires Rodrigues
Adelino Junqueira Franco Neto
Franklim Ferraz da Silva
Paraíba
Fernando Di Lorenzo Marsicano dos Santos
Paulo Roberto de Miranda Leite
Renato Diniz Cruz
Paraná
Abelardo Luiz Lupion de Mello
Marcel Thuronyi
Sérgio Ricardo Pulzatto
Pernambuco
Carlos Fernando Falcão Pontual
Giulliano Nóbrega Malta
Marcelo Alvarez de Lucas Simon
Piauí
Agenor Veloso Neto Igreja
Dariely de Carvalho Monte Amaral
Leôndidas Freire Silva
Rio de Janeiro
Amândio Alves Salomão
Felipe Carneiro Monteiro Picciani
Márcio Henry Gregg
Rio Grande do Norte
Camillo Collier Neto
José Gilmar de Carvalho Lopes
Josemar França
Rio Grande do Sul
Ana Paula Vieira Neves
Firmino Teixeira da Silva Junior
José Adalmir Ribeiro do Amaral
Rondônia
Adriano Rosalem
João Pandolfi Ermita
Renato Sebastião Ingracia
Roraima
Alexandre Martendal
André Araújo Prado
Ermilo Paludo
Santa Catarina
Cleverson Miguel Ceregatti
Josué dos Santos Teixeira
Valdecir Bonatto
São Paulo
Douglas Brandão Costa
Marcelo Baptista de Oliveira
Maurício Ianni
Sergipe
Djenal Tavares Queiroz Neto
Gustavo Rezende de Menezes
Walter Garcez de Carvalho
Tocantins
Eduardo Gomes
José Rubens de Carvalho
Rubens José de Sousa Cunha Junior
E o Conselho Fiscal é composto pelos membros efetivos Alexandre Cavalcanti de Melo Bernardi, João Ricardo Rodrigues da Cunha Saud, José Eduardo Simões Mendonça, Leila Borges de Araújo e Marcelo Caldeira Teixeira. Além dos suplentes João Machado Prata Neto,José Calmon Tiradentes Cunha, Manoel de Azevedo Souza Neto, Nelson Claret Soares e Rodrigo Abdanur Carvalho.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



